O Acadêmico Titular da Academia Paulista de Direito Heleno Torres recebe, no próximo dia primeiro de abril, às dezenove horas, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a Medalha Santo Ivo, do Colégio dos Presidentes dos Institutos dos Advogados do Brasil, bem como do Instituto dos Advogados de São Paulo.
Heleno Torres é Advogado, Professor Titular de Direito Financeiro da Faculdade de Direito da USP, Especialista em Direito Tributário pela Università di Roma, La Sapienza.
O Presidente da Academia Paulista de Direito, Alfredo Attié, Titular da Cadeira San Tiago Dantas e Diretor do Centro Internacional de Direitos Humanos de São Paulo (CIDHSP?APD) manifestou, hoje, intensa preocupação com a notiícia veiculada pela imprensa (O Estado de S. Paulo, Portal Terra), dando conta de que o Presidente da República estaria incentivando as Forças Armadas a celebrarem a data de 31 de março, marco do Golpe-Civil Militar de 1964, que deu início à ditadura civil-militar de 1964–1986.
“Celebrar um golpe civil-militar contra a República e a Democracia “- afirma, “é inadmissível. Celebrar tortura, sequestro e assassinatos cometidos por agentes do Estado, ainda mais grave.” E explica: ” Seria o mesmo que comemorar a ascensão de ditadores, como Hitler, Salazar, Franco, Mussolini, Stalin, ao poder e elogiar seus crimes contra a humanidade.”
Attié sublinha que “qualquer ato de celebração do golpe de 1964 deve ser tomado pelo que é: incitação a crime contra a humanidade, atentado contra a Constituição e os Tratados Internacionais. Não se trata apenas de provocação política irresponsável, mas quebra da ordem jurídica, que sujeita infratores a persecução penal.”
“O Presidente da República, especialmente, sujeita-se a processo por cometimento de crime de responsabilidade,” conclui.
Os Acadêmicos Titulares da Academia Paulista de Direito Eduardo Arruda Alvim e Daniel Willian Granado lançam a 6a. edição de seu livro “Direito Processual Civil”, pela Editora Saraiva.
Eduardo Alvim é advogado, Professor da Faculdade de Direito da PUC.SP, na qual se graduou e obteve os títulos de Mestre e Doutor.
Daniel Granado é advogado, Professor da Uni-FMU, doutor em Direito pela PUC.SP.
O livro tem-se mostrado importante contribuição para o estudo do Processo Civil, sobretudo no iter de suas modificações, tendo como co-autor Eduardo Aranha Ferreira.
O Acadêmico Titular da Academia Paulista de Direito Professor Rogerio Donnini, lança livro de sua coordenação, “Risco, Dano e Responsabilidade Civil”, pela Editora Jus Podium.
Donnini éadvogado e parecerista, Livre Docente pela PUC.SP, onde leciona nos Cursos de Graduaçnao, Mestrado e Doutorado. É Professor na Escola Paulista da Magistratura e na Facoltà di Giurisprudenza della Seconda Università degli Studi di Napoli. Membro da Association Henri Capitant des Amis de la Culture Juridique Française. Foi Presidente da Academia Paulista de Direito e é Membro do Conselho Editorial da Polifonia: Revista Internacional da Academia Paulista de Direito.
O livro, organizado pela Professora Andrea Zanetti, tem também artigos dos doutorandos alunos da Disciplina Direito Civil e Impacto das Novas Tecnologias.
A Cadeira San Tiago Dantas e seu Centro Internacional de Direitos Humanos de São Paulo (CIDHSP/APD) retomaram seus trabalhos, após as férias de início de ano.
O Núcleo de Dogmáticas de Direitos Humanos, coordenado pelo pesquisador Matheus Presotto, realizou reunião em 16 de março, e o Núcleo de Aspectos Contemporâneos dos Direitos Humanos, coordenado pela pesquisadora Barbara Barboza, em 23 de março, na sede da Academia Paulista de Direito. O Núcleo de História, Memória e Narrativas de Direitos Humanos, coordenado pelo pesquisador Henrique Rabello, fará sua reunião em 30 de março.
Foi debatida a bibliografia básica de cada um dos Núcleos, as relações de cada Núcleo com a temática de 2018/2019 do CIDHSP/APD — “Interseccionalidades” -, bem como os temas de pesquisa individuais de pesquisadoras e pesquisadores, com a fixação em conjunto dos trabalhos, reuniões, prazos de finalização de artigos e dossiers, e reuniões de escuta com a sociedade, além da participação do CIDHSP/APD nas atividades da Academia Paulista de Direito e de outras instituições.
Alfredo Attié, Diretor do CIDHSP/APD e Titular da Cadeira San Tiago Dantas, participou das reuniões, elogiando não apenas a dedicação de coordenadores, coordenadora, pesquisadoras e pesquisadores, mas sobretudo o nível de seriedade e de excelência dos debates, dados em ambiente democrático e horizontal.
A Academia Paulista de Direito e o CIDHSP/APD coordenarão e realizarão Rodas de Conversa, no Parque Trianon, no dia 5 de abril, por ocasião da comemoração do centenário do Parque, sobre os temas “Direitos Humanos: Transformação e Afirmação”, às 11 horas, e “Ambiente e Diversidade”, às 14 horas.
Veja aqui os objetivos dos Núcleos e Centros de Pesquisas, Estudos e Extensão ã Sociedade criados na Academia Paulista de Direito, na gestão de Alfredo Attié.
Na imagem, instante da reunião do dia 23, com Barbara Gomes dos Santos Barboza, Juliana Chan Tcheou, Carlos Vinicius Silva Pinheiro, Diego Lourenço Andrade Alvarez e Gabriel Sanjuliano Tozato, na sede da Academia Paulista de Direito, tendo ao fundo o Trianon e a sombra do Museu de Arte de São Paulo.
Ouvi que, viajando ao Rio Grande do Sul, recebido pelos empresários locais, que esperavam ouvir um discurso sobre projetos para o agronegócio e a segurança relativa aos conflitos de terra, o pré-candidato afirmou que estava ali para discorrer sobre a pauta contra as reivindicações lgbt.
A história foi contada para ilustrar a tese de que o pré-candidato não tinha nenhuma condição de ser eleito, fosse por falta de preparo, fosse porque seus pronunciamentos eram sua maior anti propaganda.
Eleito, seu despreparo — e daqueles que escolheu- continua evidente.
Seus pronunciamentos, por piores que sejam, tornaram-se opiniões de Estado, mesmo que de péssima qualidade.
Esse último, relativo ao Carnaval e aos blocos, soma ‑se a tantas outras idiossincrasias, preconceitos, pobreza de visão de mundo, agressividade.
Muitos estupefatos, outros revoltados, mas, mais grave, muitos que compartilham da mesma carência de formação aliada à ousadia da expressão grosseira, acham que os pronunciamentos são carta branca para revelarem o próprio preconceito, liberarem a agressão verbal e física contra a sociedade, em sua diversidade, contra as minorias frágeis de proteção.
A sociedade civil não se pode calar diante de tais ameaças. Elas tendem a crescer, na medida em que a máquina governamental se organizar. As mostras de perseguição tenderão a se tornar ainda mais explícitas e serão ampliadas. Daí a extrapolarem o setor público subordinado, e alcançarem, na forma de repressão política e social o conjunto da sociedade, apenas alguns passos.
É preciso uma reação pronta e bem formulada, para fazer que prevaleçam os princípios constitucionais: democracia, liberdade, igualdade, solidariedade, justiça social, paz, estado de direito. É preciso por em ação o sistema de garantias constitucionais. Isso por ação conjunta das entidades representativas da sociedade civil. É o convite da Academia Paulista de Direito à reconstrução dos laços que sempre uniram os vários setores sociais,quando os direitos humanos e as liberdades públicas estiveram em risco.
Alfredo Attié
Titular da Cadeira San Tiago Dantas
Presidente da Academia Paulista de Direito
O Acadêmico Titular da Academia Paulista de Direito, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, sofreu sério agravo, consistente na decisão de quebra de sigilo bancário de seu escritório.
O ato representa sério risco para a sociedade, ao colocar a advocacia como objeto de decisão de abertura de dados sigilosos, sem a oferta prévia e necessária de cooperação, nem oportunidade de exercício da garantia de contraditório, portanto da garantia constitucional da defesa.
Mariz, que tem importante história na defesa dos direitos humanos, explicou a O Estado de S. Paulo que não teme a abertura de dados bancários, mas que o preocupa a violação de uma prerrogativa profissional pela qual batalhou arduamente por mais de cinquenta anos.
O fato causou indignação e gerou manifestações de protesto de várias entidades representantes da sociedade civil.
A Academia Paulista de Direito, como modo de desagravar a ofensa sofrida pelo jurista, membro da Comissão Arns de Defesa dos Direitos Humanos, e de salientar a importância do papel da advocacia, na defesa dos direitos fundamentais da cidadania, divulga a entrevista publicada no Estadão concedida por seu Acadêmico, que tantos serviços relevantes tem prestado à sociedade brasileira.
O Ministério da Justiça apresentou projeto, propondo mudanças legislativas.
Muito embora não se tenha dado oportunidade para sugestões e críticas à sociedade civil, muitas críticas tem sido feitas à proposta governamental.
O Mamilos podcast, em seu programa 184, discutiu alguns do projeto.
Acompanhe aqui o debate, que teve a participação do Presidente da Academia Paulista de Direito, Alfredo Attié, e de Livio Rocha, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, sob a coordenação de Ju Wallauer e Cris Bartis, responsáveis pelo podcast, que é um dos mais fascinantes espaços de informação e expressão da web.
O presidente da Academia Paulista de Direito (APD), desembargador Alfredo Attié, do Tribunal de Justiça de São Paulo, entende que o projeto de lei anticrime anunciado pelo ministro Sergio Moro é uma proposta superada, pois não acredita que mudanças legislativas sejam “eficazes e eficientes para o combate à corrupção, ao crime organizado e ao crime violento”.