Antonio Carlos Marcato será homenageado em Congresso de Direito Processual

Antonio Carlos Marcato será homenageado em Congresso de Direito Processual

O Acadêmi­co Tit­u­lar da Cadeira Ronal­do Por­to Mace­do da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Pro­fes­sor Anto­nio Car­los Mar­ca­to, da Uni­ver­si­dade de São Paulo, será hom­e­nagea­do no próx­i­mo dia 02 de Agos­to, no Sem­i­nário de Dire­ito Proces­su­al Civ­il que acon­te­cerá em Natal (RN).

Mar­ca­to é Advo­ga­do, foi Desem­bar­gador do Tri­bunal de Justiça de São Paulo, Procu­rador da Justiça do Min­istério Públi­co do Esta­do de São Paulo, Mestre, Doutor e Livre-Docente pela Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, respon­sáv­el pela for­mação de inúmeras ger­ações de juris­tas brasileiros, assim como co-autor de impor­tantes diplo­mas leg­isla­tivos, que mod­ern­izaram sobre­tu­do a ciên­cia proces­su­al no Brasil, doutri­nador de renome inter­na­cional, per­ten­cente à fes­te­ja­da Esco­la Proces­su­al de São Paulo, cuja iní­cio se deveu ao inter­câm­bio com a ren­o­vação da proces­su­alís­ti­ca ital­iana, espe­cial­mente pela inspi­ração do jurista Enri­co Tul­lio Lieb­man, doutor hon­oris causa da Uni­ver­si­dade de São Paulo.

Pesquisador do Centro Internacional de Direitos Humanos de São Paulo (CIDHSP/APD), vinculado à Cadeira San Tiago Dantas, da Academia Paulista de Direito, fala à CNN: Para Henrique Rabello de Carvalho vivemos numa sociedade racista e homofóbica

Brasil: ¿Es la sociedad racista y homofóbica?

En el mes del orgul­lo LGBTQ se real­izan diver­sas activi­dades en todo el mun­do. Este fin de sem­ana cor­re­sponde a la fies­ta del orgul­lo gay de Sao Paulo. ¿Cómo están las insti­tu­ciones brasileñas con respec­to a las leyes LGBTQ? Hen­rique Car­val­ho, inte­grante de la Comisión de Diver­si­dad y Género de Río de Janeiro, cuen­ta cómo la sociedad se ha con­ver­tido en lo que él cat­a­lo­ga como LGBTQfóbi­ca. Car­val­ho con­sid­era que las insti­tu­ciones no cre­an leyes para que las minorías sean respetadas.

Source: CNN (Assista ao Vídeo)

Presidente da Academia vê como grave a condução dos processos da Lava Jato se pautando pela utilização dos meios de comunicação

Presidente da Academia vê como grave a condução dos processos da Lava Jato se pautando pela utilização dos meios de comunicação

Ini­ci­a­da em 2014, a Oper­ação Lava Jato é um con­jun­to de inves­ti­gações con­tra grandes políti­cos acu­sa­dos de cor­rupção. Foram até ago­ra 61 fas­es cumprindo man­da­dos de bus­ca e apreen­são, prisões pre­ven­ti­vas, con­duções coerci­ti­vas e prisões tem­porárias de grandes fig­uras políti­cas. Foi delação pre­mi­a­da pra um lado, inquéri­to pro out­ro, depoi­men­tos col­hi­dos e bas­tante ênfase para os procu­radores, juris­tas, advo­ga­dos e demais per­son­agens da Oper­ação, que pas­saram a ser vis­tos como “heróis da nação”.

Destaque entre os juízes, Sér­gio Moro virou o garo­to-pro­pa­gan­da da Lava Jato. Ele foi o homem que, para muitos, que­brou os priv­ilé­gios de fig­urões. O homem que con­seguiu colo­car ex-pres­i­dente Lula na cadeia. Um exem­p­lo de apartidaris­mo, impar­cial­i­dade e éti­ca… até domin­go passado.

No dia 9 de jun­ho, o The Inter­cept Brasil lançou uma bom­ba: três reporta­gens mostran­do dis­cussões inter­nas entre agentes da Lava Jato. São arquiv­os enormes com­pos­tos por men­sagens pri­vadas, áudios, fotos, doc­u­men­tos judi­ci­ais e out­ros itens vaza­dos, cedi­dos por uma fonte anôn­i­ma. Nas con­ver­sas, percebe-se que Deltan Dal­lagnol, coor­de­nador da Oper­ação, e Sér­gio Moro tin­ham muitos inter­ess­es políti­cos na joga­da, espe­cial­mente a favor do antipetismo e da figu­ra de Lula. E o veícu­lo garante: ain­da há muito a ser divul­ga­do ao público.

Ouça aqui: Mami­los 201

Para desembargador diálogos revelam que Moro perdeu a “imparcialidade”

Para desembargador diálogos revelam que Moro perdeu a “imparcialidade”

“É uma for­ma de cor­rupção, do pon­to de vista da políti­ca, sobre­tu­do […] do pon­to de vista obje­ti­vo, do dire­ito, a pre­sença do juiz par­cial, sus­peito, gera nul­i­dade abso­lu­ta de suas decisões. Deve haver inves­ti­gação dos órgãos de con­t­role, inval­i­dação de decisões e mes­mo de atos do Min­istério Públi­co, e punição dos respon­sáveis”, diz o Pres­i­dente da APD em entre­vista à RÁDIO BRASIL ATUAL.

Os documentos divulgados pelo The Intercept não são ilícitos

Os documentos divulgados pelo The Intercept não são ilícitos

“Os doc­u­men­tos pub­li­ca­dos pelo The Inter­cept não são ilíc­i­tos. Con­ver­sas entre juízes e as partes de um proces­so, quan­do reme­tem ao proces­so em si, são de inter­esse públi­co e, por­tan­to, não podem ser pri­vadas”, afir­ma o Pres­i­dente da APD, em entre­vista à Radio Guai­ba sobre a crise instau­ra­da a par­tir das men­sagens tro­cadas entre o atu­al Min­istro da Justiça e o Procu­rador do MP.

O órgão de acusação rece­bia do juiz impressões e sug­estões fora dos autos do proces­so, em con­ver­sas pri­vadas, sem o con­t­role da sociedade e sem que as out­ras partes, os réus e inves­ti­ga­dos, soubessem e pudessem se defend­er e mes­mo apre­sen­tar rep­re­sen­tação pelo afas­ta­men­to do juiz, que se tor­na­va sus­peito… Segun­do o que se lê da pub­li­cação, não nega­da pelas pes­soas envolvi­das, o juiz do caso tro­ca­va ideias com o órgão de acusação, sug­erindo cam­in­hos e usan­do, inclu­sive, o pronome “nós” […]. É esse o entendi­men­to do Pres­i­dente da APD, que pode ser ouvi­do na entre­vista con­ce­di­da às sem­pre tal­en­tosas Ju Wal­lauer e Cris Bar­tis, no pod­cast Mamilos.

A filosofia, a política e o direito por Alfredo Attié

A filosofia, a política e o direito por Alfredo Attié

No dia 4 de jun­ho, con­vi­da­do pelo Espaço e Livraria Tapera Taperá, em even­to real­iza­do com o apoio da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e do Insti­tu­to Nor­ber­to Bob­bio, Alfre­do Attié pro­por­cio­nou um aper­i­ti­vo para a leitu­ra de seu mais recente livro, “Mon­tesquieu”, edi­ta­do pela Chi­a­do Edi­to­ra, de Lisboa.

No video, real­iza­do pela equipe do Tapera, a par­tic­i­pação do públi­co, a exposição intro­dutória de Anto­nio, ide­al­izador e coor­de­nador do pul­sante espaço cul­tur­al, no cen­tro históri­co de São Paulo, do pro­fes­sor Marce­lo Grana­to, e a exposição de Attié, desta­can­do aspec­tos orig­i­nais do livro, vin­cu­lan­do seus impul­sos mais rel­e­vantes para a com­preen­são do momen­to que vive­mos, no Brasil e no mun­do, de vibrante expressão das difer­enças, sob a ten­ta­ti­va rui­dosa de aba­far a retoma­da ino­vado­ra da exper­iên­cia democráti­ca pela ação dos atores novos e tradi­cionais de um con­ser­vadoris­mo fanático.

Vale a pena acom­pan­har a exposição que tran­scende as demar­cações dis­ci­pli­nares e ino­va, ao apre­sen­tar novas pos­si­bil­i­dades de leitu­ra do tex­to ilu­min­ista do clás­si­co do pen­sa­men­to políti­co e literário, o juiz Mon­tesquieu, no diál­o­go com as exper­iên­cias e as ideias do autor con­tem­porâ­neo, jurista, his­to­ri­ador, filó­so­fo, o juiz Attié.

Veja o video aqui.

O livro pode ser adquiri­do na própria Livraria.

Fotos do even­to podem ser vis­tas aqui, em “Leituras de Mon­tesquieu”.

Domingos Zainaghi lança novo livro, em São Paulo

Domingos Zainaghi lança novo livro, em São Paulo

O Pro­fes­sor Domin­gos Sávio Zainaghi, Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, lança, no próx­i­mo dia 13 de jun­ho, na Livraria Mar­tins Fontes, na Aveni­da Paulista, 509, a par­tir das 18:30 horas, em São Paulo, seu novo livro “Vale a Pena Ser Gen­til?”, pub­li­ca­do pela Pontes Edi­to­ra, de Campinas.

Domin­gos Zainaghi tem-se ded­i­ca­do ao Dire­ito do Tra­bal­ho e ao Dire­ito Desporti­vo, não ape­nas em sua inten­sa ativi­dade uni­ver­sitária, no Brasil e no exte­ri­or, mas na práti­ca de seu tradi­cional escritório de advocacia.

Não se des­cu­ra, con­tu­do, de bus­car o apri­mora­men­to da profis­são do dire­ito e da sociedade, com a pub­li­cação de livros volta­dos à for­mação jurídi­ca e éti­ca, didáti­cos e agradáveis à leitu­ra, na con­strução de liames fun­da­men­tais de solidariedade.

Na foto, real­iza­da pelo Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, em visi­ta que fez ao escritório e à bib­liote­ca par­tic­u­lar de Domin­gos Zainaghi, , onde foi rece­bido tam­bém pelo Doutor Luís Guil­herme Zainaghi, apre­sen­ta a primeira edição de “Dire­ito Social do Tra­bal­ho”, obra sem­i­nal da lit­er­atu­ra jurídi­ca do Dire­ito do Tra­bal­ho, no Brasil, de auto­ria de Cesari­no Jr, um dos fun­dadores e primeiro Pres­i­dente da APD.

Nota de pesar da Academia Paulista de Direito pelo falecimento do Professor Doutor Ney Prado

Nota de pesar da Academia Paulista de Direito pelo falecimento do Professor Doutor Ney Prado

“Um dos mais impor­tantes juris­tas brasileiros, era profis­sion­al extrema­mente respeita­do, aten­to aos movi­men­tos con­tem­porâ­neos de ideias, respon­sáv­el por diál­o­go entre o dire­ito e a econo­mia, ten­do pre­si­di­do a Acad­e­mia Inter­na­cional de Dire­ito e Econo­mia, par­ceira con­stante da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e sido Desem­bar­gador do Tri­bunal Region­al do Tra­bal­ho da 2ª. Região. Com­pun­ha a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, ocu­pan­do a Cadeira de número 11. Nos­so últi­mo encon­tro se deu nos prepar­a­tivos para o Con­gres­so Anu­al da AIDE.
Fica aqui a hom­e­nagem da Dire­to­ria e da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito ao Jurista
Fica esta­b­ele­ci­do luto for­mal da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, por sete dias.”

Alfre­do Attié Jr.
Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dantas
Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Direito

Espaço Tapera Taperá promove debate e lançamento de “Montesquieu”

Espaço Tapera Taperá promove debate e lançamento de “Montesquieu”

 

 

 

 

 

Com o apoio do Insti­tu­to Nor­ber­to Bob­bio e da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, e a par­tic­i­pação de Marce­lo Grana­to e do autor, o Espaço Cul­tur­al e Livraria Tapera Taperá pro­move debate em torno do livro “Mon­tesquieu”, de Alfre­do Attié.

 

 

Marce­lo de Azeve­do Grana­to é Doutor em Dire­ito pela USP e pela Uni­ver­si­dade de Turim, ex-Juiz do Tri­bunal de Impos­tos e Taxas de São Paulo, e Pro­fes­sor da Facamp.

 

 

 

 

 

Alfre­do Attié é Doutor em Filosofia da USP, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Desem­bar­gador no Tri­bunal de Justiça de São Paulo

Acadêmicos da APD nomeados para Comissão de Direito Econômico

Acadêmicos da APD nomeados para Comissão de Direito Econômico

Cel­so Campi­lon­go e Flo­ri­ano Peixo­to de Azeve­do Mar­ques Neto, Acadêmi­cos Tit­u­lares da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, e Pro­fes­sores Tit­u­lares, respec­ti­va­mente, dos Depar­ta­men­tos de Filosofia e Teo­ria Ger­al do Dire­ito e de Dire­ito do Esta­do da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, foram nomea­d­os, no dia oito de maio, pelo Pres­i­dente do Con­sel­ho Fed­er­al da Ordem dos Advo­ga­dos do Brasil, Felipe San­ta Cruz, para a Comis­são Espe­cial de Dire­ito Econômi­co da OAB. pre­si­di­da por Paula Andrea For­gioni, Pro­fes­so­ra Tit­u­lar do Depar­ta­men­to de Dire­ito Com­er­cial da mes­ma FDUSP.

A Comis­são é, ain­da, com­pos­ta pelas Pro­fes­so­ras Juliana Domingues e Aline Klein, respec­ti­va­mente Secretária e Secretária-Adjun­ta, e pelos Pro­fes­sores Alexan­dre de Aragão, Car­los Sund­feld, Daniel Sar­men­to, Dio­go Coutin­ho, Fabio Ulhôa Coel­ho, Gus­ta­vo Binen­bo­jm, Gus­ta­vo Tepedi­no, Oscar Vil­hena e Viní­cius Carvalho.

Na foto, vê-se Cel­so Campi­lon­go, na Uni­ver­si­dad Nacional del Com­ahue, em Gen­er­al Roca, Argenti­na, no iní­cio das solenidades de out­or­ga do títu­lo de Pro­fes­sor Doutor Hon­oris Causa ao Pro­fes­sor ital­iano Raf­faele De Giorgi.

Presidente da APD convoca a resistência e afirmação pela Constituição

Presidente da APD convoca a resistência e afirmação pela Constituição

Em tex­to pub­li­ca­do na Folha/UOL, na Col­u­na “Inter­esse Públi­co”, do jor­nal­ista Fred­eri­co Vas­con­ce­los, Alfre­do Attié, propõe a união da classe políti­ca, inde­pen­den­te­mente de sua opção à esquer­da ou à dire­i­ta, da comu­nidade jurídi­ca e dos movi­men­tos e orga­ni­za­ções da sociedade, pre­ocu­pa­dos com a preser­vação da democ­ra­cia, numa tare­fa de resistên­cia e afir­mação do Esta­do Democráti­co de Dire­ito, da Con­sti­tu­ição e dos Dire­itos Humanos.

Pre­ocu­pa o Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito o con­stante ataque à ordem jurídi­ca e éti­ca lev­a­do a cabo por um modo de gov­ernar que ten­ta desnat­u­rar as opções firmes da sociedade brasileira, expres­sas na Con­sti­tu­ição e nas Leis, pelos princí­pios e nor­mas da liber­dade, da igual­dade e da sol­i­dariedade, bem como descar­ac­teri­zar o pacto con­sti­tu­cional, com a intro­mis­são de palavras de ordem, uti­liza­ção de redes soci­ais, de men­sagens pre­con­ceitu­osas que con­trari­am dire­itos e deveres expres­sos no sis­tema jurídi­co brasileiro e na ordem inter­na­cional de dire­itos que o Brasil compõe.

“Não se tra­ta de gan­har eleição, mas de vencer a batal­ha pela democ­ra­cia e pela Con­sti­tu­ição, pelas con­quis­tas de dire­itos e pela preser­vação das suas garan­tias. Não há como abrir mão de um Esta­do civ­i­liza­cional con­quis­ta­do com muito esforço. Não é, evi­den­te­mente sim­ples, nem será fac­tív­el enquan­to a sociedade se man­tiv­er frag­men­ta­da e sep­a­ra­da pelo ódio e tiv­er medo,” afir­ma Attié. E acres­cen­ta: “acho que a maio­r­ia já enx­er­ga prob­le­mas e antevê con­se­quên­cias nefas­tas para todos,” ao con­cla­mar ao recon­hec­i­men­to de “laços e inter­ess­es comuns naqui­lo que a Con­sti­tu­ição define como sociedade livre e solidária, que bus­ca a super­ação das desigualdades.”

Leia aqui a pub­li­cação orig­i­nal, de títu­lo “Juiz pre­ga batal­ha pela democ­ra­cia”, de seis de maio de 2019.

A Academia Paulista de Direito e a Defesa das Instituições

A Academia Paulista de Direito e a Defesa das Instituições

O Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al tem impor­tante papel a desem­pen­har na con­for­mação do regime repub­li­cano brasileiro e não pode sofr­er ataques que pon­ham em dúvi­da nem em xeque seu atrib­u­to de garan­tir a con­formi­dade das ações de Esta­do às nor­mas con­sti­tu­cionais. Suas decisões são sem­pre passíveis de críti­ca, essen­cial para o con­t­role democráti­co do exr­cí­cio dos poderes e das funções de Esta­do. Entre­tan­to, ameaças a seu fun­ciona­men­to e cam­pan­has voltadas a deses­ta­bi­lizar a exe­cução de suas atribuições, não podem ser tol­er­adas pela sociedade, que se deve unir em torno da defe­sa das insti­tu­ições que fig­u­ram o desen­ho con­sti­tu­cional das liber­dades públicas.

Como ressaltaram os oradores Ives Gan­dra Mar­tins, Lênio Streck, Alber­to Toron e Miz­abel Derzi, o Esta­do Democráti­co de Dire­ito acei­ta a expressão públi­ca e jus­ti­fi­ca­da de divergên­cias e críti­cas, mas não admite o ataque às insti­tu­ições, com o obje­ti­vo de minar as bases de um regime repub­li­cano e democráti­co, que cor­re­sponde aos anseios do povo brasileiro, na medi­da em que con­sagra­dos na Constituição.

Desse modo, reuniu-se a sociedade civ­il, em cer­imô­nia de des­gra­vo ao Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al, à qual estiver­am pre­sentes juris­tas, rep­re­sen­tantes de enti­dades, autori­dades e jornalistas.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito fez-se rep­re­sen­tar, aten­den­do pronta­mente o chama­do da sociedade brasileira, desem­pen­han­do, assim, seu papel de pro­tag­o­nista na con­strução do per­cur­so civ­i­liza­cional do dire­ito, na defe­sa da dig­nidade humana e das nor­mas con­sti­tu­cionais e dos dire­itos humanos.

Estiver­am pre­sentes os Acadêmi­cos Tit­u­lares da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito Ives Gan­dra da Sil­va Mar­tins (Pro­fes­sor Eméri­to da Uni­ver­si­dade Macken­zie), Tér­cio Sam­paio Fer­raz Jr (Pro­fes­sor Tit­u­lar da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo),  Luiz Flávio Borges D’Ur­so (Ex- Pres­i­dente da Ordem dos Advo­ga­dos do Brasil, Seção São Paulo),  Heleno Tor­res (Pro­fes­sor Tit­u­lar da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo), Flo­ri­ano de Azeve­do Mar­ques Neto (Pro­fes­sor Tit­u­lar e Dire­tor da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo), Artur Mar­ques (Desem­bar­gador Vice-Pres­i­dente do Tri­bunal de Justiça de São Paulo), Anto­nio Clau­dio Mariz de Oliveira (Ex-Pres­i­dente da Ordem dos Advo­ga­dos do Brasil, Seção São Paulo, Ex-Pres­i­dente da Asso­ci­aç­nao dos Advo­ga­dos de São Paulo, Mem­bro da Comis­são Arns) além de Alfre­do Attié (Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Desem­bar­gador no Tri­bunal de Justiça de São Paulo, Dire­tor e Coor­de­nador Acadêmi­co do Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas — CIDHSP/APD).

Estiver­am, tam­bém, no even­to, den­tre out­ros, os Min­istros Gilmar Mendes e Dias Tof­foli, do STF, Hum­ber­to Mar­tins e Felipe Salomão, do STJ, o Dr. Felipe San­ta Cruz, Pres­i­dente do Con­sel­ho Fed­er­al da OAB, Dr. Davi Depiné, Defen­sor Públi­co-Ger­al de São Paulo, Dr. Nel­son Jobim, ex-Dep­uta­do Con­sti­tu­inte e ex-Min­istro do STF, Dr. Beliseario dos San­tos Jr, ex-Secretário da Justiça de São Paulo e Mem­bro da Comis­são Arns, além dos Drs. Mar­co Aurélio de Car­val­ho e Gabriela Araújo, do Núcleo Pre­rrog­a­ti­vas, que reúne impor­tantes nomes do dire­ito brasileiro e inter­na­cional, em torno da defe­sa do Esta­do Democráti­co de Dire­ito, e o Dr. Raul Cutait, da Acad­e­mia Nacional de Medicina.

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Tam­bém se fiz­er­am rep­re­sen­tar Con­sel­ho Nacional de Justiça, o Insti­tu­to de Defe­sa do Dire­ito de Defe­sa, o Insti­tu­to Brasileiro de Ciên­cias Crim­i­nais, o Insti­tu­to dos Advo­ga­dos Brasileiros, enti­dades de mag­istra­dos e notários, mem­bros da mag­i­s­tratu­ra, da Advo­ca­cia e do Min­istério Públi­co e do Mag­istério Superior.

Veja, aqui, fotos do even­to e dos presentes.

 

 

A Academia Paulista de Direito e a Defesa da Educação

A Academia Paulista de Direito e a Defesa da Educação

O Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Flo­ri­ano Peixo­to de Azeve­do Mar­ques Neto, Dire­tor da Fac­ul­dade de Dire­ito da USP, con­cedeu, no dia 2 de maio, entre­vista à BBC Brasil, sobre a importân­cia da edu­cação e da mis­são das uni­ver­si­dades públi­cas, referindo a incon­sti­tu­cional­i­dade do corte de ver­bas imple­men­ta­do pelo Min­istério da Educação.

Segun­do o Pro­fes­sor Tit­u­lar da USP, “cobrar a uni­ver­si­dade é um dev­er dos gov­er­nantes e da sociedade. Temos que prestar con­tas da nos­sa mis­são e dos recur­sos que recebe­mos para cumpri-la. Mas é pre­ciso qual­i­ficar o que é “bal­búr­dia”. Se bal­búr­dia é pro­duzir con­hec­i­men­to que não con­vém ao gov­er­no, essa medi­da é incon­sti­tu­cional, cerceado­ra da autono­mia, anti-isonômi­ca e anti-insti­tu­cional. Se o gov­er­no não deixa claro o que quer diz­er, ele per­mite que se enten­da que é uma definição para pro­dução con­hec­i­men­to que não lhe con­vém, incom­pat­i­bil­i­dade da iden­ti­dade ide­ológ­i­ca. Aí a medi­da é de incon­sti­tu­cional­i­dade abso­lu­ta. Isso é tornar a uni­ver­si­dade cau­datária do gov­er­no. E no mun­do inteiro quan­do se fez isso deu erra­do: as uni­ver­si­dades que foram cap­turadas pelos gov­er­nos fiz­er­am o atra­so acadêmi­co dos países.”

Leia aqui a ínte­gra da entrevista.

Direitos Humanos em Perspectiva e o Judiciário

Direitos Humanos em Perspectiva e o Judiciário

O Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, André de Car­val­ho Ramos, Pro­fes­sor Asso­ci­a­do da Fac­ul­dade de Dire­ito da USP, dis­cor­reu sobre Dire­itos Humanos em Per­spec­ti­va, com Oscar Vil­hena Vieira, Dire­tor da Esco­la de Dire­ito da FGV/SP, e Luiz Philippe Vieira de Mel­lo Fil­ho,  Min­istro do TST, no 24º Cur­so de For­mação Ini­cial da Esco­la Nacional de For­mação e Aper­feiçoa­men­to de Mag­istra­dos do Tra­bal­ho, para jovens Juízes e Juízas do Tra­bal­ho, no dia 10 de maio.

A ini­cia­ti­va do Tri­bunal e de sua Esco­la mostra-se elogiáv­el, por per­mi­tir o aces­so ao con­hec­i­men­to e a tro­ca de exper­iên­cias sobre o tema dos Dire­itos Humanos, essen­cial na for­mação do jurista contemporâneo.