A Sede da Academia Paulista de Direito nasceu do desejo de jovem professor das Arcadas, Antonio Ferreira Cesarino Junior, que viria a ser meu primeiro antecessor, na Presidência da Academia, de dispor de uma sala, na Faculdade de Direito, para atender e orientar pessoalmente seus alunos.

O Diretor da Faculdade, no ano de 1939, não compreendeu a importância da iniciativa pioneira. Cesarino Junior, então, por conta própria, locou uma sala na praça da Sé, e ali instalou seu escritório de trabalho e de orientação.

Mais tarde, adquiriu um conjunto de escritórios, na avenida Paulista, e fez a dotação à Academia que então presidia, de um espaço, ocupado até hoje e cuja história tomei a iniciativa de recuperar, exatamente para fazer renascer o ideal de docência e pesquisa que inspirou os fundadores e as fundadoras da Academia.

A Academia Paulista de Direito tem sua sede administrativa na Avenida Paulista, num conjunto do Edifício Barão de Christina, entre a rua Pamplona e a alameda Casa Branca, ao lado do Trianon, com sua reserva de Mata Atlântica, dando as costas à praça Alexandre de Gusmão, com sua pequena Rotunda, e às alamedas Santos e Jaú, e de frente para o Museu de Arte de São Paulo, MASP.

Digitalização do Acervo

Na sede administrativa também está a pequena e seleta Biblioteca. Estou realizando a digitalização de todos os livros, para disponibilização aos Acadêmicos e ao público de estudiosos e pesquisadores e pesquisadoras.

A Avenida

A avenida Paulista é um dos lugares mais pulsantes da cidade de São Paulo. Inaugurada em 1891 (na imagem, a aquarela de Jules Martim, vê-se a avenida, no dia de sua inauguração), está localizada num dos pontos mais altos da capital paulista, chamado Espigão da Paulista.

Tomando seu nome como homenagem a todos os habitantes de São Paulo, a avenida foi palco de tantos momentos e movimentos importantes da vida brasileira, e continua crescentemente a ser de todos, e assim deve ser.

Bem assim, a Academia também se faz de todos os que habitam na, e se movem e movimentam por nossa Cidade, nosso País. Paulista que se abre, cada vez mais, à diversidade e ao pertencimento de todos.

O Entorno

A Academia está localizada na região central da Capital de São Paulo, no distrito da Bela Vista (que abrange os bairros Morro dos Ingleses e Bixiga), limitando-se com os distritos, a nordeste, da República; a leste, da Liberdade; a sudeste, da Vila Mariana; a sudoeste, do Jardim Paulista; e, a noroeste, da Consolação.

Os espaços de suas ruas, ciclovias, parques (Siqueira Campos e Mario Covas), da avenida (transformada em parque, aos domingos e feriados), de cinemas, teatros (Oficina, Abril, Ágora, Bibi Ferreira, TBC, Brigadeiro, Frei Caneca, Imprensa, Maria Della Costa, Nair Bello, Raul Cortez, Ruth Escobar, Sérgio Cardoso), restaurantes, bistrôs, cantinas, cafeterias, sorveterias e bares, escolas e faculdades (Fundações Cásper Líbero e Getúlio Vargas, IBMEC) , centros culturais (Casa das Rosas, FIESP/SESI, Itaú Cultural, IMS, SESC-Paulista, Instituto Cervantes, Espace Campus France), consulados, instituições jurídicas, com suas bibliotecas (IASP e Academia Paulista de Direito), estações de rádio e de televisão, livrarias (Cultura e Martins), festas (Nossa Senhora de Achiropita) , lojas, brechós, antiquários, shopping centers, bancas de jornal e revistas, galerias, igrejas, bancos (Banco Central do Brasil), instituições públicas, museus (MASP), atraem paulistanos e visitantes de todas as partes do mundo.

​MASP

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) localiza-se na avenida Paulista, na cidade de São Paulo, no Brasil. Um dos mais importantes espaços culturais do país, é popularmente conhecido pelo edifício de arquitetura arrojada que abriga as suas instalações, famoso ícone da capital paulista.

Instituição particular sem fins lucrativos, a Associação MASP conta com extraordinário acervo reunido desde sua fundação em 1947. Reconhecida internacionalmente por sua qualidade e diversidade, a coleção do MASP é considerada a mais importante da América Latina, com obras que abrangem da Antiguidade Clássica até a Arte Contemporânea.

Vão livre do MASP

Durante todo o ano, o vão livre do MASP é palco para diversas manifestações, feiras livres, exibições de filmes, ocupações, flashmobs e apresentações de artistas de rua. Do fim do vão observa-se uma bela vista da cidade. Do espaço de 74 metros projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e inaugurado junto ao museu em 2 de outubro de 1947, que já começa a ser ofuscado por novos edifícios, ainda é possível ver grande parte do centro da cidade e a Zona Norte da capital, incluindo um trecho da Serra da Cantareira.

Trianon

No início da década de 1910, no local onde hoje se localiza o MASP, foi construído um belvedere com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, que ficou conhecido como Trianon. Durante as décadas de 1920 e 30, frequentado pela intelectualidade paulistana, o parque e o belvedere transformaram-se em símbolo da riqueza da elite paulistana e formavam um harmonioso conjunto integrado.

O nome atual, Parque Tenente Siqueira Campos, foi dado em 1931 em homenagem a um dos heróis da Revolução do Forte de Copacabana, na Revolta Tenentista. Entre os paisagistas responsáveis pelo projeto do parque estão o francês Paul Villon e o inglês Barry Parker.

Sua vegetação é composta por remanescentes da Mata Atlântica. Destacam-se grandes exemplares de araribá-rosa, canela-poca, cedro, jequitibá, pau-ferro, sapopemba, sapucaia e tamboril, além de abiurana, andá-açu, camboatás, guaraiúva e tapiá-guaçu. No sub-bosque há espécies exóticas introduzidas como palmeira-de-leque-da-china e seafórtia e mudas de espécies nativas plantadas para enriquecimento florístico. Foram registradas 135 espécies, das quais 8 estão ameaçadas como a cabreúva, o chichá e o palmito-jussara.

Com exceção dos aracnídeos e a rãzinha-piadeira, espécie de anfíbio anuro endêmica da Mata Atlântica, pode-se dizer que a fauna do Parque é composta apenas por seres alados, sendo duas espécies de borboletas, sete de morcegos e 28 de aves, representadas por alma-de-gato, pitiguari, quiri-quiri, saíra-amarela e tico-tico. Sanhaçu-de-encontro-amarelo e sabiá-ferreiro constituem as endêmicas do bioma. Durante sua migração, o sabiá-ferreiro faz “escala” no Parque, e pode ser detectado pelo canto de timbre metálico. Destacam-se as borboletas tigrinhas, cujas asas com faixas de laranja e amarelo num fundo preto, lembram um tigre.

Casa das Rosas

A Casa das Rosas é um casarão no estilo clássico francês, localizado na Avenida Paulista. É dedicado a diversas manifestações culturais, com enfoque em literatura e poesia. É um dos edifícios remanescente da época característica da ocupação inicial da avenida, e é, lamentavelmente, um dos poucos restantes desse período relevante para o desenvolvimento do Brasil.

Em 1985, o bem foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico (CONDEPHAAT) e foi restaurada em diversas oportunidades, sendo atualmente conhecida como Centro Cultural Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

A Casa das Rosas foi construída em 1935 a partir do projeto de Escritório Severo Villares, sucessor de Francisco de Paula Ramos de Azevedo.

É considerada parte integrante do hall de diversas obras de renome assinadas pelo “Escritório Técnico Ramos de Azevedo”, tais como a Pinacoteca do Estado, Teatro Municipal de São Paulo, o Mercado Municipal de São Paulo, o Palácio da Justiça e o Colégio Sion, por exemplo. A Casa das Rosas, em específico, foi de autoria do arquiteto Felisberto Ranzini.

O casarão serviu de residência durante os primeiros 51 anos de sua existência, sendo seus primeiros ocupantes uma das filhas de Ramos de Azevedo, Lúcia Ramos de Azevedo, e seu marido, Ernesto Dias de Castro, a seguir, passando para o filho do casal Ernesto Dias de Castro e Anna Rosa, sua esposa.

A desapropriação do imóvel deu-se em 1986, pelo Governo do Estado de São Paulo, com o compromisso de preservação do terreno, sem alterar sua originalidade.

O imóvel possui um dos mais belos jardins de rosas da cidade de São Paulo. Passou por reformas entre 1986 e 11 de março de 1991, quando a Secretaria da Cultura implantou a Casa das Rosas – Galeria Estadual de Arte, um espaço cujo principal função era acolher exposições temporárias e circulantes do acervo de obras que o próprio Governo do Estado de São Paulo detinha, privilegiando a difusão de poesias e da arte em geral.

Em 2003, passou por novas reformas, sendo reinaugurado em 9 de dezembro de 2004 e renomeado em homenagem ao poeta Haroldo de Campos, falecido em 2003, com a renovada missão de, a par da destinação às artes, tornar-se espaço público  voltado à poesia, proporcionando oficinas de criação e crítica literária, cursos de formação, ciclos de debate. Museu que  promove a difusão e divulgação da literatura dos escritores menos favorecidos, desconhecidos e até dos esquecidos pelo mercado. Sua proposta é a de proporcionar ambiente para atividades  de pesquisas e leituras.

Todo o acervo pessoal do poeta, tradutor Haroldo de Campos, doado à Secretaria da Cultura estadual em 2004, foi destinado ao Centro Cultural Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. A Casa das Rosas é refúgio para toda manifestação artística e poética, abrigando também a primeira biblioteca do país especializada em poesias.

Parque Mario Covas: Villa Fortunata

Inaugurado em janeiro de 2010, possuindo uma área de  5,4 mil metros quadrados, ligado, do ponto de vista administrativo, ao parque Trianon, serve a inúmeras atividades culturais, de ensino e de lazer.

Em seu endereço estava a Villa Fortunata, residência de René Thiollier, intelectual paulista. A casa de campo foi construída por seu pai,  Alexandre Honoré Marie Thiollier, em 1903. O nome da casa foi dado em hiomenagem a sua mulher. A família morava na Rua XV de Novembro, 60, localização da primeira livraria de São Paulo, a Casa Garraux. Em 1909, parte para a Europa, locando a casa para a família Marx., ali nascendo, então, o paisagista Roberto Burle Marx. Por quatro anos a família Marx lá residiu, até que, em 1912, o pai de Roberto, que possuía um curtume, faliu e se mudou para Rio de Janeiro. Com o falecimento de Alexandre Honoré, em 1913, René passou a residir na Villa, com sua mulher e sua mãe, ali permanecendo até sua morte, em 1968.

Por 55 anos a Villa Fortunata foi palco de encontros e saraus de intelectuais, assim Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Menotti Del Picchia e Monteiro Lobato. Ali, tomou posse Altino Arantes como presidente da Academia Paulista de Letras.

A área verde do Parque, que corresponde ao bosque existente na “Villa Fortunata”, foi preservada graças ao gravame imposto ao lugar pelo advogado Alexandre Honoré Marie Thiollier e a artista plástica Nazareth de Carvalho Thiollier, fazendo com que a área se consolidasse como importante legado de preservação ambiental para a Cidade, além de empecilho para a desenfreada especulação imobiliária.

Centro Cultural da FIESP e do SESI e seu Jardim Burle Marx

Um palco para as artes cênicas e visuais, o audiovisual, a música e a tecnologia.

A arquitetura moderna do edifício Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, sede da FIESP, que também abriga o CIESP, o SENAI-SP, o SESI-SP e o Instituto Roberto Simonsen, ponto de referência no skyline da cidade, local em que se realizam as exibições e atividades do Centro Cultural FIESP-Paulista, com espaço de livre circulação em seu interior e o uso de espaços alternativos, como a esplanada e o foyer do Teatro do SESI-SP, para inusitadas manifestações artísticas e culturais, parte desua programação. Também abriga a lojinha da SESI-SP Editora, seus livros e catálogos de arte, localizada ao lado da Galeria. Na visita ao Centro Cultural, é ainda possível contemplar a fachada de concreto da Alameda Santos,projetada por Roberto Burle Marx (1909-1994), tomar um café observando o visual do jardim de inverno, além de acompanhar espetáculos teatrais e musicais.

Centro Cultural Itaú

Voltado para a pesquisa e a produção de conteúdo e para o mapeamento de manifestações artísticas, o Itaú Cultural realiza extensa programação e projetos de incentivo a jovens artistas e pesquisadores, como, por exemplo, o Projeto Rumos.

O local recebe até três exposições ao mesmo tempo. Suas Ocupações são mostras que trazem à luz trajetórias de músicos, atores, pensadores, artistas, entre outras pessoas que contribuíram para o conhecimento nacional. São voltadas principalmente para jovens, que se servem de tais manifestações e de seus ícones como referências para a sua própria produção.

O Centro Cultural possui programação esporádica de cinema, além de restaurante e café.

Instituto Moreira Salles

A presença do IMS em São Paulo, o mais importante cenário cultural do Brasil, desde 20 de setembro de 2017, com projeto do escritório Andrade Morettin Arquitetos, pelo arquiteto Marcelo Henneberg Morettin, que conquistou o prêmio de melhor obra de arquitetura em São Paulo, concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria Arquitetura e Urbanismo, é um marco na história da instituição cultural.

Museu vertical, poensado a partir de conceitos sustentáveis, o edifício compõe-se de sete andares, com pé-direito duplo. Uma das inovações está em localizar-se no quarto pavimento o ambiente de entrada e convívio do Centro Cultural, a Praça IMS, acessível a partir do vão livre do térreo por escadas rolantes.

Além das áreas para exposições, com mais de 1200 metros quadrados, o IMS Paulista conta com cineteatro – onde acontecem mostras de filmes, eventos musicais, seminários e debates –, uma biblioteca de fotografia, salas de aula, a loja/livraria IMS por Travessa e o café-restaurante Balaio.

SESC-Paulista

O moderno prédio de 17 andares tem inspiração no trinômio Arte, Corpo e Tecnologia.

Construção inovadora, desde sua faixada até o planejamento dos espaços, que contam com estruturas de  interação tecnológica, composta por salas de exposição e espetáculos, espaços para práticas esportivas e corporais, além dos serviços de saúde e alimentação dispostos aos usuários dos vários centros do SESC.

No ponto mais alto do edifício, a cafeteria abre uma vista privilegiada da avenida Paulista. No mesmo andar e no mirante superior, pode-se contemplar fotografar e filmar a cidade de São Paulo.

As áreas de convivência nos vários andares são amplas e acessíveis. No térreo, está a praça multiuso, moldável para integrar convívio social e intervenções artísticas.

A biblioteca  conta com amplo acervo de obras de literatura brasileira, estrangeira, quadrinhos, poesia, artes, ciências e humanidades, com equipamentos para permitir acesso à leitura de pessoas com deficiência.

Instituto Cervantes de São Paulo

O Instituto não é apenas um dos mais importantes centros de estudo e ensino da língua espanhola – que recebeu o prêmio Príncipe de Astúrias, em 2005, na categoria Comunicação e Humnaidades -, mas abriga e promove várias atividades culturais, ciclos de conferências, exposições, concertos.

Está em constante colaboração com as principais instituições culturais da cidade, que também são as do país, como o MASP, o Memorial de América Latina, o Centro Cultural São Paulo. Também colaboracom as representações diplomáticas dos países hispanofalantes, e organiza anualmente Simpósios Internacionais sobre didática e metodologia do espanhol.

Institut Français no Brasil

A importante instituição de difusão e promoção cultural francesa conta com o espaço na Alameda Jaú, junto à Aliança Francesa, além de promover a colaboração com outras entidades e espaços paulistanos, e com o Campus France São Paulo, canal privilegiado de comunicação entre os estudantes brasileiros e as instituições francesas de ensino superior. Compreende ações, sob a coordenação do serviço diplomático francês, com importante programação de debates de ideias e de livros, a par de acervo de obras, além de cooperação na pesquisa e no ensino e na difusão científica e cultural.

Estátua em homenagem ao herói venezuelano que lutou na guerra de independência americana

Sebastián Francisco de Miranda Rodríguez (Caracas, 28 de março de 1750 — San Fernando, Cádiz, 14 de julho de 1816) foi um militar venezuelano, precursor da independência da América espanhola. Executou um malogrado plano de independência das colônias espanholas na América Latina, mas que se reconhece como precursor dos ideais de Simón Bolívar e Bernardo O’Higgins, assim como de outros combatentes americanos que conseguiram a independência em grande parte da região.

Com a ajuda britânica, Miranda realizou uma invasão na Venezuela em 1806. Chegou ao porto de Coro, onde a bandeira venezuelana tricolor foi içada pela primeira vez. Entre os voluntários que serviram para essa rebelião, estava David G. Burnet, dos Estados Unidos, que seria mais tarde o presidente interino da República do Texas depois de sua separação do México em 1836. Em 19 de abril de 1810, a Venezuela iniciou seu processo de independência, pelo qual Simón Bolívar persuadiu Miranda a voltar a sua terra natal, onde lhe fizeram general do exército revolucionário. Quando o país declarou formalmente a independência, em 5 de julho de 1811, assumiu a presidência com poderes ditatoriais.

As forças espanholas contra-atacaram e Miranda, temendo uma derrota brutal e desesperada, assinou um armistício com os espanhóis em julho de 1812 (Tratado de La Victoria). Bolívar e outros revolucionários acreditaram que sua rendição correspondia a uma traição às causas republicanas, e lhe frustraram a intenção de escapar. Entregaram Miranda ao exército real espanhol que o levou à prisão em Cádis, Espanha, onde morreu em 1816.

O Edificio Barão de Christina

Na avenida Paulista, a partir da esquina com a alameda Casa Branca, havia, originalmente, três casas, pertencentes às filhas do Conde Matarazzo (a história pode ser lida aqui). Das três casas, a segunda, a de número primitivo 82, demolida, deu origem ao atual número 1471, que correponde ao edifício Barão de Christina, no qual está localizada a Academia Paulista de Direito.

Em julho de 1948, na Revista Acrópole,  publicação especializada em arquitetura, a casa é apresentada como sendo de “propriedade da Excelentíssima Senhora Dona Mariângela Matarazzo”.

Algumas fotos da casa estão preservadas (e são mostradas, aqui, na galeria). Antes de sua reconstrução ou reforma, no local havia edifício, de estilo eclético, um chalé estilizado, que foi radicalmente modificado para, então, dar lugar à provável residência da Condessa Mariângela Matarazzo, em estilo moderno, com linhas mais retas e curvas suaves,  construção representante de sua época.

Nas imagens, vê-se a fachada em outros ângulos. O ambiente interno demostra o gosto e  estilo da casa. No living, “um aparador de alvenaria com poucos objetos, livros, cristais, flores e dois quadros.” No hall, escada em formato semicaracol, com corrimão feito com ornamentos em ferro, que leva ao andar superior e também ao inferior, combinando com um belo lustre pendente no mesmo material.”

Não sabe ao certo se Mariângela residiu nessa casa, ou se foi apenas mais um investimento da família, o que é mais provável. Seu marido, o Conde Francisco Matarazzo morreu em 1977. Ela faleceu aos 91 anos, em março de 1996, tendo sido a última moradora do mais conhecido casarão da família, que foi derrubado, em janeiro do ano de sua morte, para dar lugar a um estacionamento – sob protestos da população paulistana, e logo após a tentativa de tombamento, pela então Prefeita de São Paulo, Luiza Erundina – , mais recentemente, um shopping mall. A demolição de vários casarões da avenida Paulista, entre meados da d´cada de 1980 e fim da década de 1990, representou o ápice de um processo de enorme perda para o sentido do patrimônio histórico brasileiro, além de reafirmar a opção lamentável pela mera especulação imobiliária, tão típica do crescimento da Capital de São Paulo.

As casas da Avenida Paulista, enfim, viraram edifícios.

Em 1977, com projeto de Roberto Sister, foi construído o Edifício Barão de Christina. Com 19 andares,o prédio chamou a atenção por suas pastilhas coloridas na fachada. O nome homenageia Francisco Ribeiro Junqueira, que foi o Barão de Christina, primeiro filho de Antonio José Ribeiro de Carvalho e de Helena Nicésia de Andrade Junqueira, filha dos Barões de Alfenas, Gabriel Francisco Junqueira e Ignácia Constança de Andrade. A família Junqueira, oriunda de Minas Gerais, teve casa na avenida Paulista também. Clique aqui para conhecer a historia do Barão.

Biblioteca Arnoldo Wald (Acadêmico Titular da Academia Paulista de Direito)

Clique aqui e confira a notíca sobre a biblioteca, na página da Academia Paulista de Direito, no Facebook.