Com o tema I Doveri Nell’Era dei Diritti tra Etica e Mercato, a UNICAM e A Cátedra UNESCO “Diritti Umani e Violenza: Governo e Governanza”, realizam de 21 a 22 de Novembro, sua Sétima Jornada Internacional.
O Acadêmico Titular da Cadeira San Tiago Dantas e Presidente da Academia Paulista de Direito, Alfredo Attié, discorrerá sobre “Regimi di Mercato e di Stato: Diritti e Doveri nella Costruzione della Democrazia”.
O evento contará ainda com a presença e participação de vários especialistas e professores. Veja neste link.
Mais informações sobre o evento podem ser encontradas aqui.
A Academia Paulista de Direito tem como parceira na realização de sua Missão a Università degli Studi di Camerino. Veja, aqui.
Realizou-se, em Roma e no Vaticano, o Vigésimo Congresso Internacional de Direito Penal, de 13 a 16 de Novembro.
O Congresso teve a participação do Acadêmico Titular da Academia Paulista de Direito e Professor Coordenador do Mestrado em Direito da FACAMP Fauzi Hassan Choukr, responsável pela elaboração e apresentação do Relatório sobre Prevenção, Investigação e Sanção dos Crimes Econômicos.
Além dos debates entre os congressistas, o evento contou com audiência com o Papa Francisco, na qual foram discutidos os relatórios.
Com a participação do Acadêmico Titular da Academia Paulista de Direito e Professor Associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Marcos Augusto Perez, do advogado e especialista em direito urbanístico, Mestre pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra Wladimir Antonio Ribeiro, , será realizada Audiência Pública, no Plenário dos Conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo, na Rua Maria Paula, 35, das 9 às 13 horas, no próximo dia 19 de novembro.
O tema é o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, discutido em dois painéis: Aspectos Essenciais do Projeto de Lei 3261/2019 e Busca dos Recursos Públicos e Privados para Investimentos na área do Saneamento Básico.
A Audiência também terá a participação dos especialistas em saneamento básico Leandro Mello Frota, Rodrigo Pagani de Souza, Guilherme Amorim Campos da Silva, Rogério de Paula Tavares e Roberval Tavares de Souza.
O evento é organizado pela Comissão de Infra-Estrutura da OAB/SP.
A participação da sociedade civil é de extrema importância para o enriquecimento do debate e aprimoramento do Projeto.
Em 2014, o atual Presidente da Academia Paulista de Direito, Dr. Alfredo Attié, concedia entrevista ao advogado Antonio Fernando Pinheiro Pedro, em que discorria sobre justiça, efetividade, novos modos de solução de conflitos, complexidade e solução de conflitos coletivos, e referia a necessidade de mudança de cultura jurídica, para pensar soluções adequadas a um mundo complexo e necessitado de governança em novo estilo, e de participação da sociedade e da cidadania nos processos de solução de conflitos e de governança.
Em 2013, a Escola Paulista da Magistratura acolhia o trabalho desenvolvido pelo atual Presidente da Academia Paulista de Direito, Dr, Alfredo Attié, com universidades estrangeiras e organizações internacionais.
Aqui, a reportagem, conduzida por Fernanda Médici, Danielle Denny e Francisco Duarte Pedro, sobre um dos trabalhos de Alfredo Attié, em conjunto com David Hunter.
Alfredo Attié vem atuando na área do Direito Internacional Ambiental, Sustentabilidade e Desenvolvimento, em organismos internacionais, desde 2009.
Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, em 16 de julho de 2019, o Professor Renato Janine Ribeiro, Titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo e Professor Visitante da Universidade Federal de São Paulo, alertava para a destruição do tecido social e político praticada pelo atual regime de governo, mostrando porque classifica-lo de “fascismo” e não como mero exemplo de autoritarismo. A partir de uma expressão de Antonio Candido, refere o desmonte das estruturas políticas e sociais brasileiras, promovido por mais uma “mediocridade irrequieta”.
O artigo foi publicado sob o título A Flip e o Fascismo, na página de Opinião:
“Vários amigos, embora tenham horror ao atual governo, não se preocupam muito: pensam que em quatro anos as eleições o substituirão. Alguns acrescentam que o Brasil assim aprenderá melhor o valor da democracia. De minha parte, entendo que eles subestimam a destruição do tecido social e político, a liquidação da vida inteligente e da vida mesma, que está sendo efetuada prioritariamente nas áreas da educação e do meio ambiente.
Debate-se muito o que é fascismo. Porém alguns pontos são fundamentais nesse regime, talvez o mais antidemocrático de todos, que não é apenas um exemplo de autoritarismo.
Primeiro, o fascismo conta com ativo apoio popular. Tivemos uma longa ditadura militar, mas com sustentação popular provavelmente minoritária e seguramente passiva. Mesmo no auge de sua popularidade —o período do “milagre”, somando general Médici, tortura e censura, tricampeonato de futebol e crescimento econômico— não houve movimentos paramilitares ou massas populares saindo às ruas para atacar fisicamente os adversários do regime. Hoje, há.
Daí, segundo, a banalização da violência. Elas deixam de ser, na frase de Max Weber, monopólio do Estado, por meio da polícia e das Forças Armadas: os próprios cidadãos, desde que favoráveis ao governo, sentem-se autorizados a partir para a porrada. O ataque à barca em que estava Glenn Greenwald em Paraty é exemplo vivo disso. O que distingue o fascismo das outras formas de direita é ter uma militância radicalizada, ou seja, massas que banalizam o recurso à violência. O fascismo já estava no ar uns anos atrás quando um pai, andando abraçado com o filho adolescente, foi agredido na rua por canalhas que pensavam tratar-se de um casal homossexual.
Terceiro: essa violência é usada não só contra adversários do regime —a oposição política— mas também contra quem o regime odeia. Não foca apenas quem não gosta do governo. Mira aqueles de quem o governo não gosta. No nazismo, eram judeus, homossexuais, ciganos, eslavos, autistas. No Brasil, hoje, são sobretudo os LGBTs e a esquerda, porém é fácil juntar, a eles, outros grupos que despertem o ódio dos que se gabam de sua ignorância (“fritar hambúrguer” é um bom exemplo, até porque hambúrguer não se frita, se faz na chapa).
Quarto: o ódio a tudo o que seja inteligência, ciência, cultura, arte. Em suma, o ódio à criação. Não é fortuito que Hitler, que quis ser pintor, tivesse um gosto estético tosco, e que o nazismo perseguisse, como “degenerada”, a melhor arte da época. É verdade que os semifascistas Ezra Pound e Céline brilham no firmamento da cultura do século 20 —mas são agulha no palheiro.
Antonio Candido uma vez escreveu um manifesto dos docentes da USP criticando a “mediocridade irrequieta” que comandava a universidade. Um colega discordou: a mediocridade nunca é irrequieta! Mas Candido tinha razão. A mediocridade procede hoje, sem pudor, ao desmonte de nossas conquistas não só políticas e sociais, mas culturais e ambientais. A irracionalidade vai a ponto de algumas dezenas de paratienses tentarem sabotar a Flip, que dá projeção e dinheiro para a cidade. Essa é uma metáfora de um país que namora o suicídio.
Salvemos a vida, salvemos a vida inteligente! Construamos alternativas e alianças para enfrentar essas ameaças. Não temos tempo de sobra.”
Na Folha de S.Paulo de hoje, 16 de novembro de 2019, o Acadêmico Titular da Academia Paulista de Direito e Professor Emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ives Gandra da Silva Martins, defende a tributação do jogo e sua legalização.
Para Ives Gandra, que, em 1982, defendeu, na Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, a primeira tese de doutoramento na área jurídica daquela instituição, com a presença do reitor da universidade, que completará, no ano próximo, um século e meio de existência, cujo tema era a tributação sobre atividades que se encontram na linha limítrofe entre a legalidade e a ilegalidade, em visão mais abrangente de conformação da norma de imposição tributária como norma de rejeição social, pois, “em todos os espaços geográficos e períodos históricos, os cidadãos pagam mais do que devem para permitir ao Estado a prestação de serviços públicos e para beneficiar os privilégios dos detentores do poder nas suas autoconcedidas benesses e na corrupção inerente —em menor ou maior escala— a quem exerce o comando político.”
Sob as condições que estabelece em seu bem fundamentado artigo, o Professor Ives mostra-se favorável à abertura da exploração dos jogos de azar no país.
Na década de 1990, o direito brasileiro passava por movimento de renovação e atualização.
Seja para se adaptar à nova ordem constitucional democrática, fundada em 1988, seja para adequar os parâmetros das leis brasileiras a influências internacionais, o Brasil criava suas leis de proteção ao Ambiente, ao Consumidor, renovava sua legislação processual, administrativa, e discutia a configuração dos novos códigos civil e processual.
A Academia Paulista de Direito participava ativa e intensamente desse movimento, por meio do trabalho de seus Acadêmicos e Acadêmicas, bem como promovendo encontros e debates com a comunidade jurídica.
Nas fotografias que se podem ver na página da APD, no Facebook, um encontro regional, com a participação das Faculdades de Direito da USP e da PUCSP, da Magistratura, do Ministério Público e da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, bem como do Movimento do Ministério Público Democrático, e dos Juízes para a Democracia.
Podem ser vistas as participações, entre outras, de Antonio Junqueira de Azevedo, Antonio Carlos Marcato, Rosa Nery, Antonio Hermann Vasconcelos Benjamin, Luiz Antonio Marrey, José Raimundo Gomes da Cruz.
O Acadêmico Titular da Academia Paulista de Direito, Professor Titular da PUCSP, Wagner Balera, é convidado do grupo de pesquisa sobre federalismo fiscal, da FD.USP, sob a coordenaçnao dos Professores José Maurício Conti, da USP, e Zélia Luiza Pierdoná, da PUCSP.
O evento terá lugar no Auditório Goffredo da Silva Telles Jr, no térreo do Prédio Histórico da FD.USP, no Largo São Francisco, a partir das 9 horas, no dia 18 de novembro, tendo por tema Contrapartida: o suporte lógico do orçamento da seguridade social.
No mesmo dia, a partir das 18h30, Vera de Hesselle, doutora em Direito Tributário pela Universidade de Hamburgo, Alemanha, e Marco Antonio Verissimo, consultor tributário na Secretaria da Fazenda do Governo do Estado de São Paulo discorrerão sobre Federalismo fiscal e tributação no Brasil e na Alemanha.”
A APD, então sob a Presidência do Professor Wagner Balera, Especialista em Direito Previdenciário e Titular da PUCSP, realizava dois eventos jurídico-culturais e de confraternização, em que reunia Acadêmicos e convidados
Veja as fotos no link da página da APD, no Facebook, aqui.
Em carta dirigida a Antonio Guterres, Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, e a Michelle Bachelet Jeria, Alta-Comissária de Direitos Humanos da ONU, intelectuais de todo o mundo pedem a intervenção da sociedade internacional para que envide esforços junto às autoridades chilenas, titulares dos três poderes da República, para que façam cessar a grave política de violação de direitos humanos, sobretudo contra o direito de expressão do povo chileno, que busca apenas melhores condições de vida.
A Academia Paulista de Direito e seus Núcleos de Pesquisa, pesquisadores e pesquisadoras, especialmente o CIDHSP/APD — Centro Internacional de Direitos Humanos de São Paulo, e o Centro Internacional da Paz, Justiça, Solidariedade e Transformação de Conflitos de São Paulo – PAZ/APD, vinculados à Cadeira San Tiago Dantas, unem-se a esse pleito, em nome dos direitos humanos, da democracia, da paz e da solidariedade entre os povos.
Leia a seguir a carta e o nome dos que a assinaram.
“Señor Antonio Guterres
Secretario General de la Organización de Naciones Unidas
Señora Michelle Bachelet Jeria
Alta comisionada de Derechos Humanos Organización de Naciones Unidas
11 de noviembre de 2019
Estimados Secretario General y Alta Comisionada,
En las últimas semanas, el mundo ha sido testigo de múltiples, variadas y sistemáticas formas de violación de los Derechos Humanos producidas por las policías chilenas hacia manifestantes de ese país que, en las calles de sus ciudades, vienen exponiendo sus justas demandas de democratización social y cambio político constitucional. En 23 días, desde el 17 de octubre, el Instituto de Derechos Humanos de ese país ha constatado 23 muertos, 5.629 personas detenidas, 2.009 heridos en hospitales por disparos de bala, perdigones y otras armas, 198 personas con heridas oculares y 283 acciones judiciales en contra de carabineros, entre ellas, 192 por torturas y tratos crueles y 52 por violencia sexual.
Particular estupor nos producen las recurrentes lesiones por disparos a corta distancia realizados por agentes de la policía al rostro y a los ojos de las y los manifestantes, con resultados de pérdida total o parcial de su vista. Más de 180 personas, en su mayoría jóvenes, se encuentran hoy mutiladas de su vista por disparos de la policía, y las víctimas crecen día a día, en lo que ha sido calificado como “emergencia sanitaria” por el presidente de la Sociedad Chilena de Oftalmología, y que se está convirtiendo en una política de mutilación producida ex profeso por la policía chilena hacia los y las jóvenes de su pueblo, quienes fueran los primeros en salir a las calles a manifestarse. En el día de ayer, la Unidad de Trauma Ocular del principal Hospital público que atiende estas afecciones, ha señalado que los carabineros chilenos están disparando balines a una distancia inferior a 10 metros y dirigidos a la zona de la cabeza, esos balines así disparados pueden tener consecuencias no solo en la vista sino también cerebrales. Ayer mismo, el estudiante Gustavo Gatica Villarroel, recibió impactos de proyectiles policiales en sus dos ojos.
Ninguno de los protocolos de la policía chilena la autoriza a disparar a tan pocos metros y a la cara de los manifestantes. La policía chilena está actuando hoy fuera de la ley y el
Gobierno de Sebastián Piñera y su ministro del interior, Gonzalo Blumel, deben hacerse responsables de frenar esta escalada de crímenes y violencia policial que ya cobra carácter de Terrorismo de Estado.
Como intelectuales y académicos de distintas partes del mundo, seguimos con mucha atención el actual proceso constituyente chileno, de movilización de amplísimos sectores de la población de ese país por demandas justas de igualdad, justicia y democracia, y nos vemos en la responsabilidad de no dejar de denunciar y aportar a frenar de una vez esta violencia estatal hacia el pueblo chileno. Si esto se deja pasar estaríamos forjando, además, un muy mal precedente histórico para los pueblos de diversas partes de la tierra que se expresan por sus derechos.
Les solicitamos respetuosamente, en su calidad de máximos representantes de Naciones Unidas, tengan a bien solicitar a las instituciones del Estado chileno, Gobierno, Congreso y Poder Judicial frenar esta grave política de violación de los derechos humanos de un pueblo que legítimamente se expresa de manera política por la mejora de sus condiciones de vida.
Atentamente,
Desde fuera de Chile:
Judith Butler, University of California, Berkeley (EEUU).
Giorgio Agamben, filósofo (Italia).
Ian Parker, University of Leicester (UK).
Peter Winn, Tufts University (EEUU).
Jacques Leenhardt, Directeur d’Études à l’École des Hautes Études en Sciences Sociales, París (Francia).
Andreas Huyssen, Villard Professor Emeritus of German and Comparative Literature, Columbia University (EEUU).
Alberto Toscano, Goldsmiths, University of London (UK).
John Beverley, Emeritus Distinguished Professor, University of Pittsburgh (EEUU).
Alma Concepción, Independent Artist-Scholar, Princeton, New Jersey (EEUU).
Ana María Ochoa, Columbia University (EEUU).
Raul Antelo, Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil).
Juan G Gelpí, Escritor, catedrático jubilado, Universidad de Puerto
Julio Ramos, profesor Emérito, University of California, Berkeley (EEUU).
Horacio González, Universidad de Buenos Aires (Argentina).
Román de la Campa, University of Pennsylvania (EEUU).
Alejandro Zambra, Escritor chileno (México).
Mary Louise Pratt, Silver Professor and Professor of Spanish and Portuguese Languages and Literatures at New York
Mikkel Bolt Rasmussen, University of Copenhagen (Dinamarca).
Rosa Perelmuter, catedrática de literatura hispanoamericana, Universidad de Carolina del Norte en Chapel Hill(EEUU).
Jane Kelly, Kingston University (retired), London (UK).
Serge Bakchine, Professor of Neurology, Head of department of Neurology., University Hospital of REIMS. University of Reims Champagne Ardenne (Francia).
Silvana Mandolessi, Escritora, KU Leuven (Bélgica).
Gabriel Peluffo Linari, Universidad de la República (Uruguay), Academia Nacional de Letras (Uruguay).
Edmundo Paz-Soldán, Escritor boliviano. Universidad de Cornell (EEUU).
Ignacio López-Calvo, University of California, Merced (EEUU).
Flora Süssekind, Fundação Casa de Rui Barbosa (Brasil).
Florencia Garramuño, Universidad de San Andrés (Argentina).
Erica Burman, University of Manchester (UK).
Benjamin Cook, Cambridge Health Alliance/Harvard Medical
Ana Maria Progovac, Harvard Medical School / Cambridge Health
Fernanda Peñaloza, Senior Lecturer in Latin American Studies | Coordinator of SURCLA, Spanish and Latin American Studies Department, University Of Sydney (Australia).
Japhy Wilson, Department of Politics, University of Manchester (UK).
Alejandra Márquez, profesora de literatura hispanoamericana, Michigan State University (EEUU).
David Treece, Camoens Professor of Portuguese, Department of Spanish, Portuguese and Latin American Studies, King’s College London.
Alicia Susana Montes, Universidad de Buenos Aires (Argentina).
Andrés Avellaneda, Emeritus Professor, Center for Latin American Studies Spanish and Portuguese Studies, University of Florida (EEUU).
Carolina Sá Carvalho, Assistant Professor of Spanish and Portuguese Literatures at the University of North Carolina at Chapel Hill (USA).
Julian Williams, The University of Manchester (UK).
Stelio Marras, Antropologia, Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), Universidade de São Paulo (USP) (Brasil).
María A. Gutiérrez Bascón, Postdoctoral Researcher, John Morton Center for North American Studies, University of Turku (Finlandia).
Janet Sedlar, Ph.D. Senior Lecturer and Co-Director of the Spanish Language Program University of Chicago(EEUU).
Marcial Godoy-Anativia, Director asociado, Hemispheric Institute, New York University (EEUU).
Ángeles Mateo Del Pino, Universidad de las Palmas de Gran Canaria (España).
Ignacio A. Ayala Cordero, El Colegio de México/Grupo de Estudios Historia y Justicia.
Alisa Busch, Harvard Medical School (EEUU).
Carlos Vázquez Cruz, Department of Romance Studies, University of North Carolina at Chapel Hill (EEUU).
Sandra Kats, Directora de Inclusión, Discapacidad y DDHH, Nacional de la Plata (Argentina).
RonaldSolís, Director de Postgrado, Escuela de Ciencias Psicológicas, Universidad de San Carlos de Guatemala (Guatemala).
Martin La Roche Contreras, Director del Musée Légitime,
Cora Requena Hidalgo, Universidad Complutense de Madrid (España).
Verónica Jiménez Jacinto, Universidad Nacional Autónoma de México.
Cynthia M. Tompkins, Arizona State University (EEUU).
John Blanco, Associate Professor of Comparative Literature, Spanish and Cultural Studies, University of California San Diego (EEUU).
Ana Laura Rivoir. Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de la República (Uruguay). Presidenta de la Asociación Latinoamericana de Sociología
Cécile Leconte, Senior Lecturer in Political Science, University of Lille (Francia).
Anamaría González Luna Corvera (Universidad de Milán — Bicocca (Italia).
Daniel O. Mosquera, Interim director Latin American and Caribbean Studies Program Dept. of Modern Languages and Lits., Union College (EEUU).
María Stegmayer, Universidad de Buenos Aires (Argentina).
María José Bruña, Universidad de Salamanca (España).
Emilio Crenzel, investigador CONICET-Profesor Universidad de Buenos Aires (Argentina).
Laura Colaneri, University of Chicago (EEUU).
Natalia Taccetta, Universidad de Buenos Aires, CONICET (Argentina).
Lola Proaño-Gómez, IIGG- Universidad de Buenos Aires (Argentina).
Véronique Dimier, Département de Science politique, Université Libre de Bruxelles (Bélgica).
Pamela Brownell, Universidad de Buenos Aires (Argentina)
Janett Reinstädler, Universität des Saarlandes, Saarbrücken (Alemania).
Martín Unzué, Universidad de Buenos Aires (Argentina).
Jorge Coronado, Director Program in Latin American & Caribbean StudiesCenter for Native American and Indigenous Research, Northwestern University (EEUU).
Federico Lorenc Valcarce. Profesor Titular Universidad Nacional de Mar del Plata, Investigador Independiente del CONICET (Argentina).
Antonio Sotomayor, Associate Professor & Librarian of Latin American and Caribbean Studies, International and Area Studies Library, University of Illinois Library (EEUU).
Flagg, PhD MPH, UC Berkeley School of Public Health (EEUU).
Juan Poblete, Universidad de California, Santa Cruz (EEUU).
Ana Patricia Noguera, Universidad Nacional de Colombia, sede Manizales, (Colombia).
Alberto Acosta, Facultad Latino Americana de Ciencias Sociales, FLACSO, (Ecuador).
Julio Boltvinik, El Colegio de México (México).
Arturo Argueta Villamar, Universidad Nacional Autónoma de México (México).
José Luis Lezama De La Torre, El Colegio de México (México).
Ana María Ochoa Gautier, Professor and Chair, Department of Music Professor, Center for the Study of Ethnicity and Race, Columbia University (EEUU).
Ana Esther Ceceña, Observatorio Latinoamericano de Geopolítica, UNAM, (México).
Enrique Viale, Fundador de la Asociación Argentina de Abogados Ambientalistas (Argentina).
Thomas Perrault, Syracusse University (EEUU).
Enrique Luengo González, Universidad Jesuita de Guadalajara (México).
Mario Pecheny UBA Conicet (Argentina).
Silvia Grimberg UBA Conicet (Argentina).
Gisela Heffes, Rice University (EEUU).
Maria Inez Turazzi, historiadora, professora colabora da Universidade Federal Fluminense (Brasil) e pesquisadora doCNPq (Brasil).
Samuel Andrés Arias Valencia, Facultad Nacional de Salud Pública, Universidad de Antioquia (Colombia).
María Fernanda Solilz, UASB (Ecuador).
Gabriel Escobar Morales, Universidad de San Carlos de Guatemala (Guatemala).
Shaun Grech, Director of The Critical
Pablo Domínguez, Comisión Accesibilidad, Universidad Nacional del Comahue (Argentina).
Alejandra Oberti, Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Buenos Aires, e investigadora del Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe (Argetina).
Julieta Arévalo, Universidad Nacional de Lanús (Argentina).
Aldo Lauria Santiago, associate professor of history and director of Latin American and Latino Studies at the College of the Holy Cross (EEUU).
Sidonie Souvignet-Rancon, Docteure en sociologie, Université Lyon2 (Francia).
Alejandra Sofía. Universidad Nacional de La Plata (Argentina).
Aldana Galardo. Universidad Nacional de la Matanza (Argentina)
Ana Tamayo, Universidad Santiago de Cali (Colombia)
Ayelen Crapanzano, Universidad Nacional de Lanús (Argentina).
Fermín Ponce León, Universidad Autónoma de la Ciudad de México (México).
Lucía Raphael de la Madrid, investigadora, IIJ-UNAM (México).
Laura Lenci, Directora del Departamento de Historia, Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación, Universidad Nacional de La Plata (Argentina).
Elena Scirica, Universidad Nacional de las Artes (UNA) y Universidad de Buenos Aires (Argentina).
Ezra Susser, Departments of Psychiatry and Epidemiology, Columbia University (EEUU).
Maria Rosaria Stabili, Departamento de Ciencias Politicas, Universidad Roma Tre (Italia).
Cristina Secci, Universidad de Cagliari (Italia).
Mauricio Fernández Picolo, Departamento de Historia, Trelew, Universidad Nacional de la Patagonia (Argentina).
Pablo Scatizza, Historiador, Universidad Nacional del Comahue (Argentina).
Débora Gorban ICI-UNGS Conicet, Buenos Aires (Argentina).
Dante Peralta, investigador y docente en la Universidad Nacional de General Sarmiento (Argentina).
Daniel Lvovich, Historiador. Ungs-Conicet (Argentina).
Mónica Gatica, Universidad Nacional de la Patagonia, Trelew, Chubut (Argentina).
Cristian Molina, Escritor, Investigador del IECH (CONICET/UNR), Rosario (Argentina).
Donata Meneghelli, Università di Bologna (Italia).
Alan Pérez Medrano, Freie Universität Berlin (Alemania).
Laura Demaría, University of Maryland (EEUU).
Gabriela Aguila, Conicet / Universidad Nacional de Rosario (Argentina).
Kurt Frieder, Presidente Fundación Huésped, Buenos Aires (Argentina).
Ana Maria Barletta, Coordinadora Maestría en Historia y Memoria, Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación, Universidad Nacional de La Plata (Argentina).
Marcela Ternavasio, Catedrática de la Universidad nacional de Rosario e investigadora de CONICET (Argentina).
Mariano Mestman, Investigador de la Universidad de Buenos Aires y del CONICET (Argentina).
Francisco J. Cantamutto, Investigador Asistente, Departamento de Economía, Universidad Nacional del Sur (UNS), Bahía Blanca (Argentina).
Rima Brusi, Ph.D., Lehman College, CUNY (EEUU).
Alejandro Eujanian, Director Doctorado en Historia, Facultad de Humanidades y Artes, Universidad Nacional de Rosario (Argentina).
Maria Alessandra Giovannini, Prof. Associato Università degli Studi di Napoli ‘L’Orientale’, Napoli (Italia).
Giuseppe D’Angelo, Universidad de Salerno (Italia).
Walescka Pino-Ojeda, Director New Zealand Centre for Latin American Studies (NZCLAS), Coordinator Latin American Studies Programme School of Cultures, Languages and Linguistics (CLL), The University of Auckland (Nueva Zelanda).
Cecilia Battauz, Graduada por la University of Maryland, College
Alessia Di Eugenio, Università di Bologna (Italia).
Silvia Riva, Università degli Studi di Milano (Italia).
Jaume Peris Blanes, Profesor Titular, Universitat de València (España).
Sandra Rudman, PhD Candidate, Universidad de Konstanz/Alemania.
Nicoletta Vallorani, Professor Università degli Studi di Milano (Italia).
Ylenia Marzà, Università degli Studi di Milano (Italia).
Evangelina Soltero Sánchez, Universidad Complutense de Madrid (España).
Blanca Fernández García, Universidad de Bolonia (Italia).
Valentina Ripa, Università di Salerno (Italia).
Nancy Kricorian, Author and researcher, women mobilizing memory, Center for the study of social change, Columbia University (EEUU).
lga Muñoz Carrasco, Saint Louis University (Madrid Campus).
Dunia Gras, Universitat de
Saúl Sosnowski, Professor University of Maryland (EEUU).
Juan Uriagereka, Professor University of Maryland (EEUU).
Anne Kraume, Profesora Universidad de Konstanz/Alemania
Cristina Iglesia, Universidad de Buenos
Giuliana Benvenuti, Professoressa Università di Bologna (Italia).
Susanna Nanni, Prof. Università degli Studi Roma Tre (Italia).
Antti Rajala, University of Helsinki (Finlandia).
Ana Lía Rey, Universidad de Buenos Aires (Argentina).
Fernando Diego Rodríguez,Universidad de Buenos Aires (Argentina).
Eva-Maria Thüne, Professoressa Università di Bologna (Italia).
Francesco Benozzo, Università di Bologna (Italia).
Patrizia Caraffi, Professoressa FICLIT — Università di Bologna (Italia).
Ana Pano Alamán, Professoressa Università di Bologna (Italia).
Edoardo Balletta, Profesor Asociado Università di Bologna (Italia).
Jesús Cano Reyes, Universidad Complutense de Madrid (España).
Paola Cotta Ramusino, Università degli Studi di Milano (Italia).
Gabriele Bizzarri, Profesor Titular de Literatura Hispanoamericana Università di Padova (Italia).
Roberto Vecchi, Università di Bologna (Italia).
Marta Aponte Alsina.
Luis Trindade-Birkbeck, University of London (UK)
Heidi Tinsman, Universidad de California, Irvine (EEUU).
Francine Marie Jeanne Houben, Arquitecta, directora creativa de Mecanoo architecten, Delft (Países Bajos).
Joseph Thome, University of Wisconsin Law
Tom Ginsburg, University of Chicago Law School (EEUU).
Jean E. Howard, George Delacorte Professor in the Humanities, Department of English and Comparative Literature, Columbia
Margaret Power, Professor of History, Illinois Tech (EEUU).
Sebastián Gadea, docente / investigador de la Facultad de Enfermería de la Universidad de la República (Uruguay).
Fernando Bertolotto, docente / investigador y director de la Unidad de Investigación de la Facultad de Enfermería de la Universidad de la República (Uruguay).
Camila Estiben docente / investigadora de la Facultad de Enfermería de la Universidad de la República (Uruguay).
Roberto Serrano Notivoli, Consejo Superior de Investigaciones Científicas (España).
Bernardo Caldarola, University of Sussex (UK).
Devon Wemyss, University of Sussex (UK).
Thea Riofrancos, Providence College (EEUU).
Hugo Confraria, SPRU, University of Sussex (UK).
Damian White, Dean of Liberal Arts, The Rhode Island School of Design (EEUU).
Lucy Baker, University of Sussex (UK).
Gisela Catanzaro, UBA-CONICET (Argentina).
Agnes Lugo-Ortiz, The University of Chicago (EEUU).
Ileana Rodriguez, Ohio State University (EEUU).
Frederico Araujo, UFRJ (Brasil).
Margherita Tortora, Senior lecturer, department of Spanish and Portuguese, Yale University (EEUU).
Emilia Perassi, Universidad de Milán (Italia).
Fabio Bosco, UNIVESP, Sao Paulo (Brasil).
Jonnefer Francisco Barbosa, Pontificia Universidade Católica de Sao Paulo (Brasil).
Adrian Smith, University of Sussex (UK).
Alvaro Sevilla-Buitrago, Universidad Politécnica de Madrid (España).
Cristina Parra, Senior Lecturer School of Social Sciences & Public Policy, Auckland University of Technology (Nueva Zelanda).
Silvina Der Meguerditchian, artista independiente (EEUU).
Nadine Reis, El Colegio de México.
Luis Galiana Martín, Universidad Autónoma de Madrid (España)
Sandra Pointel, Science Policy Research Unit, University Of Sussex (UK).
José María Naharro-Calderón, University of Maryland (EEUU).
Yuri Gómez Cervantes. Universidad Mayor de San Marcos (Perú).
Claudio Gabriel Eiriz, Profesor Adjunto Facultad de psicología, Universidad de Buenos Aires.
Alberto Arce Matus, Profesor Asociado, Departamento de Desarrollo y Cambio social, Universidad de
Carl Fischer,Profesor Asociado, Departamento de Lenguas y Literaturas Modernas, Facultad de Artes y Ciencias, Fordham University,
Marcia Veneziani, Profesora e investigadora, Facultad de Diseño y Comunicación Universidad de Palermo,Argentina.
Mikkel Bolt Rasmussen, Professor in Political Aesthetics, University of Copenhagen.
Paulo Caramelli, MD, PhD, Professor of Neurology, Department of Internal Medicine, Faculty of Medicine, Federal University of Minas Gerais, Belo Horizonte (MG) –
Yaiza Hernández Velázquez, Visual Cultures Department, Goldsmiths, University of
Marcela Horvitz Lennon, Associate Professor, Department of Psychiatry, Harvard Medical
Marina R.L. Mautner, PhD Candidate, Hydrologic Sciences, University of California
Lilia Mestre, Artistic Coordinator and co-curator, a.pass (advance performance and scenography studies), Bélgica.
Claudia Santelices, Bouve Collegue of Health Sciences, Northeastern University .
Benny Schvarsberg, Professor Titular, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília.
Yves Sintomer, Professeur de science politique, Université de Paris 8 (Francia).
Belinda Tato, Harvard University Graduate School of
Carlos Vélez-Ibáñez, Regents’ Professor School of Transborder Studies and School of Human Evolution and Social Change, Arizona State University.
Edward Rojas Vega, arquitecto UCH, Premio Nacional de Arquitectura 2016, Profesor de Magister de la Universidad Austral de Chile, Escuela de Arquitectura y Diseño de Americalatina y el Caribe ISTHMUS, Panamá.
Raul Velazquez, Director Cátedra, Facultad de Arquitectura y Urbanismo (FADU) Universidad de la República,
Marcelo Barrale, Arquitecto, Académico Consejero Directivo Fapyd Universidad Nacional de Rosario,
Gustavo Flores, Arquitecto, Académico y Jefe de trabajos Prácticos Fapyd Universidad Nacional de Rosario, Argentina.
Gonzalo Balarini, Profesor Cátedra, Facultad de Arquitectura y Urbanismo (FADU) Universidad de la República,
Mariana Watkins, Arquitecta, Universidad de
Julian Laplacette, Arquitecto, Universidad de Buenos
Maria Weisburd, Arquitecta, Universidad Nacional de La
Ximena Rosenvasser, Arquitecta, Universidad de Buenos
Mercedes Miganne, Arquitecta, Universidad de Buenos
Luis Javier Cuneo Libarona, Abogado, Universidad del Museo Social
Julio Benedetti, Docente PROPUR, FADU, UBA, Buenos
Mariela Nerome, Docente PROPUR, FADU, UBA, Buenos
Santiago Petrocelli. Arq. Especialista en Planificación Urbana y Regional, Investigador UBA, Buenos
Adriana Gomes do Nascimento — Professora e Pesquisadora Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ).
Lucy Suchman, Universidad de
Noela Invernizzi, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Brasil
Ana Laura Rivoir. Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de la República. Uruguay. Presidenta de la Asociación Latinoamericana de Sociología
Angélica Cuellar Vazquez, Directora Facultad de Ciencias Políticas y Sociales UNAM, México.
Margarita Trlin, Directora de la carrera de posgrado Especialización en arquitectura para la educación, FADU UNL, Santa Fe,
Alejandro De Oto, CONICET-UNSJ (Argentina).
Danielle Roper, The University of Chicago The University of Chicago, Neubauer Family Assistant Professor, Department of Romance Languages and Literatures (EEUU).
Alicia Gil Gómez, Asociación con la A, Secretaria General (España).
Lila le Trividic Harrache, estudiante de doctorado en Rennes (Francia)
Soledad González Montes, El Colegio de México.
Hannes Sättele,Doctorando, Universidad de Zúrich (Suiza).
Susana Debattista, Docente investigadora, Universidad de la Patagonia (Argentina).
Andrea Giunta, Universidad de Buenos Aires (Argentina).
María Carolina Zapiola, Historiadora, Universidad Nacional de General Sarmiento (Argentina).
Adriana Valobra (CONICET UNLP, Argentina).
Mariana Catalin, Universidad Nacional de Rosario (Argentina).
Isabel Plante, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Argentina).
Camila Sastre, Doctoranda Pontificia Universidad Católica del Perú (Perú).
Maria del Carmen Martínez Genis, Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo (México).
Roxana Paola Rivera Cruz, Universidad Autónoma De La Ciudad De México.
Dr Rob Byrne, University of Sussex (UK).
Ismael Núñez, UNAM (Mexico).
Rachel Robbins, University of Central Lancashire, UK
Carles Méndez Ortega, Universitat Rovira i Virgili (Italia)
Giuseppe D’Amico, Universitat Rovira i Virgili (Italia).
Sandra Szir, Universidad Nacional de San Martín.
Alfredo Laverde Ospina, Universidad de Antioquia (Colombia).
Aline Fae Stocco, UFVJM (Brasil).
Robert Monjo Agut, Climate Research
Delfina Fernandez Frade, UBA (Argentina).
Artemis Christinaki, University Of Manchester (UK).
De Chile:
Adriana Kaulino, Universidad Diego
Adriana Latorre V., Universidad de Valparaíso.
Alejandra Arias, Manos
Alejandra Bottinelli, Departamento de Literatura, Universidad de
Alejandra Jaurés Rodríguez, Universidad de
Alejandra Ortiz, Literatura inglesa, Universidad de
Alejandro Barrientos Sessarego, Joint ALMA
Aleyda Gutiérrez Mavesoy, Universidad
Alicia Salomone, Universidad de
Álvaro Besoain, Facultad de Medicina, Universidad de
Álvaro Promis Baeza, Depto de Silvicultura y Conservación de la Naturaleza, Facultad de Ciencias Forestales y de Conservación de la Naturaleza, Universidad de
Amanda Huerta, Universidad de
Ana M. Lea Plaza-Illanes, Universidad Alberto
Ana Pizarro, ensayista y crítica
Andrea Casals H., Pontificia Universidad Católica de
Andres Sarrazin, Universidad Católica de Valparaíso,
Ángela Boitano, Universidad Diego Portales,
Antoine Faure (CIDOC — UFT),
Antonio Tironi Silva,
Arlett Krause, Universidad de La Frontera,
Autoras Chilenas, AUCH!, colectivo de mujeres del mundo de la literatura y la cadena del libro en
Benjamín Figueroa Lackington, Universidad de
Bernarda Urrejola, Universidad de
Bernardo Subercaseaux, Centro de Lenguas y Culturas del mundo, Universidad de
Bruno Jerardino Wiesenborn, Universidad de Santiago de
Camila Marambio,
Carla Guenfelbein, escritora, Premio Alfaguara de novela (2015).
Carlos Ossa, Universidad de
Carlos Ossandón, Departamento de Filosofía, Universidad de
Carolina Aguilera I., Socióloga, Investigadora posdoctoral IEUT –
Carolina Benavente Morales,
Carolina Corthorn , Facultad de Educación Universidad Andrés
Carolina Gainza Cortés, Escuela de Literatura Creativa, Universidad Diego Portales.
Carolina Garin Correa, Pontificia Universidad Católica de
Carolina González, Facultad de Filosofía y Humanidades, Universidad de
Carolina Pizarro Cortés, Académica de la Universidad de Santiago de
Catalina Forttes Zalaquett, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso.
Cecilia Bastías Parraguéz, Universidad de La Frontera,
Cecilia Wolff Cecchi, Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de
Claudia Cerda, Facultad de Ciencias Forestales y de la Conservación de la Naturaleza, Universidad de
Claudia Montero, Universidad de Valparaíso,
Claudia Rodríguez Seeger, Docente Escuela de Ingeniería y Ciencias, Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas Universidad de
Claudio Andrés Veliz Rojas, Universidad Central de
Claudio Marín Medina, Universidad de
Cristián Gómez-Moya, University of
Cristián Opazo, Pontificia Universidad Católica de
Cristobal Noguera E., Arquitecto — Magister en Desarrollo Sustentable UNSW, Coordinador Práctica y VcM, Editor Revista TERRITORIO Arquitectura, Facultad de Arquitectura
Dámaso Rabanal, Pontificia Universidad Católica de
Daniel Opazo, Director Académico y de relaciones internacionales, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de
Daniela Leyton, Universidad de Concepción.
Daniela Picón, Universidad de
Darcie Doll, Directora de Investigación, Facultad de Filosofía y Humanidades, Universidad de
Dino Pancani, ICEI, Universidad de
Doris Sáez Hueichapán, Académica mapuche, Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas, Universidad de Chile
Eduardo Esteban Castillo Espinoza, Universidad de
Eduardo Fermandois, Instituto de Filosofía, Pontificia Universidad Católica de Chile.
Eduardo González Pradenas, Universidad de Playa
Edward Rojas Vega, Premio Nacional de Arquitectura 2016. Universidad Austral, Taller Escuela de Arquitectura de Americalatina y el Caribe ISTHMUS Panamá.
Enrique Aliste, Universidad de Chile, Premio Nacional de Geografía 2018 (SOCHIGEO).
Estela Ayala Villegas, académica del Departamento de Estudios Pedagógicos y Centro Saberes Docentes, Universidad de
Eusebio Manuel Nájera Martínez, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso.
Fabiana Rivas Monje, Socióloga Universidad de La Temuco Chile
Fernán Federici, Facultad de Ciencias Biológicas, Pontificia Universidad Católica de
Fernando Carrasco Pantoja, Universidad de
Fernando Carrasco, Académico Universidad de
Fernando Dowling Leal, Académico y Profesor Asistente Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo Universidad de
Fernando Dowling, Arquitecto, Universidad de Chile
Francisco García González, Universidad de
Francisco Najera, Universidad de la Frontera, Temuco,
Francisco Quilodrán Peredo, Profesor de Español, Pontificia Universidad Católica de
Fransis Pfenniger, Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de
Gabriela Lankin, Facultad de Ciencias Agronómicas, Universidad de
Gabriela Manzi Zamudio, Arquitecta, Académica Departamento de Arquitectura, Universidad de
Gabriela Manzi, Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de
Gabriela Martini Armengol, Directora Centro Saberes docentes, Universidad de Chile.
Gabriela Muñoz Sotomayor, Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad deChile
Gastón Molina Domingo, Psicología, Universidad Central de
Giselle Davis Toledo, Universidad de
Gloria Toledo Vega, Profesora Pontificia Universidad Católica de
Gonzalo Gutiérrez, Departamento de Física, Universidad de
Grace Susana Zaira Morales Ibarra Pontificia Universidad Catolica de
Graciela Huinao, Poeta, Academia Chilena de la Lengua
Grínor Rojo, Centro de Estudios Latinoamericanos, Universidad de
Guillermo Núñez, artista plástico, Premio Nacional de Artes Visuales 2007,
Guillermo Soto Vergara, Profesor asociado, Universidad de
Hannetz Roschzttardtz, Académico, Facultad de Ciencias Biológicas, Pontificia Universidad Católica de Chile
Héctor Vera, Universidad de Santiago de
Íñigo Bidegain, Académico Instituto de Ciencias Naturales, Universidad de las Américas,
Irmtrud König, Profesora Asociada, Académica del Departamento de Literatura, Directora Departamento de Literatura, Universidad de
Isabel Jara Hinojosa, Universidad de
Janneke Noorlag, Academica, Facultad de Ciencias Biológicas, Departamento de Ecología, Pontificia Universidad Católica de Chile
Jonas Chnaiderman, Facultad de Medicina, Universidad de
Jorge Francisco Pérez Quezada, Dpto. Ciencias Ambientales y Recursos Naturales Renovables, Facultad de Ciencias Agronómicas, Universidad de Chile
Jorge Ivan Vergara del Solar,Universidad de Concepción.
José Leandro Urbina, escritor y
José Opazo, Universidad Adolfo Ibáñez.
José Saúl Bravo, Observatorio de violencia/convivencia en la
JoselynArriagada González, Departamento de Geografía, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de
Joselyn Arriagada González, Departamento de Geografía, Universidad de
Juan Keymer, profesor asistente, Facultad de Ciencias Biológicas, Departamento de Ecología, Pontificia UniversidadCatólica
Julieta Marchant, poeta y
Julio Covarrubias, Universidad de
Karla Yohannessen, académica Escuela de Salud Pública, Universidad de
Kemy Oyarzún, Centro de Estudios de Género y Cultura en América Latina, Facultad de Filosofía y Humanidades, Universidad de
Larissa Contreras, actriz y escritora, Primer lugar en el XXXIX Concurso Internacional de Cuentos Lena, en Asturias,España.
Laura Gallardo Frías, Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de Chile
Lelya Troncoso, Escuela de Trabajo Social, Universidad de
Leonardo Piña, Universidad Alberto
Lona Lares, Departamento de Diseño, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de
Lorena Amaro Castro, Instituto de Estética, Universidad Católica de
Lorena Berríos Muñoz , Universidad Alberto
Lorenzo Berg Acosta, Universidad de Chile. Presidente Fundación Aldea
Lorenzo Berg, Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de
Lorna Lares, Universidad de
Luis Campos, INVI, Universidad de
Luis Huerta, Universidad de
Luis Raggi, Senador universitario, Universidad de
Luisa Pinto Lincoñir, Académica, Departamento de Geología, Escuela de Ingeniería y Ciencias, Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas Universidad de Chile.
Luz Ángela Martínez, Facultad de Filosofía y Humanidades, Universidad de Chile.
Luz Mónica Vásquez, Profesora Asociada Facultad de Ciencias Biológicas, Pontificia Universidad Católica de
Gloria Icaza Noguera, Universidad de Talca.
Mabel García Barrera, Universidad de La Frontera, Chile
Macarena Areco, Académica Asociada, Pontificia Universidad Católica de
Magdalena Cattan Lavin, Departamento de Diseño. FAU Universidad de
Malba Barahona,
Manuel Paneque, Departamento de Ciencias Ambientales y Recursos Renovables, Facultad de Ciencias Agronómicas de la Universidad de
Marcela Torres Gómez, Universidad de Chile y Fundación
Marcelo Leonart, escritor, dramaturgo y director de teatro, Premio del Consejo Nacional del Libro 2001–2012-2017, Premio Altazor
Maria Eugenia Albornoz Vasquez, Universidad Alberto
María Góngora, Universidad de
Marianela Denegri Coria , Profesora Titular. Universidad de La
Marianela Denegri Coria. Profesora Titular. Universidad de La
Mario Matus G., Prof. Asociado y Director Dpto. de Ciencias Históricas, Universidad de
Marisa Meza, Pontificia Universidad Católica de Chile
Marisol Facuse Muñoz, Profesora Asociada, Universidad de
Mary Luz Estupiñan, Ediciones Mímesis.
Mary Rogers, periodista y escritora, Premio APES (2001), Mejor Locutora Radial y Mejor Figura Femenina Radial (1988 Las Últimas Noticias).
Matías Rebolledo, Departamento de Literatura, Universidad de
Matilde López, Universidad de
Michael Reynolds, ETHICS, Escuela de Ingeniería y Ciencias, Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas, Universidad de Chile
Milena Rincón Castellanos Pontificia Universidad Católica de
Milena Rincón Castellanos, Pontificia Universidad Católica de
Mònica Bustos Peñafiel, Facultad de Arquitectura y Urbanismo. Universidad de Chile.
Mónica Fabiola González García,
Mónica Hernandez Magofke, FAU, Universidad de
Nelson Osorio, Profesor Emérito, Facultad de Humanidades, Universidad de Santiago de
Nibaldo Cáceres, Universidad Academia de Humanismo Cristiano,
Nicolás García Berguecio, Depto de Silvicultura y Conservación de la Naturaleza, Facultad de Ciencias Forestales y de Conservación de la Naturaleza, Universidad de
Nicolás Giuliani, Facultad de Ciencias, Universidad de
Nicolas Stutzin, Arquitecto, Coordinador de Taller FAAD
Nona Fernández, actriz y escritora, Premio Sor Juana Inés de la Cruz 2017 y nominada al Premio Nacional de Literatura,
Olga Ruiz, Facultad de educación, Ciencias Sociales y Humanidades, Universidad de La
Oliver Meseguer Ruiz, Universidad de Tarapacá.
Pablo Oyarzun Robles, Universidad de
Pablo Ramírez Rivas, ETHICS, Escuela de Ingeniería y Ciencias, Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas, Universidad de Chile
Pablo Sarricolea, Universidad de
Pamela Gutiérrez, Directora del departamento de Terapia Ocupacional y Ciencias de la ocupación, Universidad de
Pamela Smith Guerra, Departamento de Geografía e Investigadora Adjunta CR2, Universidad de
Paola de la Sotta Lazzerini Académica y Profesora Asistente, Departamento de Diseño Facultad de Arquitectura y Urbanismo Universidad de
PaolaVelásquezBetancourt, Departamento de Urbanismo, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de Chile
Paola Villegas,
Patricia Espinosa, Instituto de Estética, Universidad Católica de
Patricio Bustamante, Facultad de Medicina, Universidad de
Paula Miranda, Académica Pontificia Universidad Católica de
Paulina Pavez Verdugo, Universidad de
Paulina Valenzuela Lagos, Profesora de Español, P. Universidad Católica de Chile.
Paz López, Académica
Pía González, escritora y
Pilar Barba, Directora Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de Chile
RafaelRubioBarrientos, Poeta, Académico Universidad de Santiago de Chile y Universidad Diego Portales.
Raúl Molina, Pontificia Universidad Católica de
Raúl Rodríguez Freire, Universidad Católica de Valparaíso.
Rebeca Silva Rocquefort, Senadora Universitaria, Universidad de
Rocio Maite, colegio particular.
RodrigoAguilar, Arquitecto UCH, Académico Universidad de Chile y Universidad de
Rodrigo Aguilar, Universidad de
Rodrigo Booth, Departamento de Arquitectura, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad de
Rodrigo Cánovas Emhart, Académico Pontificia Universidad Católica de
Rodrigo Fuster Gómez, Departamento de Ciencias Ambientales y Recursos Naturales Renovables, Facultad de Ciencias Agronómicas. Universidad de Chile
Romina Pistacchio, Departamento de Literatura, Universidad de
Rosa Amelia Scherson Vicencio, Depto de Silvicultura y Conservación de la Naturaleza, Facultad de Ciencias Forestales y de Conservación de la Naturaleza Universidad de
Rosa Arias Bruna, PUCV,
Rosa María Droguett AbarcaPontificiaUniversidad católica de Chile, Facultad de Filosofía, Instituto deEstética.
Rosario Fernández Ossandón, Universidad Academia de Humanismo Cristiano y Núcleo Milenio Autoridad y Asimetrías de Poder IDEA-USACH.
O documentário de Zelito Viana, de 2010, produzido pelo Canal Brasil e pela MapaFilmes do Brasil, ganhou o Prêmio Margarida de Prata de Melhor Documentário, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em 2011, teve produção executiva de Vera de Paula, direção de arte de Claudia Duarte, trilha sonora de Francis Hime, contando com a participação no elenco, entre outros, de Aderbal Freire Filho, Cecília Boas, Helen Sarapeck, Barbara Santos, Chico Buarque, Edu Lobo, Ferreira Gullar, Julian Boas, teve patrocínio da Escola Parque, e apoio do Centro do Teatro do Oprimido, do Globo e do Centro de Documentação da TV Globo.
Mostra a trajetória do dramaturgo Augusto Boal, idealizador de técnicas comparadas às de grandes teóricos das artes cênicas, como Brecht e Stanislavski. O longa-metragem traça a evolução de sua maior criação, “O Teatro do Oprimido”. Os principais objetivos dessa técnica teatral são a democratização dos meios de produção, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade por meio do diálogo e do teatro. O filme mostra ainda trechos das aplicações do “Teatro dos Oprimidos” em grupos e projetos em plena atividade. O roteiro foca em países como Índia e Moçambique, onde são captadas peças itinerantes com interação da plateia.
Boal e seu Teatro buscavam agir e transformar o mundo, por meio da ação e da transformação da cena teatral, pela ação e transformação do oprimido.
O Teatro do Oprimido está em toda parte, sua influência e as raízes que criou perpassam e influenciam várias das experiências teatrais e das formas de convivência contemporânea.
Está também na Academia Paulista de Direito, sobretudo em sua missão e desenho, bem como na concepção diferente e transformadora da cena jurídica, e em seu compromisso com a recriação e a libertação dos modos colonizadores e opressores das relações humanas.
O Instituto Piracicabano de Estudos e Defesa da Democracia — IPEDD, entidade parceira da Academia Paulista de Direito, emitiu nota sobre a grave situação de violação do Estado Democrático de Direito da Bolívia.
Veja a declaração, a seguir.
“Os recentes acontecimentos na Bolívia, que culminaram com a renúncia do presidente Evo Morales, são mais um episódio que evidencia a incapacidade de as elites econômicas — tanto as locais bem como as que controlam a cena mundial — de conviverem com o regime democrático e, mais uma vez, jogam um manto sombrio sobre o futuro dos povos da América Latina.
A Bolívia vinha experimentando, nos últimos tempos, anos de significativos avanços em seu processo de desenvolvimento, distinguindo-se pelo crescimento acelerado de sua economia e pela inclusão social.
O coletivo de associados do Instituto Piracicabano de Estudos e Defesa da Democracia (Ipedd), representado por sua coordenação provisória, vem a público para:
a) manifestar sua inconformidade com a forma antidemocrática e violenta encontradas para a solução da crise política naquele país irmão e se solidariza com o povo boliviano;
b) conclamar as entidades democráticas brasileiras e os organismos internacionais a se posicionarem em prol do imediato restabelecimento da ordem democrática na Bolívia, bem como o fim da violência e o respeito aos direitos humanos.”
Centro Internacional de Direitos Humanos de São Paulo, vinculado à Cadeira San Tiago Dantas, da Academia Paulista de Direito (CIDHSP/APD), por seus pesquisadores e pesquisadoras,
DENUNCIA o golpe de estado perpetrado em 10 de novembro de 2019 no Estado Plurinacional da Bolívia.
CONTRAPÕE-SE ao emprego da violência e dos meios antijurídicos e antidemocráticos pelos grupos civis fundamentalistas, pela polícia militar e pelas Forças Armadas bolivianas para retirar do poder o Governo eleito.
ALERTA para a urgente necessidade de restabelecimento do Estado Democrático de Direito, pelo respeito à Constituição, aos meios de solução institucional da crise política, assim ao processo eleitoral interno e às atribuições das Organizações Internacionais de observação eleitoral, para apurar e promover justiça contra o golpe e as violações de direitos humanos dele resultantes.
Os ânimos políticos, tanto na Bolívia quanto na maioria dos Países Latino-Americanos, acirraram-se em torno da contestação do resultado do recente pleito eleitoral, em que o candidato à reeleição, Presidente Evo Morales, foi declarado vencedor.
A oposição, muito embora tenha concordado com a realização de auditorias, permaneceu impugnando o resultado.
O Presidente eleito acedeu à recomendação da Organização dos Estados Americanos — OEA, fazendo convocar novas eleições, na manhã de ontem, dia 10 de novembro.
Entretanto, contrariando o curso de respeito ao processo constitucional, foi publicamente instado a renunciar a seu mandato pelo comando das Forças Armadas da Bolívia, que referia o pretexto do grave progresso de amotinamento de policiais militares.
Poucas horas após a convocação de novas eleições, foi noticiada a renúncia de Evo Morales, na mídia internacional.
Simultaneamente, são noticiadas denúncias de atos de saque, incêndios criminosos, sequestros de autoridades, de expedição de mandado de prisão contra Morales e de exibição pública da Presidente do Supremo Tribunal Electoral boliviano, capturada e algemada pela polícia amotinada.
Também são denunciados atos de civis, apoiadores dos motins militares, como ameaças de, e efetivo emprego de violência física (inclusive sexual) contra figuras políticas associadas ao governo, como a Prefeita da cidade de Cochabamba, Patricia Arce, os dirigentes de três emissoras publicas de televisão e de rádio, assim como contra familiares desses agentes políticos.
Todas esses atos atrozes foram divulgados por meio de imagens de membros encapuzados e armados de grupo civil fundamentalista, assim como do líder da oposição violenta e antidemocrática boliviana, Fernando Camacho, fotografado invadindo o Palácio do Governo, portando uma bíblia, em companhia de homens armados, assim cumprindo de modo violento sua declaração de que pretendia “levar a Bíblia de volta” (sic) ao governo do País.
É evidente que a violência e as ameaças de violência são inadmissíveis, vedadas que são pelos padrões de direito internos e internacionais. Sobretudo porque visam a suspender a ordem jurídica-constitucional, substituindo‑a pelo mero exercício da força física.
Mais grave é a tentativa de fazer legitimar atos de supressão da ordem jurídica sob justificativas que beiram à adesão de teses totalitárias.
São violações flagrantes do Estado Democrático de Direito, assim do império do direito – rule of law -, da democracia e dos direitos humanos. Triste destino dos Países colonizados, na luta pela afirmação democrática de seus povos, sempre sob a ameaça dos que desejam a perpetuação do poder absoluto e da pauperização cultural e material dos oprimidos, por meio de estruturas de exploração e dominação.
Em decorrência dessa breve narrativa de análise do que vem ocorrendo em nosso País vizinho, o Centro Internacional de Direitos Humanos de São Paulo, vinculado à Cadeira San Tiago Dantas, da Academia Paulista de Direito – CIDHSP/APD
DENUNCIA E REPELE todas essas violações de direitos humanos, das normas constitucionais bolivianas e dos princípios democráticos,
SOLIDARIZA-SE com as vítimas da violência e das ameaças de violência
EXIGE o fim do curso do Golpe de Estado
APELA à atuação das Organizações Internacionais de integração regional e de caráter multilateral, sobretudo as vinculadas à concretização da ordem dos direitos humanos, para que sejam esclarecidos os fatos de violação jurídica, sejam responsabilizados seus agentes e mandantes, e para que seja restabelecido de imediato o Estado Democrático de Direito.
O CIDHSP/APD e os pesquisadores e pesquisadoras de seus Núcleos, sobretudo do Núcleo de Democracia, Direito Internacional e Direitos Humanos, continuarão a acompanhar o que ocorre na Bolívia e emitirão outras notas e declarações, no sentido de contribuir para a restauração da ordem democrática e de se solidarizar com o povo boliviano, em nome da Democracia Internacional.
No artigo a seguir, os autores estabelecem uma relação entre as metáforas das personagens de histórias em quadrinhos e do cinema Batman e Coringa, conectando-as às pretensões do fascismo e de reinstauração de um regime autocrático, por meio dos mecanismos da ditadura civil-militar instaurada em 1964 e de uma justiça de exceção.
CORINGA-Moro: entre o AI‑5 e o AI‑6, a expressão política e jurídica do capital disruptivo(1)
Vinício Carrilho Martinez, Júnior César Luna, Manoel Rivaldo de Araújo, Maria de Fátima da Silva Araújo Mendes, Rachel Lopes Queiroz Chacur, Sandra Maria Guerreiro, Sueli Cristina Franco dos Santos, Talitha Camargo da Fonseca, Waldileia Cardoso, e Walter Gustavo Lemos (2)
O Coringa-Moro revela como o exceptio (desordem do capital financeiro) derrota o discrímen: Poder Político. No lugar das políticas públicas e das ações afirmativas de inclusão, de manutenção e de reparação social, garantidores do mínimo existencial, a privatização do espaço público instaura o fascismo, notadamente, como “efeito Coringa-Moro”.
O fascismo ora barbariza as relações de organização e de representação política, destruindo-se a interação social, ora reprime com a máxima coerção que adquire sob o Estado Policial – é o caso do exceptio antijurídico do Batman, empregando-se todas as formas possíveis de exceção. O resultado, de todo modo, é o triunfo do poder (social ou político) antirrepublicano, antipopular e antidemocrático.
Neste sentido, o fascismo criou a demência social e a perversão (Coringa-Moro), o lumpem (os revoltosos, os agressores do próprio Coringa) e o abusador do sistema financeiro (os três “homens de bem”, assassinados no metrô), o vingador social (manchete do jornal “morte aos ricos”) e o anti-herói: o próprio Batman – o menino que seria irmão do Coringa, por parte de pai. Como Batman se apresenta na mitologia do “salve-se a Razão de Estado”, o povo perdoa as calamidades do Moro. Processar, secretar, condenar, aprisionar (ou executar) seriam tarefas de um só agente público no” anti-Estado”.
Tal como em Batman, o povo perdoa Moro por acreditar que se pode “fazer o ‘bem, por linhas tortas”, empregando-se no exceptio a pior lógica possível: “os fins justificam os meios”. O que não cabe no Direito, no directum, na necessária e legítima “adequação de meios e fins”. Pois, não se vai ao Justo, através da injustiça.
Portanto, se o Direito como “linha reta”, “honeste vivere” (o princípio geral do direito e da República), não interessa se há vigência do Estado de Exceção. Aliás, além de não se saber o que é o exceptio do Estado de Exceção, basta a suposição de que há Estado de Direito para se concluir que não vigora a exceção. Conclui-se ainda que, se a CF88 está contra o Batman, é porque o Batman está certo.
Para os icônicos seguidores de Batman, o AI‑5 – Ato Institucional no 5/1968 (pior fase da ditadura militar pós-64) é o remédio antijurídico preferido porque abole a democracia e os crimes cometidos contra o povo, as classes subjugadas. Por sua vez, o apelidado “AI‑6” seria aplicar-se toda a Força de Lei existente no ordenamento jurídico, exatamente, contra os que atentem ou preguem atentados contra a democracia e a soberania popular.
Para os irônicos defensores do “AI‑6” deve-se recordar que a imperial Lei de Segurança Nacional ainda está em vigor. Datada de 1983, a Lei de Segurança Nacional reflete o pensamento militarizado da política, enquadra-se como “resquício da ditadura militar” e, por óbvio, não é um dos “defeitos da democracia” ou da Constituição Federal de 1988.
De volta ao filme, o Pai Fascista do Coringa (bozo, Trump) facilmente poderia ter manipulado os prontuários da mãe do Coringa, para produzir o diagnóstico de sua loucura. Neste caso, seria O Pai Fascista do caos e da anomia (Coringa-Moro) e da repressão do Estado Policial (Batman), exatamente sem se importar com regras: o anti-herói (Moro).
Batman-Moro, como anti-herói, arvora-se das mesmas condições do Estado, ainda que aja contra o próprio Estado de Direito. Certamente que é abordado pela Ciência política, tipificado sob a forma do Estado de Exceção, próprio dos regimes autocráticos e fascistas. É curioso notar que o emprego do Batman-Moro corresponde à deturpação da Constituição de Weimar (1919). Porém, o anti-herói Batman-Moro é um componente adaptado do Estado Moderno, ao menos, desde a Constituição Francesa de 1791.
Enfim, o Coringa-Moro é indiferente ao Estado, não age em defesa de nenhuma causa política, não tem identificação ideológica com nenhum segmento político-social – ao contrário de Batman-Moro que dá emprego a toda forma de exceção, especialmente contra as regras democráticas, a fim de defender a manutenção do capital especulativo (disruptivo). Ironicamente, no auge da psicopatia e da anomia social, o Coringa-Moro seria o caos a anunciar uma “nova” ordem social.
E seria Ordem e Progresso?
O caos gerador do Coringa-Moro não é fascista?
E poderia gerar outra construção antifascista?
(1) o texto é uma interpretação do filme Coringa
(2) respectivamente, Professor Associado II da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, Departamento de Educação- Ded/CECH, Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade/PPGCTS, realizou estudos pós-doutorais em Ciência Política e em Direito,; Filósofo, Mestre em Filosofia, e doutorando em Educação/PPGE na Universidade Federal de São Carlos; Advogado; Bacharel em Administração de Empresas, Licenciada em Língua Portuguesa, inglês e Literatura, com pós-graduação em Língua Portuguesa, Professora na Rede Pública de Ensino/MG; Advogada e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UFSCar (PPGCAm/UFSCar); Advogada; Advogada; jornalista e advogada com Pós-Graduação em Direito Público, Conselheira Jurídica do Mandato da Deputada Estadual por São Paulo Leci Brandão; Docente da FSDB e SEMED/Manaus, doutoranda em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSCar (PPGE/UFSCar); Advogado.