No dia 21 de out­ubro de 2026, no Salão Nobre da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, no Largo São Fran­cis­co, no cen­tro de São Paulo, será lido o Man­i­festo dos Juris­tas em Defe­sa da Constituição.

Aber­to ao públi­co e de caráter apartidário, o encon­tro terá como momen­to cen­tral a leitu­ra do “Man­i­festo pela Con­sti­tu­ição, pela Democ­ra­cia e pelos Dire­itos Humanos”, doc­u­men­to que reafir­ma o com­pro­mis­so com o Esta­do Democráti­co de Dire­ito, a inde­pendên­cia dos três Poderes da Repúbli­ca e o respeito às garan­tias constitucionais.

A ini­cia­ti­va ocorre a poucos dias do segun­do turno das eleições pres­i­den­ci­ais, em um momen­to de inten­so debate sobre os rumos políti­cos e insti­tu­cionais do país e o futuro da democ­ra­cia. O man­i­festo parte do com­pro­mis­so assum­i­do pelos profis­sion­ais do Dire­ito de defend­er a Con­sti­tu­ição, os dire­itos humanos, a justiça social e as insti­tu­ições democráti­cas. Seus sig­natários sus­ten­tam que esse com­pro­mis­so exige uma man­i­fes­tação públi­ca sem­pre que são iden­ti­fi­cadas ameaças à ordem con­sti­tu­cional, espe­cial­mente quan­do rela­cionadas ao exer­cí­cio da Presidên­cia da República.

O doc­u­men­to ressalta que a defe­sa da democ­ra­cia deve estar aci­ma das divergên­cias par­tidárias e ide­ológ­i­cas. Entre seus apoiadores, há pes­soas iden­ti­fi­cadas com a dire­i­ta, o cen­tro e a esquer­da, com posições dis­tin­tas sobre econo­mia, segu­rança públi­ca, cos­tumes e o papel do Estado.

O tex­to tam­bém abor­da a respon­s­abil­i­dade dos cidadãos no proces­so eleitoral, apre­sen­tan­do o voto como instru­men­to para pro­te­ger as insti­tu­ições democráti­cas e reafir­mar o com­pro­mis­so com a Constituição.

“O momen­to pelo qual nos­so país pas­sa exige que todos ten­ham respon­s­abil­i­dade com as estru­turas que nos pro­tegem, e por isso é tão impor­tante atos como o que esta­mos pro­moven­do”, diz Rita Lara, pres­i­dente do Cen­tro Acadêmi­co XI de Agosto.

A real­iza­ção do encon­tro na Fac­ul­dade de Dire­ito da USP remete à tradição de mobi­liza­ção da insti­tu­ição em momen­tos deci­sivos da história políti­ca brasileira. Foi ali que, em 8 de agos­to de 1977, durante a ditadu­ra mil­i­tar, o jurista Gof­fre­do da Sil­va Telles Júnior fez a históri­ca leitu­ra da Car­ta aos Brasileiros, um mar­co na defe­sa do Esta­do de Dire­ito e na mobi­liza­ção pela rede­moc­ra­ti­za­ção do país.

Ao escol­her nova­mente esse espaço, os orga­ni­zadores bus­cam reafir­mar o papel da sociedade civ­il na defe­sa das insti­tu­ições repub­li­canas, das liber­dades fun­da­men­tais e dos dire­itos asse­gu­ra­dos pela Con­sti­tu­ição de 1988.

É uma ini­cia­ti­va do Cen­tro Acadêmi­co XI de Agos­to, que reúne as alu­nas e os alunos das Arcadas, com a colab­o­ração da UNE, da UEE e da FENED, e o apoio de várias enti­dades da sociedade civ­il e dos movi­men­tos soci­ais, coor­de­nadas pela Comis­são Arns.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito par­tic­i­pa do even­to e assi­na o Man­i­festo, em defe­sa do Esta­do Democráti­co de Direito.

Leia o Man­i­festo a seguir:

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