
Em pioneira e corajosa iniciativa da Corregedoria-Geral de Justiça de São Paulo„ baseada em projeto elaborado pelo atual presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, quando desempenhou a função de Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, determinou-se que juízes e juízas em exercício em Varas especializadas em Direito Empresarial e Recuperação Judicial de empresas prestem informações sobre sua participação em eventos organizados ou patrocinados por administradores judiciais, conciliadores e leiloeiros, auxiliares da justiça que são escolhidos e nomeados por juízes e juízas, recebendo pagamento pelo trabalho desempenhado em processos de responsabilidade dessas varas especializadas, fixado pelos próprios juízes e juízas.. Igualmente, esses auxiliares da justiça devem prestar informações sobre a participação e presença de juízes e juízas nos eventos que organizam ou patrocinam.

As informações serão publicadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio da elaboração de cadastro, sendo certo que providências de esclarecimento serão tomadas pela Corregedoria-Geral, na medida em que forem identificados riscos de conflito de interesses ou de comprometimento da independência funcional.
Do cadastro também constarão informações sobre funcionários e sócios de empresas de leiloeiros, administradores e conciliadores, inclusive sobre eventual contratação de parentes.
O ato é de lavra da Corregedora-Geral de Justiça de São Paulo, a Desembargadora Silvia Rocha, primeira mulher a desempenhar a importante função, desde a fundação do Tribunal de Justiça, no século XIX.
A Academia Paulista de Direito cumprimenta a Desembargadora Silvia Rocha pela iniciativa, por sua relevância para a construção e renovação da ética jurídica, assim como para o aprimoramento do processo civilizacional do direito, em nosso País, elogio estendido ao Ministro Luiz Philippe Viera de Mello, do Tribunal Superior do Trabalho.

O também importante e corajoso projeto elaborado pelo Ministro Luiz Philipe Viera de Mello Filho para o Conselho Nacional de Justiça não foi aprovada, na época de sua apresentação, muito embora tenha contado com o apoio da então Presidente do órgão, a hoje aposentada Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, que realizou, importantes iniciativas para aprimorar a ética do trabalho no mesmo STJ.
