Conferência Popular de Indígenas em Contextos Urbanos realiza Seminário sobre “Etnocídio Indígena”

Conferência Popular de Indígenas em Contextos Urbanos realiza Seminário sobre “Etnocídio Indígena”

Entre os dias 28 de agos­to e 2 de setem­bro de 2023, sem­pre às 19 horas, a 1ª Con­fer­ên­cia Pop­u­lar de Indí­ge­nas em Con­tex­tos Urbanos, com trans­mis­são pelas Redes TV Tamuya e TV Imbaú, em seus Canais YouTube, e o apoio da Asso­ci­ação Wyka Kwara, real­iza o Sem­i­nário “Etnocí­dio Indígena.”

A enti­dade orga­ni­zado­ra expli­ca o obje­ti­vo do evento:

“Nos últi­mos anos, temos ten­ta­do com­preen­der o que foi e o que sig­nifi­cou o Etnocí­dio. Essa bus­ca lev­ou à orga­ni­za­ção do sem­i­nário sobre o Par­dis­mo, que acabou por abrir enorme leque de dis­cussões, cul­mi­nan­do com a orga­ni­za­ção da I Con­fer­ên­cia Livre e Pop­u­lar de Indí­ge­nas do Con­tex­to Urbano. Percebe­mos serem enormes os desafios, e que o apro­fun­da­men­to teóri­co exige grande atenção. Por isso, esta­mos  orga­ni­zan­do um sem­i­nário para tratar dire­ta­mente do tema do Etnocí­dio. Muitos teóri­cos têm con­tribuí­do para pen­sar o apaga­men­to e as especi­fi­ci­dades de indí­ge­nas, como os do nordeste, por exem­p­lo, e nos têm servi­do como refer­ên­cia teóri­ca. O tex­to “Entran­do e sain­do da “mis­tu­ra”: os índios nos cen­sos nacionais,” do antropól­o­go João Pacheco de Oliveira — que estará pre­sente no sem­i­nário — demon­stra como o esta­do lida com a pre­sença dos povos indí­ge­nas nesse ter­ritório. Con­struí­mos a con­cepção de que o apaga­men­to dos povos indí­ge­nas con­sol­i­da visão e práti­cas colo­ni­ais e cap­i­tal­is­tas., A pre­sença indí­ge­na para o colono-cap­i­tal­ista é sem­pre um prob­le­ma, ten­do em vista a lóg­i­ca da pro­priedade pri­va­da, cen­tro do pen­sa­men­to lib­er­al, sem­pre pos­ta em ques­tion­a­men­to pela pre­sença indí­ge­na. Con­vi­damos indí­ge­nas, pen­sado­ras e pen­sadores, ali­adas e ali­a­dos de nos­sa causa, pre­ocu­pa­dos com a questão indí­ge­na, para refle­tir conosco sobre esse proces­so. O sem­i­nário con­tará com a pre­sença de alguns deles: Már­cio Maia Malta,Wilma Mar­tis de Men­donça, Lia Pin­heiro Bar­bosa, Sér­gio Pes­soa Fer­ro, Casé Angatu Xucuru,Djalma Potiguara, Katius­cia Pinheiro,Sassa Tupinambá,Arlete Pin­heiro, Lucia Quechua, e Giva.”

Para se inscr­ev­er no sem­i­nário, acesse este link.

Para acom­pan­har , incre­va-se e acesse: na TV Tamuya ou na TV Imbaú

Pro­gra­mação:

apoio: @associacaowykakwara, Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Cadeira San Tia­go Dantas

Declaração de Durban e Convenção Interamericana contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância

Declaração de Durban e Convenção Interamericana contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação e Intolerância

Man­dela Day 2023 — Unilab/Amandla

Roda de Conversa

Des­do­bra­men­tos da Con­fer­ên­cia de Dur­ban: Fórum Per­ma­nente da ONU de Afrode­scen­dentes — desafios e possibilidades

Coor­de­nação: Matilde Ribeiro

Exposição: Daise Bened­i­to,  Edilza Sotero e Matilde Ribeiro

Comen­tários

Con­venção Inter­amer­i­cana Con­tra o Racis­mo e Todas as For­mas de Dis­crim­i­nação e Intolerância

Alfre­do Attié e Dou­glas Martins

Para ouvir, no YouTube, clique aqui ou acom­pan­he no video a seguir:

 

 

Par­tic­i­pação Pro­fa. Cris­tiane, Edson Borges, Rob­son e Fil­ipe Indio

Ativi­dade desen­volvi­da durante o Man­dela Day 2023, real­iza­do pela Uni­lab e o Grupo Amandla

27 de jul­ho de 2023, entre 19:30 e 21:30 horas.

Real­iza­ção: Uni­ver­si­dade Fed­er­al do ABC, Unilab/Amandla e Acad­e­mia Paulista de Direito/Cadeira San Tia­go Dantas 

Comitê Esperançar reúne-se para planejar o Mandela Day 2024

Comitê Esperançar reúne-se para planejar o Mandela Day 2024

No dia 27 de jul­ho de 2023, o Comitê Esper­ançar reúne-se para assi­s­tir à Exposição Vir­tu­al de Fotografias Ver­tentes, de auto­ria da artista Valu Ribeiro.

Após a exibição, have­ria debate, com a par­tic­i­pação de Cas­si Coutin­ho, Joana D’Arc Lima, Rober­ta Attié e Wilma João Quadé, sob a coor­de­nação de Matilde Ribeiro.

A reunião tam­bém servirá para a reflexão e encam­in­hamen­tos do Man­dela Day 2024, após o êxi­to da pro­gra­mação de 2023.

Assista ao video do even­to, neste link.

Marcio Pochmann é o novo Presidente do IBGE

Marcio Pochmann é o novo Presidente do IBGE

O Pro­fes­sor Tit­u­lar da Uni­camp, econ­o­mista Már­cio Pochmann, foi nomea­do Pres­i­dente do Insti­tu­to Brasileiro de Geografia e Estatís­ti­ca — IBGE.

Pochmann,  econ­o­mista e pesquisador, foi Pres­i­dente da Fun­dação Perseu Abramo de 2012 a 2020, Pres­i­dente do Insti­tu­to de Pesquisa Econômi­ca Apli­ca­da entre 2007 e 2012 e Secretário Munic­i­pal de São Paulo de 2001 a 2004. Doutor em Ciên­cias Econômi­cas, é Pro­fes­sor Tit­u­lar da Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inasUni­camp. foi pesquisador em uni­ver­si­dades europeias e con­sul­tor. Autor de livros sobre econo­mia, desen­volvi­men­to e políti­cas públi­cas, rece­beu o Prêmio Jabu­ti, em 2002.

 

Em abril de 2022, par­ticipou de debate orga­ni­za­do pela Cadeira San Tia­go Dan­tas, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, e pelo IPEDDInsti­tu­to Piraci­ca­bano de Estu­dos e Defe­sa da Democ­ra­cia, sobre “Brasil 2022: Econo­mia e Sociedade”, com o Pro­fes­sor Sebastião Guedes, da Une­sp, e Alfre­do Attié. Assista, aqui.

 

José Celso sobre Celso Furtado

José Celso sobre Celso Furtado

Graças ao impor­tante tra­bal­ho da jor­nal­ista, tradu­to­ra e escrito­ra Rosa Freire D’Aguiar, a lin­da hom­e­nagem de Zé Cel­so Mar­tinez Cor­rêa a Cel­so Fur­ta­do foi preser­va­da e pub­li­ca­da, recen­te­mente, no momen­to do pas­sa­men­to de Zé Celso.

Pub­li­ca-se, aqui também,como hom­e­nagem aos dois ExCel­sos rep­re­sen­tantes da cul­tura cidadã brasileira, um doc­u­men­to para a história da con­strução da democracia.

A morte de Cel­so Fur­ta­do me deixou muito abalado. 

Eu esta­va duro e ao mes­mo tem­po pre­ocu­pa­do de não deixar a trincheira do com­puta­dor escreven­do “A Luta”, mas quis muito pegar um avião e ir ao enter­ro, no Rio de Janeiro. Era ami­go dele e da mul­her, Rosa. 

Eu acho que o site deve traz­er uma foto dele urgente, rev­e­lando que, enquan­to min­istro da Cul­tura — depois de a sec­re­taria do Esta­do de São Paulo se recusar a colo­car din­heiro nas obras do Teatro Ofic­i­na e de o Maluf ter ofer­e­ci­do con­tin­uar nos dan­do din­heiro — ele entrou em cena e man­dou o Fábio Mag­a­l­hães, um pin­tor de São Paulo, muito bom e muito ami­go, se ofer­e­cer para o min­istério para con­cluir as obras do Ofic­i­na. Veio da parte dele inteiramente! 

Uma vez em Lis­boa, tomei um áci­do “Orange Cal­ifór­nia” e fui me encon­trar com ele, que esta­va lá tam­bém exi­la­do, acho que na Fun­dação Gulbenkian. 

Olhos nos olhos. Ele tin­ha belís­si­mos olhos verdes. Era um homem lin­do. Eu esta­va na con­tra luz, e o sol era um lugar ao ar livre. Ilu­mi­na­va todo o ros­to quadra­do, imen­so, cin­e­matográ­fi­co dele. 

Uma cara forte, bronzea­da, de jagunço, com a face esculp­i­da em pedra, rosa­da e bege; uma enti­dade que trazia em si A TERRA, O HOMEM E A LUTA, com uma coisa de rép­til, de cobra, de bicho forte coriáceo. 

Eu esta­va lisér­gi­co, mas os alu­cinógenos sem­pre me deix­am muito lúci­do e apaixon­a­do. Tive o priv­ilé­gio de estar e falar com ele, ele na ter­ceira dimen­são, a do ter­ceiro olho do teatro, como diz Niet­zsche, numa viagem que evi­den­te­mente o con­ta­giou pela ener­gia laran­ja que nos envolvia, ampli­a­da pelo sol. 

Via­jamos muito na cul­tura brasileira e na sua relação doce e dire­ta com a economia. 

O áci­do, sem que ele percebesse, porque não sabia que eu esta­va naque­le esta­do, nos uniu. 

E, como eu con­hecia muito a obra dele, e ele gosta­va muito de arte, fomos longe. 

Foi um dess­es encon­tros que o [George Ivanovitch] Gur­d­ji­eff fala, no cos­mos da vida, deci­sivos, sagra­dos, como um que tive com o João Gilber­to em Nova York, toman­do cogume­lo de peiote do México. 

Cel­so Fur­ta­do estru­tur­ou meu pen­sa­men­to anti­colo­nial, me pas­sou uma visão de fer­ro das pos­si­bil­i­dades de vencer­mos o sub­de­sen­volvi­men­to por meio de uma engen­haria para a econo­mia que par­tisse de uma visão cul­tur­al para o ser “trans-humano”, lig­a­da ao mer­ca­do inter­no, ao esti­lo e à cria­tivi­dade de nos­sos quadros, quer diz­er, a mel­hor her­ança que nos­sos pais nos deixaram: Lina [Bo Bar­di], Dar­cy Ribeiro, Oswald [de Andrade], em ter­mos desse assun­to que hoje obse­dia o mundo. 

Mas, no caso dele, muito especí­fi­co porque sabia que os esque­mas cov­ers inter­na­cionais vin­dos de Bre­ton Woods não eram metafísi­cos, divi­nos, abso­lu­tos e que a Améri­ca Lati­na podia e pode, por seu ter­ritório, cul­tura, for­mação, sua arte, cri­ar out­ra econo­mia. Por isso era tão queri­do internacionalmente. 

Ele tin­ha muito de João Cabral [de Melo Neto], o mes­mo rig­or de pedra para con­stru­ir out­ra pedra que cer­ta­mente não era a de Pedro. Rocha Viva! As pedras de Euclides e de Nelson. 

Pois não é que este poeta da econo­mia nos ofer­e­ceu por meio do Min­istério da Cul­tura a col­u­na dor­sal, quer diz­er, a estru­tu­ra do Teatro Ofic­i­na, as estru­turas todas de ferro?! 

Até então está­va­mos na fase do buracão, vin­dos da fase da descon­strução. Seu ato como min­istro da Cul­tura deu o sen­ti­do de erguer a obra, o sinal pos­i­ti­vo con­stru­tivista. Lev­an­tar as novas estru­turas, erguer a col­u­na dor­sal, como ele quis faz­er com o Brasil. 

Impe­di­do primeiro pelo golpe de 64, depois pela políti­ca do lib­er­al­is­mo trazi­do pelo golpe. 

E ago­ra pela sub­mis­são à cul­tura que vito­ri­ou o Bush: o fetiche do sis­tema econômi­co imutáv­el. O vodu. 

Ele já tin­ha prova­do que era pos­sív­el. Ele e a Con­ceição [Tavares] que esta­va sin­ce­ra­mente comovi­da no enter­ro. Como gos­to dela! 

Depois ele acha­va que era estran­ho o próprio Esta­do de São Paulo não inve­stir no Teatro Ofic­i­na, e ten­tou faz­er com que isso acon­te­cesse, mas a secretária de Cul­tura era a atriz Bete Mendes, que dizia que, por ser atriz, não podia rep­re­sen­tar os inter­ess­es dos artis­tas, seria como advog­ar em causa própria, ela tin­ha de servir o Estado?! 

Mas não impor­ta. Ele deu a estru­tu­ra para o nos­so segun­do nasci­men­to, como creio que sua obra nos lega o mes­mo para a estru­tu­ra que poderá lev­an­tar o Brasil, fora da posição de dominado. 

Sua obra ain­da — como a de Oswald, Lina, Dar­cy, Hélio Oiti­ci­ca, Glauber [Rocha] — tem mui­ta ener­gia a dar para con­quis­tar­mos o Brasil que ele e nós sonhamos. 

Cel­so é um Euclides [da Cun­ha] da “econo­mia-arte”, e um inspi­rador des­ta luta para mon­tar “Os Sertões”, mais difí­cil do que, às vezes acho, a Guer­ra de Canudos. 

Temos um vídeo de uma visi­ta dele ao teatro, num tem­po que não tín­hamos cimen­to no chão, somente ter­ra enlameada. 

Ele era sem­pre muito ele­gante. Veio muito bem vesti­do e acom­pan­hado de mul­heres do min­istério, como uma queri­da atriz mineira, Priscila, que tin­ha os saltos muito altos. Rosa, sua mul­her (eram recém-casa­dos), tam­bém esta­va de saltos. 

É lin­do o vídeo. Marce­lo [Drum­mond] fil­mou: todos atolan­do-se com os sap­atos chiquér­ri­mos na lama, subindo as estru­turas, mas sem perder o humor. 

Priscila, asses­so­ra dele, a atriz, ficou lou­ca e começou a atu­ar. Foi uma tarde histórica. 

Vou assi­nar, por causa do meu xará, Cel­so ExCel­so José Cel­so Mar­tinez Cor­rêa. Viva Cel­so Furtado! 

PS: Ele dizia uma coisa muito lin­da. Que o can­domblé era uma obra de arte, mais lin­do que a cos­molo­gia e as obras todas de Proust que, para ele, era o máx­i­mo onde um escritor podia ter chega­do. Me man­dou tam­bém para Paris no ano do sécu­lo de Stanislavs­ki, num encon­tro mundi­al no Beaubourg, em 1990. Só ten­ho amor por essa vida que em mim continua. 

Mer­da!

Carro Popular da Cultura

Carro Popular da Cultura

Em impor­tante arti­go, pub­li­ca­do na Folha/UOL, Alê Youssef, Mestre em filosofia políti­ca, gestor cul­tur­al, con­sel­heiro do Con­sel­ho de Desen­volvi­men­to Econômi­co Social e Sus­ten­táv­el da Presidên­cia da Repúbli­ca, ex-coor­de­nador de Juven­tude e ex-secretário de Cul­tura da cidade de São Paulo (2019–21), e Car­lota Min­gol­la, Pro­fes­so­ra, pesquisado­ra e con­sul­to­ra em com­por­ta­men­tos emer­gentes, impacto pos­i­ti­vo e gestão de mudança; líder Raps (Rede de Ação Políti­ca para a Sus­tentabil­i­dade), apon­tam para o caráter propul­sor da cul­tura cria­ti­va, para que o Brasil retome, com ener­gia seu per­cur­so democrático.

Leria a seguir o inteiro teor dessa impor­tante con­tribuição, cuja pub­li­cação orig­i­nal pode ser aces­sa­da por meio deste link.

 

O ‘carro popular’ da cultura

“É cívi­co recon­hecer e cel­e­brar as ini­cia­ti­vas tomadas nos primeiros meses de gov­er­no para recon­stru­ir o Min­istério da Cul­tura e reparar os danos infligi­dos pela admin­is­tração ante­ri­or. O incre­men­to do inves­ti­men­to públi­co na cul­tura foi uma medi­da deter­mi­nante, espe­cial­mente para profis­sion­ais do setor.

No entan­to, se alme­jamos repen­sar nos­sas bases de desen­volvi­men­to socioe­conômi­co, essa medi­da pode não ser suficiente.

Temos uma opor­tu­nidade históri­ca: pro­mover uma abor­dagem que val­oriza e impul­siona a econo­mia cria­ti­va no Brasil. Recente pesquisa do Obser­vatório do Itaú Cul­tur­al rev­ela que o setor cul­tur­al e das indús­trias cria­ti­vas con­tribui com 3,11% do PIB, ultra­pas­san­do a indús­tria auto­mo­bilís­ti­ca, que rep­re­sen­tou 2,1% no mes­mo perío­do. Isso demon­stra que os diver­sos tal­en­tos encon­tra­dos em seg­men­tos como músi­ca, audio­vi­su­al, moda, games, arquite­tu­ra, pub­li­ci­dade, design, gas­trono­mia, fes­ti­vais e teatro ger­am mais recei­ta e empre­gos do que a pro­dução de automóveis. Com 7,4 mil­hões de empre­gos for­mais e infor­mais e mais de 130 mil empre­sas ati­vas, prin­ci­pal­mente micro e peque­nas empre­sas, esse setor desem­pen­ha um papel sig­ni­fica­ti­vo no cenário econômi­co nacional e pode con­sti­tuir parte essen­cial de um novo ciclo de prosperidade.

Incor­po­rar a cul­tura e a cria­tivi­dade no eixo do desen­volvi­men­to econômi­co, social e sus­ten­táv­el pas­sa pela cri­ação de uma agen­da estratég­i­ca que, se exe­cu­ta­da, vai car­ac­teri­zar a econo­mia cria­ti­va como o “car­ro pop­u­lar” da cul­tura. Esse con­jun­to de medi­das não pode, nem deve, estar sob a respon­s­abil­i­dade exclu­si­va do Min­istério da Cul­tura. Tal abor­dagem englo­ba vários atores públi­cos, como os min­istérios da Econo­mia, Plane­ja­men­to, Indús­tria, Comér­cio e Serviços, Edu­cação, Tra­bal­ho, Ciên­cia e Tec­nolo­gia e Meio Ambi­ente, além do Sis­tema S, ter­ceiro setor e setor privado.

Ini­cia­ti­vas como políti­cas de incen­ti­vo fis­cal, atração de inves­ti­men­tos, pro­moção com­er­cial, bem como mecan­is­mos exclu­sivos de finan­cia­men­to e crédi­to, são ape­nas algu­mas delas. Esforços para mapear todas as indús­trias cria­ti­vas, facil­i­tar a impor­tação de infraestru­tu­ra e a expor­tação de con­teú­do, e cri­ar um cal­endário públi­co-pri­va­do de even­tos que poten­cial­izem a ger­ação de opor­tu­nidades, não ape­nas para o setor cul­tur­al mas tam­bém para out­ros setores econômi­cos como o tur­is­mo, serão apre­sen­ta­dos ao Con­sel­ho de Desen­volvi­men­to Econômi­co, Social e Sus­ten­táv­el da Presidên­cia da Repúbli­ca através do recém-aprova­do grupo de tra­bal­ho foca­do em ala­van­car a econo­mia cria­ti­va no Brasil.

Essa agen­da estratég­i­ca, nos­so “car­ro pop­u­lar”, deve ser supor­ta­da por uma rev­olução na edu­cação téc­ni­co-profis­sion­al, com foco no desen­volvi­men­to de habil­i­dades espe­cial­izadas, como pro­gra­mação de games e posições na indús­tria audio­vi­su­al e pro­dução musi­cal, que são par­tic­u­lar­mente atraentes para a juventude.

Face às pro­fun­das incertezas e trans­for­mações globais que esta­mos viven­cian­do, pro­mover uma abor­dagem que val­oriza e poten­cial­iza a econo­mia cria­ti­va no Brasil impli­ca tam­bém a seguinte reflexão: a nos­sa cria­tivi­dade, capaci­dade empreende­do­ra e orig­i­nal­i­dade cor­rem o risco de serem sub­sti­tuí­das pela automação e o uso de robôs, práti­cas comuns no setor auto­mo­ti­vo, que recebe tan­tos incen­tivos em nos­so país?

O “car­ro pop­u­lar” da cul­tura não se abastece de gasoli­na ou diesel, é ino­vador, potente e sus­ten­táv­el. Cer­ta­mente nos guiará para um futuro difer­ente e nos aju­dará a con­stru­ir novos sím­bo­los para este sécu­lo.

Empregadas Domésticas sempre em luta por direitos, liberdade e justiça

Empregadas Domésticas sempre em luta por direitos, liberdade e justiça

Na pro­gra­mação do Man­dela Day 2023 da Uni­lab e Grupo Amand­la, mais uma Roda de Con­ver­sa coor­de­na­da pela Pro­fes­so­ra e ex-Min­is­tra da Igual­dade Racial Matilde Ribeiro.

No dia 31 de jul­ho, das 18:30 às 20:30 horas, seria real­iza­do o debate Empre­gadas Domés­ti­cas, sem­pre em luta por dire­itos, liber­dade e justiça… assim como dizia Man­dela!”, com a par­tic­i­pação de Acá­cio Almei­da, Creuza Oliveira, Luiza Batista e Matilde Ribeiro, com os comen­tários de Luciana Dias e Alfre­do Attié.

O even­to é orga­ni­za­do pelo Grupo de Estu­do, Pesquisa e Exten­são em Pesquisas Públi­cas sobre raça/Etnia, Gênero, Desen­volvi­men­to e Ter­ri­to­ri­al­i­dade Amandla/Unilab, pela Fed­er­ação Nacional de Tra­bal­hado­ras Domés­ti­casFena­trad, pela Uni­ver­si­dade Fed­er­al do ABC e pela Acad­e­mia Paulista de Dire­itoCadeira San Tia­go Dan­tas.

Declaração de Durban e a Convenção Interamericana contra a Discriminação

Declaração de Durban e a Convenção Interamericana contra a Discriminação

Prossegue o MANDELA DAY 2023 da Uni­lab, com a Roda de Con­ver­sa da próx­i­ma quin­ta-feira, 27 de jul­ho, às 19:30 horas.

Coor­de­na­da por Matilde Ribeiro, a ativi­dade terá como con­vi­da­dos Aca­cio Almei­daDeise Bened­i­toEdilza SoteroJoana D’Arc Sousa LimaMatilde Ribeiro, que estiver­am pre­sentes na Con­fer­ên­cia Inter­na­cional de Dur­ban, e con­tará com os comen­tários de Dou­glas Mar­tins Alfre­do Attié, que farão a conexão entre a Declar­ação de Dur­ban e a Con­venção Inter­amer­i­cana con­tra o Racis­mo e toda for­ma de Dis­crim­i­nação e Intol­erân­cia.

O even­to é real­iza­do pela Uni­lab e o Grupo Amand­la, pela Uni­ver­si­dade Fed­er­al do ABC, e pela Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Cadeira San Tia­go Dan­tas, e será trans­mi­ti­do pelos Canais YouTube da Uni­lab e da APD.

 

No ar o Número 11 de POLIFONIA

No ar o Número 11 de POLIFONIA

Com Cor­po Edi­to­r­i­al ain­da mais rep­re­sen­ta­ti­vo da pro­dução acad­e­mia inter­na­cional e brasileira, sai o número 11 da POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, bus­can­do maiores desafios e o apri­mora­men­to de sua excelên­cia, já recon­heci­da pela CAPES, por meio do con­ceito A3.

O número atu­al e os prece­dentes podem ser aces­sa­dos por meio deste link.

Pode-se tam­bém visu­alizar cada uma das edições, na pági­na da Bib­liote­ca da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, com a pos­si­bil­i­dade de faz­er o down­load de cada volume.

Con­vi­damos leitores e leitoras à exper­iên­cia da par­tic­i­pação e diál­o­go e às con­tribuições da comu­nidade acad­e­mia brasileira e estrangeira e da sociedade internacional.

Economistas pela Democracia e AMSUR publicam notas em defesa de Marcio Pochmann

Economistas pela Democracia e AMSUR publicam notas em defesa de Marcio Pochmann

Além da Asso­ci­ação Brasileira de Econ­o­mis­tas pela Democ­ra­cia e do Insti­tu­to Sulamer­i­cano para a Coop­er­ação e a Gestão Estratég­i­ca de Políti­cas Públi­casAmsur, várias out­ras enti­dades, ain­da econ­o­mis­tas e jor­nal­is­tas — entre os quais, Luiz Nas­sif, José Car­los Assis e Adroal­do Quin­tela —, man­i­fes­taram-se em defe­sa de Már­cio  Pochmann, que recebe, aqui, igual­mente, o desagra­vo da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito.

Pochmann,  econ­o­mista e pesquisador, foi Pres­i­dente da Fun­dação Perseu Abramo de 2012 a 2020, Pres­i­dente do Insti­tu­to de Pesquisa Econômi­ca Apli­ca­da entre 2007 e 2012 e Secretário Munic­i­pal de São Paulo de 2001 a 2004. Doutor em Ciên­cias Econômi­cas, é Pro­fes­sor Tit­u­lar da Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inasUni­camp. foi pesquisador em uni­ver­si­dades europeias e con­sul­tor. Autor de livros sobre econo­mia, desen­volvi­men­to e políti­cas públi­cas, rece­beu o Prêmio Jabu­ti, em 2002.

 

Em abril de 2022, par­ticipou de debate orga­ni­za­do pela Cadeira San Tia­go Dan­tas, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, e pelo IPEDDInsti­tu­to Piraci­ca­bano de Estu­dos e Defe­sa da Democ­ra­cia, sobre “Brasil 2022: Econo­mia e Sociedade”, com o Pro­fes­sor Sebastião Guedes, da Une­sp, e Alfre­do Attié. Assista, aqui.

 

 

Leia as Notas, a seguir.

 

Nota da Asso­ci­ação Brasileira de Econ­o­mis­tas pela Democracia

Três matérias, ditas jor­nalís­ti­cas, foram pub­li­cadas em menos de 24 horas com ten­ta­ti­vas de desqual­i­ficar o econ­o­mista, pro­fes­sor e pesquisador Már­cio Pochmann. Os tex­tos, de cun­ho políti­co indis­cutív­el, pre­ten­dem dis­sem­i­nar a ideia de que seu per­cur­so profis­sion­al e acadêmi­ca não o habili­ta a ocu­par a presidên­cia do IBGE.

Advogam que have­ria per­fis pura­mente téc­ni­cos para o car­go e que este dev­e­ria ser ocu­pa­do por um dess­es per­fis. Des­de logo, não há per­fil pura­mente téc­ni­co entre econ­o­mis­tas e, tam­pouco, entre os jor­nal­is­tas ou entre profis­sion­ais de qual­quer out­ro ramo. O pro­fes­sor Már­cio Pochmann tem uma lon­ga car­reira acadêmi­ca e profis­sion­al e, como é práti­ca dessa car­reira, foi ampla e recor­rente­mente avali­a­do por seus pares.

O debate, entre atores políti­cos, como demon­stram ser o jor­nal­ista e as duas jor­nal­is­tas que assi­naram tais matérias, sobre o futuro do IBGE e a escol­ha de seu novo pres­i­dente é salu­tar. Noci­vo é cobrirem-se do véu de jor­nal­is­tas neu­tras para atu­arem politi­ca­mente. Infame e vil é tentarem dis­sem­i­nar a ideia, atribuí­da a ter­ceiros não iden­ti­fi­ca­dos, de que Pochmann pode­ria manip­u­lar índices de inflação.

A Asso­ci­ação Brasileira de Econ­o­mis­tas pela Democ­ra­cia repu­dia o ataque orquestra­do con­tra Már­cio Pochmann, con­tra a Uni­camp e con­tra as lin­has de pen­sa­men­to econômi­co críti­cas ao neolib­er­al­is­mo. Repu­dia, ade­mais, a éti­ca jor­nalís­ti­ca, ou a ausên­cia dela, prat­i­ca­da nestes três exem­p­los.

 

Con­sulte aqui, a Nota, no site dos Econ­o­mis­tas pela Democracia.

 

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO PROFESSOR MÁRCIO POCHMANN

“O Insti­tu­to Sulamer­i­cano para a Coop­er­ação e a Gestão Estratég­i­ca de Políti­cas Públi­cas — INSTITUTO AMSUR vem a públi­co para externar sua irrestri­ta sol­i­dariedade a Már­cio Pochmann, emi­nente econ­o­mista, pesquisador e pro­fes­sor da pres­ti­gia­da Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas, em face das ten­ta­ti­vas de col­u­nistas da mídia cor­po­ra­ti­va de desqual­i­ficá-lo, por defi­ciên­cia téc­ni­ca e profis­sion­al, para o exer­cí­cio da presidên­cia do Insti­tu­to Brasileiro de Geografia e Estatís­ti­ca — IBGE, que ora se cogita.
O pro­fes­sor Már­cio Pochmann é um dos mais agu­dos int­elec­tu­ais brasileiros da atu­al­i­dade e vem pub­li­can­do arti­gos e livros de inegáv­el relevân­cia para a com­preen­são dos graves e urgentes desafios que se antepõem ao desen­volvi­men­to econômi­co, social e sus­ten­táv­el do nos­so país. Tem larga exper­iên­cia admin­is­tra­ti­va, ten­do sido tit­u­lar da Sec­re­taria do Tra­bal­ho da Prefeitu­ra de São Paulo e pres­i­dente do Insti­tu­to de Pesquisa Econômi­ca Apli­ca­da – IPEA e, ade­mais, foi pres­i­dente da Fun­dação Perseu Abramo e hoje dirige o Insti­tu­to Lula. 
O pro­fes­sor Már­cio Pochmann reúne, por­tan­to, todas as cre­den­ci­ais para pre­sidir o IBGE e as ten­ta­ti­vas tor­pes e reducionistas para desqual­i­ficá-lo para essa mis­são devem ser peremp­to­ri­a­mente repelidas.”

Vertentes, por Valu Ribeiro

Vertentes, por Valu Ribeiro

A Exposição Vir­tu­al Fotográ­fi­ca Ver­tentes, de auto­ria de Valu Ribeiro, apre­sen­ta ima­gens de pes­soas negras, em fotografias tiradas no Brasil, na África do Sul, na França e na Itália.

Vera Lúcia Ribeiro

Abre cam­in­hos para a reflexão sobre a val­oriza­ção da pop­u­lação negra, da cul­tura e da con­strução de uma sociedade antir­racista e antissexismo.

A Exposição Ver­tentes faz parte da pro­gra­mação ofi­cial do Cír­cu­lo Brasileiro, ocor­ri­da entre 18 e 30 de jul­ho de 2023, con­ce­bi­da como ativi­dade descen­tral­iza­da do Man­dela Day 2023: Fes­ti­val Inter­na­cional, Mul­ti­dis­ci­pli­nar e Mul­ti­cul­tur­al — Edu­cação, Democ­ra­cia e Antirracismo.

É uma real­iza­ção Grupo Amand­la - Uni­lab, coor­de­na­do pela ex-Min­is­tra Matilde Ribeiro epela Pro­fes­so­ra Joana D’Arc Sousa Lima, em 18 cidades dos Esta­dos da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, do Paraná, de Per­nam­bu­co e de São Paulo, e do Dis­tri­to Federal.

Assista ao video da exposição, aces­san­do este link.

Para con­hecer a artista Vera Lúcia (Valu) Ribeiro e alguns de seus tra­bal­hos, vis­ite seu Canal no YouTube.