Alfredo Attié recebido por Ives Gandra Martins em “Anatomia do Poder”

Alfredo Attié recebido por Ives Gandra Martins em “Anatomia do Poder”

O Pro­fes­sor Ives Gan­dra da Sil­va Mar­tins, Pro­fes­sor Eméri­to da Uni­ver­si­dade Pres­bi­te­ri­ana Macken­zie, rece­beu o Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, em seu Pro­gra­ma “Anato­mia do Poder”, na Rede Vida de Televisão.

Na entre­vista con­duzi­da por Ives Gan­dra, o Pres­i­dente da APD con­tou um pouco da história e dos pro­je­tos que tem lev­a­do a cabo na Academia.

Além dis­so, Attié tocou em alguns dos prob­le­mas vivi­dos pelo Brasil e pelo mun­do , no momen­to pre­sente, apon­tan­do a neces­si­dade de con­stru­ir pontes, afa­s­tan­do rad­i­cal­is­mos e bus­can­do a defe­sa dos dire­itos fun­da­men­tais con­sti­tu­cionais e do Esta­do Democráti­co de Dire­ito, sob a lid­er­ança da Acad­e­mia, val­orizan­do a dig­nidade humana a par­tir do proces­so civ­i­liza­cional do Direito.

Veja aqui a Primeira Parte do Pro­gra­ma, e, aqui, a Segun­da e últi­ma Parte.

O pro­gra­ma foi ao ar no dia sete de abril de 2019.

Roda de Conversa e Lançamento de “Montesquieu” de Alfredo Attié

Roda de Conversa e Lançamento de “Montesquieu” de Alfredo Attié

Itu rece­berá Alfre­do Attié, Doutor em Filosofia da Uni­ver­si­dade de São Paulo, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Desem­bar­gador no Tri­bunal de Justiça de SP, para o lança­men­to do livro “Mon­tesquieu”, na for­ma de uma Roda de Con­ver­sa, segui­da de autó­grafos (vis­ite a pági­na do even­to, no Face­book, aqui).

Café, Filosofia e Con­ver­sa pare­ci­am amenidades até o últi­mo ano. Em 2019, ano primeiro da era da autover­dade, con­frat­er­nizar em torno de ideias é prati­ca­mente um ato revolucionário.

Alfre­do Attié Jr, con­duzirá com a cos­tumeira elegân­cia essa “rev­olução de ideias” em Itu, con­vi­dan­do-nos para uma roda de con­ver­sa em torno de sua obra literária “Mon­tesquieu”, lança­da pela edi­to­ra Chi­a­do, de Lis­boa (veja aqui).

O even­to ocor­rerá no dia 15 de maio, quar­ta-feira, no Espaço Tra­ma, na rua Padre Bar­tolomeu Tad­dei, 9, em Itu, a par­tir das 18 horas.

Inseri­do em com­plexo arquitetôni­co priv­i­le­gia­do, na anti­ga Fábri­ca São Pedro, o Espaço Tra­ma (veja aqui) é um espaço cole­ti­vo volta­do a artis­tas, ativis­tas, empreende­dores e son­hadores. Con­ta com esta­ciona­men­to próprio e gratuito.

Segun­do a sinopse do livro, “Mon­tesquieu é um caso do Sécu­lo das Luzes, que tan­to admi­ramos, e que nos forneceu tan­tas pis­tas para con­stru­irmos a políti­ca mod­er­na. Suas ideias vazaram durante o fim do Anti­go Regime, pas­saram pelo fil­tro rev­olu­cionário, estiver­am pre­sentes na con­strução de novos Esta­dos, Declar­ações e Con­sti­tu­ições, e no dese­jo de uma Sociedade Inter­na­cional de Dire­itos. Mes­mo que dese­je­mos, hoje, super­ar essa tradição, lançar-nos em novos pro­je­tos de escri­ta e de políti­ca, a reflexão sobre nos­sos Clás­si­cos ain­da se mostra essen­cial, sobre­tu­do procu­ran­do reti­rar deles as várias camadas de orna­men­to, con­t­a­m­i­nação e erudição que lhes quis­er­am acres­cen­tar os Sécu­los seguintes. Por isso, o Mon­tesquieu que a leito­ra e o leitor encon­trarão nesse livro é bem diver­so das ima­gens feitas, recom­pos­to em seu esti­lo e em seu desen­ho de um pro­je­to da políti­ca, por meio de um per­cur­so que entremeou filosofia e análise literária. É um Mon­tesquieu que se mostra dis­pos­to a aju­dar na trans­for­mação cri­ado­ra do humano”.

 

 

No Dia de Luta pela Edu­cação, uma opção firme pela Cul­tura e pelo Brasil.

Na foto, Malu Gar­cia, Ramon Olads, Adau­to José Rizzi, Car­los Marien, Gus­ta­vo Talon, Gio Car­val­ho, rode­an­do “Mon­tesquieu”, no Café Colôm­bia, em Itu.

Academia Paulista de Direito no CEDES

Academia Paulista de Direito no CEDES

O Cen­tro de Estu­dos de Dire­ito Econômi­co e Social (Cedes) tem-se nota­bi­liza­do pela pesquisa e pelo ensi­no avança­dos do dire­ito em nos­so País, em pro­gra­ma que tem con­tribuí­do para o desen­volvi­men­to da ciên­cia jurídi­ca brasileira e pela adoção de boas práti­cas empre­sari­ais, com a for­mação de inúmeros profis­sion­ais do dire­ito, em inter­câm­bio com out­ras áreas.

No iní­cio de maio, coube ao Pro­fes­sor Alfre­do Attié, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, a coor­de­nação de Módu­lo de Cur­so, que denomi­nou “Con­sti­tu­ição Econômi­ca: Dire­itos e Controle.”

Con­tan­do com a par­tic­i­pação de Pro­fes­sores con­vi­da­dos, do Brasil e do exte­ri­or, da área do dire­ito, da con­tabil­i­dade e da audi­to­ria, e Acadêmi­cos da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, o cur­so se desen­volveu entre os dias 6 e 9, inclu­sive, rela­cio­nan­do temas de Dire­ito Con­sti­tu­cional,  Econômi­co, Empre­sar­i­al, da Pro­priedade Int­elec­tu­al, da Livre Con­cor­rên­cia, Inter­na­cional Econômi­co, Com­para­do, e suas relações com a Econo­mia, a Ciên­cia Con­tá­bil e a Auditoria.

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Esteve pre­sente, tam­bém, o Pro­fes­sor João Grandi­no Rodas, CEO do Cedes, ex-Dire­tor da Fac­ul­dade de Dire­ito da USP, ex-Reitor da Uni­ver­si­dade de São Paulo, ex-Dire­tor do CADE.

A TV Acad­e­mia disponi­bi­lizará as aulas.

O Módu­lo teve aber­tu­ra com a aula do Pro­fes­sor Mar­cos Augus­to Perez, da USP, segui­da da aula do Pro­fes­sor Mar­cus Elid­ius Miche­li de Almei­da, da PUCSP, ambos Acadêmi­cos Tit­u­lares da APD. Seguiu com as aulas dos Pro­fes­sores Anton­in­ho Mar­mo Tre­visan, da Tre­visan Esco­la de Negó­cios, e Eduar­do Pocetti, do IBRACON, Pro­fes­so­ra Maria Pérez-Pereira, da Uni­ver­si­dad Fran­cis­co de Vitória, encer­ran­do-se com a aula do Pro­fes­sor Cel­so Campi­lon­go, da USP, tam­bém Acadêmi­co Tit­u­lar da APD, e do Pro­fes­sor Alfre­do Attié, con­tan­do com a par­tic­pação ati­va dos estu­dantes, profis­sion­ais espe­cial­iza­dos da área do dire­ito empresarial.

 

 

 

Antonio Carlos Marcato recebe homenagem da Cidade de São Paulo

Antonio Carlos Marcato recebe homenagem da Cidade de São Paulo

O Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Pro­fes­sor Anto­nio Car­los Mar­ca­to, da Uni­ver­si­dade de São Paulo, rece­berá, no próx­i­mo dia 31 de maio, na Câmara Munic­i­pal de São Paulo, no Palá­cio Anchi­eta, o Títu­lo de Cidadão Paulistano.

Mar­ca­to é Advo­ga­do, foi Desem­bar­gador do Tri­bunal de Justiça de São Paulo, Procu­rador da Justiça do Min­istério Públi­co do Esta­do de São Paulo, Mestre, Doutor e Livre-Docente pela Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, respon­sáv­el pela for­mação de inúmeras ger­ações de juris­tas brasileiros, assim como co-autor de impor­tantes diplo­mas leg­isla­tivos, que mod­ern­izaram sobre­tu­do a ciên­cia proces­su­al no Brasil, doutri­nador de renome inter­na­cional, per­ten­cente à fes­te­ja­da Esco­la Proces­su­al de São Paulo, cuja iní­cio se deveu ao inter­câm­bio com a ren­o­vação da proces­su­alís­ti­ca ital­iana, espe­cial­mente pela inspi­ração do jurista Enri­co Tul­lio Lieb­man, doutor hon­oris causa da Uni­ver­si­dade de São Paulo.

Censura e STF

Uma artic­u­lação da liber­dade de impren­sa e da fis­cal­iza­ção do Poder Judi­ciário, na óti­ca de dois espe­cial­is­tas em dire­ito e comunicação.

A CENSURA E O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

O. Don­ni­ni* e R. Donnini**

Se pudesse decidir se deve­mos ter um gov­er­no sem jor­nais ou jor­nais sem gov­er­no, eu não vac­ilar­ia um instante em preferir o últi­mo.”(Thomas Jef­fer­son)

 

A Con­sti­tu­ição Fed­er­al asse­gu­ra a liber­dade de expressão da ativi­dade int­elec­tu­al, artís­ti­ca, cien­tí­fi­ca e de comu­ni­cação, sem qual­quer cen­sura ou licença (art. 5º, IX). Tra­ta-se de um dire­ito fun­da­men­tal. A liber­dade de expressão e infor­mação advém da livre man­i­fes­tação do pen­sa­men­to (CF, art. 5º, IV). Esta, por si só, teria pou­ca importân­cia se não estivesse dire­ta­mente rela­ciona­da à pos­si­bil­i­dade de uma pes­soa expres­sar, de man­i­fes­tar, conc­re­ta­mente, suas ideias. O inciso XIV do art. 5º de nos­sa Lei Maior asse­gu­ra a todos o aces­so à infor­mação e pro­tege o sig­i­lo da fonte, quan­do indis­pen­sáv­el ao exer­cí­cio profissional.

Ao tratar da comu­ni­cação social nos arts. 220/224, nos­so tex­to con­sti­tu­cional reforça ain­da mais a liber­dade de expressão, ao esta­b­ele­cer, no art. 220 o que segue: “A man­i­fes­tação do pen­sa­men­to, a cri­ação, a expressão e a infor­mação, sob qual­quer for­ma, proces­so ou veícu­lo não sofr­erão qual­quer restrição, obser­va­do o dis­pos­to nes­ta Con­sti­tu­ição.” No § 1º desse dis­pos­i­ti­vo está pre­vis­to que: “Nen­hu­ma lei con­terá dis­pos­i­ti­vo que pos­sa con­sti­tuir embaraço à ple­na liber­dade de infor­mação jor­nalís­ti­ca em qual­quer veícu­lo de comu­ni­cação social, obser­va­do o dis­pos­to no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV”. No § 2º desse mes­mo dis­pos­i­ti­vo é veda­da toda e qual­quer for­ma de cen­sura, seja ela políti­ca, ide­ológ­i­ca ou artística.

Por­tan­to, a liber­dade de expressão e de infor­mação é um dire­ito fun­da­men­tal, fac­ul­ta­da a qual­quer pes­soa a livre man­i­fes­tação do pen­sa­men­to, opiniões e ideias, por inter­mé­dio de escritos, imagem, palavra ou eletron­i­ca­mente, bem como o dire­ito de infor­mar ou rece­ber infor­mações. Nas sociedades democráti­cas essa garan­tia tem sido con­stante, vis­to que inex­iste democ­ra­cia sem a liber­dade de expressão e infor­mação. A liber­dade de impren­sa, assim, é ple­na, nos exatos ter­mos da Con­sti­tu­ição Fed­er­al, o que sig­nifi­ca diz­er que é ina­ceitáv­el qual­quer for­ma de cen­sura (DONNINI, Odu­val­do e DONNINI, Rogério. Impren­sa livre, dano moral, danos à imagem, e sua quan­tifi­cação à luz do novo Códi­go Civ­il, Edi­to­ra Méto­do, 2002, p. 39).

O Poder Judi­ciário, por sua vez, ao exercer a ativi­dade juris­di­cional, real­iza o con­t­role da legal­i­dade, dizen­do, des­de que haja provo­cação de um inter­es­sa­do, o dire­ito, segun­do as nor­mas de dire­ito mate­r­i­al (Códi­gos Civ­il e Penal) e proces­su­al (Códi­gos de Proces­so Civ­il e Penal), poden­do restringir ou proibir deter­mi­na­dos atos abu­sivos prat­i­ca­dos, solu­cio­nan­do, dessa for­ma, o con­fli­to de inter­ess­es. Ao decidir, por exem­p­lo, pela proibição de veic­u­lação de men­sagem com dis­crim­i­nação étni­ca não está o Poder Judi­ciário exercendo qual­quer for­ma de cen­sura, mas ape­nas cumprindo sua ativi­dade juris­di­cional, vis­to que cen­sura e decisão judi­cial são incon­fundíveis. Da mes­ma for­ma, em haven­do uma infor­mação fal­sa, que cause danos à hon­ra de qual­quer pes­soa, pode a víti­ma requer­er uma ind­eniza­ção ou mes­mo pleit­ear, na esfera crim­i­nal, a con­de­nação do agres­sor por calú­nia, injúria ou difamação.

Emb­o­ra faça parte da ativi­dade juris­di­cional, é incabív­el, ina­ceitáv­el que o Poder Judi­ciário (e muito menos o Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al, que dev­e­ria velar pela Con­sti­tu­ição) impeça a livre cir­cu­lação de infor­mações, mes­mo que inverídi­cas. Não cabe a esse Poder diz­er o que é a ver­dade, mas ape­nas diz­er o dire­ito, des­de que provo­ca­do (medi­ante ação judi­cial ou denún­cia do Min­istério Públi­co). Como dis­se­mos, não há no tex­to con­sti­tu­cional a pos­si­bil­i­dade de cen­sura, mes­mo porque esse ato fere não ape­nas os já cita­dos arti­gos, mas o que é muito mais grave: o Esta­do Democráti­co de Dire­ito. Sem a livre man­i­fes­tação do pen­sa­men­to, par­o­dian­do Thomas Jef­fer­son, seria mel­hor não exi­s­tir o Estado.

* Jor­nal­ista, advo­ga­do e espe­cial­ista em Dire­ito Munic­i­pal pela USP

** Advo­ga­do. Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Direito.

São autores de Impren­sa livre, dano moral, danos à imagem, e sua quan­tifi­cação à luz do novo Códi­go Civ­il, Edi­to­ra Méto­do, 2002.

Impeachment de Gilmar Mendes e seu Conteúdo Político

Impeachment de Gilmar Mendes e seu Conteúdo Político

Teria o requer­i­men­to de iní­cio do porces­so de impeach­ment do Min­istro Gilmar Mendes con­teú­do jurídi­co autên­ti­co ou vis­aria ape­nas a afas­tar um mag­istra­do que se tem colo­ca­do ao lado da con­cepção do proces­so penal como garan­tia da defe­sa e dos val­ores con­sti­tu­cionais? Mari­val­do Muniz, advo­ga­do e estu­dioso de filosofia, fun­cionário públi­co, responde à inda­gação, desen­vol­ven­do breve críti­ca ao teor da petição e ao con­teú­do das redes sociais.

 

O pedi­do de impeach­ment de Gilmar Mendes e seu con­teú­do político

Mari­val­do Muniz

Acabei de obter o teor da petição acer­ca do impeach­ment e, antes mes­mo de lê-lo, fui no índice e, ali, deparei-me com o seguinte títu­lo de um capí­tu­lo “7.11. GILMAR MENDES PATROCINA TESE EM FAVOR DA DIMINUIÇÃO DA PENA DO CRIMINOSO CONDENADO LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA”.

Em que pese o dev­i­do respeito, só o títu­lo já nos remete à ideia de uma posição políti­ca, de um escol­ha. Com quase 36 anos de Poder Judi­ciário, o que mais me tor­na um espíri­to feliz com a Justiça é jus­ta­mente a inde­pendên­cia dos mag­istra­dos e o garan­tismo penal, como apaná­gio da democ­ra­cia, seu pilar.

Se um mag­istra­do com­preende que cer­to réu con­de­na­do nas instân­cias ordinárias deve ter a pena reduzi­da, isso é sua con­vicção, man­i­fes­ta­da den­tro de sua inde­pendên­cia. O que não deve — e não pode — é ante­ci­par esse juí­zo. E somente pela escol­ha dessa sin­gu­lar expressão, já é pos­sív­el antev­er um viés pro­fun­da­mente políti­co na escol­ha do pedi­do de impeachment.

O garan­tismo penal é necessário. Lem­bro do grande Min­istro Eros Grau, homem de pro­fun­da hon­or­a­bil­i­dade. Era um guardião das garan­tias individuais.

A luta con­tra o garan­tismo penal, con­tra os dire­itos fun­da­men­tais vem encon­tran­do eco numa legião de lei­gos, estim­u­la­dos por home­ns da vida forense, mas com grande vaidade e que norteiam os atos por uma exposição midiáti­ca. Isso entris­tece, pois sabe­mos o quão árduo foi alcançar a democ­ra­cia, incip­i­ente, mas que vin­ha con­sol­i­dan­do na liber­dade e na respos­ta jus­ta em ter­mos penais, num proces­so penal sério e com­pro­meti­do com a bilat­er­al­i­dade e uma leva de garan­tias fundamentais.

Essa legião de lei­gos, que gri­tam ódio e elegem inimi­gos nas pes­soas que pen­sam difer­ente, estão a atacar juízes, min­istros, pro­mo­tores, advo­ga­dos, olvi­dan­do-se que a democ­ra­cia somente sobre­vive com uma justiça inde­pen­dente, imune ao clam­or social, infen­sa às pressões midiáticas.

Atrav­es­samos momen­tos de ver­dadeira tor­men­ta: um gov­er­no com propen­sões dita­to­ri­ais, que ace­na para um públi­co rad­i­cal, crian­do uma ver­dadeira sei­ta que pre­ga que o inimi­go é o viz­in­ho que não con­cor­da com seus val­ores. E nis­so sac­ri­fi­ca o que de mais pre­cioso con­quis­ta­mos: a indi­vid­u­al­i­dade e a liber­dade de pen­sa­men­to e atitude.

E com muito respeito às crenças e seus fiéis, o Esta­do não deve aprox­i­mar suas lin­has de ações aos dog­mas reli­giosos, pois isso estim­u­la o fun­da­men­tal­is­mo, ilhas de ideias puri­tanas em que a moral é lida como reflexo de uma deter­mi­na­da ide­olo­gia, crian­do sec­taris­mos e fazen­do jus­ta­mente aqui­lo que seria o papel cen­tral do dia­bo (aque­le que sep­a­ra), para ficar com o escólio do filó­so­fo francês Luc Ferry:

A teolo­gia cristã desen­volveu, de acor­do com essa óti­ca, uma reflexão pro­fun­da sobre as “ten­tações do dia­bo”. O demônio, em oposição à imagís­ti­ca pop­u­lar fre­quente­mente veic­u­la­da por uma Igre­ja despres­ti­gia­da, não é aque­le que nos afas­ta, no plano moral, do cam­in­ho reto, apelando para a fraque­za da carne. É aque­le que, no plano espir­i­tu­al, faz todo o pos­sív­el para nos sep­a­rar (dia-bolos sig­nifi­ca, em grego, aque­le que sep­a­ra) da relação ver­ti­cal que liga os ver­dadeiros crentes a Deus, o úni­co que os sal­va da des­o­lação e da morte. O Dia­bo­los não se con­tenta em opor os home­ns uns aos out­ros, incen­ti­van­do-os até, por exem­p­lo, a se odi­ar e a guer­rear, mas, o que é ain­da mais sério, ele sep­a­ra o homem de Deus, e o aban­dona assim a todas as angús­tias que a fé tin­ha con­segui­do curar.

Para um teól­o­go dog­máti­co, a filosofia — sal­vo, é claro, se ela se sub­mete com­ple­ta­mente à religião e se põe inteira­mente a seu serviço (mas então ela não é mais ver­dadeira­mente filosofia…) — é por excelên­cia obra do dia­bo, pois, ao insti­gar o homem a se voltar con­tra as crenças para faz­er uso da razão, do espíri­to críti­co, ela o arras­ta insen­sivel­mente para o ter­reno da dúvi­da, que é o primeiro pas­so para longe da tutela div­ina
(FERRY, Luc. Apreen­der a Viv­er. Rio de Janeiro: Objetiva).

O Esta­do con­gre­ga, den­tro de seu ter­ritório, a plu­ral­i­dade de crenças, pen­sa­men­tos e não pode esque­cer que o bus­ca­do bem comum é para todos e não para alguns par­tidários das mes­mas ideias.

E uma coisa é a críti­ca fun­da­da, aque­la em que se apon­tam os peca­dos, mas tam­bém os cam­in­hos. Out­ra, a críti­ca temerária, aque­la que ace­na para uma platéia de lei­gos, fazen­do nascer uma causa des­on­es­ta, queiman­do rep­utações, des­en­cade­an­do um rótu­lo social.

Quem pre­ga esse tipo de coisa, não pen­sa em democ­ra­cia e é o mes­mo que, no futuro, entor­peci­do por ideias fun­da­men­tal­is­tas, não tar­dará a entre­gar seu viz­in­ho aos porões.

Talvez ten­hamos a pior com­posição do STF de todos os tem­pos. Mas não podemos pre­gar a ideia de que um sol­da­do e um cabo seri­am sufi­cientes para der­rubar o pilar da democ­ra­cia. O pre­juí­zo que isso traria para nos­so futuro seria maior do que con­viv­er com a corte que é a expressão, o reflexo de nos­sa sociedade, trazen­do ali cabeças que pen­sam difer­ente, mas com­põe um órgão cole­gia­do, que deve dar a expressão do jus­to, segun­do a Con­sti­tu­ição Federal.

É como pen­so neste momen­to de min­ha vida, com 51 anos. Mas respeito o pen­sa­men­to fun­da­men­ta­do em con­trário, o que é necessário para o amadurec­i­men­to de uma democ­ra­cia. O que não se pode é a pos­tu­ra dos Haters

A quem interessa a Derrocada da Carta de 1988

A quem interessa a Derrocada da Carta de 1988

O sociól­o­go Ange­lo Del Vec­chio, pro­fes­sor livre docente aposen­ta­do da Fac­ul­dade de Ciên­cias e Letras de Araraquara,da UNESP, e pres­i­dente do Con­sel­ho Supe­ri­or da Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo., inda­ga a quem inter­es­saria o fim da ordem con­sti­tu­cional inau­gu­ra­da em 1988, ao fim da ditadu­ra mil­i­tar, e encon­tra respos­ta nas forças de sus­ten­tação do atu­al gov­er­no fed­er­al. Leia o arti­go a seguir.

 

“A quem inter­es­sa a der­ro­ca­da da Car­ta de 1988.

Ange­lo Del Vecchio

 

” — Ver­di è mor­to! Ver­di è mor­to!” Gri­ta o men­sageiro na primeira cena do filme “Nove­cen­to”, de Bernar­do Bertolucci.

Gri­to semel­hante, mas muito menos épi­co, parece ecoar nas falas e escritas de grande parte dos anal­is­tas, oper­adores políti­cos e obser­vadores da dinâmi­ca do poder em nos­so país, quan­do sen­ten­ci­am: O regime de 1988 acabou!

Con­vi­da­dos a desen­volver seus argu­men­tos, ver­gas­tam o Con­gres­so Nacional, o sis­tema de par­tidos, os sindi­catos, o fun­ciona­men­to dos poderes repub­li­canos, o Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al, e todas as for­mas insti­tu­cionais abri­gadas na Car­ta de 1988.

Não deix­am de ter algu­ma dose de razão, ain­da que ape­nas meia dose.

É cer­to que par­tidos, sindi­catos, par­la­men­to e os poderes judi­ciário e leg­isla­ti­vo têm larga dívi­da com a cidada­nia. De out­ra parte, é cer­to tam­bém que, a despeito da aparente cria­tivi­dade dos que pen­sam e oper­am a políti­ca em per­spec­ti­va democráti­ca, não temos recur­sos de luta tão efe­tivos quan­to estes tão despres­ti­gia­dos insti­tu­tos. Sejam eles os movi­men­tos soci­ais, em suas várias denom­i­nações, os cole­tivos iden­titários, ou out­ras for­mas ino­vado­ras de luta políti­ca. Estes têm efe­ti­vo papel na luta democráti­ca, mas, até o pre­sente, não pare­cem apre­sen­tar potên­cia para suprir as even­tu­ais carên­cias das insti­tu­ições tradi­cionais da democracia.

Ade­mais, con­sid­er­ações que seguem essa lin­ha ino­vado­ra e cria­ti­va, em ger­al, dedicam pou­ca atenção aos movi­men­tos estratégi­cos dos atores políti­cos rel­e­vantes. Desleixo cru­cial neste momen­to em que todos se real­in­ham sob o pressão das novas condições que as eleições de 2018 impuser­am ao país.

As forças à esquer­da, ain­da fra­cionadas, lambem as feri­das adquiri­das na batal­ha per­di­da e purgam erros, cujas causas muitas vezes atribuem aos mais próx­i­mos, ou seja, as forças próprias forças de esquer­da. A dire­i­ta apre­sen­ta muito mais ambições difusas, do que um pro­je­to pro­pri­a­mente dito. Suas ban­deiras reco­brem um vas­to cam­po que vai dos con­fins do moral­is­mo que recende ao bolor de 1964, até a con­tem­po­ranei­dade de um neolib­er­al­is­mo em cuja agen­da não cabem as pes­soas reais, mas ape­nas abstrações indi­vid­u­al­is­tas, pre­ten­sa­mente meritocráticas.

Nesse cal­do espes­so e azi­a­go um agente em par­tic­u­lar se move com evi­dente cál­cu­lo estratégi­co, cál­cu­lo esse que tem lhe per­mi­ti­do ameal­har poder e influên­cia crescentes.

São eles os mil­itares, e mais especi­fi­ca­mente, a cot­terie, o cír­cu­lo profis­sion­al e social que ascen­deu ao poder com a eleição do capitão refor­ma­do Bolsonaro.

Note-se que se tra­ta de um núcleo de bem prepara­dos profis­sion­ais da caser­na, cuja movi­men­tação lhes per­mi­tiu assumir pos­tos estrate­gi­ca­mente dis­tribuí­dos, de modo a con­tin­gen­cia­rem a ativi­dade de todos os min­istérios e agên­cias públi­cas mais impor­tantes, bem como de condi­cionar os movi­men­tos e ati­tudes do próprio pres­i­dente, que, emb­o­ra mil­i­tar refor­ma­do, sem­pre foi figu­ra de menor expressão nesse meio, e não con­seguiu maior pro­jeção na segun­da vida profis­sion­al, a de parlamentar.

Homem de pou­cas letras e de instin­to políti­co rudi­men­tar, Bol­sonaro encon­tra-se hoje encap­su­la­do, dom­i­na­do, pelos gen­erais que ape­nas teori­ca­mente são seus aux­il­iares, mas que, na ver­dade, se ori­en­tam por uma lóg­i­ca de esta­men­to e estão em fran­co proces­so de cap­tura da estru­tu­ra do Esta­do, como ates­ta a pre­sença de vinte e dois ofi­ci­ais supe­ri­ores em car­gos fed­erais de grande influência.

Com coor­de­nação impres­sio­n­ante, já se con­fig­u­ram como a elite diri­gente do gov­er­no, e, tudo indi­ca, se pro­je­tam como elite diri­gente do novo regime políti­co que virá, caso o vat­icínio dos nos­sos anal­is­tas e oper­adores políti­cos de fato se realize.

No entan­to, o que existe hoje a sep­a­rar os dese­jos e planos dos mil­itares encaste­la­dos no gov­er­no da real­i­dade, é pre­cisa­mente a Car­ta de 1988 e as insti­tu­ições democráti­cas que ele pre­screve e abriga.

Esse apara­to deve sim ser expos­to à críti­ca que vise ao seu aper­feiçoa­men­to. Para que seja con­sis­tente com os inter­ess­es pop­u­lares e as lutas por dire­itos, essa críti­ca não pode, con­scien­te­mente ou não, levar ao enfraque­c­i­men­to destas insti­tu­ições, pois, além delas está o autori­taris­mo, bem ou mal elaborado.

Apos­tas em ino­vações cal­cadas em cál­cu­los táti­cos ligeiros, tais como a ele­vação dos movi­men­tos soci­ais em detri­men­to dos par­tidos e sindi­catos, e a con­vo­cação de uma assem­bleia con­sti­tu­inte com a cor­re­lação de forças atu­al, com efeito, não são recomendáveis.”

 

Na imagem, Il Quar­to Sta­to, de Giuseppe Pel­liz­za da Volpe­do, 1901.

A Academia Paulista de Direito e a Luta contra a Corrupção

A Academia Paulista de Direito e a Luta contra a Corrupção

O Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista do Dire­ito, Advo­ga­do, Pro­fes­sor da Uni­ver­si­dade Pres­bi­te­ri­ana Macken­zie e Vis­it­ing Schol­ar da Colum­bia Uni­ver­si­ty, Anto­nio Car­los Rodrigues do Ama­r­al, par­tic­i­pa do impor­tante Sem­i­nário “New Fron­tiers in the Fight against Cor­rup­tion in Brazil”, no fim do mês de abril„ em coor­ga­ni­za­ção da Colum­bia Law School e da Uni­ver­si­dade Mackenzie.

O sem­i­nário terá ain­da a par­tic­i­pação de Thi­a­go Bot­ti­no, Pro­fes­sor da Esco­la de Dire­ito da FGV, Felipe Chiarel­lo, Dire­tor da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade Macken­zie, Giampao­lo Smanio, Procu­rador Ger­al do Min­istério Públi­co de São Paulo e Pro­fes­sor da Uni­ver­si­dade Macken­zie, Mau­rí­cio Leite Valeixo, Del­e­ga­do Dire­tor Ger­al da Polí­cia Fed­er­al, Juiz Marce­lo Bre­tas, da Oper­ação Lava Jato, Min­istro Rober­to Bar­roso, do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al, Juiz Fed­er­al Dis­tri­tal Jeff Rakoff, Pro­fes­sor Daniel Rich­man, da Colum­bia Law School, e da con­fer­encista Jen­nifer Rodgers, da mes­ma Uni­ver­si­dade Norte Americana.

O even­to será real­iza­do pelo Cen­ter for the Advance­ment of Pub­lic Integri­ty, a par­tir das 15:30 horas, no dia 25 de abril, no Jerome Greene Hall, Sala 101, no número 435 da rua 116 W, na cidade de Nova York.

Um Governo Bipolar

Um Governo Bipolar

As con­tradições do gov­er­no atu­al brasileiro são obser­vadas por Verôni­ca Rezek, advo­ga­da, espe­cial­ista em Dire­ito Inter­na­cional Pri­va­do pela Acad­e­mia de Dire­ito Inter­na­cional de Haia, e sócia do escritório Fran­cis­co Rezek Sociedade de Advo­ga­dos, que indi­ca os embat­es entre duas alas, uma orga­ni­za­da, out­ra instável.
Leia o arti­go a seguir.

Um gov­er­no bipolar
Verôni­ca Rezek

Nos­so atu­al gov­er­no tem mostra­do car­ac­terís­ti­cas antagôni­cas no decor­rer dess­es três meses. Por um lado a estraté­gia do atu­al min­istro da Justiça Sér­gio Moro para com­bat­er a crim­i­nal­i­dade ___ em todas as suas for­mas ___ tem-se mostra­do con­vin­cente e poten­cial­mente exi­tosa. As medi­das que visam a dis­ci­pli­nar a dis­cricionar­iedade dos juízes nas ações penais são um grande pas­so para que a mudança acon­teça, den­tre out­ros que têm como obje­ti­vo o com­bate ao crime orga­ni­za­do de alta complexidade.
No mes­mo polo, o pro­gra­ma esta­b­ele­ci­do pelo Min­istro Paulo Guedes para recu­per­ar a econo­mia brasileira tam­bém merece recon­hec­i­men­to. Ten­do por obje­ti­vo o con­t­role da expan­são dos gas­tos públi­cos, o min­istro pri­or­i­zou e canal­i­zou suas ener­gias para a urgên­cia da refor­ma da pre­v­idên­cia. E a econo­mia nacional tem tudo para avançar a pas­sos lar­gos, des­de que o Ita­ma­raty cola­bore adotan­do uma pos­tu­ra prag­máti­ca per­ante o cenário inter­na­cional. Mas o min­istro da Econo­mia terá, tam­bém, que trans­por obstácu­los colo­ca­dos em seu cam­in­ho por aque­les que, não sendo mem­bros do gov­er­no, acam­pam no Palá­cio da Alvo­ra­da como con­sel­heiros políti­cos e soci­ais do pres­i­dente da República.
Cer­ca­do por com­pan­hias de índole e con­hec­i­men­to duvi­dosos, o pres­i­dente tem enfrenta­do difi­cul­dades por con­ta de ati­tudes e comen­tários pouco sen­satos de sua pro­le e de alguns con­sel­heiros. Foi las­timáv­el ver o gov­er­no em crise logo em iní­cio de manda­to, com embat­es entre o fil­ho do pres­i­dente e o min­istro Gus­ta­vo Bebian­no, assun­to que dev­e­ria ter sido trata­do insti­tu­cional­mente, no gabi­nete pres­i­den­cial, e não em família. A fusão das fig­uras do pai e do fil­ho é extrema­mente prej­u­di­cial ao gov­er­no recém-insta­l­a­do e a exposição dos con­fli­tos pala­cianos nada acres­cen­ta à sua imagem.
A própria diplo­ma­cia brasileira tem vivi­do tem­pos difí­ceis. Ao pas­so que o pres­i­dente e o atu­al chancel­er deix­am neb­u­losos seus pen­sa­men­tos e intenções, o vice-pres­i­dente Mourão man­tém sua pos­tu­ra fiel ao dire­ito inter­na­cional e à história de nos­sa diplomacia.
O filme Vice, que con­ta a história do vice-pres­i­dente amer­i­cano Dick Cheney, traz em uma das cenas o momen­to em que George W. Bush lhe faz o con­vite para assumir a vice-presidência:

“George Bush — O que me diz, quero que você seja meu vice-pres­i­dente. Quero você. É meu vice.
Dick Cheney — Bem, George, eu sou CEO de uma grande empre­sa. Já fui secretário da Defe­sa e fui chefe de gabi­nete da Casa Bran­ca. O car­go de vice-pres­i­dente é, sobre­tu­do, sim­bóli­co. No entan­to, se chegar­mos a um entendi­men­to difer­ente, e eu pud­er me encar­regar de tra­bal­hos mais… mun­danos, super­vi­sio­n­an­do a buro­c­ra­cia, o exérci­to, a ener­gia, a políti­ca exterior…
George Bush — Cer­to… Gostei da ideia.”

Guardadas as dev­i­das pro­porções, sobre­tu­do quan­to ao abis­mo que sep­a­ra Chen­ney do gen­er­al Mourão em matéria de caráter, esta é uma valiosa sug­estão ao atu­al pres­i­dente. Nos assun­tos em que ele não pud­er decidir sem a influên­cia de um fil­ho, de um guru exi­la­do, ou de out­ra pes­soa que não ten­ha o bom sen­so necessário para acon­sel­há-lo, deixe por con­ta do vice.
É um gov­er­no bipo­lar, com uma ala instáv­el, irre­qui­eta e desprepara­da, que só se man­tém porque a out­ra ala, for­ma­da prin­ci­pal­mente pelos min­istros da Justiça, da Econo­mia, da Agri­cul­tura, e pelos mil­itares, é bem orga­ni­za­da e con­hece­do­ra de seu papel.
Con­fia-se gen­uina­mente que o pres­i­dente da Repúbli­ca, que foi hon­ra­do com dezenas de mil­hões de votos e cujas intenções são as mais nobres pos­síveis, real­mente colo­cará o Brasil aci­ma de tudo e terá a sabedo­ria necessária para por a casa em ordem, lem­bran­do que a div­ina palavra nos adverte de que “Se um reino estiv­er divi­di­do con­tra si mes­mo, não poderá sub­si­s­tir.” . A nos­sa casa tem um poten­cial de desen­volvi­men­to extra­ordinário. Bas­ta colo­car o foco naqui­lo que real­mente impor­ta, e deixar as decisões para quem tem preparo e dis­cern­i­men­to para isso. A hora é esta.

Na foto, cena do filme “Vice” de Adam McKay.

Comunidade de Juristas de Língua Portuguesa noticia o lançamento do livro do Presidente da Academia Paulista de Direito

Comunidade de Juristas de Língua Portuguesa noticia o lançamento do livro do Presidente da Academia Paulista de Direito

No dia 27 de Março, o Desem­bar­gador Alfre­do Attiê Júnior, fez o lança­men­to do livro Mon­tesquieu. O lança­men­to da referi­da obra foi na Livraria Mar­tins Fontes na Cap­i­tal Paulista e a Edi­to­ra Chi­a­do foi a respon­sáv­el pelo tra­bal­ho de Edição da Obra.

O livro é uma con­tribuição impor­tante tan­to para os estu­dos sobre Mon­tesquieu, o Ilu­min­is­mo e o Lib­er­al­is­mo, quan­to para enten­der o momen­to pre­sente, seus movi­men­tos e sua políti­ca em transformação.

Estiver­am pre­sentes ao referi­do lança­men­to, diver­sas autori­dades do Mun­do Jurídi­co, entre estas o Secretário Ger­al da CJLP — Comu­nidade de Juris­tas de Lín­gua Por­tugue­sa — Nel­son Faria de Oliveira, jun­ta­mente com Natália Faria de Oliveira, mem­bro da CJLP, que vier­am de Por­tu­gal para pres­ti­giar o ilus­tre Desem­bar­gador Alfre­do Attiê Jr.

Alfre­do Attié Jr. é Desem­bar­gador no Tri­bunal de Justiça de São Paulo, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, grad­u­a­do em Dire­ito, História e Filosofia na Uni­ver­si­dade de São Paulo, Mem­bro Fun­dador da CJLP — Comu­nidade de Juris­tas de Lín­gua Portuguesa.

FONTE: CJLP — Comu­nidade de Juris­tas de Lín­gua Por­tugue­sa — www.cjlp.org

A Academia e os 127 anos do Parque Trianon

A Academia e os 127 anos do Parque Trianon

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, pelos pesquisadores e pesquisado­ras de seu Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo (CIDHSP/APD), Núcleo de Pesquisa vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas, e pelo seu Pres­i­dente, Alfre­do Attié, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, par­tic­i­pará dos even­tos de comem­o­ração do 127º aniver­sário do Par­que Tri­anon, na Aveni­da Paulista.

Eri­ka Gart­ner, em foto de Valdir Cimino

O Even­to é é coor­de­na­do por Eri­ka Gart­ner, gesto­ra dos Par­ques Tri­anon e Mario Covas, e con­tou com o auxílio de Raphaela José Cyri­lo Gal­let­ti, do MMAP, Movi­men­to Moradores Av. Paulista, e Con­sel­heira do Con­sel­ho Delib­er­a­ti­vo da Asso­ci­ação Paulista Viva.

Real­iza­do pelo Con­sel­ho Gestor do Par­que Tenente Siqueira Cam­pos (Tri­anon) , con­ta com o apoio da Asso­ci­ação Viva e Deixe Viv­er, da Admin­is­tração do Tri­anon, da Polí­cia Mil­i­tar (CMP1), e a par­tic­i­pação de Ani­ta Kauf­man, Michel Rosen­thal Wag­n­er, Pablo Vieira, além do CIDHSP/APD, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito.

Raphaela Gal­let­ti e Alfre­do Attié, na Livraria Mar­tins Fontes, , em foto de Cesar Viegas.

Na sex­ta-feira, dia 5 de abril, a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito vai realizar, sob a coor­de­nação do Dr.Alfredo Attié, duas Rodas de Con­ver­sa: às 11 horas, sobre o tema “Dire­itos Humanos: Trans­for­mação e Afir­mação”; e às 14 horas, sobre “Ambi­ente e Diver­si­dade”, ambas na Roda dos Tocos, no Par­que.

Matheus Presotto

A primeira Roda,  coor­de­na­da pelo Pesquisador do CIDHSP/APD, Coor­de­nador do Núcleo Dog­máti­cas dos Dire­itos Humanos, Dr. Matheus Pre­sot­to e Sil­va, con­tará a história da con­strução dos Dire­itos Humanos, traçan­do um per­fil de sua importân­cia e for­mação, e terá a par­tic­i­pação do Pesquisador do CIDHSP/APD Dr. Hen­rique Rabel­lo de Car­val­ho, do Rio de Janeiro, Coor­de­nador do Núcleo Dire­itos Humanos Histórias, Nar­ra­ti­vas e Memória. do CIHDP/APD, que lem­brará a história recente do Par­que Tri­anon, traçan­do sua relação com a vio­lação e a afir­mação dos Dire­itos LGBTQ+, e da pesquisado­ra e do pesquisador do CIDHSP/APD Hay­dée Paixão Fior­i­no Soula e Julian David Cuas­pa Ropain.

Hen­rique Rabello

A segun­da Roda, coor­de­na­da pela Pesquisado­ra do CIDHSP/APD, Coor­de­nado­ra do Núcleo Abor­da­gens Con­tem­porâneas em Dire­itos Humanos, Bar­bara Bar­bosa,  terá a par­tic­i­pação dos Pesquisadores do CIDHSP/APD Cesar André Macha­do de Moraes„ Julian David Cuas­pa Ropain e Hen­rique Rabel­lo. Seu tema diz respeito ao Estatu­to da Cidade e os doc­u­men­tos inter­na­cionais, e os dire­itos e deveres que ger­am, em con­fron­to com as real­i­dades viven­ci­adas por mul­heres e mul­heres negras e os habi­tantes da per­ife­ria da Cidade.

Bar­bara Barboza

O CIHDHSP/APD tem-se desta­ca­do na dis­cussão dos temas dos Dire­itos Humanos, de modo trans­dici­pli­nar e hor­i­zon­tal pelos pesquisadores e pelas pesquisado­ras, assu­min­do impor­tante papel no pro­je­to de ação e resistên­cia rel­a­ti­vo aos dire­itos humanos lev­a­do a cabo pela Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, sobre­tu­do pela Cadeira San Tia­go Dan­tas, à qual está vinculado.

Veja a pro­gra­mação com­ple­ta dos even­tos de Comem­o­ração dos 127 anos do Tri­anon, abaixo, e nos sites G1 Globo e do Gov­er­no da Cidade de São Paulo.


127º Aniver­sário do Par­que Tenente Siqueira Cam­pos — Trianon
De 02 à 28/04/2019

Com apoio do Con­sel­ho Gestor

“Exposição QUEM SOU EU”  de Ani­ta Kauf­man… min­ha exper­iên­cia ao expor em locais púbi­cos me motivou a cri­ar o pro­je­to ‘”QUEM SOU EU”.

O pro­je­to com­pos­to de 5 escul­turas de grande porte, com cores e grafis­mo difer­entes, que sug­erem difer­entes esta­dos de âni­mo, aonde cada pes­soa se iden­ti­fi­ca com seu ref­er­en­cial e que per­mite a inter­ação do pub­li­co, me demon­strou que o povo paulis­tano quer, gos­ta, cui­da  e respei­ta a obra de Arte.

www.anitakaufmann.com.br
02/04 à 01/06/2019 das 6 às 18 horas de segun­da à domingo
Local: Par­que Tri­anon (em diver­sos pon­tos do parque)

“Pre­venção Primária Volante” com Poli­cia Mil­i­tar do Esta­do de são Paulo por meio do Coman­do de Poli­ci­a­men­to Área Met­ro­pol­i­tana Um.

Com o obje­ti­vo de difundir os cuida­dos bási­cos que o cidadão deva ado­tar para não ser víti­ma de  vio­lên­cia, o Coman­do de Poli­ci­a­men­to Área Met­ro­pol­i­tana Um colo­ca seus inte­grantes em abor­da­gens educa­ti­vas e acol­he­do­ras amplian­do a sen­sação de segu­rança nas ruas da cidade.

02/04 às 12 horas
Local: Praça dos Mas­tros (Portão Principal)
“Invasão biolo­gia? Pre­cisamos falar dis­so!” Roda de Con­ver­sa e visi­ta Guia­da ao Par­que com  Zootec­nista Eri­ka Gart­ner Hopf­gart­ner Adm.  fala sobre o assun­to no Par­que Trianon.

02/04 às 11 horas
Local: Praça da Aretuza

“As árvores Cen­tenárias”  Visi­ta Guia­da com estag­iário do par­que  Emér­cio Felis­ber­to Nhapulo.

Inscrições pelo email  parquetrianon@prefeitura.sp.gov.br

04/04 às 10 horas
Local: Alame­da do Fauno

“Cole­ta Sele­ti­va no par­que” Visi­ta Guia­da com estag­iário do par­que  Emér­cio Felis­ber­to Nhapu­lo Inscrições pelo email parquetrianon@prefeitura.sp.gov.br

05/04 às 10 horas
Local: Alame­da do Fauno

“Dire­itos Humanos, Ambi­ente e Diver­si­dade” serão os temas  de duas rodas de

Par­que Tri­anon, MASP, Sede da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Aveni­da Paulista, em foto de Eri­ka Gart­ner, 2017.

con­ver­sa coor­de­nadas pelo Dr. Alfre­do Attié, pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, com a par­tic­i­pação de seus pesquisadores do Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo (CIDHSP/APD), vín­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dantas.

“ Dire­tos Humanos em trans­for­mação e afirmação”
05/04 às 11 horas Local: Roda dos Tocos
“ Ambi­ente e Diversidade”

05/04 às 14 horas
Local: Roda dos Tocos

“As praças e os par­ques como ter­ritórios comuns da cidade – como gerir os dese­jos de cada um?” Roda de con­ver­sa” com Michel Rosen­thal Wag­n­er, advo­ga­do (USP 1983), Medi­ador de Con­fli­tos de Viz­in­hança e Urbanís­ti­cos, con­sul­tor socioam­bi­en­tal em con­domínios. Mestre em Dire­itos Difu­sos e Cole­tivos pela PUC/SP (2014), e autor do livro “Situ­ações de Viz­in­hança no Con­domínio Edilí­cio – desen­volvi­men­to sus­ten­táv­el das cidades, soluções de con­fli­tos, medi­ação e paz social”. Mais infor­mações: michel@mrwadvogados.adv.br

06/04 às 15h30
Local: Praça da Aretuza

“Solo de Vio­lão” com Pablo Vieira, músi­co expe­ri­ente que nos pre­sen­teia este ano com o lança­men­to de um EP “ Missão”.

Con­fi­ra http://facebook.com/pablo7cordas   http://instagram.com/pablo7cordas
https://youtube.com/pablogvieira.

13/04 às 12 horas
Local: Praça dos Mas­tros (Portão Principal)

“Domingueira da História” Asso­ci­ação Viva e Deixe viver

A Asso­ci­ação Viva & Deixe Viv­er realizará mais uma “Domingueira de Histórias”, ativi­dade que con­ta com encon­tros ani­ma­dos, em que vol­un­tários con­ta­dores de história da Viva se revezam com par­tic­i­pantes que quis­erem entrar na brin­cadeira. A con­tação de histórias, vai de 10 às 12 horas, com mui­ta inter­ação e diver­são, onde os par­tic­i­pantes aju­dam a con­tas as histórias.

28/04 às 10 horas
Local: Roda dos Tocos

Academia Paulista recebe Delegação da Suprema Corte Democrática da China

Academia Paulista recebe Delegação da Suprema Corte Democrática da China

Nes­ta 3a. feira, 2 de abril, o Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, Acadêmi­co Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, Desem­bar­gador no Tri­bunal de Justiça de São Paulo, recebe del­e­gação de Juízes, Min­istros e Admin­istradores da Corte Supre­ma Democráti­ca da Chi­na, bem como Juízes e Admin­istradores das Cortes Supe­ri­ores Democráti­cas de Guizhou, Guang­dong e Chongping.

Além da recepção na Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Dr.Attié orga­ni­zou e coor­denará a visi­ta das autori­dades da Repúbli­ca Democráti­ca da Chi­na à Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo e ao Tri­bunal de Justiça de São Paulo, onde se reunirá, respec­ti­va­mente, com o Dire­tor da Fac­ul­dade de Dire­ito, Flo­ri­ano de Azeve­do Mar­ques, e com o Pres­i­dente do Tri­bunal de Justiça, Manoel Pereira Calças e com o Vice-Pres­i­dente do Tri­bunal de Justiça, Artur Marques.

O Pro­fes­sor Flo­ri­ano Mar­ques e os Desem­bar­gadores Pereira Calças e Artur Mar­ques são Acadêmi­cos Tit­u­lares da Acad­e­mia Paulista de Direito.

A del­e­gação é con­sti­tuí­da pelos Mag­istra­dos e Admin­istradores Juiz MA Shizhong, Min­istro Pres­i­dente do Depar­ta­men­to de Admin­is­tração Judi­cial da Supre­ma Corte Democráti­ca da Chi­na; Juiz HAN Deyang, Min­istro Pres­i­dente da Corte Supe­ri­or Democráti­ca de Guizhou; SU Maorong, Dire­tor-Ger­al do Depar­ta­men­to de Admin­is­tração Judi­cial da Corte Supe­ri­or Democráti­ca de Guang­dong; YANG Dongchen, Dire­tor-Ger­al do Depar­ta­men­to de Admin­is­tração Judi­cial da Corte Supe­ri­or Democráti­ca de Chongqing; LI Jia­jun, Vice-Dire­tor do Depar­ta­men­to de Orga­ni­za­ção e de Pes­soal da Supre­ma Corte Democráti­ca da Chi­na; ZHAO Qian, Fun­cionária do Depar­ta­men­to de Coop­er­ação Inter­na­cional da Supre­ma Corte Democráti­ca da China.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito amplia, assim, o hor­i­zonte de seu pro­tag­o­nis­mo jurídi­co-políti­co e de sua tare­fa de inte­gração diplomáti­ca com os juris­tas brasileiros e estrangeiros, ini­ci­a­dos na pre­sente gestão.

Veja algu­mas das fotos do even­to aqui.

Georgette Nacarato Nazo completa 90 anos

Georgette Nacarato Nazo completa 90 anos

Em Mis­sa de Ação de Graças, cel­e­bra­da no dia 27 de março de 2019, às 11 horas, na Igre­ja São José, no Jardim Europa, em São Paulo, famil­iares, ami­gos, cole­gas pro­fes­sores e pro­fes­so­ras da Decana da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Tit­u­lar da Cadeira Nico­lau Nazo, comem­o­raram o nonagési­mo aniver­sário da queri­da Pro­fes­so­ra Geor­gette Nazo.

Geor­gette Nazo tem toda a vida ded­i­ca­da não ape­nas à con­strução de sól­i­da tradição doutrinária, sobre­tu­do na área do dire­ito inter­na­cional do tra­bal­ho e das relações inter­na­cionais, mas tam­bém na con­tribuição da leg­is­lação brasileira, com a redação de vários antepro­je­tos de lei  e o enga­ja­men­to na defe­sa dos dire­itos humanos, nas órbitas inter­na­cional e interna.

Estiver­am pre­sentes, entre out­ros, os Pro­fes­sores José Car­los Mag­a­l­hães, João Grandi­no Rodas, Paulo Bor­ba Casel­la, Masato Nino­myia e Eliz­a­beth de Almei­da Meirelles, e o Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié.

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Nas fotos, a Pro­fes­so­ra Geor­gette Nazo, em dois momen­tos do Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito de 2018, pre­sidin­do a Mesa com­pos­ta pelos Pro­fes­sores Pedro Dal­lari, Luís Vedova­to e Alfre­do Attié, e par­tic­i­pan­do, na qual­i­dade de Decana da APD, da hom­e­nagem de con­cessão do títu­lo de Acadêmi­co Eméri­to da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito ao Pro­fes­sor Fabio Kon­der Com­para­to, ao lado do hom­e­nagea­do e do Pres­i­dente da Academia.

Anatomia do Poder

Anatomia do Poder

No dia 27 de março, pela man­hã, o Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, foi rece­bido pelo Acadêmi­co Tit­u­lar da Cadeira Cam­pos Salles e Pro­fes­sor Eméri­to da Uni­ver­si­dade Pres­bi­te­ri­ana Macken­zie, Ives Gan­dra da Sil­va Mar­tins, na Rede Vida de Tele­visão, para gravação de seu Pro­gra­ma Anato­mia do Poder, que irá ao ar no próx­i­mo domin­go, dia 7 de abril, às 21 horas.

Ives Gan­dra e Attié con­ver­saram sobre a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, a situ­ação políti­ca brasileira e inter­na­cional e a importân­cia do dire­ito, bem como sobre o livro “Mon­tesquieu”, de auto­ria de Attié, edi­ta­do pela Chi­a­do Edi­to­ra, de Lis­boa, lança­do na mes­ma quin­ta-feira, à noite, na Livraria Mar­tins Fontes, em São Paulo.

Attié dis­cor­reu sobre a neces­si­dade de o Brasil aban­donar o cur­so dos rad­i­cal­is­mos que se espal­ham pelo mun­do atual­mente, e da neces­si­dade da mod­er­ação e da con­strução de diál­o­gos e pontes entre as várias expressões e man­i­fes­tações do espec­tro das con­vicções políticas.

Esteve, tam­bém pre­sente, o Embaizador Rubens Bar­bosa, que real­i­zou gravação para o pro­gra­ma que foi ao ar no dis 31 de março.

Alfredo Attié lança Livro sobre Montesquieu

Alfredo Attié lança Livro sobre Montesquieu

Alfre­do Attié, Acadêmi­co Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito lança, primeira­mente em São Paulo, seu livro “Mon­tesquieu”, edi­ta­do pela Chi­a­do Books, em Lis­boa.

O livro apre­sen­ta uma abor­dagem difer­ente do pen­sador e mag­istra­do do Ilu­min­is­mo, ressaltan­do o modo como suas ideias e pro­je­to políti­co foram con­struí­dos, bem como sua relação com seu esti­lo literário.

Attié faz uma conexão entre esti­lo e pro­je­to políti­co, apon­tan­do ideias neg­li­gen­ci­adas no cur­so da recepção da obra de Montesquieu.

O lança­men­to ocorre na Livraria Mar­tins Fontes, na Avami­da Paulista, a dois quar­teirões da sede da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, e tem o apoio tam­bém do Insti­tu­to Nor­ber­to Bob­bio e da Ass­ci­ação dos Anti­gos Alunos da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo.