
Acadêmica Titular da Academia Paulista de Direito, Professora Titular da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC.SP, instituição em que se graduou e seguiu, com brilho, a carreira docente, nos cursos de Graduação, especialização, Mestrado e Doutorado, que ajudou a criar, formando gerações de juristas, Thereza Celina Diniz Arruda Alvim. Na PUC.SP, ainda, exerceu a função de Assessora Jurídica da Reitoria.
Foi fundadora da FADISP – Faculdade Autônoma de Direito, na qual implantou os cursos de Graduação e Pós-Graduação em Direito.
Processualista reconhecida por seus trabalhos acadêmicos e lições, no Brasil e no exterior.
Na Advocacia, além de ter sido Procuradora do Estado de São Paulo, exercendo a função de consultoria na Secretaria de Justiça de São Paulo, fundou, em 1960, ao lado do marido, Professor José Manoel Arruda Alvim Netto, uma das mais respeitadas bancas jurídicas brasileiras, pela qual passaram inúmeros discípulos e discípulas dos queridos e saudosos Professores, ali se notabilizando, pela excelência acadêmica e advocatícia, seus filhos Teresa Arruda Alvim e Eduardo Arruda Alvim, Académicos Titulares da APD e professores da PUC.SP.
Publicou, no Brasil e no exterior, artigos e livros sobre Direito Processual Civil, Direito do Consumidor, Direito Administrativo e Direito Constitucional.
Em reconhecimento por sua trajetória pioneira, recebeu, em 2017, o Colar do Mérito Judiciário do Tribunal de Justiça de São Paulo - TJSP.
Recebeu, ainda, inúmeras homenagens, dentre as quais, em 2026, a realizada pela PUC.SP, pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual — IBDP, pelo projeto “Mulheres no Processo”, no último Congresso de Direito Processual Civil: “este Congresso não poderia escolher alguém melhor para homenagear do que a Professora Thereza Alvim”, afirmou o processualista e jusambientalista Antonio Herman Benjamin, Presidente do Superior Tribunal de Justiça e ex-Promotor e , depois, Procurador de Justiça do Estado de São Paulo, ao lembrar, também, a importância do Desembargador do TJSP e Professor José Manoel Arruda Alvim Netto.
No mesmo evento, a iminente processualista Nancy Andrighi, Ministra do STJ, fez lembrar os dois Professores José Manoel e Thereza, que “a levariam a um passado de felicidade, porque tínhamos uma Professora que cuidava dos alunos, nos ouvia e orientava.” Para Nancy Andrighi, o maior legado de Thereza Alvim “para nós, mulheres, é a demonstração de que a sensibilidade e a firmeza não são excludentes. Thereza abriu o caminho para que hoje pudéssemos ter congressos inteiros de mulheres processualistas, mostrando-nos que é possível ser uma jurista de vanguarda, uma mãe dedicada e uma professora apaixonada, tudo em uma mesma vida.”
Já o Ministro Ribeiro Dantas, também do STJ, referiu a profundidade da obra de Thereza, no “tratamento das questões prévias”, a delimitação da coisa julgada, estabelecendo critérios inovadores e duradouros doutrinários.
Para João Grandino Rodas, antigo Reitor da Universidade de São Paulo e Diretor da Faculdade de Direito da mesma instituição, atual Presidente do Centro de Estudos de Direito Econômico e Social – CEDES, “a firmeza serena da Professora Thereza Alvim, que inspirou e formou milhares de alunos, será sempre lembrada”.
Para Alberto Lucchi, que é Advogado-Sênior de Arruda Alvim e Advogados Associados, Mestrando do CEDES, “a Professora Thereza foi uma referência de profissionalismo e dedicação, além do espírito familiar, acolhendo-me e dando oportunidade de me desenvolver como advogado. Já me faz falta”.
Roberta de Bragança Freitas Attié, Advogada e Diretora de Redação da POLIFONIA Revista Internacional da Academia Paulista de Direito, que trabalhou com a Professora Thereza, tanto em seu escritório quanto na Revista Forense„ disse ter conhecido “os queridos Professora Thereza e Professor José Manoel já mais velhos. A Professora Thereza abriu seu escritório para meu retorno à advocacia. Tive a oportunidade de trabalhar a seu lado e conviver com seu saber. O Professor José Manoel acolheu-me como sua orientanda, na PUC.SP. Guardo lembranças e lições preciosas dos queridos Professores, líderes e juristas exemplares que sempre serão lembrados. Que sua chegada aos céus possa ser celebrada pelos que lá já estão descansando em paz.”
Para o Professor e Advogado Vinícius Andrade, que também advogou no escritório Arruda Alvim, “alguns mestres não apenas ensinam o Direito; ajudam a escrevê-lo. A professora Thereza pertence a essa rara categoria. Sua ausência será profundamente sentida, mas o seu legado continuará iluminando os caminhos da ciência jurídica contemporânea”.
Para Dulce Calmon, ex-Professora de Direito da FADISP, “a Dra. Thereza Alvim foi muito mais do que uma grande jurista: foi uma amiga querida da vida acadêmica. Sua inteligência, personalidade marcante e dedicação ao ensino deixaram profundas marcas em minha vida”.
Marco Aurélio Tavares Francisco, Advogado e Secretário-Geral do Cedes, ex-Secretário-Geral da FADISP, lembrou de sua amizade e admiração pela Professora: “foi uma grande honra trabalhar ao lado d Thereza Alvim por mais de uma década, acompanhando a implantação dos cursos de graduação e de pós-graduação lato e stricto sensu da FADISP. Sua extraordinária capacidade de reunir pessoas, sua visão prática e sua dedicação marcaram gerações. No campo acadêmico, deixou grande contribuição ao Direito Processual Civil, especialmente por seu amor ao processo de conhecimento O direito de estar em juízo. Obrigado! ”
A Academia Paulista de Direito presta homenagem a sua ilustre ex-Presidente, sua memória ficará guardada e sua contribuição jurídica fundamental preservada para a ciência e para a prática do Direito em nosso país. Seus filhos Eduardo e Teresa, cuja trajetória de ensino, pesquisa e advocacia honram a formação de seus pais, encaminham com honra e brilho esse legado.
A APD permanecerá em luto, por sete dias.
