Publicadas as Sessões do III Congresso da APD

Publicadas as Sessões do III Congresso da APD

Acabam de ser pub­li­ca­dos os vídeos de todas as Sessões do III Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, cujo tema foi: “Dire­ito de/ao Aces­so: entre o Públi­co e o Pri­va­do”, que con­tou com a par­tic­i­pação de pro­fes­sores e pro­fes­so­ras, pesquisadores e pesquisadores do Brasil e da Europa, ain­da com Acadêmi­cos e Acadêmi­cas da APD, ten­do sido real­iza­do de modo híbri­do, pres­en­cial e vir­tu­al, entre os dias 8 e 11 de novem­bro de 2022, na Uni­ver­sità degli Stu­di di Cameri­no, na Itália.

O III Con­gres­so con­tou, ain­da, com Sessão Espe­cial de Encer­ra­men­to, para a dis­cussão do tema “Con­sti­tu­ição da Ter­ra e Era dos Deveres e Respon­s­abil­i­dades”, temas que cor­re­spon­dem, respec­ti­va­mente, a pro­postas dos juris­tas Lui­gi Fer­ra­joli (“Con­sti­tu­ição da Ter­ra”) e Alfre­do Attié (“Era dos Deveres e Respon­s­abil­i­dades”). A Sessão teve a par­tic­i­pação, tam­bém, dos Estadis­tas Tar­so Gen­ro e Javier Miran­da, impor­tantes refer­ên­cias no proces­so de con­strução da democ­ra­cia nas Américas.

Segun­do o com­pro­mis­so da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito de difundir o con­hec­i­men­to e a pesquisa, na for­ma em que se desen­volve sua mis­são, todas as pes­soas inter­es­sadas podem assi­s­tir ao inteiro con­teú­do das exposições, comu­ni­cações e debates havi­dos no III Con­gres­so, aces­san­do os ícones que se conec­tam à TV Acad­e­mia, aqui.

A Pro­gra­mação segui­da pode ser vis­i­ta­da, aqui.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito con­strói, em parce­ria com a sociedade brasileira e inter­na­cional, um novo sen­ti­do para a uni­ver­si­dade.

 

 

Publicação da Lista de Artigos Aprovados à Publicação em POLIFONIA

Publicação da Lista de Artigos Aprovados à Publicação em POLIFONIA

SEMINÁRIO INTERNACIONAL

DEMOCRACIA, CONSTITUCIONALISMO GLOBAL E LATINO AMERICANO E DIREITO ELEITORAL

11 a 14 DE ABRIL DE 2023

SÃO PAULO (SP) E SÃO LEOPOLDO (RS)

 

A Comis­são Edi­to­r­i­al do Sem­i­nário Inter­na­cional “DEMOCRACIA, CONSTITUCIONALISMO GLOBAL E LATINO AMERICANO E DIREITO ELEITORAL”, faz divul­gar os nomes de autoras e autores cujos tra­bal­hos foram aprova­dos para pub­li­cação em obra espe­cial orga­ni­za­da pela POLIFONIA – REVISTA INTERNACIONAL DA ACADEMIA PAULISTA DE DIREITO – CAPES/QUALIS A3 (veja a pági­na da Poli­fo­nia, neste link, e chama­da per­ma­nente de arti­gos, aqui).

 

CELSO DE OLIVEIRA SANTOS; 

LÍVIO PERRA;

LILIAN DE SOUZA ZIELINSKI;

MARIA CAROLINA DE SOUZA RIBEIRO DE SÁ; 

MARINA MUNIZ PINTO DE CARVALHO MATOS;

PATRÍCIA PINTO ALVES; 

PAULO ROBERTO MEYER PINHEIRO; 

TERESA CRISTINA DELLA MONICA KODAMA; 

VINICIUS DE ANDRADE.

 

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, a Asso­ciación de Tri­bunales Elec­torales de la Repúbli­ca Mex­i­cana, a Esco­la de Dire­ito da Unisi­nos e a Escuela Judi­cial Elec­toral cumpri­men­tam e agrade­cem os autores e autoras de todos os arti­gos envi­a­dos, felic­i­tan­do os aprovados.

 

São Paulo, 17 de abril de 2023.

 

Rober­ta de Bra­gança Fre­itas Attié

Coor­de­nado­ra da Acad­e­mia da Paz

Dire­to­ra de Redação da POLIFONIA

Segurança em Foco em Porto Alegre

Segurança em Foco em Porto Alegre

Assista ao video do even­to real­iza­do em Por­to Ale­gre, sob a coor­de­nação do Min­istro e ex-Gov­er­nador Tar­so Gen­ro e a orga­ni­za­ção do Cien­tista Social e Pro­fes­sor Jorge Branco.

No dia 14 de abri de 2023, o Insti­tu­to Novos Par­a­dig­mas e o IREE, com o apoio da AJURIS e da AMP.RS, realizaram o sem­i­nário Garan­tismo e Segu­rança em Época Dis­tópi­ca, em for­ma híbri­da, pres­en­cial e virtual.

Além de Alfre­do Attié, doutor em Filosofia da USP e Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, que falará sobre as ten­sões entre garan­ti­do e anti­colo­nial­is­mo, na restau­ração da Con­sti­tu­ição e recu­per­ação do con­sti­tu­cional­is­mo para a pau­ta fun­da­men­tal da Segu­rança Públi­ca e Cidadã e sua relação com o poder judi­cial, falaram sobre Sis­tema de Justiça e sobre Pre­venção como Políti­ca de Segu­rança, respec­ti­va­mente o Desem­bar­gador Sér­gio Blattes e a Advo­ga­da Cristi­na Villanova.

Tra­tou-se de even­to no âmbito da temáti­ca Segu­rança Públi­ca em Foco, cujo grupo de tra­bal­ho apre­sen­tou pro­pos­ta impor­tante para a trans­for­mação da práti­ca e da con­cepção da segu­rança, para que se per­faça como democráti­ca, cidadã e antirracista.

O video pode ser acom­pan­han­do, neste link.

Veja as fotos do even­to, aqui.

Democracia e Direito Eleitoral: Constitucionalismo Global e Latino-Americano

Democracia e Direito Eleitoral: Constitucionalismo Global e Latino-Americano

Assista ao video com­ple­to da primeira parte do Sem­i­nário “Con­sti­tu­cional­is­mo Glob­al e Lati­no-Amer­i­cano: Democ­ra­cia e Dire­ito Eleitoral”, no qual Pro­fes­sores e Mag­istra­dos do Méx­i­co e do Brasil tro­caram exper­iên­cias e con­hec­i­men­tos a respeito do tema.

Esta primeira parte foi real­iza­da em São Paulo, pela Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, pela Ass­co­ciación de Tri­bunales Elec­torales de la Repúbli­ca Mex­i­cana, pela Esco­la de Dire­ito da Unisi­nos e pela Escuela Judi­cial Elec­toral de Méx­i­co, com o apoio do CEDES, da CJLP, da FACAMP e da Cadeira San Tia­go Dan­tas da APD.

Veja as fotos do even­to, aqui.

O pro­gra­ma pode ser con­sul­ta­do, aqui.

O video está neste link.

 

Alfredo Attié fala em Segurança em Foco, evento do INP e do IREE

Alfredo Attié fala em Segurança em Foco, evento do INP e do IREE

Em Por­to Ale­gre, sob a coor­de­nação do Min­istro e ex-Gov­er­nador Tar­so Gen­ro e a orga­ni­za­ção do Cien­tista Social e Pro­fes­sor Jorge Bran­co, no dia 14 de abri de 2023l, próx­i­ma sex­ta-feira,  o Insti­tu­to Novos Par­a­dig­mas e o IREE, com o apoio da AJURIS e da AMP.RS, realizarão o sem­i­nário Garan­tismo e Segu­rança em Época Dis­tópi­ca, em for­ma híbri­da, pres­en­cial e virtual.

Além de Alfre­do Attié, doutor em Filosofia da USP e Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, que falará sobre as ten­sões entre garan­ti­do e anti­colo­nial­is­mo, na restau­ração da Con­sti­tu­ição e recu­per­ação do con­sti­tu­cional­is­mo para a pau­ta fun­da­men­tal da Segu­rança Públi­ca e Cidadã e sua relação com o poder judi­cial, estarão pre­sentes o Desem­bar­gador Sér­gio Blattes e a Advo­ga­da Cristi­na Vil­lano­va.

Tra­ta-se de even­to no âmbito da temáti­ca Segu­rança Públi­ca em Foco, cujo grupo de tra­bal­ho apre­sen­tou pro­pos­ta impor­tante para a trans­for­mação da práti­ca e da con­cepção da segu­rança, para que se per­faça como democráti­ca, cidadã e antir­racista, sob a lid­er­ança e coor­de­nação de Tar­so Gen­ro e Bened­i­to Mar­i­ano.

Sai a Programação de “Constitucionalismo Global e Latino-Americano: Democracia e Direito Eleitoral”

Sai a Programação de “Constitucionalismo Global e Latino-Americano: Democracia e Direito Eleitoral”

 

SEMINÁRIO INTERNACIONAL

DEMOCRACIA, CONSTITUCIONALISMO GLOBAL E LATINO AMERICANO E DIREITO ELEITORAL

10 e 13 DE ABRIL DE 2023

SÃO PAULO E PORTO ALEGRE

A

ACADEMIA PAULISTA DE DIREITO (APD),

CÁTEDRA SAN TIAGO DANTAS, 

em parce­ria com a

ASSOCIACIÓN DE TRIBUNALES ELECTORALES DE LA REPÚBLICA MEXICANA A.C. — ATERM,

A ESCUELA JUDICIAL ELECTORAL E MEXICO — EJE, 

e a

ESCOLA DE DIREITO DA UNIVERSIDADE VALE DOS SINOS — UNISINOS,

com o apoio do CENTRO DE ESTUDOS DE DIREITO ECONOMICO E SOCIAL – CEDES, da COMUNIDADE DOS JURISTAS DE LÍNGUA PORTUGUESA — CJLP, do MESTRADO EM DIREITO DA FACULDADE DE CAMPINAS – FACAMP,

fazem realizar em São Paulo e Por­to Ale­gre, o

SEMINÁRIO INTERNACIONAL

“DEMOCRACIA, CONSTITUCIONALISMO GLOBAL E LATINO AMERICANO E DIREITO ELEITORAL” 

e

“DEMOCRACIA, DIREITOS HUMANOS E CRISES SETORIAIS.”

 

DATA: 10 de ABRIL de 2023

HORÁRIO: DAS 17:30h às 21h

LOCAL: CEDES — Av. Nove de Jul­ho, 4559 —  São Paulo — São Paulo

 

PROGRAMAÇÃO:

 

17:30h –  ABERTURA E COMPOSIÇÃO DA MESA

18h – ALFREDO ATTIÉ JR – Desem­bar­gador no Tri­bunal de Justiça de São Paulo e Pres­i­dente Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas: “DEMOCRACIA INTERNACIONAL E CONSTITUCIONALISMO GLOBAL” ; e

18:20h — IRINA GRACIELA CERVANTES BRAVO – Mag­istra­da Pres­i­den­ta de la Aso­ciación de Tri­bunales Elec­torales de la Repúbli­ca Mex­i­cana A.C.

18:40h — ARACELI YHALÍ CRUZ VALLE – Mag­istra­da del Tri­bunal Supe­ri­or de Jus­ti­cia Elec­toral: “ACCIONES AFIRMATIVAS EN DERECHO ELECTORAL

19h — CÉSAR LORENZO WONG MERAZ – Coor­di­nador de Capac­itación y de Inves­ti­gación de la Escuela Judi­cial Elec­toral del TEPJF, para Autori­dades Elec­torales Locales

19:20H – FAUZI HASSAN CHOUKR – Pro­mo­tor de Justiça do Esta­do de Sao Paulo e Tit­u­lar da Cadeira Nel­son Hun­gria da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito. Pro­fes­sor do PPGDi­re­ito da FACAMP

19:40h — LEANDRO EDUARDO ASTRAIN BAÑUELOS — Inves­ti­gador de la Uni­ver­si­dad de Guanajuato

20h — JOSÉ LUIZ BOLZAN DE MORAIS -  Procu­rador do Esta­do do Esta­do do Rio Grande do Sul jun­to aos Tri­bunais Supe­ri­ores (STF/STJ]TST). Pro­fes­sor do PPGDi­re­ito da Fac­ul­dade de Dire­ito de Vitória- FDV: “DEMOCRACIA, DESINFORMAÇÃO E EXPERIÊNCIA BRASILEIRA EM 2022 (TSE/MOE/FDV)”

20:20h — NORMA ANGÉLICA SANDOVAL SÁNCHEZ – Mag­istra­da del Tri­bunal Elec­toral del Esta­do de Puebla

20:40h – LIZBETH XÓCHITL PADILLA SANABRIA — Inves­ti­gado­ra de UNAM

Medi­ado­ra: GABRIELA NIETO CASTILLO – Mag­istra­da del Tri­bunal Supe­ri­or de Jus­ti­cia del Esta­do de Querétaro

21h – ENCERRAMENTO/ COQUETEL ofer­e­ci­do pelo ACADEMIA PAULISTA DE DIREITO/CEDES

 

 

DATA: 13 DE ABRIL DE 2023

HORÁRIO: DAS 09:30h ÀS 15h

LOCAL: UNISINOS, Auditório Mau­rí­cio Berni e Sala E 11 — 424, São Leopol­do, Rio Grande do Sul

 

PROGRAMAÇÃO:

 

09h –  ABERTURA : Qual o Futuro doa Democracia e dos Direitos Humanos diante das Crises Setoriais

Medi­ador: Prof. Dr. Ander­son Vichinskes­ki Teixeira

Palestrantes:
Prof. Dr. Alfre­do Attié
Pro­fa. Dra. Edi­lene Lobo
Pro­fa. Dra. Elaine Harzheim Macedo
Prof. Me. Marce­lo Veiga Beckhausen

10h — Mesa 1 – Tema: DERECHOS HUMANOS CON ESPECIAL ÉNFASIS EN DERECHOS POLÍTICOS ELECTORALES

Mod­er­adores: Pro­fa. Dra. Jânia Maria Lopes Sal­dan­ha, Prof. Dr. Bernar­do Pen­na e Mtra. Nor­ma Angéli­ca San­doval Sánchez

La Pro­tec­ción de los Dere­chos Políti­co Electorales
Dr. Cesar Loren­zo Wong Meráz
(Coor­di­nador de Capac­itación y de Inves­ti­gación de la Escuela Judi­cial Elec­toral del TEPJF, para Autori­dades Elec­torales Locales)

Acciones Afir­ma­ti­vas en Dere­cho Electoral
Mtra. Araceli Yhalí Cruz Valle
(Mag­istra­do Sec­re­taria de Estu­dio y Cuen­ta del Tri­bunal Elec­toral del Poder Judi­cial de la Fed­eración de la Sala Supe­ri­or del Tri­bunal Elec­toral del Poder Judi­cial de la Federación)

11h — Mesa 2 — Tema: TUTELA JUDICIAL EFECTIVA ELECTORAL EN TIEMPOS DE CRISIS
Mod­er­adores: Pro­fa. Dra. Claris­sa Tassi­nari, Prof. Dr. Rafael Bar­bosa e Mtro. Leopol­do González Allard

Diál­o­gos Judi­ciales para una tutela judi­cial efectiva
Dra. Iri­na Gra­ciela Cer­vantes Bravo
(Pres­i­den­ta de la Aso­ciación de Tri­bunales Elec­torales de la Repúbli­ca Mex­i­cana A.C.)

Aporta­ciones de los órganos juris­dic­cionales elec­torales en Méx­i­co sobre el dere­cho de acce­so a la jus­ti­cia y tutela judi­cial efectiva
Dra. Gabriela Nieto Castillo
(Mag­istra­da del Tri­bunal Supe­ri­or de Jus­ti­cia del Esta­do de Querétaro)

Afectación en el avance de los dere­chos políti­cos elec­torales de las mujeres ante la crisis
Mtra. Nor­ma Angéli­ca San­doval Sánchez
(Mag­istra­da del Tri­bunal Elec­toral del Esta­do de Puebla)

13:30 — 15h Mesa de debates 3: Democracia, populismo y sus crisis

Moderadores: Prof. Dr. Marciano Buffon e Dra. Gabriela Nieto Castillo

El papel de los tri­bunales en los tiem­pos de cri­sis democráticas 
Mtro. Leopol­do González Allard
(Mag­istra­do del Tri­bunal Estatal Elec­toral de Sonora)

Los Pop­ulis­mos. Un primer acer­camien­to a su entendimien­to conceptual. 
Dr. Cres­cen­cio Valen­cia Juárez
(Inte­grante de la Aso­ciación de Tri­bunales Elec­torales de la Repúbli­ca Mexicana)

Democ­ra­cia y cri­sis de salud
Dra. Martha Patri­cia Tovar Pescador
(Mag­istra­da del Tri­bunal Elec­toral del Esta­do de México)

Breves Artigos Caderno Especial Dia Internacional da Mulher 2023

Breves Artigos Caderno Especial Dia Internacional da Mulher 2023

No Mês Inter­na­cional da Mul­her, a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito pub­li­ca Cader­no Espe­cial de seus Breves Arti­gos, ded­i­ca­do ao tema, com­pos­to de reflexões de autoras espe­cial­mente convidadas.

Leia, a seguir, tre­cho do arti­go de apre­sen­tação do vol­ume, “Mun­do Mel­hor, Mun­do Mul­her”,  de auto­ria de seu orga­ni­zador e coor­de­nador, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, Alfre­do Attié, leia o Caderno e veja o Sumário da obra, com a rica con­tribuição de suas autoras.

“Mundo Melhor, Mundo Mulher: Apresentação

Alfredo Attié

Em todo dia Oito de Março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher, dedicando-se o mês de março a atividades e eventos desenhados a chamar a atenção da sociedade internacional para a condição das mulheres e despertar em cada comunidade e em cada pessoa a consciência crítica que permita o engajamento ou o apoio a um processo de mudanças em direção à construção da igualdade efetiva de gêneros.

[…]

A celebração, portanto, faz-se não somente a partir de uma postura crítica, mas sobretudo da afirmação de que a desejável transformação e a superação dos difíceis problemas de violência e desigualdade de gênero decorrem de um processo, que não se resume aos atos e às datas de celebração, mas encontram neles uma oportunidade de balanço e de incentivo para o seguimento do caminho, a partir do que se refletiu e fez e do que precisa ser novamente pensado e realizado.

Foi com o intuito de provocar esse balanço da experiência, que propus às autoras do presente Caderno Especial de Breves Artigos – uma das seções editoriais da Academia Paulista de Direito, que inaugurei, em 2017 -– que, com absoluta liberdade de escolha de tema e de abordagem, escrevessem breves artigos sobre a atualidade do Dia e do Mês Internacional da Mulher.

A leitora e o leitor observarão, portanto, reflexões extremamente ricas e interessantes, que partem de experiências originais, referindo o percurso de cada uma das autoras, no sentido da afirmação de um mundo diferente, que se transmuda a cada dia, em decorrência da atuação e das ideias de cada uma delas, refletidas em seus afazeres, considerados no sentido mais amplo possível.

[…]

 

Breves Arti­gos Cader­no Espe­cial Dia Inter­na­cional da Mulher

São Paulo Acad­e­mia Paulista de Direito

1ª edição Março de 2023

Alfre­do Attié (org, e coord.)

Sumário

 Mundo Melhor, Mundo Mulher: apresentação — Alfredo Attié 8
MyNews, um canal dirigido e feito por muitas mulheres — Myriam Clark 10
Caminhos, Olhares e Percepções sobre Agrofloresta Urbana Autonomia ZN — Marina Salles Leme de Barros 12
No dia da mulher não quero flores, quero sua atenção — Ju Wallauer 19
Representação Política das Mulheres no Parlamento — Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha 20
Necessidade de educação da sociedade para efetivo exercício da cidadania pelas mulheres — Sabrina Rodrigues Santos 39
Por um Brasil cada vez mais feminista e antirracist — Letícia Lé 42
Lute como uma garota” — Simone Alcantara Freitas 43
Desigualdade de gênero, Constituição e a cruel realidade — Edna Dantas 44
Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero — Valeria Calente 46
O Dia Internacional da Mulher tomado a sério no Direito Internacional — Elaini Cristina Gonzaga da Silva 48
Mulheres Silenciadas — Yakuy Tuoinambá 50
Dia Internacional da Mulher — Cristina Sampaio 51
Razões e Desrazões da Violência contra as Mulheres — Fabíola Araújo, a Cabocla 52
Dia Internacional das Mulheres: o que há para comemorar? — Andrea Moraes 54
Dia Internacional da Mulher: há cura para o vírus da violência? — Daniela Bucci 55
Uma mulher chamada Esperança — Gheysa Mariela Espindola 57
Mais um Março – Comemorar (re)conquistas e seguir Lutando — Angelita da Rosa 59
Mês da Mulher: Momento de Reflexão — Marilena Matiuzzi 62
As mulheres, a natureza e a fé — Erika Gartner Hopfgartner 63
Mulheres estão à mesa. E isso é histórico — Juliana Torres 65
Mulher Negra: uma Conquista de Luta por Direitos, ocupando espaço na sociedade — Lucia de Fatima da Silva Parente 66
É preciso celebrar a mulher que me tornei. — Nasci mulher? Escolhi ser — Adriana C A do Amaral 71
Da licença-maternidade à licença poética para falar sobre sonhos, mulheres e o direito, em 8 de março — Maria Teresa Casadei 73
8 de Março — Rumo a 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras 2025, por reparação e justiça racial! — Articulação de Mulheres Negras Brasileiras 75
Turismo, mercado laboral y género: una reflexión en torno a la realidad cubana — Jané Manso Lache 76
Salve a Mulher na Nova Era — Maria Rosa Ravelli Abreu 81
Jornalismo Social e Condição Feminina — Ana Cláudia Guimarães 83
Mulheres na Longa Luta por Reconhecimento de seus Direitos — Sylvia Helena Steiner 85
No mês Dedicado às Mulheres, a Lembrança das Invisíveis — Irene Vida Gala 88
Março e a celebração do Dia Internacional das Mulheres — Ana Luisa Howard de Castilho 90
Manifesto por Juristas Negras no Supremo Tribunal Federal — Firmado por cem entidades da sociedade civil, de movimentos e de  coletivos sociais 92
Às Mulheres — Sonia Chamon 97

 

 

Seminário Internacional “Democracia, Constitucionalismo Global e Latino Americano e Direito Eleitoral”

Seminário Internacional “Democracia, Constitucionalismo Global e Latino Americano e Direito Eleitoral”

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD), Cát­e­dra San Tia­go Dan­tas, em parce­ria com a Asso­ciación de Tri­bunales Elec­torales de la Repúbli­ca Mex­i­cana A.C., a Escuela Judi­cial Elec­toral e a UNISINOS, tor­nam públi­co e con­vo­cam professores/as, pesquisadores/as, estu­dantes, profis­sion­ais da área do Dire­ito, de Econo­mia, Políti­ca, Jor­nal­is­mo, Serviço Social, Ciên­cias Humanas, Ciên­cias Soci­ais, Humanidades, Filosofia e de out­ras áreas de con­hec­i­men­to inter­es­sadas no tema “DEMOCRACIA, CONSTITUCIONALISMO GLOBAL E LATINO AMERICANO E DIREITO ELEITORAL”, para par­tic­i­par do Sem­i­nário Inter­na­cional e do proces­so sele­ti­vo de arti­gos para pub­li­cação em obra espe­cial orga­ni­za­da pela POLIFONIA – REVISTA INTERNACIONAL DA ACADEMIA PAULISTA DE DIREITO – CAPES/QUALIS A3.

O even­to será real­iza­do na cidade de São Paulo, Cap­i­tal, e na cidade de Por­to Ale­gre, nos dias 10 a 14 de Abril de 2023.

O Edi­tal pode ser encon­tra­do em: https://apd.org.br/seminario-internacional-democracia-constitucionalismo-global-e-latino-americano-e-direito-eleitoral-edital/.

Inscrições pelo link: https://www.sympla.com.br/evento-online/seminario-internacional-democracia-constitucionalismo-global-e-latino-americano-e-direito-eleitoral/1920027.

Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial

Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial

Espe­cial­mente escrito para a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, no Dia Inter­na­cional para a Elim­i­nação da Dis­crim­i­nação Racial, o arti­go de Matilde Ribeiro, que foi Min­is­tra da Igual­dade Racial, durante o Gov­er­no Lula, e é Pro­fes­so­ra da Uni­ver­si­dade da Inte­gração Inter­na­cional da Luso­fo­nia Afro-Brasileira — Uni­lab, ref­ere a neces­si­dade de realizar a inter­seção entre raça/etnia, gênero e classe social, a par­tir das per­spec­ti­vas integradas da teo­ria, dos sen­ti­men­tos e das sub­je­tivi­dades, no cam­in­ho de luta e nego­ci­ação para garan­tir justiça e dire­itos raci­ais, para ampli­ar e con­quis­tar a cidadania.

O dia 21 de mraço foi escol­hi­do para mar­car o ativis­mo e cor­agem do movi­men­to pelo fim da dis­crim­i­nação, em 1966, pela ONU — Res­olução 2142 (XXI) —, três anos após a Declar­ação sobre a Elim­i­nação de Todas as For­mas de Dis­crim­i­nação Racial de sua Assem­bleia Ger­al, e seis anos após o Mas­sacre do bair­ro de Sharpeville, em Johanes­bur­go, África do Sul, em que o regime do apartheid reprim­iu man­i­fes­tação legí­ti­ma do povo con­tra o con­t­role de sua liber­dade e de seu dire­ito de ir e vir.

 

Leia a seguir o impor­tante artigo.

 

É preciso ser contra todas as formas de discriminação e construir a eqüidade

 

Matilde Ribeiro

 

 

Ao tratar da inter­seção entre raça/etnia, gênero e classe social, é impor­tante avançar­mos nas anális­es teóri­c­as e políti­cas, mas tam­bém não deixar de fora os sen­ti­men­tos e sub­je­tivi­dades. Nesse caso, apre­sen­to a poe­sia que escrevi em 2021 — DONA DE SI E DO MUNDO:

 

Mul­her negra é dona de si, 

mas não nasce com esse saber.

O mun­do lhe diz não, 

parece que seu des­ti­no é sofreguidão

Sim… mul­her negra é dona de si, 

e se não nasceu sabendo, 

se a mesquin­hez humana lhe escon­deu esse segredo, 

deve ficar aten­ta aos acenos do vento, 

que a levarão ao lugar de si própria.

 

Ser DONA DE SI E DO MUNDO, é uma con­strução nada fácil, seja indi­vid­ual ou cole­ti­va­mente. Por isso é impor­tante a atenção nos acon­tec­i­men­tos cotid­i­anos – no mês de março são comem­o­radas duas datas que pos­i­ti­vam situ­ações extrema­mente emblemáti­cas para a humanidade, emb­o­ra ela insista não se impor­tar. As situ­ações são as dis­crim­i­nações históri­c­as das mul­heres, dos negros, dos indí­ge­nas e tan­tos out­ros gru­pos. As datas são: 8 de março (Dia Inter­na­cional da Mul­her) e 21 de março (Dia Inter­na­cional Con­tra Todas as For­mas de Dis­crim­i­nação Racial), ambas insti­tuí­das pela ONU – Orga­ni­za­ção das Nações Uni­das! Mas não bas­ta ape­nas comem­o­rar, é necessário dar impul­sos con­cre­tos visan­do à igual­dade e justiça social e racial.

Infe­liz­mente, a rev­elia de for­mu­lações anun­ci­ado­ras de igual­dade e justiça, a sociedade repete suas fac­etas dis­crim­i­natórias, sendo impor­tante reforçar refer­ên­cias para impul­sos democráti­cos no Brasil e no mun­do. Nesse sen­ti­do, desta­ca-se em 21 de março de 1960, o mas­sacre em Joanes­bur­go, na África do Sul. Nes­sa ocasião, 20.000 pes­soas fazi­am um protesto con­tra a “Lei do Passe”, no perío­do do apartheid. Mes­mo tratan­do-se de uma man­i­fes­tação pací­fi­ca, a polí­cia abriu fogo sobre a mul­ti­dão desar­ma­da resul­tan­do em 69 mor­tos e 186 feri­dos. Em respos­ta, como ati­tude con­tra­ditória e denún­cia a este mas­sacre a – ONU – insti­tu­iu 21 de março o Dia Inter­na­cional de Luta con­tra a Dis­crim­i­nação Racial.

E, por falar em impul­sos de lutas e mudanças conc­re­tas, as comem­o­rações inspi­ram para revisões da história brasileira e das local­i­dades, do pon­to de vista racial. Hoje como morado­ra de Fortaleza/CE, vou grad­ual­mente me envol­ven­do com a história do Esta­do. Ao bus­car aprox­i­mações, deparo-me com a existên­cia de per­son­agens pouco recon­heci­dos: Pre­ta Tia Simoa, que foi per­son­agem fun­da­men­tal para a abolição da escrav­iza­ção de negros, e, Fran­cis­co José do Nasci­men­to o “Dragão do Mar” um práti­co da bar­ra que virou líder dos jan­gadeiros for­t­alezens­es e tam­bém nacional.

É impor­tante obser­var que as histórias de lutas e con­quis­tas ocor­rem há sécu­los. No entan­to, nos­so país é prat­i­cante do epis­temicí­dio (não recon­hec­i­men­to de pes­soas e fatos) moti­va­do pela infe­ri­or­iza­ção prove­niente do racis­mo e do machis­mo, que tor­nam as pes­soas negras, sub­or­di­nadas às bran­cas, moti­vadas pela visão de tri­un­fo dos europeus.

Ao retomar as histórias das abolições – em Redenção/CE (em 1884, como a primeira provín­cia a ofi­cializar o fim da escravidão) e a Lei Áurea (em 1888), ver­i­fi­camos que pas­sa­dos mais de 130 anos depois das abolições, a pop­u­lação negra ain­da se encon­tra dis­tante da con­quista de dire­itos cidadãos e da vivên­cia com equidade.

Ativis­tas e int­elec­tu­ais negras/os e brancas/os com­pro­meti­dos com o enfrenta­men­to às desigual­dades, ali­men­tam ao lon­go da história denun­cias a esse desca­so. Mas só tiver­am suas vozes ecoadas tar­dia­mente, ape­nas a par­tir do final dos anos 1980, quan­do são ini­ci­adas algu­mas exper­iên­cias de cri­ação de órgãos de igual­dade racial. A primeira exper­iên­cia estad­ual foi no Rio de Janeiro, em 1991, com a SEDEPRON — Sec­re­taria Extra­ordinária de Defe­sa e Pro­moção das Pop­u­lações Negras, no Gov­er­no Leonel Brizo­la, ten­do como Secretário, o líder Abdias do Nasci­men­to.

Mes­mo com a vivên­cia de con­tradições políti­cas quan­to ao não recon­hec­i­men­to e val­oriza­ção da existên­cia de negros por parte da sociedade, o Gov­er­no do Esta­do do Ceará tem nos últi­mos tem­pos, desen­volvi­do exper­iên­cias de ações voltadas à igual­dade racial, como a “Cam­pan­ha Ceará sem Racis­mo, Respeite Min­ha História, Respeite Min­ha Diver­si­dade”, a par­tir de 2021 pela Coor­de­nação Espe­cial Políti­cas Públi­cas para a Pro­moção da Igual­dade Racial. E, ini­cia a gestão em 2023, crian­do a DECRIN — Del­e­ga­cia de Repressão aos Crimes por Dis­crim­i­nação Racial, Reli­giosa ou Ori­en­tação Sex­u­al da Polí­cia Civ­il do Ceará (PC-CE) e a SEIR — Sec­re­taria da Igual­dade Racial do Ceará.

Em âmbito Fed­er­al, nas últi­mas décadas, a respostas mais efe­ti­vas, foram a cri­ação – em 1988, da FCP – Fun­dação Cul­tur­al Pal­mares, e, em 2003, a SEPPIR Sec­re­taria Espe­cial de Políti­ca de Pro­moção da Igual­dade Racial. Em 2023, a exper­iên­cia da SEPPIR, que foi trans­for­ma­da no Min­istério da Igual­dade Racial (na ter­ceira gestão do Pres­i­dente Luís Iná­cio LULA da Sil­va). É impor­tante, no entan­to, a com­preen­são de que a cri­ação da Políti­ca de Igual­dade Racial, deve con­sid­er­ar a luta históri­ca desen­volvi­da pelo Movi­men­to Negro e orga­ni­za­ção de mul­heres negras, visan­do à inclusão social, políti­ca e econômi­ca da pop­u­lação negra. 

A cri­ação dess­es órgãos, pos­si­bili­ta a real­iza­ção de muitas ações propos­i­ti­vas foram real­izadas, fazen­do girar o vetor, no sen­ti­do favoráv­el, ao com­bate às dis­crim­i­nações e ao racis­mo, mes­mo que os perío­dos das gestões gov­er­na­men­tais sejam insu­fi­cientes para garan­tir respostas mais abrangentes, diante das maze­las históri­c­as do machis­mo, racis­mo, LGBT­fo­bia entre out­ras tan­tas for­mas de dis­crim­i­nações e exclusões. As bases estru­tu­rais para a existên­cia dess­es órgãos foram a Con­venção Inter­na­cional sobre Elim­i­nação de Todas as For­mas de Dis­crim­i­nação, o Pro­gra­ma Brasil sem Racis­mo, a Declar­ação e Plano de Ação de Dur­ban, e, mais recen­te­mente, a Declar­ação Inter­amer­i­cana Con­tra Todas as For­mas de Dis­crim­i­nação.

Assim, há 20 anos, ini­ciou-se um novo ciclo na admin­is­tração públi­ca brasileira, no que diz respeito às políti­cas de pro­moção da igual­dade racial, e, a relação com os min­istérios, visan­do a garan­tia da trans­ver­sal­i­dade na con­strução das políti­cas públi­cas. Ocor­reu a pro­mul­gação de leis como a da obri­ga­to­riedade do ensi­no da história e cul­tura afro-brasileira no ensi­no públi­co e pri­va­do (10.639/03); o Progra­ma Uni­ver­si­dade para Todos — Prouni (con­cessão de bol­sas a alunos pobres, indí­ge­nas e negros — 11.096/05); as Cotas nas Uni­ver­si­dades Públi­cas (aces­so a alunos pobres, indí­ge­nas e negros — 12.711/12); a PEC das Domés­ti­cas (66/2012) e Lei Com­ple­men­tar 150 referindo-se a con­quista de jor­na­da de tra­bal­ho de 8 horas, licença e salário mater­nidade, aux­ilio doença, aposen­ta­do­ria por invalidez, idade e tem­po de con­tribuição, aux­ilio aci­dente de tra­bal­ho, pen­são por morte entre out­ras. Desta­cam-se, ain­da, as ini­cia­ti­vas com relação ao Con­ti­nente Africano, sendo impul­sion­a­da em várias áreas da políti­ca pública.

Pas­samos por um árduo perío­do de desmonte das políti­cas, com os gov­er­nos dos pres­i­dentes Michel Temer e Jair Bol­sonaro, entre 2016 e 2022. Porém, a com­preen­são de que a políti­ca faz parte de uma real­i­dade dinâmi­ca, fez com que a sociedade brasileira, moti­va­da pelos movi­men­tos soci­ais com caráter pro­gres­sista e democráti­co,  bus­casse ener­gias para lutas e enfrenta­men­tos com os setores con­ser­vadores e de dire­i­ta! Com isso, foi reforça­do o esper­ançar, e a crença na importân­cia do reforço às lutas cotid­i­anas para garan­tia de dire­itos democráti­cos e justiça social, for­t­ale­cen­do a utopia de ampli­ação das con­quis­tas, e, aci­ma de tudo, inves­ti­men­to em mudanças estruturais.

Ess­es exem­p­los nos fazem com­preen­der a importân­cia de que os gov­er­nos locais e o Fed­er­al sejam proa­t­ivos e respon­sáveis em relação à inclusão sócio racial, porém é extrema­mente necessário o recon­hec­i­men­to de que o Movi­men­to Negro e as orga­ni­za­ções de Mul­heres Negras pro­tag­on­i­zam his­tori­ca­mente a luta antir­racista e fem­i­nista. E, ain­da, a expec­ta­ti­va é de que seja man­ti­do e ampli­a­do o inves­ti­men­to nas metodolo­gias e práti­cas de par­tic­i­pação social e de mon­i­tora­men­to e con­t­role das políti­cas públi­cas, ressaltan­do não haver exe­cução, sem orça­men­to público.

Não há dúvi­da que o cam­in­ho da luta e nego­ci­ação para garan­tia de justiça e dire­itos raci­ais é o que ali­men­ta as mudanças e con­quista de cidada­nia. Atuan­do nesse sen­ti­do, estare­mos fazen­do valer os ensi­na­men­tos de Steve Biko (ativista Sul-Africano, mor­to na luta con­tra o apartheid):

 

ou você luta, ou está mor­to!

O Terceiro Excluído

O Terceiro Excluído

Fer­nan­do Had­dad con­ver­sa com Sidar­ta Ribeiro e Vera Iaconel­li sobre o seu novo livro, “O ter­ceiro excluí­do: Con­tribuição para uma antropolo­gia dialéti­ca”, lança­do pela Zahar. A obra mobi­liza os prin­ci­pais debates con­tem­porâ­neos da biolo­gia, da antropolo­gia e da lin­guís­ti­ca e apre­sen­ta novas bases teóri­c­as para a eman­ci­pação humana.

Sai­ba um pouco sobre o autor e os con­vi­da­dos desse debate:

FERNANDO HADDAD é pro­fes­sor do Depar­ta­men­to de Ciên­cia Políti­ca da FFLCH-USP. For­ma­do em dire­ito, mestre em econo­mia e doutor em filosofia, foi min­istro da Edu­cação dos gov­er­nos Luiz Iná­cio Lula da Sil­va e Dil­ma Rouss­eff e prefeito de São Paulo. Pub­li­cou ‘Tra­bal­ho e lin­guagem’ (Edi­to­ra Azougue), ‘O sis­tema soviéti­co’ (Edi­to­ra Scrit­ta) e ‘Em defe­sa do social­is­mo’ (Edi­to­ra Vozes), entre out­ros livros.

SIDARTA RIBEIRO é mestre em biofísi­ca, doutor em com­por­ta­men­to ani­mal e pós-doutor em neu­rofi­si­olo­gia, pro­fes­sor tit­u­lar de neu­ro­ciên­cia e fun­dador do Insti­tu­to do Cére­bro da UFRN. Pub­li­cou mais de cem arti­gos cien­tí­fi­cos em per­iódi­cos inter­na­cionais e é autor de ‘Son­ho man­i­festo’, ‘O orácu­lo da noite’ e ‘Lim­i­ar’ pela Com­pan­hia das Letras.

VERA IACONELLI é psi­canal­ista, mestre e douto­ra em Psi­colo­gia pela Uni­ver­si­dade de São Paulo, mem­bra do Insti­tu­to Sedes Sapi­en­ti­ae e da Esco­la do Fórum do Cam­po Laca­ni­ano e dire­to­ra do Insti­tu­to Ger­ar de Psi­canálise. É auto­ra de ‘O mal estar da mater­nidade’ (Edi­to­ra Zagodoni) e ‘Como cri­ar fil­hos no sécu­lo XXI’ (Edi­to­ra Contexto).