Regulação de Petróleo e Gás e Governação das Estatais, na Faculdade de Direito da USP

Regulação de Petróleo e Gás e Governação das Estatais, na Faculdade de Direito da USP

No próx­i­mo dia 28 de maio de 2024, a par­tir das 11 horas, Mar­cos Augus­to Perez, Pro­fes­sor Asso­ci­a­do da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo e Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, recebe o Pro­fes­sor Alexan­dre dos San­tos Aragão, para a real­iza­ção de debate sobre o tema da Reg­u­lação de Petróleo e Gás e a Gov­er­nação das Estatais.

O even­to tem a orga­ni­za­ção do Lab­Gov da FD.USP, e será segui­do pelo lança­men­to de dois livros do Pro­fes­sor Aragão, Dire­ito do Petróleo e do Gás e A Exclusão da Lic­i­tação nas Estatais, pub­li­ca­dos pela Edi­to­ra Forum.

Alexan­dre Aragão é Pro­fes­sor Tit­u­lar de Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo da Uni­ver­si­dade Estad­ual do Rio de Janeiro — UERJ.

A FD.USP fica no Largo São Fran­cis­co, 95, no Cen­tro da cidade de São Paulo.

 

 

 

 

 

Instituto Celso Furtado da Academia Paulista de Direito: segundo dia de atividades na FESPSP

Instituto Celso Furtado da Academia Paulista de Direito: segundo dia de atividades na FESPSP

 

No dia 10 de maio de 2024 sex­ta-feira, a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito real­i­zou o segun­do encon­tro de insta­lação do Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas, por meio de Sem­i­nário.

O even­to foi con­cretiza­do em parce­ria com a Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo e o Cen­tro Cel­so Fur­ta­do.

O Sem­i­nário teve lugar no Auditório Flo­restan Fer­nan­des, em São Paulo, na for­ma híbri­da (pres­en­cial e virtual).

O Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do, cri­a­do no cen­tenário do nasci­men­to do impor­tante pen­sador brasileiro, pelo Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, con­sti­tui mais um dos ACADEMIA PESQUISA e estará volta­do a realizar estu­dos, pesquisas e ativi­dades de coop­er­ação e par­tic­i­pação da sociedade, em relação aos temas da relação entre dire­ito e econo­mia, do desen­volvi­men­to, da inte­gração, de políti­cas públi­cas e inclusão. 

Para mar­car o iní­cio dos tra­bal­hos, além do Sem­i­nário, a APD lançou edital para a inscrição e apre­sen­tação de arti­gos para número espe­cial de sua revista POLIFONIA.

A Pro­gra­mação do Sem­i­nário foi a seguinte:

1. Breve apre­sen­tação do Sem­i­nário, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e do Número espe­cial de POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, por Alfre­do Attié — Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, Doutor em Filosofia da Uni­ver­si­dade de São Paulo e Con­sel­heiro da Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo 

2. A FESPSP, a Cát­e­dra Cel­so Fur­ta­do e a Parce­ria com a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e o Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dantas/APD, por Ange­lo del Vec­chio, Dire­tor Ger­al da Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo, é Pro­fes­sor Adjun­to colab­o­rador da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista Júlio de Mesqui­ta Fil­ho, cam­pus de Araraquara; e Rafael Rodrigues da Cos­ta, Sociól­o­go pela Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo. Mestre em Ciên­cias Soci­ais pela Uni­ver­si­dade Fed­er­al de São Paulo, Pesquisador-vis­i­tante na Uni­ver­si­dade Fed­er­al da Bahia, na qual coor­de­na o Cen­tro de Estu­dos de Econo­mia Políti­ca do Petróleo, Gás e Bio­com­bustíveis, e Coor­de­nador Exec­u­ti­vo da Cát­e­dra Cel­so Furtado-FESPSP. 

3. Breve apre­sen­tação do Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do e Comen­tários sobre o tema da Inserção Inter­na­cional do Brasil, por Ceci Juruá — Econ­o­mista, Mestre em Econo­mia pela Uni­ver­si­dade de Mont­pel­li­er, e Douto­ra em Políti­cas Públi­cas e For­mação Humana pela Uni­ver­si­dade do Esta­do do Rio de Janeiro — UERJ e Coor­de­nado­ra do Insti­tu­to Cel­so Furtado.

4. Aula Magna: Cel­so Fur­ta­do, Pen­sa­men­to e práti­ca do Desen­volvi­men­to no Brasil e sua Inserção Inter­na­cional Alexan­dre de Fre­itas Bar­bosa — Econ­o­mista pela Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas,  Mestre em História Econômi­ca pela Uni­ver­si­dade de São Paulo e Doutor em Econo­mia Apli­ca­da pela Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas, real­i­zou pesquisas pós-doutorais no CEBRAP,  é Pro­fes­sor Livre-Docente de História Econômi­ca e Econo­mia Brasileira/Internacional do Insti­tu­to de Estu­dos Brasileiros  da Uni­ver­si­dade de São Paulo Cel­so Fur­ta­do e o Desenvolvimento.

Pesquisadores e pesquisado­ras da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, estu­dantes da FESPSP, pro­fes­sores e pro­fes­so­ras pre­sentes realizaram, ao final, inter­es­sante debate em torno dos temas apre­sen­ta­dos nesse segun­do dia. Entre os pre­sentes, estavam Ricar­do Pereira da Sil­va, rep­re­sen­tan­do a Dire­to­ria da FESPSP, e Mar­co Aurélio Tavares, rep­re­sen­tan­do o Cen­tro de Estu­dos Econômi­cos e Soci­ais, ambas, enti­dades par­ceiras da Acad­e­mia Paulista de Direito.

A pro­gra­mação do Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do prossegue em jun­ho, com mais dois encon­tros, em Sem­i­nário que tam­bém será aber­to à par­tic­i­pação da sociedade.

Assista, aqui, ao segun­do dia do evento:

 

Assista, tam­bém, ao primeiro encon­tro, aqui.

 

 

Instalado o Instituto Celso Furtado, na Academia Paulista de Direito

Instalado o Instituto Celso Furtado, na Academia Paulista de Direito

No dia 8 de maio de 2024  a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito real­i­zou o primeiro encon­tro de insta­lação do Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas, por meio de Seminário.

O even­to foi real­iza­do em parce­ria com a Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo e o Cen­tro Cel­so Fur­ta­do e teve lugar no Auditório Flo­restan Fer­nan­des, na Rua Gen­er­al Jardim, 522, em São Paulo, na for­ma híbri­da (pres­en­cial e virtual).

 O Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do, cri­a­do no cen­tenário do nasci­men­to do impor­tante pen­sador brasileiro, pelo Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, con­sti­tui mais um dos ACADEMIA PESQUISA e estará volta­do a realizar estu­dos, pesquisas e ativi­dades de coop­er­ação e par­tic­i­pação da sociedade, em relação aos temas da relação entre dire­ito e econo­mia, do desen­volvi­men­to, da inte­gração, de políti­cas públi­cas e inclusão. 

Para mar­car o iní­cio dos tra­bal­hos, além do Sem­i­nário, a APD lançou edi­tal para a inscrição e apre­sen­tação de arti­gos para número espe­cial de sua POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­itoQualis Capes A3.. Veja, ao final des­ta notí­cia, links para a inscrição e de indi­cações e pra­zos para a apre­sen­tação de con­tribuição à revista, a ser pub­li­ca­da ain­da no cor­rente ano. 

A Pro­gra­mação do Sem­i­nário foi a seguinte:: 

  • A Pre­sença de Cel­so Fur­ta­do no Pen­sa­men­to Brasileiro e sua importân­cia para o estu­do críti­co das relações entre Dire­ito e Econo­mia —  por Alfre­do Attié — Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, Doutor em Filosofia da Uni­ver­si­dade de São Paulo e Con­sel­heiro da Fun­dação esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo
  • A Atu­al­i­dade e o Futuro do Pen­sa­men­to de Cel­so Fur­ta­do e o papel do Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do — por Ceci Juruá — Econ­o­mista, Mestre em Econo­mia pela Uni­ver­si­dade de Mont­pel­li­er, Douto­ra em Políti­cas Públi­cas e For­mação Humana pela Uni­ver­si­dade do Esta­do do Rio de Janeiro e Coor­de­nado­ra do Insti­tu­to Cel­so Furtado.
  • Cel­so Fur­ta­do, a pub­li­cação de sua obra e os tra­bal­hos da con­ste­lação de insti­tu­ições ded­i­cadas a seu estu­do e à con­tinuidade de seu tra­bal­ho — por Rosa Freire D’Aguiar — tradu­to­ra, jor­nal­ista e Pres­i­dente de Hon­ra do Insti­tu­to Cel­so Furtado
  • O papel do CCF, na difusão do pen­sa­men­to de Cel­so Fur­ta­do e nos estu­dos sobre sua obra — por Car­los Pinkus­feld, Pres­i­dente do Cen­tro Cel­so Furtado
  • Rober­to Simon­sen na Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo — por Ange­lo Del Vec­chio, Dire­tor Ger­al da FESPSP
  • Aula Magna: Visão de Cel­so Fur­ta­do sobre o pro­gres­so téc­ni­co como indu­tor do desen­volvi­men­to. — por André Fur­ta­do — Pro­fes­sor Tit­u­lar do Depar­ta­men­to de Políti­ca Cien­tí­fi­ca e Tec­nológ­i­ca do Insti­tu­to de Geo­ciên­cias da Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas — Uni­camp, Doutor em Econo­mia da Uni­ver­si­dade de Paris I — Panthéon-Sorbonne.

Com expres­si­va pre­sença, nas duas modal­i­dades de par­tic­i­pação, além de mem­bros do Con­sel­ho Supe­ri­or da FESPSP, rep­re­sen­ta­dos pelo seu Pres­i­dente Ubi­ratan de Paula San­tos,  da Dire­to­ria Exec­u­ti­va da FESPSP, rep­re­sen­ta­da por Ricar­do Pereira da Sil­va e Lau­ra Bernardes, de Pro­fes­sores e Pro­fes­so­ras da FESPSP, rep­re­sen­ta­dos pelo Coor­de­nador Téc­ni­co do MBA em Sanea­men­to Ambi­en­tal, Elcires Pimen­ta Freire, e pela Pro­fes­so­ra Car­oli­na Reque­na, Allen Habert dos Sindi­ca­to dos Engen­heiros de São Paulo e rep­re­sen­tante do Engen­heiros pela Democ­ra­cia, Pro­fes­sores e Pro­fes­so­ras de Uni­ver­si­dades brasileiras e estrangeiras, a jor­nal­ista e edi­to­ra Myr­i­an Clark, Pesquisadores e Pesquisado­ras da Acad­e­mia Paulista de Direito.

Assista, aqui, ao vídeo do evento.

O sem­i­nário segue na sex­ta-feira, dia 10 de maio, às 18:30 horas, no mes­mo local. Veja a pro­gra­mação, aqui.

Seminário de Abertura do Instituto Celso Furtado da Academia Paulista de Direito

Seminário de Abertura do Instituto Celso Furtado da Academia Paulista de Direito

Nos dias 8 (quar­ta-feira) e 10 (sex­ta-feira) de maio de 2024,às 18:30 horas,  a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito fará o lança­men­to do Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas, por meio de Sem­i­nário, even­to a ser real­iza­do em parce­ria com a Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo.

O Sem­i­nário terá lugar no Auditório Flo­restan Fer­nan­des, na Rua Gen­er­al Jardim, 522, em São Paulo, e será híbri­do (pres­en­cial e virtual).

Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do, cri­a­do no cen­tenário do nasci­men­to do impor­tante pen­sador brasileiro, con­sti­tui mais um dos ACADEMIA PESQUISAe estará volta­do a realizar estu­dos, pesquisas e ativi­dades de coop­er­ação e par­tic­i­pação da sociedade, em relação aos temas da relação entre dire­ito e econo­mia, do desen­volvi­men­to, da inte­gração, de políti­cas públi­cas e inclusão.

Para mar­car o iní­cio dos tra­bal­hos, além do Sem­i­nário, a APD lança edi­tal para a inscrição e apre­sen­tação de arti­gos para número espe­cial de sua revista POLIFONIA. Veja, ao final des­ta notí­cia, links para a inscrição e de indi­cações e pra­zos para a apre­sen­tação de con­tribuição à revista, a ser pub­li­ca­da ain­da no cor­rente ano.

A Pro­gra­mação do Sem­i­nário é a seguinte:

Primeiro Dia

08/05/2024 — 18 horas

Link de acesso

Aber­tu­ra dos Trabalhos: 

A Pre­sença de Cel­so Fur­ta­do no Pen­sa­men­to Brasileiro e sua importân­cia para o estu­do críti­co das relações entre Dire­ito e Econo­mia.

Alfre­do Attié — Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, Doutor em Filosofia da Uni­ver­si­dade de São Paulo e Con­sel­heiro da Fun­dação esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo

Aber­tu­ra do Seminário: 

1. A Atu­al­i­dade e o Futuro do Pen­sa­men­to de Cel­so Fur­ta­do e o papel do Insti­tu­to Cel­so Furtado.

Ceci Juruá — Econ­o­mista, Mestre em Econo­mia pela Uni­ver­si­dade de Mont­pel­li­er, Douto­ra em Políti­cas Públi­cas e For­mação Humana pela Uni­ver­si­dade do Esta­do do Rio de Janeiro e Coor­de­nado­ra do Insti­tu­to Cel­so Furtado.

2. Cel­so Fur­ta­do, a pub­li­cação de sua obra e os tra­bal­hos da con­ste­lação de insti­tu­ições ded­i­cadas a seu estu­do e à con­tinuidade de seu trabalho.

Rosa Freire D’Aguiar — tradu­to­ra, jor­nal­ista e Pres­i­dente de Hon­ra do Insti­tu­to Cel­so Furtado

Aula Magna:

Visão de Cel­so Fur­ta­do sobre o pro­gres­so téc­ni­co como indu­tor do desenvolvimento. 

André Fur­ta­do — Pro­fes­sor Tit­u­lar do Depar­ta­men­to de Políti­ca Cien­tí­fi­ca e Tec­nológ­i­ca do Insti­tu­to de Geo­ciên­cias da Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas — Uni­camp, Doutor em Econo­mia da Uni­ver­si­dade de Paris I — Panthéon-Sorbonne.

Segun­do Dia

10/05/2024 — 18:30 horas

Link de acesso

Aber­tu­ra dos Trabalhos:

1. Breve apre­sen­tação do Sem­i­nário e do Número espe­cial de POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Direito

Alfre­do Attié — Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, Doutor em Filosofia da Uni­ver­si­dade de São Paulo e Con­sel­heiro da Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo

2. A FESPSP, a Cát­e­dra Cel­so Fur­ta­do e a Parce­ria com a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e o Insti­tu­to Cel­so Fur­ta­do, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dantas/APD

Ange­lo del Vec­chio, Dire­tor Ger­al da Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo, é Pro­fes­sor Adjun­to colab­o­rador da Uni­ver­si­dade estad­ual paulista Júlio de Mesqui­ta Fil­ho, cam­pus de Araraquara.

Rafael Rodrigues da Cos­ta, Sociól­o­go pela Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo. Mestre em Ciên­cias Soci­ais pela Uni­ver­si­dade Fed­er­al de São Paulo, Pesquisador-vis­i­tante na Uni­ver­si­dade Fed­er­al da Bahia, na qual coor­de­na o Cen­tro de Estu­dos de Econo­mia Políti­ca do Petróleo, Gás e Bio­com­bustíveis, e Coor­de­nador Exec­u­ti­vo da Cát­e­dra Cel­so Furtado-FESPSP.

Aber­tu­ra do Seminário:

Breve apre­sen­tação do Insti­tu­to Cel­so Furtado

Ceci Juruá — Econ­o­mista, Mestre em Econo­mia pela Uni­ver­si­dade de Mont­pel­li­er, e Douto­ra em Políti­cas Públi­cas e For­mação Humana pela Uni­ver­si­dade do Esta­do do Rio de Janeiro — UERJ e Coor­de­nado­ra do Insti­tu­to Cel­so Furtado.

Aula Magna: Cel­so Fur­ta­do, Pen­sa­men­to e práti­ca do Desen­volvi­men­to no Brasil e sua Inserção Internacional

Alexan­dre de Fre­itas Bar­bosa — Econ­o­mista pela Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas,  Mestre em História Econômi­ca pela Uni­ver­si­dade de São Paulo e Doutor em Econo­mia Apli­ca­da pela Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas, real­i­zou pesquisas pós-doutorais no CEBRAP,  é Pro­fes­sor Livre-Docente de História Econômi­ca e Econo­mia Brasileira/Internacional do Insti­tu­to de Estu­dos Brasileiros  da Uni­ver­si­dade de São Paulo Cel­so Fur­ta­do e o Desenvolvimento

 

Inscreva-se aqui e leia, neste link, o edital para o envio de artigos para o número especial da POLIFONIA Revista Internacional da Academia Paulista de Direito ‑Qualis Capes A3.

DATA: 08 e 10 DE MAIO DE 2024

LOCAL: AUDITÓRIO FLORESTAN FERNANDES, CASARÃO, ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO — Rua General Jardim, 522 — Vila Buarque — São Paulo — SP

HORÁRIO: 18:30

 

 

Prêmio Raymundo Magliano Filho 2024: inscrições encerram-se no próximo dia três de maio

Prêmio Raymundo Magliano Filho 2024: inscrições encerram-se no próximo dia três de maio

Com inscrições aber­tas em 25 de março de 2024, o Prêmio, insti­tuí­do pelo Insti­tu­to Nor­ber­to Bob­bio, con­ta, nes­sa sua segun­da edição, com o apoio de várias insti­tu­ições, den­tre elas a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito.

Ain­da há tem­po para inscr­ev­er seu tra­bal­ho acadêmi­co de pós-graduação.

Veja, aqui, a notí­cia e as infor­mações bási­cas sobre o esse impor­tante con­cur­so, pub­li­ca­da em 26/03, e acesse o edital.

Jaime Rodrigues-Arana Muñoz na Universidade de São Paulo

Jaime Rodrigues-Arana Muñoz na Universidade de São Paulo

A con­vite de Mar­cos Augus­to Perez, Pro­fes­sor Asso­ci­a­do de Dire­ito Públi­co e Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo da Uni­ver­si­dade de São Paulo e Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­itoAPD, esteve em São Paulo para lecionar nos cur­sos de grad­u­ação e pós-Grad­u­ação sob a regên­cia do Pro­fes­sor Perez, o Pro­fes­sor Dr. Jaime Rodrigues-Arana Muñoz, Cat­e­dráti­co de Dire­ito Públi­co e Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo da Uni­ver­si­dade da Coruña, Espan­ha.

O Doutor Rodrigues-Arana é for­ma­do em Dire­ito pela Uni­ver­si­dade de San Tia­go de Com­postela e Doutor em Dire­ito pela Uni­ver­si­dade da Coruña, mem­bro da Aso­ciación de Dere­cho Admin­is­tra­ti­vo Com­para­do, sedi­a­da em Madrid, do Inter­na­tion­al Insti­tute of Adin­stra­tive Sci­ences, com sede em Brus­sels, da Red Iberoamer­i­cana de Con­trat­ación Públi­ca, em A Coruña, da INter­na­tion­al Acad­e­my of Com­partive Law, Lon­don, da Aso­ciación Amer­i­cana de Dere­cho Admin­is­tra­ti­vo, Cara­cas, Aso­ciación Inter­na­cional de Dere­cho Admin­is­tra­ti­vo, Madrid, entre out­ras impor­tantes enti­dades inter­na­cionais, além de Pro­fes­sor e Doutor hon­oris causa de inúmeras Uni­ver­si­dades europeias e amer­i­canas. É Coor­de­nador do Pro­gra­ma Ofi­cial de Doutora­do Iberoamer­i­cano em Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo, A Coruña. Autor de arti­gos pub­li­ca­dos nas mais impor­tantes revis­tas de dire­ito públi­co inter­na­cionais, pub­li­cou vários livros, entre os quais, El Dere­cho Admin­is­tra­ti­vo de la dig­nidad humana y del interés gen­er­al, pela edi­to­ra Ibañez, em 2022. Pela Edi­to­ra Tirant Lo Blanch, pub­li­cou, em 2022, La For­ma y el Dere­cho Admin­is­tra­ti­vo.

Durante o cur­so, sob a coor­de­nação do Pro­fes­sor Mar­cos Perez, o Pro­fes­sor Jaime abor­dou vários temas de dire­ito públi­co, cen­tran­do-se, porém, nos temas da relação entre o Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo e a Dig­nidade Humana, ten­do ded­i­ca­do a aula con­clu­si­va ao tela do Inter­esse Públi­co (Interés Gen­er­al). Essa últi­ma aula foi aber­ta ao públi­co, sendo trans­mi­ti­da pela pági­na do LabGov.USP, Grupo de Pesquisa coor­de­na­do pelo Pro­fes­sor Mar­cos, poden­do ser assis­ti­da medi­ante aces­so a este link.

O Pro­fes­sor Jaime ain­da esteve na Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca de São Paulo, para pro­ferir aula e, cur­so sob a regên­cia do pro­fes­sor Augus­to Neves Dal Poz­zo, Pro­fes­sor Doutor de Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo e de Fun­da­men­tos de Dire­ito Públi­co daque­la impor­tante Uni­ver­si­dade paulista.

 

À guisa de encer­ra­men­to das ativi­dades, foi real­iza­do debate entre Pro­fes­sores con­vi­da­dos pelo pro­fes­sor Mar­cos Perez, em torno do tema do Inter­esse Públi­co e da instru­men­tal­i­dade do Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo para a con­cretiza­ção dos Dire­itos Fun­da­men­tais, sobre­tu­do a Dig­nidade Humana. O debate ocor­reu no dia 19 de abril, sex­ta-feira, pela man­hã, na Sala Rubi­no de Oliveira, na FD.USP, e con­tou com a pre­sença e par­tic­i­pação hon­rosas da queri­da e admi­ra­da  Pro­fes­so­ra Odete Medauar, pro­fes­so­ra Tit­u­lar da FD.USP.

O even­to foi aber­to por breve exposição de Cel­so Campi­lon­go, Pro­fes­sor Tit­u­lar e Dire­tor da FD.USP, Acadêmi­co Tit­u­lar da APD, segui­do de exposição do Pro­fes­sor Jaime. A seguir, dis­cor­reram sobre o tema a Pro­fes­so­ra Odete, o Pro­fes­sor Mar­cos, os Pro­fes­sores Augus­to e Mau­rí­cio Zock­un, ambos da PUC.SP, Paulo Hen­rique Rodrigues Pereira, da FD.USP, e Alfre­do Attié, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, Alexan­dre Cun­haCar­men Sil­via de Arru­da e Paulo Sávio Maia.

Estiver­am tam­bém pre­sentes os Mon­i­tores e Mon­i­toras da dis­ci­plina de Pós-Grad­u­ação, Ana Maria Pedreira, Raphael Car­doso e  João Rober­to Moro, além de alu­nas e os alunos do Cur­so de Pós-Grad­u­ação da FD.USP, entre mestrandos/as, doutorandos/as e pós-doutoran­dos/as.

 

 

 

Código Penal e Lei de Execução Penal 40 Anos: Simpósio em Homenagem a Miguel Reale Jr

Código Penal e Lei de Execução Penal 40 Anos: Simpósio em Homenagem a Miguel Reale Jr

A Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo real­iza, nas próx­i­mas quin­ta e sex­ta-feiras, dias 25 e 26 de abril de 2024, o Sim­pó­sio em Hom­e­nagem ao Pro­fes­sor Miguel Reale Jr., em comem­o­ração de seus oiten­ta anos, uma vida ded­i­ca­da ao ensi­no e à advo­ca­cia, com con­tribuições fun­da­men­tais para o caráter civ­i­liza­tório do dire­ito e da justiça, em nos­so País.

Den­tre tais con­tribuições estão a Parte Ger­al do Códi­go Penal Brasileiro e a Lei de Exe­cuções Penais, que com­ple­tam quarenta anos.

Miguel Reale Jr.  foi Pro­fes­sor Tit­u­lar de Dire­ito Penal da Uni­ver­si­dade de São Paul,  Min­istro da Justiça do gov­er­no Fer­nan­do Hen­rique Car­doso, Secretário da Segu­rança Públi­ca do Esta­do de São Paulo, no gov­er­no Fran­co Mon­toro, e Secretário da Admin­is­tração e Mod­ern­iza­ção do Serviço Públi­co do Esta­do de São Paulo,  no gov­er­no Mario Covas.

Formou-se em dire­ito pela Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, insti­tu­ição na qual obteve seus títu­los de Mestre, Doutor e Livre-Docente,  É autor de exten­sa obra jurídi­ca, con­sis­tente não ape­nas em livros de importân­cia cru­cial para a for­mação jurídi­ca, e arti­gos pub­li­ca­dos no Brasil e no exte­ri­or, mas tam­bém de aulas, con­fer­ên­cias, pesquisas, estu­dos e ante-pro­je­tos de lei, além de instru­men­tos de real­iza­ção de políti­cas públicas.

É Acadêmi­co Eméri­to da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, mem­bro da Real Acad­e­mia de Jurisprudên­cia y Leg­is­la­cion  de Madri, Espan­ha, e mem­bro hon­orário da cadeira nº 2 da Acad­e­mia Paulista de Letras.

Foi con­sel­heiro fed­er­al da Ordem dos Advo­ga­dos do Brasil, pres­i­dente do Con­sel­ho Fed­er­al de Entor­pe­centes, órgão lig­a­do ao Min­istério da Justiça.

Na vida políti­ca, demon­strou não ape­nas espíri­to públi­co exem­plar, mas tam­bém deu exem­p­lo de coerên­cia e fidel­i­dade a princí­pios políti­cos con­sagra­dos no rol de val­ores e dire­itos esta­b­ele­ci­dos pela Con­sti­tu­ição Cidadã.

Foi pres­i­dente da Comis­são Espe­cial de Mor­tos e Desa­pare­ci­dos Políti­cos durante a Ditadu­ra Civ­il-Mil­i­tar, insti­tuí­da em 1995, insti­tuí­da pelo gov­er­no Fer­nan­do Hen­rique Cardoso.

A hom­e­nagem  terá por obje­to não ape­nas o debate sobre as con­tribuições de Miguel Reale Jr, den­tre as quais, espe­cial­mente, a Parte Ger­al do Códi­go Penal e a Lei de Exe­cuções Penais.

No dia 25, a par­tir das 18 horas, haverá a aber­tu­ra pelo pela da Dire­to­ria da FD.USP, que têm, como Acadêmi­cos Tit­u­lares da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, o Dire­tor, Cel­so Campi­lon­go e a Vice-Dire­to­ra Ana Elisa Bechara, segui­da da saudação do ex-Min­istro José Car­los Dias.

Com­ple­ta a pro­gra­mação do primeiro dia o painel Políti­ca crim­i­nal: respostas ao crime orga­ni­za­do. Den­tro e fora do sis­tema penal, sendo painelis­tas Antônio Sér­gio Pit­o­mbo; Hele­na Lobo da Cos­ta, Mário Sar­rub­bo, Mau­rí­cio Cam­pos e Theodomiro Dias Neto.

No segun­do dia, a par­tir das 08:30 horas, os tra­bal­hos serão aber­tos por Mari­na Coel­ho Araújo, e seguirão com os painéis Sis­tema penal. Apli­cação e exe­cução de penas. Efe­tivi­dade ou refor­mu­lação, com a par­tic­i­pação de Ânge­lo IlhaMar­iân­gela Mag­a­l­hães, Sebastião Reis e Tatiana Stoc­co; e  Dire­ito Penal Nego­cial. Falên­cia da dog­máti­ca?, com Alexan­dre Wun­der­lich, Luciano Ander­son de Souza, Mar­ta Saad e Rena­to Sil­veira. No final, a hom­e­nagem Miguel Reale Jr. — o ontem, o hoje e o aman­hã; e a saudação final de Oscar Vil­hena Vieira.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito une-se a essa mere­ci­da cel­e­bração da obra e da pre­sença de uma dos maiores juris­tas brasileiros e estará rep­re­sen­ta­da pelo seu Pres­i­dente e Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, Alfre­do Attié.

Leia, a seguir, tre­cho de entre­vista con­ce­di­da por Miguel Reale Jr. ao jor­nal­ista Gabriel Man­zano de O Esta­do de S.Paulo.

“Mer­gul­ha­do por cin­co ou seis décadas no mun­do do dire­ito e das leis, quais foram as exper­iên­cias mar­cantes, para o sr. e para o País?

Sob o aspec­to pes­soal, creio que as mel­hores exper­iên­cias como advo­ga­do crim­i­nal estiver­am na defe­sa per­ante o júri, como, por exem­p­lo, apre­sen­tan­do, pela primeira vez, slides repro­duzin­do a dinâmi­ca do fato, essen­cial para com­preen­são do acon­te­ci­do. No plano do inter­esse ger­al, ter exer­ci­do em 1977 e 1978 a presidên­cia da Asso­ci­ação dos Advo­ga­dos de São Paulo foi exper­iên­cia rel­e­vante em momen­to de luta con­tra a ditadu­ra. Sem dúvi­da, a par­tic­i­pação, ao lado de cole­gas extra­ordinários, na elab­o­ração, faz 40 anos, de antepro­je­tos de refor­ma da Parte Ger­al do Códi­go Penal e da Lei de Exe­cução Penal foi desafi­ado­ra. Impor­tante, tam­bém, ter sido asses­sor espe­cial do pres­i­dente Ulysses Guimarães, viven­do por den­tro o proces­so con­sti­tu­inte, quan­do pude pres­en­ciar os con­fron­tos que mar­cam nos­sa sociedade. Desta­co, ade­mais, a presidên­cia da Comis­são de Mor­tos e Desa­pare­ci­dos Políti­cos, de 1.995 a 2.001, apu­ran­do a respon­s­abil­i­dade do Esta­do pela morte, muitas vezes sob tor­tu­ra, de opos­i­tores do regime militar.

Pode com­parar o que é hoje a for­mação de um advo­ga­do com a dos seus tem­pos de estu­dante? As esco­las hoje dão uma boa formação?

O Brasil con­ta hoje com 1.240 Fac­ul­dades de Dire­ito, quan­do em todo o mun­do a soma de cur­sos de dire­ito é menor. Ape­sar de terem aumen­ta­do os cur­sos de pós-grad­u­ação, não há mestres e doutores em número sufi­ciente para lecionar em tan­tas fac­ul­dades. Com a inter­net, então, o estu­do dos fun­da­men­tos da Ciên­cia do Dire­ito e de cada uma das suas espe­cial­i­dades foi defin­i­ti­va­mente esque­ci­do. O jovem da ger­ação Z está desacos­tu­ma­do de ler. Pro­fes­sores ensi­nam com fig­uras no pow­er point ou por obser­vações em tiras, sem qual­quer dis­cussão da dog­máti­ca, das estru­turas dos insti­tu­tos jurídi­cos e das relações entre eles e o Orde­na­men­to no seu todo.

Como se pode mudar essa situação?

Pre­cisamos rea­gir e exi­gir leitu­ra. Esta decadên­cia e pro­lif­er­ação do ensi­no jurídi­co reper­cutem na pro­dução do dire­ito por meio de advo­ga­dos, juízes, pro­mo­tores, cuja admis­são na car­reira exige ape­nas dec­o­ração de man­u­ais de mera infor­mação, sem visão críti­ca, que aliás não inter­es­sa. E esta decadên­cia reper­cute tam­bém no nív­el ético.

A atu­al Con­sti­tu­ição já sofreu, em 36 anos, mais de 130 alter­ações. É nor­mal, isso? Era ruim e foi mel­ho­ran­do. E há coisas impor­tantes ain­da faltando?

A Con­sti­tu­ição de 1988 é um tex­to com­pro­mis­sório, con­struí­do via entendi­men­to em temas essen­ci­ais – ou, senão, del­e­gan­do-se a definição para lei com­ple­men­tar. Ela seria out­ra se fei­ta em 1989, após a que­da do Muro de Berlim. Mas a própria Con­sti­tu­inte con­sider­ou a pos­si­bil­i­dade de ampla alter­ação em cin­co anos. No entan­to, resul­tou em nada graças ao silen­cioso pacto pela omis­são: não mex­ia no dire­ito e priv­ilé­gio da cor­po­ração A, que não se mexe no priv­ilé­gio da cor­po­ração B.

Pelo cam­in­ho, ela mudou o sis­tema de governo…

A Con­sti­tu­inte foi par­la­men­tarista até março de 1988, quan­do, por inter­fer­ên­cia do pres­i­dente (José) Sar­ney, ado­tou o pres­i­den­cial­is­mo ger­ador de crises repeti­das ao lon­go de 35 anos. O plebisc­i­to manip­u­la­do por can­didatos à Presidên­cia man­teve o pres­i­den­cial­is­mo. A refor­ma que fal­ta é a política.”

 

O Brasil e a Transição para a Nova Ordem Global

O Brasil e a Transição para a Nova Ordem Global

Na próx­i­ma segun­da-feira, dia 29 de abril de 2024, às 19 horas, será trans­mi­ti­do o encon­tro ini­cial de Ciclo de Debates pro­movi­do pela Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São PauloFESPSP, cujo tema é  “O Brasil na Tran­sição para a Nova Ordem Glob­al.

O debate será trans­mi­ti­do ao vivo e pode ser assis­ti­do por meio do aces­so a este link.

A palestra será de José Luís Fiori, pro­fes­sor do Pro­gra­ma de Pós-Grad­u­ação em Econo­mia Políti­ca Inter­na­cional da  Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro, coor­de­nador do Grupo de Pesquisa UFRJ/CNPQ O poder glob­al e a geopolíti­ca do Cap­i­tal­is­mo, pesquisador do Insti­tu­to de Estu­dos Estratégi­cos do Petróleo, Gás e Bio­com­bustíveis, é autor dos livros O Poder glob­al e a nova geopolíti­ca das nações (SP: Boitem­po, 2007),  História, estraté­gia e desen­volvi­men­to (SP: Boitem­po, 2011) e Sobre a Guer­ra (Petrópo­lis: Vozes 2018).

 

A medi­ação será de Maria Sil­via Portel­la, mem­bra do Con­sel­ho Supe­ri­or da FESPSP, sociólo­ga , mestre peloo Pro­gra­ma de Inte­gração da Améri­ca Lati­na da Uni­ver­si­dade de São Paulo,  auto­ra d Frente Ampla no Uruguay, pub­li­ca­do na Coleção Nues­tra Améri­ca Lati­na (SP: Fun­dação Perseu Abramo, 2016), foi pres­i­den­ta da Asso­ci­ação dos Sociól­o­gos do Brasil e ocupou diver­sos car­gos na Cen­tral Úni­ca dos Tra­bal­hadores, a CUT, e em insti­tu­ições a ela fil­i­adas:, ten­do sido asses­so­ra de Relações Tra­bal­his­tas e Políti­ca Inter­na­cional da Con­fed­er­ação Nacional dos Met­alúr­gi­cos — CNT, e rep­re­sen­tante da CNT no Trade Union Advi­so­ry Com­mit­tee para a Orga­ni­za­ção de Coop­er­ação para o Desen­volvi­men­to Econômi­co — OCDE. além de asses­so­ra da Coor­de­nado­ria de Cen­trais Sindi­cais do Cone Sul e inte­grante do Foro Con­sul­ti­vo Econômi­co Social do Mercosul.

Par­tic­i­parão como debatedores

Vicente Car­los Y Plá Trevas, mem­bro do Con­sel­ho Supe­ri­or da FESPSP, sociól­o­go. Pres­i­dente do Insti­tu­to Amsur, foi Secretário de Assun­tos Fed­er­a­tivos da Presidên­cia da Repúbli­ca, Asses­sor Espe­cial do Min­istro da Justiça, Con­sul­tor da Presidên­cia da Caixa Econômi­ca Fed­er­al, Secretário de Relações Insti­tu­cionais e Fed­er­a­ti­vas da Cidade de São Paulo, Coor­de­nador brasileiro do Fórum Con­sul­ti­vo de Gov­er­nadores e Prefeitos do Mer­co­sul, Vice-Pres­i­dente da RIAD/Organização dos Esta­dos Amer­i­canos, Dire­tor de Estu­dos do Insti­tut inter­na­tion­al de Recherche et de For­ma­tion, Edu­ca­tion et Développe­ment,  ten­do sido, ain­da, Pro­fes­sor de Ciên­cia Políti­ca da Fun­dação Getúlio Var­gas e Pro­fes­sor de Soci­olo­gia da Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca de São Paulo; e

Alfre­do Attié, mem­bro do Con­sel­ho Supe­ri­or da FESPSP, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, sendo Tit­u­lar da pres­ti­gia­da Cadeira San Tia­go Dan­tas, antes ocu­pa­da por Gof­fre­do da Sil­va Telles Jr. Foi Advo­ga­do, Procu­rador do Esta­do de São Paulo, Juiz de Dire­ito, e hoje exerce a função de Desem­bar­gador no Tri­bunal de Justiça de São Paulo, inte­gran­do a 27ª Câmara de Dire­ito Pri­va­do. Doutor em Filosofia da Uni­ver­si­dade de São Paulo, onde tam­bém estu­dou Dire­ito e História,  tam­bém é Mestre em Filosofia e Teo­ria do Dire­ito pela FD.USP, e em Dire­ito Com­para­do pela Cum­ber­land School of Law, sendo Pro­fes­sor e Pesquisador da Esco­la Paulista da Mag­i­s­tratu­ra, ten­do sido Pesquisador da Uni­ver­si­dade de São Paulo. Mem­bro Per­ma­nente do Fórum Mundi­al em Dire­ito, Justiça e Desen­volvi­men­to do Ban­co Mundi­al, Mem­bro-Obser­vador da UNCITRAL, Pro­fes­sor Con­vi­da­do do Cur­so de Mestra­do da Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca de São Paulo, docente da Uni­ver­si­dade de São Paulo e da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista- UNESP, é Dire­tor, Mem­bro do Con­sel­ho Edi­to­r­i­al e Coor­de­nador da POLIFONIA — Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, sendo autor dos livros Brasil em Tem­po Acel­er­a­do: Políti­ca e Dire­ito (SP Tirant Brasil, 2021),  Towards Inter­na­tion­al Law of Democ­ra­cy (Valen­cia: Tirant Lo Blanch, 2022), A Recon­strução do Dire­ito: Existên­cia. Liber­dade, Diver­si­dade (Por­to Ale­gre: Fab­ris, 2003), Mon­tesquieu (Lis­boa: Chi­a­do, 2018), e Dire­ito Con­sti­tu­cional e Dire­itos Con­sti­tu­cionais Com­para­dos (SP: Tirant Brasil, 2023), estando no pre­lo, a serem edi­ta­dos pela Tirant, os livros Dire­ito e Econo­mia: Pon­to e Con­trapon­to Civ­i­liza­cionaisCon­sti­tu­ições Africanas.

POLIFONIA: Novo Número no Ar

POLIFONIA: Novo Número no Ar

Pub­li­ca­da a nova edição da POLIFONIA — Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito Quais/Capes A3.

O número 12 traz o dos­siê “Democ­ra­cia, Con­sti­tu­cional­is­mo Glob­al e Lati­no-Amer­i­cano e Dire­ito Eleitoral, real­iza­do em São Paulo, SP, na Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e em São Leopol­do, RS, na Unisi­nos, em ativi­dade con­jun­ta com a Asso­ciación de Tri­bunales Elec­torales de la Repúbli­ca Mex­i­cana  e  a Escuela Elec­toral Judi­cial de la Repúbli­ca Mex­i­cana, em 2023.

Com Nota Edi­to­r­i­al de Rober­ta de Bra­gança Fre­itas Attié e Apre­sen­tação de Jânia Maria Lopes Sal­dan­ha, a Revista traz a con­tribuição dos impor­tantes painelis­tas, no sem­i­nário con­jun­to, coor­de­na­do pelos Pro­fes­sores Iri­na Gra­ciela Cer­vantes Bra­voATE e EEJ, Méx­i­co, Fauzi Has­san ChoukrAPD, Rober­ta de Bra­gança Fre­itas AttiéAPD, Jânia Maria Lopes Sal­dan­haUnisi­nos e Alfre­do Attié - APD.

Con­vi­damos à leitu­ra, neste link.

Código Civil e Marco Civil da Internet

Código Civil e Marco Civil da Internet

Anto­nio Car­los Mora­to, Pro­fes­sor das Fac­ul­dades de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo e da Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca de São Paulo, e Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, estará na Sub­secção da Vila Pru­dente da Ordem dos Advo­ga­dos  Do Brasil, Sec­cional de de São Paulo, no próx­i­mo dia 23 de abril de 2024, terça-feira, às 19 horas, para pro­ferir palestra sobre o tema  O Mar­co Civ­il da Inter­net e as Impli­cações do Novo Códi­go Civ­il no Mun­do Digital.

 

Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Direito: reforma, diagnóstico e participação

Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Direito: reforma, diagnóstico e participação

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito apoia a ini­cia­ti­va do Colé­gio Brasileiro de Fac­ul­dades de Dire­ito Públi­cas e Gra­tu­itas — CBFDPG, em sua pro­pos­ta de redis­cussão das Dire­trizes Cur­ric­u­lares Nacionais do Cur­so de Grad­u­ação em Dire­ito, e de esta­b­ele­cer amp­lo diál­o­go sobre a edu­cação jurídi­ca no Brasil.

O Con­sel­ho Nacional de Edu­cação se prepara para apre­sen­tar uma res­olução com novas Dire­trizes Cur­ric­u­lares Nacionais – DCN — para a Grad­u­ação em Dire­ito. As atu­ais DCN, muito emb­o­ra datem de 2018, não foram ple­na­mente implementadas. 

O que o CBFDPG pre­tende, com o apoio da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e de out­ras enti­dades da Sociedade Civ­il, é asse­gu­rar que qual­quer alter­ação reg­u­latória seja pre­ce­di­da de análise de impacto e de diag­nós­ti­co robus­to, e de ampla dis­cussão públi­ca, com todas as pes­soas e setores envolvidos. 

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito acres­cen­ta, ao lem­brar que o dire­ito tem uma importân­cia social realça­da pelo princí­pio con­sti­tu­cional democráti­co, sendo as leis e a justiça patrimônio comum do povo, é que a con­fig­u­ração da edu­cação jurídi­ca e as mudanças no ensi­no jurídi­co são temas que inter­es­sam ao con­jun­to da sociedade, sendo igual­mente necessário que a sociedade civ­il, suas insti­tu­ições, movi­men­tos e cole­tivos, sejam infor­ma­dos e opinem sobre a for­mação daque­les e daque­las que vão mane­jar profis­sion­al­mente o con­hec­i­men­to jurídi­co. Tor­na-se, assim, fun­da­men­tal e impre­scindív­el que qual­quer alter­ação seja fei­ta exclu­si­va­mente em face dos inter­ess­es do País e das pes­soas em for­mação, e que sejam ado­tadas medi­das para a val­oriza­ção das Insti­tu­ições de Ensi­no Supe­ri­or – IES – de Dire­ito Públicas. 

A pre­sente divul­gação se faz para que não ape­nas respon­sáveis pela direção dos IES, mas igual­mente todas as enti­dades públi­co e pri­vadas e as pes­soas que se inter­essem pelo tema da edu­cação jurídi­ca e se pre­ocu­pem com a qual­i­dade do Ensi­no Jurídi­co, sua não mer­can­tiliza­ção e seu com­pro­mis­so com o Esta­do Democráti­co de Dire­ito, ven­ham a aderir à pre­sente ini­cia­ti­va, fir­man­do o documento. 

Para con­hecer e assi­nar o doc­u­men­to elab­o­ra­do pelo Con­sel­ho Dire­ti­vo do CBFDPG, acesse este link.

Nuno M. M. S. Coel­hoDire­tor da Fac­ul­dade de Dire­ito de Ribeirão Pre­to da USP,  Secretário Ger­al do Colé­gio Brasileiro de Fac­ul­dades de Dire­ito Públi­cas e Gratuitas

Alfre­do Attié, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dantas

Aula Inaugural: Era dos Deveres e Responsabilidades Alfredo Attié UNESP

Aula Inaugural: Era dos Deveres e Responsabilidades Alfredo Attié UNESP

 

Em Aula Magna ou Inau­gur­al para os Cur­sos de Grad­u­ação e Pós-Grad­u­açãono Depar­ta­men­to de Relações Inter­na­cionais da Fac­ul­dade de Ciên­cias Humanas e Soci­ais da UNESP, com a pre­sença de pro­fes­so­ras, pro­fes­sores, alunos e alu­nas de grad­u­ação e pós-grad­u­ação, Alfre­do Attié faz uma críti­ca à con­cepção da era dos dire­itos e defende a pre­sença de uma nova eta­pa nas relações inter­na­cionais e no dire­ito inter­na­cional, que denom­i­na de “Era dos Deveres e Respon­s­abil­i­dades”, anal­isan­do sua impli­cação nos prob­le­mas con­tem­porâ­neos. A aula foi pro­feri­da a con­vite do Pro­fes­sor Albério Neves Fil­ho, Chefe do Depar­ta­men­to de Relações inter­na­cionais da UNESP, com a pre­sença da Pro­fes­so­ra Mar­il­ia Bar­bosa de Souza Pimen­ta, dos Pro­fes­sores Car­los Eduar­do de Abreu Bou­cault e Alfre­do José dos San­tos, e da Pro­fes­so­ra Fer­nan­da Mel­lo San­t’An­na, Dire­to­ra da FCHS da UNESP, cam­pus Fran­ca, São Paulo, Brasil.

A aula foi ante­cedi­da por uma mem­o­ráv­el e agradáv­el visi­ta ao cam­pus da UNESP da cidade de Fran­ca, em São Paulo.

 

Assista, aqui, ou pelos Canais YouTube da FCHS.UNESP e da APD.

Foi segui­da de debates ricos e estimulantes

 

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Racismo e a odiosa inversão da realidade

Racismo e a odiosa inversão da realidade

O pre­sente arti­go, pub­li­ca­do orig­i­nal­mente em A Ter­ra é Redon­da, dis­cute o tema do racis­mo cul­tur­al, decor­rente da for­mação ecu­ca­cional, na sociedade brasileira, que con­tin­ua a pro­duzir cenas deploráveis, na imposição de uma ide­olo­gia de suprema­cia que atrav­es­sa atos e palavras.

Racismo e Odiosa Inversão da Realidade

Alí­pio de Souza Filho (*)

Na sociedade brasileira, uma edu­cação cúm­plice do racis­mo ou ela própria racista for­ma indi­ví­du­os cujas ações racis­tas não podem ser con­sid­er­adas como even­tu­ais ou “por excesso”

Por toda parte, o racis­mo con­tin­ua pro­duzin­do cenas intol­eráveis. No Brasil, e não é recente, cenas diárias expres­sam o hor­ror racista exis­tente na sociedade, prin­ci­pal­mente con­tra pes­soas negras. Se o racis­mo, em seu cerne, ampara-se numa con­strução ide­ológ­i­ca que é, em si mes­ma, uma dis­torção da ver­dade, ao pro­duzir a val­o­ração de seres humanos a par­tir da cor de sua pele e out­ros traços físi­cos, hier­ar­quizan­do-os, dis­crim­i­nan­do-os, ocorre tam­bém de ações racis­tas, e não rara­mente, bus­carem pro­duzir inver­sões dos fatos, tor­nan­do-se base de out­ra vio­lên­cia: a inver­são da realidade.

Casos recentes, de muitos iguais que se repetem no país, ocor­ri­dos em São Paulo e em Por­to Ale­gre, são par­a­dig­máti­cos das inver­sões do hor­ror racista. No primeiro caso, uma assis­tente social negra é acu­sa­da de fur­to por vende­dores e segu­ranças de uma loja em shop­ping da cidade e, diante da revol­ta e protesto face à fal­sa acusação, os acu­sadores pedi­am “cal­ma” à assis­tente social, acusando‑a tam­bém de “estar ner­vosa”. No segun­do caso, um moto­boy negro, após levar uma faca­da no pescoço, por golpe des­feri­do por um sen­hor bran­co, é ele alge­ma­do e vio­len­ta­mente joga­do em viatu­ra poli­cial, ain­da que sob o protesto de pes­soas que acom­pan­haram todo o caso e teste­munhavam aos poli­ci­ais que o moto­boy tin­ha sido agre­di­do, não poden­do, pois, ser trata­do como agres­sor.  Bus­can­do escapar da vio­len­ta agressão, o moto­boy reti­ra das mãos do seu agres­sor a arma com a qual este des­feriu o golpe. Ao chegarem à cena, o que veem os poli­ci­ais? Um homem negro, segu­ran­do uma faca, em con­ten­da na rua com um sen­hor bran­co, que esta­va em calça­da de pré­dio onde reside. E a con­clusão faz-se ime­di­a­ta: “homem negro ata­ca homem bran­co”. O moto­boy foi vio­len­ta­mente cer­ca­do por poli­ci­ais, alge­ma­do e con­duzi­do a algu­ma del­e­ga­cia na caçam­ba de viatu­ra estatal. O sen­hor bran­co pôde entrar em sua casa, vestir-se e só depois seguir para a mes­ma del­e­ga­cia, na mes­ma viatu­ra poli­cial, porém, no inte­ri­or do veícu­lo, aco­moda­do em assen­to e ao lado dos poli­ci­ais. Nesse caso, os poli­ci­ais tam­bém pedi­ram “cal­ma” ao moto­boy negro e, vio­len­ta­mente, orde­navam que o rapaz não resis­tisse à sua con­dução força­da e agressiva.

O cotid­i­ano tem rev­e­la­do: na sociedade brasileira, uma edu­cação cúm­plice do racis­mo ou ela própria racista for­ma indi­ví­du­os cujas ações racis­tas não podem ser con­sid­er­adas como even­tu­ais ou “por exces­so”. A eficá­cia dessa edu­cação tem sido tal que é o ser dess­es indi­ví­du­os, com menor ou maior con­sciên­cia, que age inteiro e per­ma­nen­te­mente, ampara­do no con­venci­men­to da justeza daqui­lo que pen­sam e fazem. Como nos exem­p­los aci­ma, vende­dores, segu­ranças e poli­ci­ais tratam com racis­mo pes­soas negras, sem que cog­item come­ter erros, praticar injustiças, dis­crim­i­nação ou não levar em con­sid­er­ação a ver­dade. Não se con­segue dis­sua­di-los que estão erra­dos, que pro­movem ou são cúm­plices de fal­sas acusações e ofen­sas à dig­nidade do out­ro, que prati­cam ou aceitam racismo.

A bru­tal­i­dade da eficá­cia do racis­mo inter­nal­iza­do é taman­ha que (cenas mostram!) os agres­sores (seja vende­dores, segu­ranças pri­va­dos, porteiros, seja poli­ci­ais etc.) não escu­tam, não se inter­rogam e mes­mo sequer são capazes da sen­si­bil­i­dade de ouvir o deses­per­a­do ape­lo dos agre­di­dos. Agem bru­tal­mente, fazen­do valer as con­vicções de um odioso racis­mo, que não se deixa deter por nen­hum ape­lo, e que se sus­ten­ta na inver­são da real­i­dade: o vio­len­ta­do pas­sa rap­i­da­mente à condição de vio­len­ta­dor (o agre­di­do pelo racis­mo tor­na-se aque­le que é “ner­voso”, “defende-se agres­si­va­mente”, “gri­ta”, “protes­ta”, “perde a lin­ha”, “perde a razão”…) e perde, assim, o dire­ito à indig­nação e o dire­ito a exi­gir reparação moral e jurídi­ca pelos danos cau­sa­dos pela dis­crim­i­nação racista.

Indifer­entes à revol­ta e ao ape­lo dos vio­len­ta­dos, os agentes do racis­mo cotid­i­ano procu­ram tam­bém aniquilar aqui­lo que res­ta aos que sofrem a vio­lên­cia racista: gri­tar, protes­tar, con­tes­tar; como se, face ao ultra­je de sua dig­nidade, os vio­len­ta­dos ain­da guardassem algu­ma esper­ança de que seus gri­tos pos­sam ser escu­ta­dos. Gri­tos que o racis­mo procu­ra calar, desautor­izar, estigma­ti­zan­do-os como “desar­ra­zoa­d­os” e, diz-se tam­bém, covarde­mente, “despro­por­cionais ao ocor­ri­do”. Ao tem­po que provo­ca a dor, o racis­mo procu­ra invalidá-la e silen­ciá-la: não pode haver protesto, gri­to pela dor provo­ca­da pela humil­hação, pelo sen­ti­men­to de opressão, pela mar­gin­al­iza­ção e tam­bém (como em muitos casos) crim­i­nal­iza­ção dos pas­sos e atos de pes­soas negras nas diver­sas situ­ações de sua cir­cu­lação e par­tic­i­pação sociais.

Acred­i­ta-se que o gri­to humano é sig­no do deses­pero, mas, de fato, é um dos sig­nif­i­cantes da deman­da por pro­teção, face ao nos­so desam­paro ontológi­co como criat­uras de uma espé­cie sem uma “espé­cie nat­ur­al” a qual se agar­rar para exi­s­tir, como são os casos de todas as demais; o que nos tor­na depen­dentes do out­ro semel­hante para chegar­mos à condição de humanos; somente por esse out­ro temos aces­so à lin­guagem pro­pri­a­mente humana para o viv­er qual­i­ficáv­el como humano.

Quan­do a cri­ança humana cho­ra ao nascer, e todos querem ouvir esse choro, faz-nos saber que está viva. No nasci­men­to, o choro do bebê equiv­ale ao primeiro gri­to humano, para lem­brar, aos demais humanos adul­tos vivos, que chegou ao mun­do um novo ser, que ele está vivo, mas que, fora da vida intraute­ri­na, encon­tra-se em total desam­paro. Pre­cis­ará de um out­ro humano que o tome ao seu encar­go, até que pos­sa viv­er por “con­ta própria”, o que nun­ca o será tão com­ple­ta­mente que pos­sa, em algu­ma hora, o ser vivente o out­ro dis­pen­sar. A filó­so­fa Judith But­ler tem uma boa saca­da sobre o assun­to, que gos­to de remem­o­rar: nos­sa dependên­cia ontológ­i­ca ao out­ro acom­pan­ha-nos do nasci­men­to à sepul­tura. E é mes­mo assim! Emb­o­ra, como tam­bém obser­va a filó­so­fa estadunidense, o out­ro que pode cor­re­spon­der a algum amparo que neces­si­ta­mos sem­pre, é, simul­tane­a­mente, por sua ausên­cia ou por seus atos, aque­le que pode cor­re­spon­der tam­bém à nos­sa morte. A nos­sa dependên­cia primária (ontológ­i­ca) ao out­ro é tam­bém nos­sa vul­ner­a­bil­i­dade, que pode, em cer­tas condições, ser muitís­si­mo exac­er­ba­da. [i]  Sobre o gri­to humano, assim pen­sou o psi­canal­ista Jacques Lacan: na situ­ação de infân­cia, o gri­to não é mero “sinal”, mas algo inscrito num sis­tema sim­bóli­co, onde a lin­guagem já está insti­tuí­da e o ser humano nela imer­so; o gri­to assume a função sig­nif­i­cante de aludir a algu­ma coisa que fal­ta;  e dirá: “o gri­to é feito para que se tome con­hec­i­men­to dele, até mes­mo para que, mais-além, se o relate a um out­ro”.[ii] O que aqui é dito sobre o gri­to na situ­ação de infân­cia encon­trará seus equiv­a­lentes (metafóri­cos ou não) na vida adul­ta de todos – e até o últi­mo suspiro.

Pois bem, porque somos essa criatu­ra do desam­paro e dependên­cia (ao out­ro) ontológi­cos, e porque, na lin­guagem humana, o gri­to assume a função sig­nif­i­cante de se referir, entre out­ras coisas, à fal­ta de algu­ma pro­teção (amparo, acol­hi­men­to), quan­do ocorre desse out­ro agir com dis­crim­i­nações exclu­dentes, mar­gin­al­izantes, como na situ­ação de racis­mo, gri­ta­mos! É que a que­bra do “pacto ontológi­co” de pro­teção entre seres humanos e entre estes e out­ros seres vivos é ato que aban­dona o out­ro à situ­ação de desam­paro e, pois, ao risco de ver agravadas vul­ner­a­bil­i­dades iner­entes à condição humana – na situ­ação de racis­mo, como em out­ras, o protesto do gri­to não é “ner­vo­sis­mo”, mas expressão da capaci­dade de indig­nação preser­va­da, que, como tal, veic­u­la deman­da de pro­teção e recla­ma dire­itos igualitários.

Nas situ­ações de vio­lên­cia, como no racis­mo, quan­do seres humanos protes­tam, gri­tam, não é cor­re­to nem jus­to que se peça “cal­ma”, pois, na situ­ação de opressão racista, a cólera tor­na-se a denún­cia da inver­são da real­i­dade, da negação da ver­dade e, pois, denún­cia de uma injustiça. O sen­ti­men­to de opressão vivi­do pelas pes­soas negras na situ­ação da dis­crim­i­nação racista é aumen­ta­do com “ape­los” à “cal­ma”, “ape­los” para que evitem o “ner­vo­sis­mo”. No fun­do, pede-se ao vio­len­ta­do que con­sin­ta sua sub­mis­são e pede-se o seu silêncio.

No gri­to antir­racista, o que se bus­ca é ser ouvi­do quan­to a uma ver­dade sequestra­da e ocul­ta­da na inver­são dos fatos. E às vezes (ou em tan­tas vezes) o que se bus­ca é até mes­mo evi­tar a morte, em sociedades nas quais ser negro, ou mestiço ou mes­mo bran­co, mas, prin­ci­pal­mente, per­ten­cente às chamadas class­es pop­u­lares, é viv­er sob a som­bra da morte aonde se vai. Ações das polí­cias mil­itares nos esta­dos brasileiros não per­mitem pen­sar difer­ente­mente quan­do se com­param dados sobre “morte”, por class­es soci­ais e ori­gens étni­cas, a cada vez que essas polí­cias real­izam o que chamam suas “oper­ações”. O hor­ror-pâni­co à polí­cia mil­i­tar por parte dos moradores de bair­ros pop­u­lares nas diver­sas cidades do país não é sem razão: ao que parece, uma polí­cia con­ven­ci­da em trans­for­mar o ato de matar em ver­dadeira políti­ca de “segu­rança públi­ca”. Diante dos con­stantes medos e inse­gu­rança cau­sa­dos pelo racis­mo assas­si­no, prat­i­ca­do tam­bém por agentes do esta­do, o gri­to é um alarme, um pedi­do de socorro!

O racis­mo é uma práti­ca que vio­la o igual val­or da dig­nidade das pes­soas, pois parte de princí­pios de hier­ar­quiza­ção e dis­crim­i­nação do ser dos indi­ví­du­os, por pre­tendi­dos per­tenci­men­tos ao que o próprio racis­mo inven­tou como existin­do: as “raças”; ao que acres­cen­tou a ideia (ide­ológ­i­ca) de “supe­ri­or­i­dade racial”, com o que – por edu­cação racista, sob a batu­ta da ide­olo­gia da supe­ri­or­i­dade racial – são prat­i­cadas dis­crim­i­nações, humil­hações, ofen­sas, injúrias, pri­van­do pes­soas de liber­dade e dire­itos, por con­sid­er­ações em relação ao que seri­am suas ori­gens e/ou per­tenci­men­tos étnico-raciais.

Utopizar uma sociedade sem racis­mo é condição para sair­mos do apri­sion­a­men­to na imag­i­nação social de nos­sas sociedades, pri­vadas de imag­i­nar que out­ra real­i­dade é pos­sív­el, pelo monopólio da ide­olo­gia da “supe­ri­or­i­dade racial” ou pelo monopólio da ide­olo­gia tout court, que col­o­niza o imag­inário social e a mente de muitos.

 

(*)Ali­pio DeS­ousa Fil­ho. Pro­fes­sor Tit­u­lar de Teo­ria Social do Insti­tu­to Humanitas/UFRN e pro­fes­sor do Pro­gra­ma de Pós-Grad­u­ação em Filosofia (Éti­ca e Filosofia Política)/UFRN, é doutor em Soci­olo­gia pela Uni­ver­si­dade de Paris-Sor­bonne (2000). Dire­tor do Human­i­tas — Insti­tu­to de Estu­dos Integrados/UFRN (2019–2022), foi cri­ador, em 2007, da revista Bagoas: estu­dos gays (EDUFRN) e seu edi­tor até 2019. Entre out­ros tra­bal­hos, é autor dos livros Medos, mitos e cas­ti­gos (Cortez, 1995; 2001) Respon­s­abil­i­dade int­elec­tu­al e ensi­no uni­ver­sitário (EdUFRN, 2000), Les métis­sages brésiliens (Paris, PUS, 2003), Brésil: Terre des métis­sages (Saar­brück­en, Press­es Uni­ver­si­taires Europeennes, 2011), Tudo é con­struí­do! Tudo é revogáv­el! A teo­ria con­stru­cionista críti­ca nas ciên­cias humanas (Cortez Edi­to­ra, 2017; com tradução para o inglês, pub­li­ca­da pela edi­to­ra Peter Lang, Oxford, 2019), coor­ga­ni­zador e autor de capí­tu­lo do livro Car­tografias de Fou­cault (Autên­ti­ca, 2008) e coau­tor do livro Que é ide­olo­gia? (Lis­boa, Esco­lar Edi­to­ra, 2016), autor de arti­gos e ensaios pub­li­ca­dos em per­iódi­cos ou como capí­tu­los de livros, resul­ta­dos de estu­dos e par­tic­i­pações em con­gres­sos nacionais e inter­na­cionais. Prin­ci­pal atu­ação: Teo­ria Con­stru­cionista Críti­ca; Descon­stru­cionis­mo Críti­co; Teo­ria da Ide­olo­gia; Teo­ria da Sujeição e da Dessu­jeição; Filosofia Políti­ca do Recon­hec­i­men­to (Dire­itos Humanos); Estu­dos Gays

 

Notas


[i] BUTLER, Judith. Deshac­er el género. Barcelona: Paidós, 2012, p.35–66

[ii] LACAN, Jacques. O sem­i­nário – livro 4: a relação de obje­to. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995, pp.182–199