ACADEMIA DA PAZ Edital de Seleção 2020 Pesquisadores e Pesquisadoras

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“Liberarte”, nos 40 anos do festival “Bote Pra Fora”

“Liberarte”, nos 40 anos do festival “Bote Pra Fora”

Nas últi­mas duas sem­anas, reuniu-se, na Fac­ul­dade de Dire­ito da USP, na Sala 3, do 2o. andar, o grupo de orga­ni­zadores do Lib­er­arte: primeiro fes­ti­val de crim­i­nolo­gia cul­tur­al. O Lib­er­arte vai traz­er ao Largo São Fran­cis­co não ape­nas espe­cial­is­tas nacionais e inter­na­cionais no estu­do dos temas do crime e da vio­lên­cia, mas sobre­tu­do ofer­e­cer um espaço de ocu­pação cul­tur­al das Arcadas, pos­si­bil­i­tan­do a expressão de resistên­cia e afir­mação de movi­men­tos cul­tur­ais, anco­ra­dos por artis­tas de van­guar­da e de reconhecimento.

O novo fes­ti­val, a se realizar no primeiro semes­tre de 2020, tem como vín­cu­lo sim­bóli­co o Bote pra Fora, fes­ti­val real­iza­do na mes­ma FD.USP, no demor­a­do entarde­cer da ditadu­ra ini­ci­a­da em 1964. Lib­er­arte tem a mes­ma inspi­ração, real­izan­do-se, porém, em momen­to de sig­nifi­ca­do inver­so. O Brasil vive, hoje, momen­to dramáti­co, em que a cul­tura e seus agentes, além de movi­men­tos soci­ais, impren­sa, mino­rias são nova­mente estigma­ti­za­dos por um regime antipolíti­co, que expres­sa palavras e se man­i­fes­ta de modo autoritário, inclu­sive bus­can­do val­orizar fig­uras de dita­dores e impor uma anti­cul­tura do silên­cio e da sub­mis­são. A arte e a sociedade têm sido víti­mas de atos de vio­lên­cia e de cen­sura, às vezes vela­da, a out­ras expres­sa. O fes­ti­val, pois, visa a mostrar que a sociedade está viva e aten­ta, dis­pos­ta a prosseguir em seu proces­so de afir­mação democráti­ca, de expressão de sua riqueza e diver­si­dade, bem como a resi­s­tir con­tra as ten­ta­ti­vas de faz­er renascer estru­turas autoritárias estatais e paraes­tatais, de repressão e opressão.

Em 1981, o Brasil vivia o déci­mo-séti­mo ano de insta­lação do regime dita­to­r­i­al, mas já ini­ci­a­va o proces­so de “aber­tu­ra lenta, grad­ual e con­tro­la­da”, impos­to pelo gov­er­no mil­i­tar como condição de tran­sição para a democ­ra­cia A lei de anis­tia, 6683, de agos­to de 1979, fazia parte do sim­u­lacro de nego­ci­ação, em que uma das partes, a sociedade brasileira, sub­me­tia-se às deter­mi­nações do gov­er­no, de modo a per­mi­tir que se amenizasse a vio­lên­cia de Esta­do, e a políti­ca se pudesse reor­ga­ni­zar no sen­ti­do da recu­per­ação do Esta­do de Dire­ito. Voltar a eleger Pres­i­dente, Gov­er­nadores, Prefeitos das Cap­i­tais e out­ras cidades impor­tantes, a total­i­dade dos Senadores, a luta pelas eleições dire­tas, mas sobre­tu­do pela recu­per­ação da legit­im­i­dade, por meio da con­vo­cação de uma assem­bléia con­sti­tu­inte, eram pau­tas que já se desen­havam no hor­i­zonte de son­hos dos movi­men­tos soci­ais, ain­da reprim­i­dos, e da sociedade civ­il, des­fal­ca­da de lid­er­anças e de fig­uras sim­bóli­cas, mor­tas pelos deten­tores do poder, tor­tu­radas, desa­pare­ci­das, exi­ladas, caladas.

A Car­ta aos Brasileiros, de auto­ria do então Acadêmi­co Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Gof­fre­do da Sil­va Telles Jr, em 1977, já cla­ma­ra por “Esta­do de Dire­ito Já!”

Na déca­da de 80, era pre­ciso não ape­nas lutar con­tra a cen­sura a todas as man­i­fes­tações cul­tur­ais legí­ti­mas, mas sobre­tu­do incen­ti­var novas man­i­fes­tações de um povo intim­i­da­do, pleno de ener­gia cri­ado­ra, mas temeroso de diz­er e faz­er, seja pela pos­si­bil­i­dade ain­da viva de repressão vio­len­ta (o “Aten­ta­do do Rio Centro“ocorreria em abril de 1981), seja por evi­tar que qual­quer esforço de liber­dade pudesse provo­car a reação do regime e retrocesso.

Não ape­nas isso, a Améri­ca Lati­na, var­ri­da, no cur­so da Guer­ra Fria, espe­cial­mente a par­tir da déca­da de 60, por golpes de Esta­do, que impuser­am alianças autoritárias e gov­er­nos vio­len­tos, ain­da vivia sob ditaduras, em vários Países.

Fig­uras impor­tantes do movi­men­to lib­ertário musi­cal, por exem­p­lo, ain­da eram proibidas de se apre­sen­tar em muitos lugares. Joan Baez, a estrela folk norteam­er­i­cana, rev­e­la­da no doc­u­men­tário Wood­stock, de Michael Wadleigh, de 1970 (veja, na Rolling Stone, a reportagem sobre o filme, aqui), sobre o icôni­co fes­ti­val de 1969, fora proibi­da de can­tar na Argenti­na e no Chile, durante a turnê em que soma­va, como sem­pre, seu tal­en­to artís­ti­co com a mil­itân­cia pelos dire­itos humanos.

Na mes­ma turnê, veio ao Brasil, para shows no ater­ro do Fla­men­go, no RJ, e no TUCA, em SP. Mas foi impe­di­da de realizar os espetácu­los, lim­i­tan­do-se a avis­ar o públi­co da proibição da Polí­cia Fed­er­al e, após mui­ta insistên­cia de fãs, can­tar algu­mas pou­cas músi­cas a capel­la, tan­to no Rio quan­to em São Paulo.

O que não é divul­ga­do e poucos sabem, é que Baez, estando em São Paulo, naque­le ano, onde chegou a se encon­trar com o então líder sindi­cal em ascen­são Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, para con­ver­sar e beber uma cerve­ja (veja, aqui, no New York Times, a reportagem sobre Phil Ochs, autor do doc­u­men­tário There but for For­tune, de 1982), fez um show, no pátio das Ara­cadas, na Fac­ul­dade de Dire­ito da USP, no Largo São Francisco.

A can­to­ra foi a atração mais impor­tante do fes­ti­val Bote pra Fora, orga­ni­za­do pelos estu­dantes do Cen­tro Acadêmi­co XI de Agos­to, em que tam­bém se apre­sen­taram Arri­go Barn­abé e a Ban­da Sabor de Veneno,  ten­do por back­ing vocal nada menos que a per­for­mance de Suzana Salles, Tetê Espín­dola e Vânia Bas­tos, além de uma dezena de músi­cos impor­tantes. Bote pra Fora porque uma chama­da a estu­dantes para se expres­sarem e rev­e­larem seu tal­en­to nas artes, lib­er­tan­do-se das amar­ras da cen­sura e do ensi­no extrema­mente for­mal da época.

Na coor­de­nação do even­to o hoje advo­ga­do e pro­fes­sor Mau­rides Ribeiro e Queli­ta Moreno, então estudantes.

Mau­rides con­ta que rece­beu car­ta bran­ca da gestão do XI de Agos­to de 1981, que reu­nia uma frente ampla de opos­i­tores ao regime de extrema-dire­i­ta, para realizar o fes­ti­val, faz­er os con­vites. A Fac­ul­dade ficou toma­da por even­tos artís­ti­cos, espetácu­los circens­es, bar­raquin­has, além do grande pal­co e a lona pro­te­to­ra, no pátio. O con­ta­to com Baez foi pro­por­ciona­do por Car­l­i­to Maia, que indi­cou o cam­in­ho para o encon­tro com o empresário da artista. A nego­ci­ação com o Del­e­ga­do da Polí­cia Fed­er­al, no Aero­por­to de Vira­co­pos foi impor­tante, recor­da-se, “para pos­si­bil­i­tar que fos­se apan­ha­da ain­da na pista do aero­por­to, e lev­a­da a seu hotel, na aveni­da Duque de Caixas, no cen­tro históri­co paulis­tano.” Ali, entre piz­zas e algu­mas canções de Baez, plane­jou-se a oper­ação de escol­ta até a Fac­ul­dade. Baez se preparou no camarim impro­visa­do, na bib­liote­ca cir­cu­lante da São Fran­cis­co, foi cumpri­men­ta­da pelo então dire­tor, pro­fes­sor Anto­nio Chaves, e dirigiu-se ao pal­co, para seu primeiro show no Brasil, para onde retornar­ia ape­nas em 2014.

O grupo ini­cial de coor­de­nação do Lib­er­arte con­ta com a par­tic­i­pação e apoio da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, além do Cen­tro Acadêmi­co XI de Agos­to, que, a exem­p­lo de 1981, tomará a van­guar­da da real­iza­ção dessa nova ocu­pação do espaço da Vel­ha Acad­e­mia pela liber­dade e pelo clam­or de defe­sa do Esta­do Democráti­co de Dire­ito e dos Dire­itos Humanos, na essên­cia de suas man­i­fes­tações cul­tur­ais. A Fac­ul­dade de Dire­ito da USP tam­bém par­tic­i­pa e apoia o even­to. Out­ras enti­dades vão-se jun­tar à ini­cia­ti­va, como o IBCCRIM, o Insti­tu­to Manoel Pedro Pimentel, do Depar­ta­men­to de Dire­ito Penal da FD. USP e a CDH/OAB-SP, assim como out­ras estão sendo con­vi­dadas e vão se jun­tar nesse proces­so democráti­co de con­strução de um pro­je­to duradouro, que será doc­u­men­ta­do e ger­ará muitos fru­tos, dan­do margem a out­ras iniciativas.

Será, ain­da, lança­do edi­tal para pos­si­bil­i­tar a mais ampla e democráti­ca par­tic­i­pação de estu­dantes, artis­tas, enti­dades e movimentos.

Das reuniões ini­ci­ais par­tic­i­param Mau­rides Ribeiro, que lid­era a ini­cia­ti­va, Alfre­do Attié, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas e Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Íta­lo Car­doso, Bernar­do Boris Jorge Ver­gaftig, Letí­cia Lé, Sér­gio Salomão She­caira, Otávio Pin­to e Sil­va, e Dani­lo Cyn­rot. Foram rece­bidos pelo Secretário Munic­i­pal de Cul­tura, Alexan­dre Youssef, em 27 de janeiro.

O apoio da Sec­re­taria de Cul­tura é esper­a­do, mostran­do-se muito impor­tante para o even­to. Alexan­dre Youssef é for­ma­do em dire­ito pelo Macken­zie, além de mestre em filosofia políti­ca. Quan­do estu­dante, real­i­zou, como Pres­i­dente do Diretório Acadêmi­co João Mendes Jr, o fes­ti­val Ter­ra, em que, por ocasião do lança­men­to do livro homôn­i­mo de Sebastião Sal­ga­do, logrou reunir o fotó­grafo e Chico Buar­que, no auditório Rui Bar­bosa daque­la Uni­ver­si­dade, em even­to de debate e apoio ao movi­men­to sem ter­ra. Como Secretário, real­iza, neste ano, de 17 a 31 de Janeiro, o Fes­ti­val Verão Sem Cen­sura, acol­hen­do man­i­fes­tações cul­tur­ais e artis­tas cen­sura­dos e oprim­i­dos, numa for­ma de defend­er a liber­dade de expressão e a democ­ra­cia, em um con­jun­to de mais de quarenta e cin­co espetáculos.

Alfre­do Attié  fez acen­tu­ar o liame históri­co que liga as man­i­fes­tações cul­tur­ais orig­i­nais e rev­olu­cionárias do pre­sente à história da con­strução da Sec­re­taria de Cul­tura, que tomou esse nome em 1947, suce­den­do o Depar­ta­men­to de Cul­tura. O Depar­ta­men­to nasceu do son­ho e do empren­ho de vários int­elec­tu­ais e políti­cos lig­a­dos ao Movi­men­to Mod­ernista dos anos 20 e 30 do sécu­lo pas­sa­do, como Sér­gio Mil­li­et, Mário de Andrade e Paulo Duarte. Paulo Duarte foi o autor do primeiro pro­je­to envi­a­do, em 1935, para o Prefeito Fábio Pra­do, que, adotando‑o, acabou por cri­ar o Depar­ta­men­to pelo Ato 861, nome­an­do como primeiro Dire­tor o escritor Mário de Andrade. Além dis­so, “o LIb­er­arte tam­bém pode recu­per­ar as ini­cia­ti­vas impor­tantes democráti­cas, de resistên­cia e afir­mação, que se conec­tam com o sen­ti­do e o espíri­to que pre­tendemos esta­b­ele­cer para o fes­ti­val, como o Ter­ra e o Verão sem Cen­sura”, con­cluiu Attié.

Do encon­tro surgiu a ideia de se faz­er um para­le­lo entre os artis­tas que se apre­sen­taram em 1981, como Baez, Arti­go, Cida Mor­eira, a Ban­da Sabor de Veneno, e os que despon­tam na cena contemporânea.

A comis­são de orga­ni­za­ção ain­da foi rece­bi­da pelo Pro­fes­sor Flo­ri­ano de Azeve­do Mar­ques Neto, dire­tor atu­al da FD.USP e Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, que deu todo apoio ao evento.

A Comis­são de Cul­tura e Exten­são da FD.USP, dirigi­da pelo Pro­fes­sor Mar­cos Perez, Pro­fes­sor Asso­ci­a­do da FD.USP e Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, par­tic­i­pará da coordenação.

 

Na medi­da em que os tra­bal­hos se forem desen­vol­ven­do, novas notí­cias serão divul­gadas. Acompanhem.

 

Juiz de Garantias, Segurança e Legislação Democrática

Juiz de Garantias, Segurança e Legislação Democrática

Em impor­tante arti­go pub­li­ca­do no jor­nal O Esta­do de S. Paulo, o Pro­fes­sor Tit­u­lar de Dire­ito Proces­su­al Penal da Fun­dação Arman­do Álvares Pen­tea­do, Dr. Alber­to Toron, exam­i­na a per­t­inên­cia e neces­si­dade do Juiz de Garan­tias no dire­ito brasileiro, fazen­do con­sid­er­ações sobre o caráter da leg­is­lação penal e proces­su­al penal, na história brasileira.

Para ele, é equiv­o­ca­da a crença de que a gov­er­no autoritário cor­re­spon­da pos­tu­ra leg­isla­ti­va penal nec­es­sari­a­mente autoritária, pois, na exper­iên­cia brasileira nem sem­pre tem sido assim: “é para­dox­al, mas ao tem­po da ditadu­ra mil­i­tar exper­i­men­ta­mos um avanço lib­er­al­izante com o fim da prisão pre­ven­ti­va obri­gatória (1967) e o dire­ito de recor­rer em liber­dade (1973). Idem, no que diz respeito à pro­mul­gação da nova Parte Ger­al do Códi­go Penal (1985). Na con­tramão, para citar alguns exem­p­los, em pleno perío­do democráti­co vimos a pro­mul­gação da lei que insti­tu­iu a prisão tem­porária (1989), que nada mais é do que a flex­i­bi­liza­ção dos pres­su­pos­tos autor­izadores da prisão pre­ven­ti­va, e da Lei dos Crimes Hedion­dos, que, entre out­ras coisas, havia rein­tro­duzi­do, ain­da que por via oblíqua, a prisão pre­ven­ti­va obri­gatória (1990).”

A cri­ação do juiz de garan­tias, no gov­er­no Bol­sonaro,  segue, pois, essa lóg­i­ca paradoxal.

Prossegue: “essa sep­a­ração entre o juiz que atua na fase inves­ti­gatória e o que ouvirá as teste­munhas e jul­gará é essen­cial para garan­tir a impar­cial­i­dade deste últi­mo. A Corte Europeia de Dire­itos Humanos de lon­ga data tem rechaça­do o mod­e­lo do juiz que atua tan­to na fase de inves­ti­gação como na do jul­ga­men­to da causa Este não é – e não pode ser – o impar­cial para jul­gar. Mas não é somente na Europa que vig­o­ra esse entendi­men­to. Prati­ca­mente todos os país­es da Améri­ca do Sul con­tam com o juiz de garantias.”

“Fomos o últi­mo país a abolir a escra­vatu­ra, não sejamos o últi­mo a mudar um sis­tema crim­i­nal judi­cial erra­do e sujeito a todo o tipo de distorções,“conclui.

Leia o arti­go de Alber­to Toron, na ínte­gra, seguin­do este link.

O tema do juiz de garan­tias será obje­to de estu­do, na Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, no cur­so de espe­cial­iza­ção de Segu­rança e Democ­ra­cia, que será lança­do, ain­da no primeiro semes­tre 2020, sob a coor­de­nação do Acadêmi­co Tit­u­lar Dr. Fauzi Choukr, Pro­fes­sor Tit­u­lar das Fac­ul­dades Campinas.

 

Edital de Chamamento de Trabalhos: II Congresso Internacional da Academia Paulista de Direito

Edital de Chamamento de Trabalhos: II Congresso Internacional da Academia Paulista de Direito

“CIDADE CIDADANIA DEMOCRACIA DIREITOS HUMANOS”

II Congresso Internacional da Academia Paulista de Direito

Edital de Chamamento de Trabalhos

 

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD) tor­na públi­co e con­vo­ca professores/as, pesquisadores/as, estu­dantes, profis­sion­ais da área do Dire­ito, de Econo­mia, Políti­ca, Jor­nal­is­mo, Serviço Social, Ciên­cias Humanas, Ciên­cias Soci­ais, Humanidades, Filosofia e de out­ras áreas de con­hec­i­men­to inter­es­sadas no tema das Cidades, da Metró­pole, da Democ­ra­cia, da Cidada­nia, dos Dire­itos Humanos e da Justiça, dos Dire­itos Fun­da­men­tais, do Dire­ito Inter­na­cional e do Dire­ito Públi­co, do Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo, do Dire­ito Con­sti­tu­cional, do Dire­ito Urbanís­ti­co, do Dire­ito Ambi­en­tal, do Dire­ito da Reg­u­lação, do Dire­ito Econômi­co, Dire­ito Trib­utário, das Relações Inter­na­cionais, do Dire­ito do Tra­bal­ho, do Dire­ito Prev­i­den­ciário, das Relações Urbanas,  dos Dire­itos Humanos, da Solução de Con­fli­tos, das For­mas da Justiça, do Dire­ito Eleitoral, do Dire­ito Civ­il, do Dire­ito Penal, da Crim­i­nolo­gia, do Dire­ito Proces­su­al, da Soci­olo­gia, da Psi­colo­gia, da História, da Antropolo­gia, da Filosofia do Dire­ito, da Cul­tura e da Arte das Per­ife­rias, dos Movi­men­tos Soci­ais, das Insti­tu­ições Repub­li­canas na Cidade, da Par­tic­i­pação Pop­u­lar, das Tec­nolo­gias, das Novas For­mas de Econo­mia, do Meio Ambi­ente, da Mobil­i­dade, da Comu­ni­cação, do Tur­is­mo, dos Trans­portes, da Vio­lên­cia, da Edu­cação, e out­ras questões rel­a­ti­vas ao uni­ver­so de reflexão da con­strução democráti­ca e da con­sti­tu­ição de for­mas de gov­er­nança atu­al­izadas, para par­tic­i­par do proces­so sele­ti­vo de arti­gos para pub­li­cação em obra orga­ni­za­da pela Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD), e apre­sen­tadas em even­to a ser real­iza­do em São Paulo, SP, Brasil, nos dias 16 e 19 de março de 2020, sob os aus­pí­cios da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo — FDUSP, e em parce­ria com out­ras Uni­ver­si­dades e Instituições.

 

1. SOBRE O CONGRESSO INTERNACIONAL DA ACADEMIA PAULISTA DE DIREITO (APD):

O even­to é inter­na­cional, aber­to à par­tic­i­pação de pesquisadores/as, professores/as e profis­sion­ais do mun­do todo.

Dos Con­gres­sos e Even­tos da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito têm par­tic­i­pa­do e palestra­do alguns dos mais impor­tantes espe­cial­is­tas do Brasil e do mun­do, autori­dades diplomáti­cas, professores/as nacionais e estrangeiros, pesquisadores/as e jovens estu­dantes, rep­re­sen­tantes de movi­men­tos soci­ais e cul­tur­ais, profis­sion­ais e autoridades.

O even­to é car­ac­ter­i­za­do por seu rig­or cien­tí­fi­co, pos­sui sis­tema próprio, o Sci­en­tif­ic Event Sys­tem® — SES, que segue padrões inter­na­cionais de con­t­role e avali­ação dos arti­gos (Dou­ble-Blind Peer Review), entre out­ros critérios de excelên­cia, como cor­po de pare­ceris­tas for­ma­do somente por professores/as doutores/as. Ade­mais, a pub­li­cação dos arti­gos apre­sen­ta­dos se dá durante o próprio evento.

 

2. SOBRE O TEMA:

O tema do Con­gres­so é: “Cidade, Cidada­nia, Democ­ra­cia, Dire­itos Humanos”.

O tema é volta­do para reflexões com cen­tral­i­dade de enfoque dos temas referidos,

Dada a diver­si­dade dos sub­temas é pos­sív­el esta­b­ele­cer diál­o­gos entre os mes­mos, por isso, o arti­go poderá abor­dar algum aspec­to rel­a­ti­vo às ver­tentes pro­postas para reflexão na con­strução temática:

1. Cidade e Democ­ra­cia: cidade e eleição; novos proces­sos de escol­ha; novas for­mas de par­tic­i­pação e de con­sul­ta pop­u­lar; aplic­a­bil­i­dade dos insti­tu­tos do ref­er­en­do e do plebisc­i­to à cidade; os con­sel­hos na cidade;

2. Cidade e Econo­mia: desen­volvi­men­to e igualdade;

3. Cidade e Edu­cação e Cul­tura; Cidade e estéti­ca; o desen­ho e os espaços e tem­pos de fruição das paixões e dese­jos; os rela­ciona­men­tos com a existên­cia da cidade;

4. Cidade e Novas Tec­nolo­gias; a infor­mação, a comu­ni­cação e a par­tic­i­pação por meio das novas tecnologias;

5. Cidade e Justiça: novas for­mas de solução de con­fli­tos e de par­tic­i­pação; meios autônomos de solução de con­fli­tos; comu­nidades e justiça;

6. Cidade e Habitação; cidade e mora­dia; moradores e comu­nidades de rua; for­mas de ocu­pação, de apro­pri­ação, de pro­priedade e de contrato;

7. Cidade e Meio Ambi­ente; cidade e uso e trata­men­to dos recur­sos nat­u­rais; cidade e sanea­men­to; os resí­du­os e seu trata­men­to nas cidades; a reciclagem;

8. Cidade e Laz­er; Tur­is­mo e suas novas formas;

9. Cidade e Ocu­pação do Solo; for­mas con­sti­tu­cionais, lim­ites e incentivos;

10. Cidades, seu Estatu­to local, nacional e inter­na­cional e novas for­mas e pro­postas de arran­jos nor­ma­tivos e institucionais;

11. Cidade, Mobi­liza­ção e Mobilidade;

12. Cidade e Tra­bal­ho; a geografia dos empre­gos, da empre­ga­bil­i­dade e do empreendedorismo;

13. Cidade e Acessibilidade;

14. Cidade, Alteri­dade e Diver­si­dade; as difer­enças e a con­strução do espaço comum;

15. Cidades e Migrações;

16. Cidade e Gov­er­nança; cidade e seus cidadãos/ãs; Dire­itos na Cidade; cidade e descen­tral­iza­ção; administração∫ao, gestão, gov­er­no e governança;

18. Metrópoles; Mega­lópoles; Cidades Globais;

19. Con­hec­i­men­to da Cidade; mod­os de vida; alienações;

20. Cidade e Violência;

21. Cidades e Parce­rias Públi­co-Pri­vadas; as várias for­mas e exper­iên­cias de parcerias;

22. Cidades e Movimentos.

 

3. PERSPECTIVA:

A per­spec­ti­va que se espera encon­trar nos arti­gos é de um trata­men­to ou inter­pre­tação ade­qua­do à con­fig­u­ração metódi­ca e racional das várias áreas de con­hec­i­men­to, bem como das várias áreas de exper­iên­cia cul­tur­al, tradi­cional, artís­ti­ca, com abor­dagem o quan­to pos­sív­el trans­dis­ci­pli­nar e críti­ca, assim como, no cam­po do dire­ito, nor­ma­ti­va a par­tir da visão do Dire­ito Con­sti­tu­cional, do Dire­ito Inter­na­cional, dos Dire­itos Humanos, da Justiça, do Dire­ito Ambi­en­tal, o quan­to pos­sív­el com­par­a­ti­va e críti­ca. O desafio para os pesquisadores/as e arti­c­ulis­tas é encon­trar pon­tos de inter­secção dos temas propostos.

Para tan­to, espera-se que o arti­go seja reflex­i­vo, não des­criti­vo ou mono­grá­fi­co, e que tra­ga algu­ma con­tribuição nova, aponte algum desafio para imple­men­tação de pro­postas de âmbito inter­no, local e nacional, e internacional.

Para a bib­li­ografia sele­ti­va, se espera que o/a autor/a ultra­passe a obviedade de man­u­ais ou cur­sos que, quan­do cita­dos, devem refle­tir qual­i­dade reflex­i­va do/a autor/a da obra. Atenção espe­cial para evi­tar citações de revis­tas e jor­nais, ou out­ros tex­tos, que não ten­ham caráter cien­tí­fi­co, sem que haja efe­ti­vo tra­bal­ho crítico.

 

4. SUBMISSÃO DE ARTIGOS:

Para sub­me­ter arti­gos, o/a(s) autor/a(es) deverá(ão) estar inscrito/a(s) no II Con­gres­so Internacional.

Os arti­gos poderão ser envi­a­dos obser­van­do os seguintes critérios:

  1. Todos os arti­gos devem estar rela­ciona­dos ao tema do Con­gres­so Inter­na­cional con­forme descritos no item 2 acima;
  2. Serão aceitos os arti­gos escritos indi­vid­ual­mente ou em coautoria;
  3. Os arti­gos devem ser inédi­tos (não devem ter sido apre­sen­ta­dos ou pub­li­ca­dos anteriormente);
  4. Os arti­gos dev­erão obser­var as nor­mas da ABNT: pági­na taman­ho de papel A4, margem supe­ri­or e esquer­da igual a (3cm), infe­ri­or e dire­i­ta igual a (2cm), fonte Times New Roman, cor­po 12, espaça­men­to 1,5 lin­has, exce­to a bib­li­ografia que dev­erá ter espaça­men­to sim­ples. Tran­scrições com mais de três lin­has devem ser recuadas em 4 cm da margem esquer­da, fonte 10 e espaça­men­to sim­ples entre lin­has. As notas de rodapé devem ter espaça­men­to sim­ples entre lin­has e fonte: Times New Roman, taman­ho 10. Recomen­da-se numer­ar as pági­nas. Os arti­gos dev­erão ser envi­a­dos em for­ma­to .doc (WORD) para Win­dows. Não serão aceitos arti­gos envi­a­dos em out­ros formatos;
  5. Os arti­gos não podem ultra­pas­sar 30 pági­nas com bib­li­ografia. Não serão aceitos arti­gos com menos de 15 pági­nas com bibliografia;
  6. Serão aceitos os arti­gos escritos nos seguintes idiomas: Por­tuguês, Alemão, Espan­hol, Francês, Inglês e Italiano;

 

Os arti­gos sub­meti­dos, obser­vadas as deter­mi­nações aci­ma descritas, dev­erão con­ter as seguintes especi­fi­cações: a) Títu­lo em por­tuguês (ou na lín­gua que lhe for orig­i­nal) e inglês ou, como segun­da lín­gua, uma das referi­das no pre­sente edi­tal; b) Lin­ha de pesquisa em que está inseri­do; c) Resumo na lín­gua orig­i­nal e em inglês (ou, como segun­da lín­gua, uma daque­las pre­sentes neste Edi­tal), não ultra­pas­san­do 250 palavras; d) Palavras-chave do arti­go em por­tuguês (ou na lín­gua que lhe for orig­i­nal) e inglês ou, como segun­da lín­gua, uma das referi­das no pre­sente edi­tal (de 3 a 5 palavras sep­a­radas entre si por hífen); e) Desen­volvi­men­to dos tópi­cos numer­a­dos; f) Con­clusão e g) Bibliografia.

 

*A pre­sença no Con­gres­so Inter­na­cional como ouvinte, está condi­ciona­da ao paga­men­to da inscrição, mas não obri­ga a sub­mis­são de um arti­go cien­tí­fi­co à Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD).

 

Obser­vação: Estim­u­lan­do a pre­mis­sa da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD) de apoio e fomen­to à pro­dução cien­tí­fi­ca e acadêmi­ca, cumpre infor­mar que serão aceitos para análise todos os arti­gos com­pro­vada­mente inscritos, respeita­dos os critérios de sub­mis­são descritos no item 4 aci­ma, ressal­van­do porém, que somente serão sele­ciona­dos para apre­sen­tação no Con­gres­so e con­se­quente pub­li­cação na Poli­fo­nia — Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito os arti­gos aprova­dos pelo Con­sel­ho Edi­to­r­i­al e/ou Con­sel­ho Con­sul­ti­vo da Acad­e­mia Paulista de Direito.

 

5. PRAZO E FORMA DE SUBMISSÃO DE ARTIGOS:

O pra­zo para sub­mis­são dos tex­tos com­ple­tos dos arti­gos é, impreteriv­el­mente, o dia 20/02/2020. Para os pesquisadores/as da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, porque já real­izam tra­bal­ho ori­en­ta­do, no âmbito dos ACADEMIA PESQUISA, o pra­zo é 2 de março;

 

A sub­mis­são dev­erá ser real­iza­da por email para o endereço eletrôni­co: academiapaulistaeditorial@gmail.com

 

* No momen­to da sub­mis­são do tra­bal­ho, os autores cedem seus dire­itos à Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD).

 

6. CONDIÇÕES PARA SUBMISSÃO DOS ARTIGOS:

a) A sub­mis­são do tra­bal­ho cien­tí­fi­co para análise está condi­ciona­da a con­fir­mação da inscrição de todos os autores/as e coautores/as.

b) Os autores/as poderão sub­me­ter quan­tos arti­gos quis­erem, mas se sub­me­terem mais de 2 arti­gos, dev­erão pagar val­or de inscrição extra. Cada arti­go pode ter um número máx­i­mo de 3(três) autores, a não ser em casos espe­ci­ais de gru­pos de pesquisa ou de trabalho.

 

7. AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS:

Todos os arti­gos apre­sen­ta­dos serão avali­a­dos pelo proces­so Dou­ble Blind Peer Review.

O Con­sel­ho Edi­to­r­i­al e/ou Con­sel­ho Con­sul­ti­vo da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD) avaliará os tra­bal­hos apre­sen­ta­dos segun­do os seguintes critérios: vin­cu­lação à lin­ha temáti­ca escol­hi­da; pro­fun­di­dade da pesquisa; rig­or de análise; clareza de exposição; respeito às regras e nor­mal­iza­ção; respeito às regras con­stantes deste doc­u­men­to; fontes bib­li­ográ­fi­cas con­sul­tadas e capaci­dade de apro­fun­da­men­to da pesquisa.

 

6. COMUNICAÇÃO DE APROVAÇÃO:

A decisão do Con­sel­ho Edi­to­r­i­al e/ou Con­sel­ho Con­sul­ti­vo da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD) sobre a aprovação ou não dos arti­gos apre­sen­ta­dos será comu­ni­ca­da dire­ta­mente aos autores/as por email.

 

* Os arti­gos aprova­dos poderão ser apre­sen­ta­dos oral­mente durante o Con­gres­so Inter­na­cional, pelo autor/a ou por um dos coautores/as, com tem­po deter­mi­na­do que será infor­ma­do pelo e‑mail, caben­do à Coor­de­nação do Con­gres­so Inter­na­cional decidir sobre a inclusão ou não na pro­gra­mação do evento.

 

**A pub­li­cação dos arti­gos aprova­dos na Poli­fo­nia — Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, no número espe­cial, não depende da pre­sença dos autores no Con­gres­so Internacional.

 

 

Alfre­do Attié Jr

Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dantas

Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Direito

 

 

Academia realizará Curso de Verão, nos dias 11 a 15 de fevereiro

Academia realizará Curso de Verão, nos dias 11 a 15 de fevereiro

O Cur­so For­mação em Dire­itos Humanos I será real­iza­do nos dias 10 a 15 de fevereiro de 2020, com inscrições nor­mais até o dia 2 de fevereiro, e pro­mo­cionais até o dia 20 de dezembro.

Sob a coor­de­nação e a respon­s­abil­i­dade cien­tí­fi­ca dos Pro­fes­sores  Dr. Alfre­do Attié e Cel­so de Oliveira San­tos, con­tará com 24 horas de aula, min­istradas pelos Pro­fes­sores Alfre­do Attié, André de Car­val­ho Ramos, Wag­n­er Menezes, Fauzi Has­san Choukr, Luis Rena­to Vedova­to, Katia Maria Abud, Vicente Trevas, Rena­ta Alves Gas­par, Cel­so de Oliveira San­tos, Hen­rique Rabel­lo de Car­val­ho, Matheus Pre­sot­to, Rosier Batista Custó­dio, Mar­co Anto­nio Zito Alvaren­ga e Gonça­lo Xavier, e seis horas de pesquisa ori­en­ta­da, cor­re­spon­den­do a tra­bal­ho de final de cur­so, em for­ma de arti­go, para pub­li­cação na POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Direito.

Os temas são Estru­tu­ra Inter­na­cional dos Dire­itos Humanos I e II, Pro­teção dos Dire­itos das Mino­rias I, Lóg­i­ca e Metódi­ca dos Dire­itos Humanos I: Méto­dos Sin­crôni­cos e Diacrôni­cos de pesquisa e abor­dagem, Teo­rias Críti­cas dos Dire­itos Humanos, Alteri­dade e Dire­itos Humanos, Per­spec­ti­va Tran­civ­i­liza­cional do Dire­ito Inter­na­cional dos Dire­itos Humanos, Dire­ito Inter­na­cional e Democ­ra­cia, entre outros.

Aber­to a todos os inter­es­sa­dos, com número lim­i­ta­do de vagas, em dois turnos, matuti­no, das 8:30 às 12:30 horas, e noturno, das 18:30 às 22:30 horas, de segun­da-feira, dia 10, até sex­ta-feira, dia 14, e, no sába­do, para as duas tur­mas, das 8:30 às 12:30 horas.

Todos os que con­cluirem o cur­so rece­berão cer­ti­fi­cação, vál­i­da para os cur­rícu­los acadêmi­cos e profissionais.

Os val­ores de inscrição nor­mal e pro­mo­cional, bem como as demais infor­mações con­stam do for­mulário de inscrição, que pode ser aces­sa­do neste link.

Para se inscr­ev­er, bas­ta preencher o for­mulário, com as infor­mações obri­gatórias e jus­ti­fica­ti­va de inter­esse, seguin­do as instruções para o pagamento.

SOBRE o CURSO E O ACADEMIA DIREITOS HUMANOS

O Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas (CIDHSP/APD)- ACADEMIA DIREITOS HUMANOS — é um dos Núcleos de Pesquisa, Estu­dos, Par­tic­i­pação e Exten­são à Sociedade — ACADEMIA PESQUISA — cri­a­dos pela Dire­ti­va 4/2017 da Presidên­cia da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito. O ACADEMIA DIREITOS HUMANOS tem o obje­ti­vo de realizar pesquisa em dire­itos humanos por meio de téc­ni­cas, méto­dos, abor­da­gens e per­spec­ti­vas que busquem romper com os moldes tradi­cionais da pesquisa em dire­ito no Brasil.

Em um con­tex­to de inter­esse no desen­volvi­men­to de pesquisa empíri­ca no dire­ito, o ACADEMIA DIREITOS HUMANOS ino­va ao imple­men­tar Núcleos pluri‑, mul­ti e trans- dis­ci­pli­nares em áreas de pon­ta do dire­ito. Em um cenário sociopolíti­co de críti­ca aos dire­itos humanos, o ACADEMIA DIREITOS HUMANOS propõe-se a anal­is­ar esse fenô­meno e super­ar os dis­cur­sos tradi­cionais, procu­ran­do espe­cial­mente o desen­volvi­men­to de novas gramáti­cas e instru­men­tos para a efe­ti­vação dos dire­itos humanos.

Como parte desse pro­je­to ino­vador e de excelên­cia, os Cur­sos de Exten­são em Dire­itos Humanos, chama­dos “Cur­sos de Verão ACADEMIA DIREITOS HUMANOS”, bus­cam aprox­i­mar a comu­nidade acadêmi­ca, a sociedade civ­il e os ambi­entes de negó­cio por meio da dis­sem­i­nação de con­hec­i­men­to especí­fi­co de teor cien­tí­fi­co (teóri­co e práti­co) com o obje­ti­vo final de habil­i­tar a atu­ação profis­sion­al do públi­co, em pro­je­to de exten­são em favor da elab­o­ração de soluções sistêmi­cas para os prob­le­mas da sociedade atual.

O pro­je­to do ACADEMIA DIREITOS HUMANOS se real­iza por meio de Núcleos temáti­cos, poden­do ser con­sul­ta­do seu pro­je­to e pro­gra­mas no site http://apd.org.br, envol­ven­do a mis­são da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito. A POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito é o prin­ci­pal meio de pub­li­cação dos tra­bal­hos do ACADEMIA DIREITOS HUMANOS.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito real­iza sua mis­são em parce­ria com impor­tantes Uni­ver­si­dades e Cen­tros de Pesquisa Nacionais e Internacionais.

Este primeiro cur­so ocor­rerá no mês de fevereiro de 2020, cor­re­spon­den­do ao primeiro módu­lo de um pro­gra­ma de estu­do, ensi­no e atu­ação profis­sion­al na área de dire­itos humanos. Terá o apoio insti­tu­cional da Fun­dação Esco­la de Soci­olo­gia e Políti­ca de São Paulo e da Agên­cia Sul-Amer­i­cana para a Coop­er­ação e a Gestão de Políti­cas Públi­cas.

O cur­so tem a coor­de­nação e a respon­s­abil­i­dade acadêmi­cas dos Pro­fes­sores Dr. Alfre­do Attié e Cel­so de Oliveira San­tos e a coor­de­nação exec­u­ti­va da Dra. Rober­ta de Bra­gança Fre­itas Attié.

Para infor­mações e inscrições, veja aqui..

Memória do 1o. Congresso Internacional da Academia Paulista de Direito

Memória do 1o. Congresso Internacional da Academia Paulista de Direito

Em dezem­bro de 2018, nos dias 3, 4 e 5 de dezem­bro, real­iza­va-se o Primeiro Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, para dis­cu­tir os cam­in­hos dos Dire­itos Humanos, nos 70 Anos da Declar­ação Uni­ver­sal de 1948, e da Con­sti­tu­ição Brasileira, nos 30 anos da Con­sti­tu­ição Cidadã.

Veja o Pro­gra­ma do Primeiro Con­gres­so, aqui.

Em três álbuns de fotografias, pode-se acom­pan­har como transcor­reram as palestras, sub­mis­sões de pesquisas, debates, aulas e atividades.

Veja as fotos do primeiro, do segun­do e do ter­ceiro dia do Primeiro Congresso.

O número 4 da POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito traz parte dessas con­tribuições. Veja, aqui.

Em breve, todos os videos do Con­gres­so virão à TV Acad­e­mia.

No Con­gres­so, a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito con­cedeu o títu­lo de Acadêmi­co Eméri­to a dois impor­tantes juris­tas e defen­sores dos Dire­itos Humanos. Veja, aqui.

Em março, entre os dias 16 e 19, será real­iza­do o Segun­do Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, que dis­cu­tirá, tam­bém de modo trans­dis­ci­pli­nar, o tema das Cidades, Cidada­nia, Democ­ra­cia e Dire­itos Humanos, e suas várias fac­etas. Leia aqui  o primeiro edi­tal. Acom­pan­he e participe.

Para con­hecer um pouco mais do pro­je­to e da mis­são da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, acesse os links Mis­são e Uni­ver­si­dade.

Acom­pan­he, opine e participe.

Memória da Academia Paulista de Direito. Posse da Diretoria, em 2017

Memória da Academia Paulista de Direito. Posse da Diretoria, em 2017

Posse de Alfre­do Attié, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, na Presidên­cia, da Dire­to­ria e do Con­sel­ho Fis­cal da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito ocor­ri­da no salão nobre da Fac­ul­dade de Dire­ito da USP, no Largo São Fran­cis­co, em Agos­to de 2017, na pre­sença do Dire­tor da FD.USP, e do Pres­i­dente do Tri­bunal de Justiça de São Paulo.

Ini­ci­a­va-se, em 2017, a con­se­cução de um pro­je­to acadêmi­co, com a pre­sença de ami­gos, ami­gas e autori­dades, em cer­imô­nia que con­tou, ain­da, com a apre­sen­tação do Quar­te­to de Cor­das da Osesp..

Veja as fotos, aqui.

O Supremo Tribunal Federal e o Estado de Direito: entrevista do Ministro Lewandowski

O Supremo Tribunal Federal e o Estado de Direito: entrevista do Ministro Lewandowski

Em impor­tante entre­vista con­ce­di­da ao Jor­nal El País, o Min­istro e Pro­fes­sor Enrique Ricar­do Lewandows­ki, Acadêmi­co Hon­orário da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, referiu sua posição garan­tista, na defe­sa intran­si­gente do Esta­do de Dire­ito, bem como teceu críti­cas ao modo como o tema da cor­rupção vem sendo trata­do no Brasil. Para ele, “o com­bate à cor­rupção no Brasil sem­pre foi um mote para per­mi­tir retro­ces­sos” no que diz respeito à ordem políti­ca e à democracia.

Lewandows­ki, que é Pro­fes­sor Tit­u­lar da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, tam­bém comen­tou a desigual­dade social, que se reflete no per­fil da pop­u­lação carcerária brasileira, bem como na per­cepção que a opinião públi­ca tem, rel­a­ti­va­mente aos dire­itos e garan­tias fun­da­men­tais: “aque­les que acham que os dire­itos e garan­tias do cidadão em juí­zo são per­fumaria só acham isso quan­do o dire­ito penal é apli­ca­do aos out­ros. Não quan­do se tra­ta da própria pes­soa, de um par­ente ou ami­go. Aí valem todos os recur­sos pos­síveis para se defend­er e não ser pre­so. Ago­ra, dos 800.000 pre­sos hoje no Brasil, eu diria que 99,9% são pes­soas das camadas soci­ais mais baixas, os hipos­su­fi­cientes, os pobres, sobre­tu­do da pop­u­lação negra. Essa ideia de que ago­ra os ricos, os poderosos, estão sendo pre­sos não me parece que cor­re­sponde à real­i­dade. As últi­mas oper­ações tão apre­goadas, tão incen­sadas pela mídia, pren­der­am muito poucos ricos e poderosos. E os poucos que foram pre­sos já estão soltos, e com seus patrimônios intac­tos. Na práti­ca, remanesce­r­am pre­sos um ou out­ro políti­co mais con­spícuo.

Leia a entre­vista na ínte­gra, aqui.

Na foto, o Min­istro Lewandows­ki, ao lado do Min­istro José Gre­gori e do Doutor Alfre­do Attié, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, quan­do da entre­ga do Títu­lo de Acadêmi­co Eméri­to da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito a José Gre­gori, na cer­imô­nia de aber­tu­ra do Primeiro Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, em dezem­bro de 2018.

Força Tarefa do Araguaia, do Ministério Público, denuncia responsáveis por crimes contra a Humanidade: Denúncias são inovadoras em relação ao apurado pela CNV, afirma Procurador e Pesquisador da Academia

Força Tarefa do Araguaia, do Ministério Público, denuncia responsáveis por crimes contra a Humanidade: Denúncias são inovadoras em relação ao apurado pela CNV, afirma Procurador e Pesquisador da Academia

Por meio de três novas denún­cias apre­sen­tadas no final do mês de dezem­bro de 2019, o Min­istério Públi­co deu con­tinuidade à bus­ca de respon­s­abi­lizar crim­i­nal­mente os mil­itares respon­sáveis pelo come­ti­men­to de crimes durante a ditadu­ra civ­il-mil­i­tar brasileira de 1964–1986, assim ele­van­do para nove o número de denún­cias ofer­e­ci­das pela Força Tare­fa Aragua­ia, orga­ni­za­da pelo MP Federal.

A acusação é de come­ti­men­to de crimes de homicí­dio qual­i­fi­ca­do pelo moti­vo tor­pe, pela embosca­da, com emprego de tor­tu­ra e abu­so de poder, con­tra víti­mas que dev­e­ri­am estar sob a pro­teção das autori­dades, e de ocul­tação de cadáver, segun­do as denún­cias, cometi­dos con­tra Lúcia Maria de Souza, Dinaelza Soares San­tana Coqueiro e Osval­do Orlan­do da Cos­ta, opos­i­tores do regime dita­to­r­i­al, sob o coman­do do coro­nel da reser­va Sebastião Curió Rodrigues de Moura, con­heci­do como major Curió, e out­ros seis militares,

As denún­cias foram ofer­e­ci­das à Justiça Fed­er­al em Marabá, Esta­do do Pará, sendo fir­madas pelos Procu­radores  da Repúbli­ca Alexan­dre Aparizi, Ivan Cláu­dio Marx, Luiz Eduar­do Camar­go Out­eiro Her­nan­des, Tia­go Modesto Rabe­lo e Wil­son Rocha Fer­nan­des Assis.

O Min­istério Públi­co bus­ca, des­de 2012,  obter a respon­s­abi­liza­ção pelos atos crim­i­nosos cometi­dos no regime dita­to­r­i­al, por con­sid­er­ar que rep­re­sen­tam atos de lesa-humanidade, com base no dire­ito inter­na­cional e em decisão da Corte Inter­amer­i­cana de Dire­itos Humanos, no Caso Gomes Lund ver­sus Brasil. Tais crimes não são alcança­dos pela pre­scrição e não podem ser obje­to de anistia.

O Procu­rador Luiz Eduar­do Camar­go Out­eiro Her­nan­des, que é pesquisador do Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, esclarece que as denún­cias rep­re­sen­tam ino­vações em relação ao apu­ra­do pela Comis­são Nacional da Ver­dade (leia, aqui), uma vez que o MP col­heu o depoi­men­to de teste­munhas, o que lev­ou à iden­ti­fi­cação do “Batal­hão de sel­va que  par­ticipou da ação, na ausên­cia da Polí­cia Mil­i­tar PM não esta­va. O cor­po não foi esquar­te­ja­do e lev­a­do para Brasília como havia sido ale­ga­do, mas foi iça­do de helicóptero e lev­a­do para a base em Xam­bioá, onde foi enter­ra­do. Depois, na chama­da “Oper­ação Limpeza”, foi desen­ter­ra­do e lev­a­do para out­ro local descrito na denún­cia, não ten­do sido mais passív­el de ser encon­tra­do.  Por fim, até mes­mo a cadeia de coman­do iden­ti­fi­ca­da no relatório da CNV difere daque­la que o MP apurou. Por isso, foram denun­ci­a­dos os coman­dantes iden­ti­fi­ca­dos na inves­ti­gação do MP, e que estavam pre­sentes no local dos fatos.

Segun­do infor­ma o Min­istério Públi­co, os proces­sos são os seguintes, sendo pos­sív­el con­sul­tar os ter­mos inte­grais das denún­cias nos respec­tivos links: 1. Proces­so nº 1004937–41.2019.4.01.3901 — 1ª Vara Fed­er­al Cív­el e Crim­i­nal da Justiça Fed­er­al em Marabá (PA) , 2. Proces­so nº 1004982–45.2019.4.01.3901 — 2ª Vara Fed­er­al Cív­el e Crim­i­nal da Justiça Fed­er­al em Marabá (PA)  e 3. Proces­so nº 1004994–59.2019.4.01.3901 — 2ª Vara Fed­er­al Cív­el e Crim­i­nal da Justiça Fed­er­al em Marabá (PA) .

Livro de Acadêmico alcança vigésima edição

Livro de Acadêmico alcança vigésima edição

Coroan­do tra­bal­ho de trin­ta e cin­co anos ded­i­ca­do à advo­ca­cia e à docên­cia de dire­ito ambi­en­tal, o man­u­al do Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Pro­fes­sor Cel­so Anto­nio Pacheco Fio­r­il­lo,  Cur­so de Dire­ito Ambi­en­tal, pub­li­ca­do pela Edi­to­ra Sarai­va, chega a sua vigési­ma edição atu­al­iza­da, assim alcançan­do vinte anos no apoio ao ensi­no da dis­ci­plina, nas fac­ul­dades de dire­ito brasileiras.

A ativi­dade docente de Cel­so Fio­r­il­lo tem-se desen­volvi­do tam­bém em uni­ver­si­dades estrangeiras, assim em Tomar, Sala­man­ca e Napoli.

Le Citoyen dans la Cité

Le Citoyen dans la Cité

“Droit et Développe­ment: Poli­tiques Publiques, Par­tic­i­pa­tion Publique et Cycles de Parte­nar­i­at et de Coopération”

Alfre­do Attié, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas e Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, em palestra pro­feri­da na Uni­Paris I Pan­théon-Sor­bonne, dis­corre sobre o tema (“Le citoyen dans la cité”) de impor­tante encon­tro de pro­fes­sores e espe­cial­is­tas inter­na­cionais, orga­ni­za­do pela Uni­ver­si­dade de Paris I, Pan­théon-Sor­bonne.

Attié, em sua palestra, inti­t­u­la­da “Droit et Développe­ment: Poli­tiques publiques, par­tic­i­pa­tion publique et cycles de parte­nar­i­at et de coopéra­tion”, propõe uma nova for­ma de con­ce­ber o dire­ito, que lhe per­mi­ta com­preen­der e acom­pan­har os movi­men­tos e as trans­for­mações de apro­fun­da­men­to da democ­ra­cia e de suas experiências.

Fala, ain­da, de suas pro­postas à Comu­nidade Inter­na­cional, especi­fi­ca­mente ao Ban­co Mundi­al e à UNCITRAL, para o aper­feiçoa­men­to das PPP, Parce­rias Públi­co-Pri­vadas, especi­fi­ca­mente as peque­nas PPP — ou Small-Scale PPPs  — e sua relação com a democracia.

Assista parte da par­tic­i­pação de Alfre­do Attié, aqui.

I Doveri Nell’Era Dei Diritti

I Doveri Nell’Era Dei Diritti

Tra Eti­ca e Mercato

Alfre­do Attié, Acadêmi­co Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas e Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, dis­cor­reu sobre “Regi­mi di Mer­ca­to e di Sta­to: Dirit­ti e Doveri nel­la Costruzione del­la Democrazia”, na Uni­ver­si­dade de Cameri­no, Italia, no dia 21 de novem­bro de 2019, em even­to que teve como tema “I Doveri Nell’Era dei Dirit­ti tra Eti­ca e Mercato”.

A UNICAM e a Cát­e­dra UNESCO “Dirit­ti Umani e Vio­len­za: Gov­er­no e Gov­er­nan­za”, realizaram, de 21 a 22 de Novem­bro, o even­to, séti­ma Jor­na­da Inter­na­cional, que teve a cor­rde­nacão da Pro­fes­so­ra Maria Cristi­na de Cic­co, da Uni­ver­si­dade de Cameri­no. O even­to con­tou ain­da com a pre­sença e par­tic­i­pação de vários espe­cial­is­tas e pro­fes­sores, como os Pro­fes­sores Pasquale Femia, da Uni­ver­si­dade da Capa­nia, Alessan­dro Hira­ta, da Uni­ver­si­dade de São Paulo, e Tatiana Guarnieri, da Uni­ver­si­dade de Camerino.

No video, pode-se acom­pan­har parte da apre­sen­tação de Alfre­do Attié, que dis­cor­reu sobre as relações entre políti­ca e mer­ca­do, esta­b­ele­cen­do, através de uma per­spec­ti­va orig­i­nal, uma visão difer­ente da corrupção.

Attié propôs questões fun­da­men­tais, rela­cio­nan­do-as à tradição e à for­mação dos pen­sa­men­tos jurídi­co e políti­co e suas fron­teiras com a economia.

Assista, aqui.

Entrevista: “Conheça o Presidente da Academia Paulista de Direito”

Entrevista: “Conheça o Presidente da Academia Paulista de Direito”

O Jor­nal do Notário, em sua edição de Setembro/Outubro de 2019 (ano XXI, n. 193, traz, em suas pági­nas 20 a 22, entre­vista com Alfre­do Attié, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Direito.

O Jor­nal é impor­tante veícu­lo de comu­ni­cação do Colé­gio Notar­i­al do Brasil, volta­do aos profis­sion­ais dos serviços notari­ais e reg­is­trais brasileiros, bem como a juízes, advo­ga­dos, estu­dantes e demais juris­tas, trazen­do infor­mações téc­ni­cas e cul­tur­ais não ape­nas do dire­ito, mas de out­ras áreas do conhecimento.

Alfre­do Attié fala de sua for­mação e do con­tex­to em que se deu, bem como da importân­cia da edu­cação, em ger­al, e do ensi­no jurídi­co, sug­erindo mudanças e aper­feiçoa­men­to, além de ações conc­re­tas a serem empreen­di­das pela Acad­e­mia, pelas uni­ver­si­dades e pelos órgãos edu­ca­cionais das várias profis­sões do dire­ito. Dis­cute as mudanças da família e do dire­ito. Ao tratar da neces­si­dade de pen­sa­men­to e de movi­men­tos de ino­vação, referindo aspec­tos da rev­olução tec­nológ­i­ca, Attié ressalta a neces­si­dade de val­orizar o humano.

 

A seguir, leia a ínte­gra das respostas de Alfre­do Attié aos jor­nal­is­tas do impor­tante per­iódi­co nacional.

 

 

 

 

 

 

 

Jor­nal do Notário —  O sen­hor pode­ria traçar o seu breve históri­co profissional?

Alfre­do Attié:  “Muito emb­o­ra seja brasileiro de São Paulo, vivi boa parte de min­ha vida via­jan­do, sem­pre para tra­bal­har e estu­dar, pou­cas vezes para passear. Na ver­dade, pen­sar em min­has raízes é bem difí­cil, sendo, talvez, mais cor­re­to diz­er de um proces­so de for­mação, ver­dadeiro sig­nifi­ca­do dis­so que comu­mente se chama de cur­rícu­lo. O ter­mo “cur­ricu­lum” é mod­er­no, aparece no final do sécu­lo XVI, e diz respeito a um pro­ced­er em cer­to sen­ti­do, cer­ta direção. Na Antigu­idade, dizia-se “cur­sus hon­o­rum”, ou sequên­cia de ofí­cios, de funções públi­cas, numa ascen­são em bus­ca de destaque, prestí­gio, recon­hec­i­men­to e poder. A mes­ma ideia tam­bém esteve pre­sente em out­ros con­tex­tos históri­cos e cul­tur­ais, de modo ger­al, em todas as sociedades políti­cas que neces­si­tavam de uma buro­c­ra­cia para mane­jar a vida públi­ca, lidar com os assun­tos dessa vida. Buro­c­ra­cia é um ter­mo webe­ri­ano, e diz respeito a um con­jun­to de pes­soas voca­cionadas, que desen­volvem ativi­dades, em uma estru­tu­ra ou sis­tema jurídi­co-racional, por­tan­to, segun­do regras que dirigem ativi­dades e com­por­ta­men­tos, e sub­meti­das ao princí­pio da autori­dade.  Buro­c­ra­cia tam­bém pode ser enten­di­da do pon­to de vista pejo­ra­ti­vo, como retrata­do no filme “Brazil”, de Ter­ry Gilliam, que é uma adap­tação inteligente do famoso livro “1984”, de George Orwell. O escritor britâni­co imag­i­nou uma sociedade de abso­lu­to con­t­role buro­cráti­co, de com­por­ta­men­to, expressão e pen­sa­men­to. Con­t­role buro­cráti­co pre­cisa­mente porque a autori­dade é exer­ci­da por fun­cionários da estru­tu­ra estatal, segun­do a con­fig­u­ração iden­ti­fi­ca­da por Max Weber. O cineas­ta norte-amer­i­cano, porém, perce­beu que nen­hu­ma estru­tu­ra é per­fei­ta, pelo que os erros de um regime autoritário que se dese­ja pron­to e acaba­do abrem espaço para uma comé­dia, muito emb­o­ra de cur­so trági­co. As pes­soas não se enquadram no sis­tema, as máquinas ten­dem a ser defeitu­osas, e a humanidade sofre, em meio à con­strução de utopias e distopias, de crenças e descrenças. Começo dizen­do isso porque pen­so que as trans­for­mações a que ven­ho assistin­do e de que ven­ho par­tic­i­pan­do, no cur­so de min­ha for­mação, apon­tam algu­mas mudanças, às quais é necessário prestar uma atenção críti­ca e autocríti­ca. Min­ha for­mação foi sól­i­da no que diz respeito ao que se chama­va, em nos­sa tradição con­ti­nen­tal-europeia e ibéri­ca, e ain­da se chama, na tradição ingle­sa e norte-amer­i­cana, de artes lib­erais, a que podemos reser­var o nome de humanidades. Estudei em boas esco­las, já numa época de despre­zo pelo ensi­no públi­co e gra­tu­ito — que sem­pre foi a boa mar­ca de edu­cação, no Brasil — durante o proces­so inter­na­cional da Guer­ra Fria, perío­do som­brio que se sucedeu aos Grandes Con­fli­tos Mundi­ais, coin­ci­dente com os esforços da comu­nidade inter­na­cional para cri­ar um sis­tema garan­ti­dor da paz inter­na­cional, cuja prin­ci­pal insti­tu­ição foi a Orga­ni­za­ção das Nações Unidas. A Guer­ra Fria se nota­bi­liza­va por uma oposição rad­i­cal entre Oci­dente e Ori­ente, regimes cap­i­tal­is­tas cen­trais e per­iféri­cos, e regimes comu­nistas cen­trais e per­iféri­cos. Como todo o rad­i­cal­is­mo, cul­tivou estereóti­pos, exageros, incom­preen­sões, ódios, e sobre­tu­do cen­sura ou vedações autoritárias de aces­so a infor­mação e a pro­duções cul­tur­ais, especi­fi­ca­mente às que bus­cav­am com­preen­der as difer­enças e semel­hanças entre os regimes, e realizar a críti­ca de suas reais con­fig­u­rações e exper­iên­cias. Bus­car e pro­duzir infor­mação mais pre­cisa, séria e críti­ca era vis­to como trans­gressão. Con­tu­do, como nen­hum sis­tema de repressão é per­feito, isso, ain­da bem, era pos­sív­el, e aju­dou muito no proces­so que se seguiu, na con­strução de um ideário real­mente democráti­co, em que o fim das guer­ras inter­na­cionais pode­ria coin­cidir com a bus­ca efe­ti­va de real­iza­ção da paz, da justiça, da sol­i­dariedade. No Brasil, assim como em out­ros País­es, o reflexo e a expressão da Guer­ra Fria foi a ditadu­ra civ­il-mil­i­tar, que se esta­b­ele­ceu pelo golpe de 1964 e per­durou até a pro­mul­gação da Con­sti­tu­ição de 1988. Essa Con­sti­tu­ição traçou inter­es­santes pro­gra­mas para nos­so País, sobre­tu­do aque­les ref­er­entes à efe­ti­vação democráti­ca e à con­strução da igual­dade e da sol­i­dariedade por meio de políti­cas públi­cas de esta­bi­liza­ção econômi­ca e redução da pobreza, aces­so aos bens e aos serviços públi­cos. Nesse proces­so, que com­ple­tou 30 anos em 1988, a sociedade civ­il for­t­ale­ceu-se, pas­sou a se recon­hecer e a bus­car expressão, por meio de cole­tivos e movi­men­tos soci­ais, mes­mo reivin­di­cou o apri­mora­men­to insti­tu­cional. Min­ha for­mação se deu nesse con­tex­to. Estudei História e Dire­ito na Uni­ver­si­dade de São Paulo, fiz estu­dos e pesquisas no exte­ri­or, onde obtive meu Mas­ter em Dire­ito Com­para­do. Na mes­ma USP, tornei-me Mestre em Dire­ito e Doutor em Filosofia. Lecionei em várias esco­las, assim como pro­feri palestras no Brasil e no exte­ri­or, tam­bém em orga­ni­za­ções inter­na­cionais. Escrevi e publiquei livros e arti­gos, den­tre os quais “A Recon­strução do Dire­ito” (Por­to Ale­gre: Fab­ris, 2003), e “Mon­tesquieu” (Lis­boa: Chi­a­do, 2018). Desen­hei um per­cur­so literário que parte da cat­e­go­ria da “Alteri­dade”, talvez a mais anti­ga e impor­tante das cat­e­go­rias da filosofia, e que renasceu, na pas­sagem do sécu­lo XIX para o sécu­lo XX, percorrendo‑o inte­gral­mente, na con­sti­tu­ição de ciên­cias novas de pon­ta, e na reelab­o­ração de vel­has ciên­cias, a par­tir de pon­tos de vista mais ousa­dos. Por exem­p­lo, a antropologia/etnologia e a psi­canálise, assim como a filosofia da existên­cia, e a nova história. Empreguei essas ciên­cias para, jun­ta­mente com a críti­ca literária, desen­har um novo modo críti­co e con­stru­ti­vo de faz­er dire­ito, na teo­ria e na práti­ca. Na teo­ria, estão aí os meus tex­tos e as min­has aulas e palestras, para serem exam­i­na­dos. Num dos mais recentes, por exem­p­lo, “Trans­for­mações do Humano” (Revista Visão Jurídi­ca, número 138), dis­cu­ti a importân­cia da diver­si­dade e de sua expressão, na recon­fig­u­ração da sociedade políti­ca e do dire­ito. Em out­ro, “Poder da Ausên­cia” (em “Von­tade Pop­u­lar e Democ­ra­cia”, 2018), demon­strei a neces­si­dade de repen­sar a teo­ria dos poderes e a con­sti­tu­ição de seu con­t­role. Num ter­ceiro, “Gov­er­nance of Nat­ur­al Resources, Sus­tain­able Devel­op­ment, Imple­men­ta­tionof Laws and Con­flict Res­o­lu­tion” (Dire­ito e Justiça, VI, 2018), demon­strei a cor­re­lação entre Dire­ito Inter­na­cional Ambi­en­tal, Desen­volvi­men­to Sus­ten­táv­el e o modo como são com­preen­di­dos os con­fli­tos e se bus­ca resolvê-los. Ain­da, em “Walk­ing Democ­ra­cy, or Eman­ci­pat­ing Inter­na­tion­al Law” (Revista Forense, 425), apre­sen­tei um pro­gra­ma de redi­re­ciona­men­to de práti­cas e pesquisas em dire­ito inter­na­cional e com­para­do, que per­mi­ta a con­strução da democ­ra­cia. Em “Dire­ito e Econo­mia em con­fli­to na Reg­u­lação das Relações de Con­sumo” (em “Teses Jurídi­cas dos Tri­bunais Supe­ri­ores”, Dire­ito Civ­il, II, RT), mostrei como os mod­os de apli­cação e inter­pre­tação do dire­ito estão condi­ciona­dos por uma aprox­i­mação entre dire­ito e econo­mia, e a com­preen­são do con­tex­to em que essa relação se dá. Já na práti­ca, a par de meu tra­bal­ho na judi­catu­ra, no qual imple­mentei diver­sos mod­os de res­olução de con­fli­tos e de admin­is­tração da justiça, com a par­tic­i­pação da sociedade, e méto­dos novos de admin­is­trar o serviço forense e os con­fli­tos, com inten­sos resul­ta­dos em ter­mos de alta solução de casos, rapi­dez na prestação juris­di­cional, aceitação de decisões e exe­cução de jul­ga­dos, enga­ja­men­to de fun­cionários e da sociedade, de que resul­tou alta pro­du­tivi­dade, min­ha ini­cia­ti­va de cri­ar novas insti­tu­ições na sociedade civ­il e de par­tic­i­par de ini­cia­ti­vas nacionais e inter­na­cionais, bem como de órgãos gov­er­na­men­tais, quase-gov­er­na­men­tais, soci­etais e inter­na­cionais, resul­taram em gan­hos práti­cos para a justiça. Assim, para dar tam­bém ape­nas alguns exem­p­los, na cri­ação do “Insti­tu­to de Estu­dos do Vale do Tietê”, que tan­ta importân­cia vem ten­do na luta pela despoluição do Tietê e na dis­cussão sobre a revi­tal­iza­ção de seu Vale e da cul­tura e ambi­ente dos Rios paulis­tas e brasileiros, na cri­ação do “Setor de Asses­so­ria e Ori­en­tação Jurídi­ca e Social”, até hoje pio­neiro num novo modo de com­preen­der e solu­cionar cole­ti­va­mente con­fli­tos; na cri­ação da “Câmara Brasileira de Medi­ação e Arbi­tragem”, e em méto­dos de for­mação de jul­gadores, con­cil­i­adores, medi­adores, árbi­tros, que se desen­volveu des­de 1990; na cri­ação de órgãos region­ais de solução de con­fli­tos; na par­tic­i­pação deci­si­va nos con­fli­tos rel­a­tivos a recur­sos hídri­cos, sobre­tu­do como Mem­bro rep­re­sen­tante da Sociedade Civ­il no Comitê de Bacia Hidro­grá­fi­ca do Médio Tietê, e nos debates do Con­sel­ho de Recur­sos Hídri­cos e nas Comis­sões de Meio Ambi­ente e de Recur­sos Hídri­cos estad­u­ais; no Ban­co Mundi­al, na ONU; na Esco­la Paulista da Mag­i­s­tratu­ra, e assim por diante. Mais recen­te­mente, assu­mi a Presidên­cia da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, onde ven­ho bus­can­do imple­men­tar, com êxi­to, graças ao apoio de todos os Acadêmi­cos, um pro­gra­ma ino­vador, já com a “Poli­fo­nia: Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito”, indo para seu quar­to número, a real­iza­ção de even­tos nacionais e inter­na­cionais, como o “I Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, de 2018”, a par­tic­i­pação em debates impor­tantes para o dire­ito e para a sociedade con­tem­porâ­neos, e, sobre­tu­do, a cri­ação e os tra­bal­hos dos Cen­tros, Insti­tu­tos, Núcleos e Gru­pos de Pesquisa da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, que, a exem­p­lo do Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos e do Cen­tro Inter­na­cional da Paz, Sol­i­dariedade, Justiça e Trans­for­mação de Con­fli­tos, ambos vin­cu­la­dos à Cadeira San Tia­go Dan­tas, de que sou Tit­u­lar, con­ta com a par­tic­i­pação entu­si­as­ma­da de jovens pesquisadores e pesquisado­ras, no desen­volvi­men­to de temas de inter­esse da sociedade e no tra­bal­ho jun­to com a sociedade. No iní­cio de min­ha car­reira, além de ter leciona­do na USP e na UNESP, fui advo­ga­do e Procu­rador do Esta­do de São Paulo. Na Mag­i­s­tratu­ra, tra­bal­hei em várias Comar­cas do Inte­ri­or e na Cap­i­tal de São Paulo, em Varas, Tri­bunais do Júri, Juiza­dos de Peque­nas Causas, Juiza­dos Espe­ci­ais de Crimes de Pequeno Poten­cial Ofen­si­vo, Juiza­dos Espe­ci­ais Cíveis, e no Tri­bunal de Justiça, ten­do sido Dire­tor dos Juiza­dos Espe­ci­ais de Salto e de Jacareí, Dire­tor-Adjun­to dos Juiza­dos de Itu e de San­tana, além de Pres­i­dente dos Colé­gios Recur­sais de Jacareí e de San­to Amaro, ain­da, Dire­tor do CEDES de Itu e Região da Esco­la Paulista da Mag­i­s­tratu­ra, e Juiz Eleitoral. Fui Cor­rege­dor de vários Cartórios extra­ju­di­ci­ais, ativi­dade que me ren­deu muito apren­diza­do, muitas relações amis­tosas e agradáveis. Todos ess­es anos me troux­er­am muito tra­bal­ho, de que resul­taram muitas real­iza­ções e relações humanas con­stru­ti­vas. São alguns dos pas­sos de min­ha for­mação, em anos de políti­ca, de econo­mia difí­ceis, e de grandes trans­for­mações no Mun­do. Se pudesse escol­her entre todas essas ativi­dades, que exer­ci com mui­ta seriedade e muito gos­to, procu­ran­do sem­pre soluções cria­ti­vas e mod­os democráti­cos de imple­men­tá-las, em diál­o­go per­ma­nente com as pes­soas e a sociedade, eu diria que con­tin­uo a me sen­tir estu­dante, em leituras de livros e tex­tos que sem­pre me atraem, e escritor de temas que me envolvem e me desafi­am, ouvinte aten­to das músi­cas do mun­do, e músi­co amador dos instru­men­tos cuja arte pude apren­der, começan­do pelo piano, a com­preen­der muito cedo as par­ti­turas e as pos­si­bil­i­dades de cada tecla, espec­ta­dor do teatro e do cin­e­ma, e ator amador, enfim, alguém que exper­i­men­ta apren­der, pesquis­ar e ensi­nar, na filosofia, na políti­ca, na teo­ria do dire­ito, na justiça, na arte, nos esportes, na cor­ri­da, no dire­ito inter­na­cional e ambi­en­tal, na arte e na ciên­cia de jul­gar e con­cil­iar. Mas é sobre­tu­do na pater­nidade que me real­i­zo ple­na­mente, no diál­o­go con­stante com Fran­cis­co e Thomas, que me inspi­ram e ensi­nam com bril­ho e entu­si­as­mo, e na leitu­ra da arte e da ciên­cia que pro­duzem, mes­mo nas brin­cadeiras e aven­turas de que participam.”

 

JN — Qual a opinião do sen­hor sobre o incre­men­to à pro­dução cien­tí­fi­ca na área do extrajudicial?

Alfre­do Attié: “O Brasil é um País car­ente de edu­cação. Existe uma aparente uni­ver­sal­iza­ção da edu­cação bási­ca, pois 3% de jovens em idade esco­lar não estão matric­u­la­dos em esco­las. A par dis­so, ape­nas 76% dos estu­dantes que ingres­sam no ciclo bási­co con­cluem o Ensi­no Médio, a maior parte deles já com dezen­ove anos de idade (64%). Ain­da, o índice de apren­diza­gem ade­qua­da em matemáti­ca (ape­nas 21% dess­es jovens) e por­tuguês (tão somente 39,5%) é alar­mante. É bom lem­brar que apren­diza­gem ade­qua­da não sig­nifi­ca capaci­dade avança­da no mane­jo dos con­hec­i­men­tos, mas é mais grave saber que todo o inves­ti­men­to pes­soal e mate­r­i­al em edu­cação resul­ta em um grande déficit na con­strução da cidada­nia e na con­sti­tu­ição de um ambi­ente de incen­ti­vo ao desen­volvi­men­to edu­ca­cional e cul­tur­al de nos­so povo. Com os prob­le­mas enfrenta­dos pelo sis­tema de ensi­no, não se tem uma ideia níti­da do número daque­les que não fre­quen­tam efe­ti­va­mente os cur­sos, pois as defi­ciên­cias são enormes, evi­den­ci­adas pelo resul­ta­do pouco alen­ta­dor, em números abso­lu­tos e em com­para­ção com out­ros País­es.  Segun­do o Sis­tema de Avali­ação da Edu­cação Bási­ca ain­da é muito alto o número de estu­dantes que obtêm notas cor­re­spon­dentes ao nív­el mais baixo da escala de profi­ciên­cia, rev­e­lando inca­paci­dade de com­preen­são de tex­tos de média com­plex­i­dade e de faz­er cál­cu­los sim­ples. A análise dess­es números se com­pli­ca, se adi­cion­ar­mos um ingre­di­ente tradi­cional da real­i­dade brasileira: a desigual­dade. Quan­to menor o Nív­el Socioe­conômi­co, menos esco­lar­i­dade, piores resul­ta­dos. A desigual­dade tam­bém é ter­ri­to­r­i­al (ambi­ente urbano e rur­al, cen­tro-per­ife­rias) e étni­ca. O número de uni­ver­sitários tam­bém é pequeno, se com­para­do a out­ros País­es. O desem­pen­ho dess­es que estão nas Uni­ver­si­dades tam­bém é muito desigual, na maior parte inad­e­qua­do, seja em relação às expec­ta­ti­vas soci­ais, seja em relação ao que dev­e­ria rep­re­sen­tar a mis­são das Insti­tu­ições de Ensi­no Supe­ri­or. Os inves­ti­men­tos na vida esco­lar, cal­cu­la­dos para cada estu­dante demon­stram que o Brasil está muito abaixo da média dos demais País­es, que pos­suem, assim, resul­ta­dos mel­hores, por exem­p­lo, no Pro­gra­ma Inter­na­cional de Avali­ação de Estu­dantes (PISA). Não há, por­tan­to, a demon­stração de inter­esse claro gov­er­na­men­tal na solução séria do prob­le­ma, muito menos se obser­va na sociedade a pre­sença de uma cul­tura edu­ca­cional efe­ti­va. Digo isso para salien­tar a importân­cia de ini­cia­ti­vas voltadas a incen­ti­var e a ele­var o inter­esse na edu­cação, seja o ensi­no, seja a pesquisa. Incre­men­tar a pro­dução cien­tí­fi­ca em uma deter­mi­na­da área sig­nifi­ca inve­stir ener­gia e recur­sos pes­soais e mate­ri­ais para preparar para jovens e profis­sion­ais ambi­ente, espaços e equipa­men­tos que per­mi­tam o desen­volvi­men­to do inter­esse, da vocação, das leituras, pesquisas, do ensi­no nes­sa área. O aumen­to do inter­esse na área do dire­ito notar­i­al, o cresci­men­to do número e da qual­i­dade de mono­grafias, teses, pub­li­cações é notório e decorre do impor­tante tra­bal­ho que vem sendo real­iza­do pelos tit­u­lares dos serviços notari­ais, que têm bus­ca­do con­stru­ir uma impor­tante comu­nidade cien­tí­fi­ca em torno do tema, uma ver­dadeira reflexão para o apri­mora­men­to das ativi­dades e da qual­i­dade dos serviços, bem como em sua ampli­ação, sob o sig­no da segu­rança e da qual­i­dade. A Revista de Dire­ito Notar­i­al, nesse sen­ti­do, é um veícu­lo impor­tante. Por out­ro lado, creio que, des­de que, no cam­po do aper­feiçoa­men­to insti­tu­cional, implan­taram-se os con­cur­sos na área extra­ju­di­cial, esse inter­esse cresceu. Mas me per­mi­to ousar uma sug­estão, que, em ver­dade, dirige-se ao dire­ito e a sua práti­ca em ger­al. O inves­ti­men­to em recur­sos pes­soais e mate­ri­ais no dire­ito não se pode restringir à difusão de cursin­hos preparatórios, por mais que sejam, em vários casos, úteis como meio de indi­cação para estu­dos de can­didatos – pois o alcance de um bom resul­ta­do é sem­pre dev­i­do ao esforço pes­soal de for­mação, ali­a­do à existên­cia de condições de vida e de ensi­no apro­pri­adas, no cur­so de toda a fase esco­lar, em espe­cial durante a série uni­ver­sitária, que per­mi­tam a ded­i­cação às leituras e ao apren­diza­do práti­co. O inves­ti­men­to maior, por­tan­to, deve estar em dar suporte para que a for­mação seja cada vez mel­hor, qual­i­fi­ca­da. A sug­estão que faço, por­tan­to, seria:

  1. o con­jun­to do extra­ju­di­cial pode­ria aju­dar seja na mel­ho­ra do ensi­no médio, seja naque­le uni­ver­sitário téc­ni­co, aux­il­ian­do na imple­men­tação de estru­turas para­le­las e con­ju­gadas ao sis­tema de ensi­no, sobre­tu­do públi­co, para abrir cam­in­hos para jovens brasileiros. Mel­ho­ran­do resul­ta­dos, em matérias fun­da­men­tais, e preparan­do mate­r­i­al, cur­sos, para que os jovens se inter­essem por novas áreas de con­hec­i­men­to e profis­sion­ais. Isso poderá resul­tar, em futuro próx­i­mo, no avanço do próprio uni­ver­so jurídi­co, em ger­al, e extra­ju­di­cial, em especial;
  2. A for­mação de Núcleo de Pesquisa em assun­tos ati­nentes ao Dire­ito Notar­i­al, para incre­men­to, em nív­el de excelên­cia, dos estu­dos notariais.

Gostaria que a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, que presi­do, pudesse tra­bal­har em con­jun­to com o extra­ju­di­cial nesse sen­ti­do, numa parce­ria que envolvesse ensi­no bási­co e espe­cial­iza­do, pesquisas e publicações.”

 

JN —  Hoje, diver­sas insti­tu­ições de renome como a PUC, a Uni­ver­si­dade Pres­bi­te­ri­ana Macken­zie, a Damá­sio Edu­ca­cional, a EPM, entre out­ras, já ofer­e­cem cur­sos de exten­são uni­ver­sitária em Dire­ito Notar­i­al. Como enx­er­ga atual­mente a disponi­bil­i­dade de cur­sos e pro­dução acadêmi­ca volta­da à ativi­dade extrajudicial?

Alfre­do Attié: “Essa ofer­ta é impor­tante. Pesquisa e ensi­no con­ju­ga­dos, sendo a disponi­bil­i­dade de cur­sos tam­bém rel­e­vante. O incen­ti­vo aos jovens, na bus­ca de novos per­cur­sos acadêmi­cos e profis­sion­ais. Val­ori­zo sobre­tu­do todo inves­ti­men­to que for feito na super­ação das defi­ciên­cias, dos prob­le­mas de qual­i­dade, na for­mação bási­ca brasileira, igual­mente no ensi­no jurídi­co, e no com­bate à desigual­dade. Pen­so que é pre­ciso aliar ensi­no, pesquisa e exten­são à sociedade. Tornar acessíveis os serviços, as infor­mações e a for­mação. O inter­esse no dire­ito notar­i­al, bem como em out­ros cam­pos que igual­mente têm assum­i­do a pon­ta no desen­volvi­men­to da teo­ria e da práti­ca do dire­ito, pode servir de ânco­ra para uma ren­o­vação inteligente da edu­cação jurídi­ca. O Brasil merece a cri­ação e a difusão de uma cul­tura edu­ca­cional per­ma­nente, sustentável.”

 

JN — Neste ano, a Lei n° 11.441/2007, que pos­si­bil­i­tou a real­iza­ção de inven­tários, par­til­has e divór­cios pelos cartórios de notas, com­ple­tou 12 anos. Na opinião do sen­hor, qual tem sido a importân­cia da lavratu­ra de tais doc­u­men­tos em para­le­lo ao tra­bal­ho desen­volvi­do pelo Judi­ciário? O sen­hor é favoráv­el à ampli­ação da com­petên­cia dos notários para novas atribuições?

Alfre­do Attié: “Ten­ho defen­di­do que o poder judi­cial (o poder de jul­gar, de resolver, medi­ar, arbi­trar, con­cil­iar e trans­for­mar con­fli­tos) per­tence não ao Esta­do, mas à sociedade. Quer diz­er, é um poder soci­etal e não pro­pri­a­mente estatal. Por isso, sou favoráv­el a ini­cia­ti­vas sérias e inteligentes, cria­ti­vas, de sis­temas de solução de con­fli­tos difer­entes do tradi­cional estatal, exer­ci­do pelo Poder Judi­ciário. Con­ce­bi sis­temas e estru­turas tan­to para a solução de con­fli­tos em ger­al, quan­to para áreas especí­fi­cas, jurídi­cas, econômi­cas, soci­ais. Ajudei na implan­tação e na cri­ação e difusão do sis­tema de ADR (alter­na­tive dis­pute res­o­lu­tion), no Brasil, espe­cial­mente a arbi­tragem, a medi­ação e a con­cil­i­ação. Tem sido, há muito tem­po meu tra­bal­ho, no Brasil e no exte­ri­or, em agên­cias inter­na­cionais. Recen­te­mente, na Acad­e­mia Paulista de Dire­ito criei Cen­tro Inter­na­cional volta­do para o tema. O envolvi­men­to da estru­tu­ra e do sis­tema notar­i­al nesse proces­so é muito impor­tante. Uma parce­ria entre a Acad­e­mia e esse sis­tema será muito bem vin­da. Além dis­so, a pos­si­bil­i­dade de solver questões rel­a­ti­vas à chama­da juris­dição vol­un­tária e a prob­le­mas mais de ordem da admin­is­tração tam­bém é extrema­mente bem vin­da. Não se tra­ta de pen­sar em cartórios ou no judi­ciário, mas na sociedade, no inter­esse do povo. O poder de jul­gar per­tence a ele. Facil­i­tar, tornar a prestação de justiça (social, sem dúvi­da) célere, efe­ti­va, cada vez mais apro­pri­a­da, é um serviço de val­or ines­timáv­el, sobre­tu­do em nos­so País, em que as injustiças são tão fre­quentes, e o desca­so em sua cor­reção, desan­i­mador. Recen­te­mente, falei e escrevi sobre “Políti­cas Públi­cas para a solução de con­fli­tos, ou Políti­cas Públi­cas de Justiça”.  É pre­ciso romper obstácu­los e bus­car novos par­a­dig­mas. Isso é jog­ar para a efe­ti­vação de um ver­dadeiro Esta­do Democráti­co de Dire­ito. É tra­bal­har para a con­se­cução dos dire­itos e garan­tias pre­vis­tos em nos­sa Con­sti­tu­ição e nos Trata­dos e Con­venções Inter­na­cionais, pelos dire­itos humanos, pela democracia.”

 

JN — Como o sen­hor enx­er­ga a ata notar­i­al no proces­so judicial?

Alfre­do Attié: “É mais um instru­men­to que traz segu­rança à prestação juris­di­cional. Meio de pro­va pre­vis­to no arti­go 384 do Códi­go de Proces­so Civ­il, encon­tra seu fun­da­men­to na própria con­cepção con­sti­tu­cional dos serviços notari­ais. Numa época em que as relações e os meios de comu­ni­cação se tor­nam tão flu­i­dos, é impor­tante que haja mar­cos ou pon­tos seguros, para garan­tir a própria con­vivên­cia humana, inde­pen­den­te­mente dos conflitos.”

 

JN — Con­sideran­do o Dire­ito Civ­il atu­al, como o sen­hor avalia a evolução do Dire­ito de Família den­tro dos novos mod­e­los de família exis­tentes e o papel do extra­ju­di­cial para a for­mal­iza­ção da von­tade das partes?

Alfre­do Attié: “Num dos arti­gos que referi, na respos­ta à primeira questão, “Trans­for­mações do Humano”, dis­cu­to a questão da diver­si­dade e o dire­ito à sua expressão. A sociedade mudou, o humano mudou. No âmbito dos dire­itos humanos, não ape­nas os dire­itos e deveres cor­re­latos se ampli­aram, mas igual­mente a con­cepção do humano sofreu trans­for­mações impor­tantes. A sociedade e cada um de nós pre­cisamos da difer­ença. Ape­nas a iden­ti­dade não bas­ta. Há uma inter­de­pendên­cia entre igual­dade e difer­ença. Os rela­ciona­men­tos mudam e é uma car­ac­terís­ti­ca da humanidade, do hom­inídeo, o proces­so de trans­for­mação con­stante, a adap­tação, a evolução. A família con­tin­ua a ser impor­tante, como ambi­ente e relação de acol­hi­men­to, de edu­cação. Os seres humanos depen­dem dessa relação famil­iar para a sua con­sti­tu­ição. Mas o que ven­ha a ser família tam­bém é um cur­so de alter­ações. A história da vida famil­iar não é out­ra coisa senão a nar­ra­ti­va dessas alter­ações. Os mod­e­los mudam, as pes­soas se mod­i­fi­cam, as famílias pas­sam a obe­de­cer a novos com­por­ta­men­tos, novos padrões de con­vivên­cia. Pre­cisamos deixar de lado pre­con­ceitos de toda ordem, além da análise fria da ciên­cia e da filosofia. Deve­mos cam­in­har para os espaços reais de coex­istên­cia, obser­var os espaços soci­ais. Acol­her tais mudanças e expandir instru­men­tos para que se real­izem com dig­nidade, recon­hec­i­men­to, respeito, impedin­do atos de desre­speito, intol­erân­cia, exclusão e opressão. A autono­mia pri­va­da, assim como o dese­jo das partes devem con­tin­uar a ser pres­ti­gia­dos. O foro extra­ju­di­cial pode e deve desem­pen­har um papel essen­cial nes­sa con­se­cução da evolução cri­ado­ra dos direitos.”

 

JN — Para o sen­hor, qual é o maior desafio para o futuro do notariado?

Alfre­do Attié: “Adap­tar-se à trans­for­mação do humano, da sociedade. Aju­dar na escol­ha dos mel­hores cam­in­hos para o futuro, na adap­tação e na mel­hor escol­ha das novas tec­nolo­gias. Tornar acessíveis seus serviços, aux­il­iar na super­ação das desigual­dades, tornar o dire­ito autên­ti­co, próx­i­mo do dese­jo do povo, segun­do os princí­pios do Esta­do de Dire­ito e da Democ­ra­cia, con­ser­var e expandir os dire­itos humanos e tornar efe­ti­va a real­iza­ção dos deveres estatais. Con­tin­uar a cuidar da segu­rança, no sen­ti­do democráti­co: segu­rança da sociedade. Tornar-se cada vez mais uma instân­cia segu­ra para a garan­tia das relações humanas. O humano não pode ser sub­sti­tuí­do pelas máquinas. Quan­to mais diál­o­go hou­ver, maior a aprox­i­mação e o respeito entre as pes­soas, mais a sociedade gan­hará. O notari­a­do deve estar ao alcance do humano.”

 

A entre­vista, como pub­li­ca­da, pode ser lida no site do Jor­nal, aqui.

Posse no Conselho Consultivo da Confederação dos Trabalhadores Universitários Liberais

Posse no Conselho Consultivo da Confederação dos Trabalhadores Universitários Liberais

Em Sessão Plenária do Con­sel­ho Con­sul­ti­vo da Con­fed­er­ação Nacional dos Tra­bal­hadores Lib­erais Uni­ver­sitários do Brasil — CNTU Brasil, em seu V Encon­tro Nacional em 6 de dezem­bro de 2019, ocor­reu a posse de novos mem­bros do Con­sel­ho Con­sul­ti­vo da CNTU Brasil.

Alfre­do Attié, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, toma posse no Con­sel­ho Con­sul­ti­vo da CNTU Brasil.

Antes, o  Pro­fes­sor Luiz Car­los Bress­er Pereira foi hom­e­nagea­do, em cer­imô­nia que dis­cor­reu sobre desen­volvi­men­to e democ­ra­cia. Bress­er Pereira referiu a impor­tante influên­cia de Cel­so Fur­ta­do.

Attié falou sobre a importân­cia do Sul Glob­al, e das con­tribuições pio­neiras das Améri­c­as e da Améri­ca Lati­na, em espa­cial, para a con­sti­tu­ição do Dire­ito Inter­na­cional e do pen­sa­men­to inter­na­cional sobre Paz e defe­sa do Meio Ambi­ente. Referiu a neces­si­dade de defe­sa intran­si­gente da democracia.

O “Con­sel­ho dos Mil”, como é con­heci­do o Con­sel­ho Con­sul­ti­vo da CNTU, serve de impor­tante meio de audição e debate da sociedade civ­il, rep­re­sen­tan­do impor­tante ini­cia­ti­va para a ampli­ação de seus mod­os de con­sul­ta e atuação.

Man­i­fes­tações dos Con­sel­heiros e Con­sel­heiras, tam­bém pre­sentes no vídeo, evi­den­ci­am a relevân­cia da função do Con­sel­ho e a abrangên­cia de suas exper­iên­cias, pro­postas e visões de mundo.

No video,  ain­da, a breve oração de agradec­i­men­to de Alfre­do Attié está entre  1:07:00 (uma hora e sete min­u­tos) e 1:15:15 (uma hora, quinze min­u­tos e quinze segun­dos) da gravação.Assista aqui.

Antes da cer­imô­nia, ocor­reu o Sem­i­nário Sobera­nia e Emprego, com a impor­tante par­tic­i­pação do Geó­grafo e Pro­fes­sor da USP André Mar­tin e do Sociól­o­go e Pro­fes­sor da PUCSP Clemente Ganz. Veja aqui.

Soci­olo­gia, econo­mia, geopolíti­ca foram apre­sen­tadas e pen­sadas de modo a per­mi­tir a reflexão e a ação críti­cas nos proces­sos da sociedade contemporânea.