O premiado Distøpia, curta brasileiro exibido em Cannes, está no Congresso da Academia

O premiado Distøpia, curta brasileiro exibido em Cannes, está no Congresso da Academia

Neste vídeo, o dire­tor de Dis­tøpia, Pedro Urizzi, fala sobre suas expec­ta­ti­vas, ao ser con­vi­da­do a exibir seu filme no famoso Bogo Shorts, um dos mais impor­tantes fes­ti­vais de cur­tas do mundo.

Assista, aqui.

Dis­tøpia, cur­ta exper­i­men­tal que dis­cute a ditadu­ra, será apre­sen­ta­do durante o II Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, segui­do de debate, que con­tará com a pre­sença do dire­tor, do roteirista e de atores do filme, mestre os quais o Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dantas.

Veja, aqui, a Pro­gra­mação do Congresso.

Congresso Internacional da Academia recebe mais de 60 submissões

Congresso Internacional da Academia recebe mais de 60 submissões

O II Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, que será real­iza­do na Fac­ul­dade de Dire­ito da USP, no Largo São Fran­cis­co, no Auditório do 1. andar, rece­beu mais de sessen­ta sub­mis­sões de teses, de pro­fes­sores, pro­fes­so­ras, pesquisado­ras, pesquisadores e profis­sion­ais espe­cial­is­tas do Brasil, das Améri­c­as e da Europa.

As con­tribuições são de altís­si­ma qual­i­dade e estão sendo anal­isadas pela Comis­são do Con­gres­so, para que ven­ham a ser apre­sen­tadas durante os tra­bal­hos, que ocor­rerão nas man­hãs, tardes e noites dos dias 16, 17, 18 e 19 de março, bem como pub­li­cadas em número espe­cial da POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Direito.

O tema do Con­gres­so é Cidade, Cidada­nia, Dire­itos Humanos e Democracia.

Os con­fer­encis­tas já con­fir­maram sua presença.

No próx­i­mo dia 7 de março será pub­li­ca­da a pro­gra­mação defin­i­ti­va, já com o nome dos que irão apre­sen­tar seus trabalhos.

Para con­hecer a Pro­gra­mação, veja aqui.

Em relação ao I Con­gres­so, real­iza­do em 2018, que con­tou com a apre­sen­tação de 37 con­fer­ên­cias e 17 apre­sen­tação de teses (em que, ao con­trario do atu­al, pre­domi­na­va a con­tribuição inter­na de pesquisadores e pesquisado­ras dos ACADEMIA PESQUISA), o atu­al ino­va ao con­tar com maior inter­ação trans­dis­ci­pli­nar, a par do maior número de dias e horários, pos­si­bil­i­tan­do a par­tic­i­pação efe­ti­va do públi­co e dos mem­bros da Acad­e­mia, bem como de seus pesquisadores e pesquisado­ras, nos debates.

Neste ano, pesquisadores, pesquisado­ras, coor­de­nadores e coor­de­nado­ras de todos os ACADEMIA PESQUISA estarão pre­sentes e apre­sen­tarão tra­bal­hos, assim os ACADEMIA DA PAZ, ACADEMIA DIREITOS HUMANOS, DIREITO DEMOCRACIA CIDADES EM MOVIMENTO, CRIMINOLOGIA BRASIL ACADEMIA, SEGURANÇA DIREITO DEMOCRACIA.

Mais três Núcleos dos ACADEMIA PESQUISA terão sua cri­ação anun­ci­a­da durante o evento.

 

Alfredo Attié em visita ao Senado do Reino da Tailândia

Alfredo Attié em visita ao Senado do Reino da Tailândia

O Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Doutor Alfre­do Attié, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, vis­i­tou o Sena­do do Reino da Tailân­dia, a con­vite do Senador สุวรรณเลิศปัญญายาโรจน์.

O Mag­istra­do brasileiro teve a rara e feliz opor­tu­nidade de diri­gir breves palavras aos Senadores, rel­a­ti­vas à mis­são da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e a seu tra­bal­ho como Embaix­ador da Paz, assim pug­nan­do pela democ­ra­ti­za­ção da diplo­ma­cia, a exten­são dos ideais de Justiça e Paz, por meio de prat­i­cas e instru­men­tos que per­mi­tam a for­mação de  jovens, novas lid­er­anças, que respeit­em e coor­den­em-se à emergên­cia das difer­enças, na con­strução de um futuro comum, dire­ciona­do pelas metas, val­ores e pro­gra­mas esta­b­ele­ci­dos demo­c­ra­ti­ca­mente pelas Nações Unidas.

Attié teve a opor­tu­nidade de entre­gar ao Sena­do e sua Bib­liote­ca exem­plar de seu livro Mon­tesquieu (Lis­boa: Chi­a­do, 2018), e esteve acom­pan­hado do Sr. เซนศิริพิพิทักษ์กุล.

 

Alfredo Attié recebido no Consulado Geral da China

Alfredo Attié  recebido no Consulado Geral da China

O Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, foi rece­bido pela Côn­sul-Ger­al da Repúbli­ca Democráti­ca da Chi­na em São Paulo, Chen Pei­jie.

A visi­ta mar­cou mais um pas­so no sen­ti­do da inter­na­cional­iza­ção da mis­são da Acad­e­mia e de seu enga­ja­men­to no proces­so de democ­ra­ti­za­ção da diplo­ma­cia. A Dra. Pei­jie e o Dr. Attié trataram de questões jurídi­cas e da aprox­i­mação para a real­iza­ção de even­to con­jun­to de dire­ito com­para­do, em 2021.

O Pres­i­dente da Acad­e­mia esteve acom­pan­hado do Dr. Mario Mar­cov­ic­chio, advo­ga­do, Pres­i­dente do Con­seg 25 de Março e da Dra. Rober­ta de Bra­gança Fre­itas Attié, Dire­to­ra Exec­u­ti­va da POLIFONIA Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Coor­de­nado­ra da ACADEMIA DA PAZ, Cen­tro Inter­na­cional da Paz, Justiça, Sol­i­dariedade e Trans­for­mação de Con­fli­tos de São Paulo, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas. Tam­bém esteve pre­sente o Sr. Zhu Zhang, Vice-Dire­tor das Relações Bilat­erais do Consulado-Geral.

Academia Paulista de Direito na EPD

Academia Paulista de Direito na EPD

O Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas, estará, hoje, na Esco­la Paulista de Dire­ito, em even­to orga­ni­za­do pela Pro­fes­so­ra Gabriela Araújo.

Na recepção aos alunos e alu­nas da Esco­la, Attié falará sobre a Mag­i­s­tratu­ra e as Profis­sões Jurídicas.

Tam­bém estará pre­sentes A Del­e­ga­da Raquel Gallineti, o Advo­ga­do Fabio Tof­ic, a Pro­mo­to­ra Celeste San­tos, e a Defen­so­ra Mar­cia Semer.

A EPD fica na Aveni­da Liber­dade, 956, no Cen­tro de São Paulo.

O even­to começará às 19 e ter­mi­nará às 22:30 horas.

Congresso Internacional da Academia: prorrogado prazo de inscrição

Congresso Internacional da Academia: prorrogado prazo de inscrição

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito realizará seu II Con­gres­so Inter­na­cional, entre 16 e 18 de março de 2020, na Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, ten­do por tema CIDADE CIDADANIA DEMOCRACIA DIREITOS HUMANOS.

O pra­zo para inscrição como ouvinte e para os que pre­ten­dem apre­sen­tar tra­bal­ho no even­to foi pror­ro­gadopara o dia 2 de março de 2020.

Leia o edi­tal aqui, e inscre­va-se aqui.

Par­ticipe das ativi­dades e even­tos da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, veja aqui.

Realizado com êxito o Primeiro Curso de Verão da Academia

Realizado com êxito o Primeiro Curso de Verão da Academia

Encer­rou-se no últi­mo sába­do, a parte didáti­ca e de debates do Cur­so de For­mação em Dire­itos Humanos I, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, real­iza­do pela Cadeira San Tia­go Dan­tas e seu Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo, CIDHSP/APD.

Em tra­bal­ho inten­so, que con­tou com a pre­sença de impor­tantes pesquisadores, pesquisado­ras, profis­sion­ais do dire­ito, das ciên­cias soci­ais, da psi­colo­gia, da ciên­cia políti­ca, de políti­cas públi­cas, das relações inter­na­cionais, da medi­ação, das ciên­cias for­mais e nat­u­rais, estu­dantes, ativis­tas de movi­men­tos soci­ais, de Sal­vador, Por­to Ale­gre, Rio de Janeiro, Curiti­ba, Bau­ru, São José do Rio Pre­to, Camp­inas, Piraci­ca­ba, Rio Claro, Nova Odessa, San­tos e São Paulo, as aulas ocor­reram entre segun­da-feira e sába­do, de man­hã e à noite, 10 a 15 de fevereiro de 2020, com viva par­tic­i­pação dos inscritos e bol­sis­tas, nas aulas dos Pro­fes­sores Alfre­do Attié, André Car­val­ho Ramos, Katia Maria Abud, Matheus Pre­sot­to, Mar­co Anto­nio Zito Alvaren­ga, Wag­n­er Menezes, Cel­so San­tos, Gonça­lo Xavier, Fauzi Choukr, Rena­ta Álvares Gas­par, Luiz Rena­to Vedova­to, e Hen­rique Rabel­lo„ sob a coor­de­nação de Rober­ta de Bra­gança Fre­itas Attié.

Ini­cian­do-se, ago­ra, o tra­bal­ho de ori­en­tação dos inscritos para a redação da mono­grafia, a ser entregue em 20 de março, pelos pesquisadores e Acadêmi­cos da Acad­e­mia Paulista de Direito.

O Cur­so con­tou com a par­tic­i­pação de 43 alunos, que muito acres­cen­taram com seus con­hec­i­men­tos e exper­iên­cia, ao con­teú­do trazi­do pelos professores.

Em Jul­ho, a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito realizará os Cur­sos de Dire­ito e Ambi­ente, e Dire­ito das Cidades, em breve sendo aber­tas as inscrições.

Da con­ju­gação da mis­são da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e da nova abor­dagem e da difer­ente con­cepção de ensi­no imprim­i­das pelo seu Pres­i­dente, Alfre­do Attié, resul­tou o enga­ja­men­to de alu­nas e alunos no pro­je­to da APD, enrique­cen­do, a par­tir daqui, o time de colab­o­radores e partícipes na trans­for­mação do dire­ito e de sua relação com a sociedade e os movi­men­tos sociais.

Veja, aqui, algu­mas das fotos do evento.

Acom­pan­he os Even­tos da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e con­heça sua Mis­são e os ACADEMIA PESQUISA.

Está aber­to o Proces­so Sele­ti­vo para Pesquisadores e Pesquisado­ras da ACADEMIA DA PAZ, veja, aqui; assim como de Par­ceiros e Colab­o­radores, aqui.

Sobre Livros

Sobre Livros

Em 2011, inda­ga­do por um ami­go, Alfre­do Attié escrevia sobre leituras e livros.

A reed­ição do tex­to, aqui, em Breves Arti­gos, mar­ca a recri­ação do Clube de Leitu­ra ou Salão LiterárioDire­ito e Paixões: Leitu­ra e Escrit­u­ra”, que traz para a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito a exper­iên­cia lid­er­a­da por seu atu­al Pres­i­dente, de um exer­cí­cio de for­mação e cri­ação, denom­i­na­do, na época, de “Paixão de Leitu­ra”(2016–2017), assim como de um dos primeiros Núcleos de Pesquisa e Estu­do cri­a­dos e coor­de­na­dos por Attié, sobre “Dire­ito e Exper­iên­cia Literária, entre 1987 e 1991, quan­do leciona­va na UNESP.

Leia, a seguir, o belo tex­to, na for­ma epis­to­lar, do Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas e cri­ador dos ACADEMIA PESQUISA de nos­sa Academia.

Livros, por Alfre­do Attié

“Esti­ma­do amigo,
Como o incon­sciente, que não tem história, a amizade descon­hece as regras do tem­po. O amor, enfim, em todas as suas for­mas, eros, phil­ia, agape, storge, que, diziam os anti­gos, tudo vence, não pre­cisa de exper­iên­cia, nem de med­i­tação, ele é ou não é, et nos cedamus amori.
Inda­ga-me como ami­go quais seri­am os livros impor­tantes, aque­les que, lidos, con­for­mari­am a sabedo­ria, talvez menos a erudição, com­po­ri­am o patrimônio do que chamamos, des­de o sécu­lo XVIII, de civilização.
Há, é claro, os róis prepara­dos por home­ns efe­ti­va­mente eru­di­tos, de cul­tura recon­heci­da porque hau­ri­da dos clás­si­cos, que acabam por ser exata­mente aque­les que deve­mos ler.
Mas o clás­si­co depende de regra, de con­sen­so dos doutos. Nem sem­pre quer­e­mos ser doutos. O mais das vezes quer­e­mos ser ape­nas nós mes­mos, sim­ples, iguais, no exer­cí­cio da orig­i­nal­i­dade, que define o hom­inídeo, capaz de se adap­tar e mudar sua con­for­mação, ao pon­to de romper as leis nat­u­rais e destru­ir-se a si mes­mo. A cri­ança nasce, assemel­ha-se a um ser vivo qual­quer, que pede cuida­do e ali­men­tação. Pas­sa­do um ano, mais ou menos, começa a agir como ser humano, recu­san­do o que é saudáv­el, bus­can­do o praz­er e fug­in­do da dor. Mas não sabe, senão depois de lon­ga preparação, o que lhe traz praz­er duradouro. Por isso, pas­samos boa parte de nos­sa vida procu­ran­do o praz­er mais fácil, que nos cobra a dor mais duradoura.
Tem remé­dio a condição humana? O próprio ter­mo phar­makos sig­nifi­ca remé­dio e veneno, assim como o bem e o mal sep­a­ram-se por tênue lin­ha, amor e ódio, men­ti­ra, ver­dade, saber, ignorân­cia, vin­gar, perdoar.
Pois então: os livros são, de algu­ma for­ma, como os remé­dios, que fazem bem e mal, depen­den­do do momen­to em que os lemos, do espíri­to que ani­ma a leitu­ra, do modo como dialog­amos com os autores, a par­tir do que quer­e­mos diz­er, ao ouvir deles o que gostari­am de ter dito.
Os livros podem ser más­caras, por onde soa a voz… do leitor. É assim, aliás, que os reli­giosos bradam os livros que con­sid­er­am sagra­dos, instru­men­tos para a exposição de seu próprio dog­ma­tismo, de sua própria con­cepção de mun­do. Se os autores dos livros sagra­dos, divi­nos e humanos, soubessem que não seri­am lidos, mas ape­nas cita­dos, desi­s­tiri­am de seu inten­to de escrit­u­ra. Ou, quem sabe, ten­ham mes­mo sido sábios ao pon­to de per­manecerem anôn­i­mos, escon­di­dos sob o véu do nome de out­ros, pouco reais, pouco imag­i­na­dos. O próprio Deus dos monoteís­tas, Alá, Iavé/Jeová, talvez ten­ha deix­a­do pub­licar ape­nas uma ver­são mais pop­u­lar­izáv­el de suas ideias, escon­den­do, com medo da vul­gar­iza­ção, boa parte do que con­ce­beu. Talvez ten­ha escon­di­do tam­bém a mel­hor parte de nós mes­mos, tor­nan­do-nos par­ci­ais e inca­pazes de realizar a grandeza da con­cepção que temos de nós mes­mos — que nun­ca se encaixa na real­i­dade e gera tan­ta exclusão, intol­erân­cia, dom­i­nação, explo­ração, opressão. Sendo ape­nas parte do que poderíamos ser, quer­e­mos sem­pre trans­for­mar os out­ros à nos­sa imagem, pre­su­min­do que a per­feição nos pode ser dada pelo meio de escon­der, pela desigual­dade, a imper­feição da sim­ples diferença.
Mas vamos aos livros. Sem eles, para o bem e para o mal, saben­do ou não dis­so, ten­do-os lido ou igno­ra­do, não seríamos o que somos, nem o que pre­sum­i­mos ser, nem o que pre­tendemos ser e pre­tendemos que os out­ros sejam.
Eles estão aí — na maior parte descon­heci­dos — como rison­hos con­stru­tores de nos­so modo de ser, quem sabe inven­tores de nos­sa iden­ti­dade, ou do que achamos que pos­sa ser.
Mas foram escritos por out­ros de nós. O que sig­nifi­ca que somos os artí­fices de nos­so próprio engo­do, que, tan­ta vez, chamamos destino.
Pre­sos na mal­ha da ficção, somos porém livres. Não como pás­saros, somente, despos­suí­dos dos instru­men­tos que usamos para tra­bal­har o mun­do. Mas sobre­tu­do livres para a morte, nos­so des­ti­no mais igual e igual­itário. Não nos con­for­mamos com isso, é claro, e con­struí­mos uma hier­ar­quia para ser vivi­da após a morte. Algu­mas dessas con­cepções de nova vida já foram refu­tadas pelos fatos: os pobres seres embal­sama­dos, no anti­go Egi­to, não des­per­taram em nen­hum Paraí­so, mas den­tro das vit­rines dos museus, viven­do o pesade­lo da obser­vação des­cuida­da, impiedosa, con­stante e vul­gar de turistas.
Sendo, pois, a nos­sa vida assim muito semel­hante, nos son­hos que son­hamos e nos pesade­los que vive­mos, parece evi­dente que a orig­i­nal­i­dade humana nasceu cedo, mas se tornou preguiçosa, aderindo logo à arte da imitação.
Por isso esta­va cer­to o poeta que disse que foram poucos os livros escritos, porque as pou­cas histórias que con­taram vier­am a ser recon­tadas con­stan­te­mente, mes­mo que com out­ros nomes, out­ros títu­los, out­ros autores.
Segun­do tal con­cepção, as pou­cas histórias real­mente orig­i­nais estari­am nos primeiros livros, escritos por gente real­mente indus­triosa e inteligente na arte de con­tar histórias e per­pet­u­ar na memória de leitores um enre­do, cuja nos­tal­gia fez com que fos­sem infini­tas vezes com­pi­ladas e recompiladas.
Para o mun­do que se con­ven­cio­nou chamar de oci­den­tal (um grave equívo­co, basea­do em embustes e ficções medievais), tais histórias primeiras seri­am evi­den­te­mente o anti­go e o novo tes­ta­men­tos, além da Ilía­da e da Odisséia.
Seu poder de preser­var-se esteve na genial­i­dade da con­cepção e do uso da arte de con­tar histórias. Essa arte é oral. Por óbvio, as fontes de todas as histórias, mal­gra­do escritas, preser­varam a sua mel­hor qual­i­dade por guardarem o esti­lo e o sabor da oral­i­dade. No que perde a afir­mação que antes aqui fiz. Nem os primeiros livros são primeiros, pois suas histórias são com­pi­lações… de livros não escritos.
Pon­to, pois, para um ter­ceiro livro sagra­do, que se acred­i­ta mes­mo mera parte da rev­e­lação div­ina, que con­tin­ua a se faz­er e não é ple­na­mente apreen­sív­el pela for­ma do livro, pela escri­ta. Assim se con­cebe o Corão.
Mais um livro impor­tante, porque sem­i­nal. Já são cinco.
Haverá tem­po, vita bre­vis, para a leitu­ra e med­i­tação de out­ros livros? Haverá neces­si­dade dis­so, já que as demais histórias seri­am as mes­mas histórias?
Para­doxal­mente, respon­do que sim e sim.
A primeira respos­ta afir­ma­ti­va ape­nas é decor­rente do que já disse: não lemos os livros, mas a nós mes­mos por meio deles. Lemos os livros para viv­er a vida fora (aparente­mente) deles. Nos­sa leitu­ra é ráp­i­da, breve, não se detém. Poder­mos ler todos os livros, não sejamos mais preguiçosos da leitu­ra o quan­to fomos da inventividade.
Cin­co livros pra começar.… mas, é uma pena, não podemos lê-los com liber­dade. Estão escon­di­dos por sécu­los e sécu­los de out­ras leituras. Não con­seguimos escav­ar o bas­tante para encon­trá-los, nem temos essa capacidade.
Se for só pelo praz­er lúdi­co de bus­car um sub­stra­to arque­ológi­co, do que são hoje tais livros na super­fí­cie, ain­da vá lá. Mas há o prob­le­ma adi­cional da guar­da de tais sub­stratos — sela­dos, enseg­reda­dos (é um neol­o­gis­mo, para diz­er o con­trário de seg­redar) – pelos sabidos ofi­ci­ais. Não se pode sair por aí desven­dan­do sub­stratos e come­tendo erros de leitu­ra e inter­pre­tação: um dos sabidos sem­pre vai cor­ri­gi-los e dar nota. Mais um pon­to a menos para a nos­sa inventividade.
Por causa dis­so, out­ros livros foram escritos: que­bram o seg­re­do, sem dizê-lo. Recon­tam, ou mel­hor, refazem a história, rear­ran­jam o enre­do. Veja esse exem­p­lo breve: um arqueól­o­go que chamou sua ciên­cia de psi­colo­gia pro­fun­da, deu o nome de Édipo a um com­plexo de relações do iní­cio da existên­cia. Refe­ria Oedi­pus, um mito, depois uma peça teatral, depois, segun­do a inter­pre­tação freudi­ana, uma out­ra peça teatral, cujo nome seria Ham­let. Ou seja, várias vezes a mes­ma história, mas con­ta­da de várias for­mas, cada uma delas obra da arte de seu con­ta­dor. E depois ain­da veio a história recon­ta­da por out­ro arqueól­o­go-filó­so­fo, que assim­ilou o enre­do ao cur­so de um jul­ga­men­to. Vale a pena ler todos ess­es livros, todas essas ver­sões? Claro que sim. São mais qua­tro livros, fora, é claro, as com­pi­lações de mitos pro­pri­a­mente ditas, que são inúmeras.
Até aqui, como já perce­beu, não estou dire­ta­mente respon­den­do a sua per­gun­ta, mas con­tan­do uma out­ra história, que começa, mais ou menos assim (como come­cei pelo meio da história, ago­ra pre­ciso diz­er como começa o começo): “No princí­pio, não era o ver­bo…” Por quê?
São várias as razões, mas a mais lóg­i­ca é a seguinte: se o livro é um remé­dio… vem depois do mal que dese­ja curar, ou do bem que dese­ja recriar.
É por isso que, em boa parte dos primeiros livros, o autor é autên­ti­co e começa a falar de alguém sem explicar muito quem seja. Ele pres­supõe que todos já saibam de quem se trata.
Noutras vezes, o autor é fal­so, pre­ten­siosa­mente orig­i­nal: ele expli­ca quem é a per­son­agem, diz porque se chama assim, quem eram seus ascen­dentes, quem serão seus descen­dentes, como for­mou seu caráter e por aí vai: no mín­i­mo, dupla men­ti­ra: não foi o autor quem inven­tou a per­son­agem; ele con­ta sua fil­i­ação só para agradar alguém do momen­to, ou adu­lar seu povo, ou jus­ti­ficar os capri­chos de um tira­no, que se quer faz­er povo… Exem­p­los inúmeros. Estão nos autores dos tex­tos sagra­dos, abun­dantes, estão em Home­ro, em Virgílio, em Camões, e a lista não aca­ba mais. Vale a pena ler ess­es dois últi­mos aí? A desci­da ao infer­no de Aeneas é uma das mais belas cenas já desen­hadas. O dile­ma civ­i­lizador lusi­tano e sua dependên­cia, muito cedo, da cul­tura dos mun­dos que ocupou, aju­dam a enten­der mui­ta coisa de nos­sa for­ma hes­i­tante de ser. E Dante? Incip­it Vita Nova!
O remé­dio da lit­er­atu­ra, enfim, intox­i­ca. Não con­seguimos nos livrar dele. Seria uma boa coisa desven­dar a razão dis­so. Para tan­to, seria necessário recomeçar nos­sa história, ago­ra do fim (já vimos o meio e o início).
Ten­ho mais um pouco de sua paciên­cia de leitor?
Pois lhe digo: o mais belo de todos os livros é um livro que não existe. Não existe porque não foi escrito. É o livro que todos podemos e deve­mos escr­ev­er, mas que não esgo­tará a von­tade e o dese­jo de ler o que não está escrito, pois out­ras ger­ações virão, dotadas do mes­mo dese­jo, da mes­ma vontade.
Hoje em dia, em ger­al, os livros escritos são muito pobres de idéias, de imag­i­nação. São pobres de história e na arte de contá-las.
Mas são pobres sobre­tu­do de éti­ca: meros plá­gios, sem mui­ta arte, sequer recon­hecem isso. Pior, gabam-se de orig­i­nal­i­dade… claro. Mas não é isso que chamo de fal­ta de éti­ca. Sabe­mos, des­de os Anti­gos, que o que chamamos de cri­ação é o entre­laça­men­to do que lem­bramos e esque­ce­mos, con­hec­i­men­to e descon­hec­i­men­to, con­sciên­cia e inconsciência.
Isto lança min­ha breve reflexão a uma obra que dá con­ta exa­ta do poder da lin­guagem escri­ta, ao se apoiar na oral­i­dade, mas acres­cen­tar a capaci­dade de faz­er o mun­do aban­donar a cir­cu­lar­i­dade do tem­po e começar a se perce­ber como fluxo em direção a um cam­in­ho impen­sa­do. Em algum lugar de La Man­cha, de cujo nome não con­si­go recor­dar, vivia um fidal­go… Quem é que não se lem­bra dessas palavras, que são como o iní­cio do tex­to sagra­do dos romances, da aber­tu­ra à mod­ernidade da exper­iên­cia. Quan­tos jogos não con­stru­iu Cer­vantes, quan­tas iro­nias, escr­ev­er car­tas para quem não vai ler, assi­s­tir ao suces­so do livro que está sendo escrito, embustes, ilusões a, até mes­mo, real­i­dade. O Dom Quixote é talvez o mel­hor momen­to de reflexão sobre a condição humana, que são múlti­plas condições, mas tam­bém sobre o que pode realizar e seus lim­ites. Mas uma obra sem vaidade.
Éti­ca é caráter e des­ti­no comum. O que todas as obras que referi tin­ham de con­strução e reflexão sobre caráter e des­ti­no comum… perdeu-se nas obras de hoje, que são des­ti­tuí­das de caráter e de pre­ocu­pação com o des­ti­no comum. Muito óbvias, pre­ten­sa­mente impar­ci­ais e uni­ver­sais, sem opinião, mal escritas para agradar o gos­to mais vul­gar, ape­nas frustram.
Há, em decor­rên­cia dis­so, uma con­de­scendên­cia com a men­ti­ra. Queren­do pare­cer boaz­in­has, as pes­soas andam mentin­do muito. Escrevem o que não pen­sam, cur­vam-se a uma idéia de comu­nidade que não existe. Inti­ma­mente, são capazes das piores ações, dos piores pen­sa­men­tos, mas mentem. Como são tolas as pes­soas, hoje em dia, queren­do pare­cer boas aos olhos de todos. E como são tolas as apolo­gias con­stantes, cotid­i­anas. Que per­da de tem­po e de mate­r­i­al… Quan­ta hom­e­nagem à vaidade…
Os livros que todos gostaríamos de ler ain­da estão à espera de ser escritos. Será que retra­bal­hare­mos os livros anti­gos, nova­mente com qual­i­dade? Será que cri­are­mos novas histórias, tecer­e­mos novas tra­mas? Espero que sim.
Antes de con­cluir, gostaria de citar o nome de alguns livros, que me agradaram e cuja leitu­ra recomen­do. São poucos de uma lista imen­sa, que sequer ten­ho paciên­cia de pas­sar para o papel. Mas acho que a lista vai agradar mui­ta gente, que tam­bém citaria os mes­mos livros, ou que ven­ha a tam­bém os ler.
Mui­ta gente pode ter lido, mas cada um leu de modo difer­ente, o que é muito bom. Como a bib­liote­ca pes­soal de cada um.
Ten­ho orgul­ho de pos­suir uma, com aprox­i­mada­mente dezoito mil livros impres­sos – fora os que guar­do, hoje, em meu com­puta­dor. Essa bib­liote­ca pes­soal tem obras que foram de meu pai, Alfre­do Attié (as que mais gos­to são seus cader­nos de estu­do de latim, no anti­go giná­sio, os livros de estu­do de grego), de min­ha mãe, Maria Lucy Marza­gão Bar­b­u­to Attié, de meu tio Hélio Marza­gão Bar­b­u­to e de sua dile­ta ami­ga Mafal­da, além de um livro de de cada um de meus tios Fran­cis­co e Anto­nio Bar­b­u­to, Luís Attié, out­ro de meu tio avô Paulo Marza­gão, out­ras de queri­dos ami­gos, Horst Bar­d­ua e Maria Apare­ci­da Bar­d­ua, Rena­to Janine Ribeiro. Ain­da guar­do os livros que gan­hei na infân­cia e juven­tude de min­ha mãe, Maria Lucy, clás­si­cos que líamos jun­tos, às vezes com­petindo pelo menor tem­po, pela mel­hor resenha.
Mas para os livros há dois praz­eres: para muitos o de ape­nas ter, para out­ros, o de ler.
E min­ha indi­cação se dá de poucos livros, ape­nas referindo o praz­er da leitu­ra, sem afe­tação, aque­le que nos faz rir e chorar, eru­di­tos e mundanos.
Todo autor, assim pen­so, ao escr­ev­er, está referindo, às vezes sem diz­er, o que leu. Por­tan­to toda boa obra está a indicar os seus clássicos.
Entre tais leitores-escritores, sugiro, na lín­gua espan­ho­la, Jorge Luis Borges e, ital­iana, Ita­lo Calvi­no. Seus esti­los são tão mar­cantes, que qual­quer uma de suas obras abrirá as por­tas para todas as demais. Mas que tal, respec­ti­va­mente, Pierre Menard Autor do Quixote, e As Cidades Invisíveis?
Para citar brasileiros, faço‑o do quatuor que, criti­ca­mente, abre a reflexão do que somos e podemos ser, desvin­cu­lan­do-se das amar­ras da lit­er­atu­ra ante­ri­or, apologéti­ca, reprim­i­da: Ser­gio Buar­que de Hol­lan­da e Raízes do Brasil, Gilber­to Freyre e Casa Grande e Sen­za­la, Caio Pra­do Junior e For­mação do Brasil Con­tem­porâ­neo, e Mario de Andrade e Macu­naí­ma. Ain­da acres­cen­taria Guimarães Rosa e Grande Sertão Veredas e Clarice Lispec­tor e a Paixão Segun­do G.H..
Para citar dois autores de lín­gua ingle­sa, cujos tex­tos estão aptos a der­rubar muitos pre­con­ceitos e dog­mas esta­b­ele­ci­dos, Hen­ry David Thore­au e Walden, e Joseph Kon­rad e Heart of Dark­ness. Mas não esqueço o diver­ti­men­to de out­ro tex­to inau­gur­al, O Tom Jones de Hen­ry Fielding.
Pen­san­do na lín­gua alemã, porque não endos­sar a dúvi­da sobre nos­sa pre­ten­sa capaci­dade de faz­er e de cri­ar: Homo Faber, de Max Frisch.
Ou, na lín­gua holan­desa, de nos definir­mos pelo saber ou pela seriedade de nos­sos propósi­tos: Homo Ludens, de Johan Huizinga.
Da lín­gua france­sa, cito dois via­jantes con­tem­porâ­neos, Lévi-Strauss e Tristes Trópi­cos, e Pierre Clas­tres e a Crôni­ca dos índios Guaya­ki. Os livros de viagem que nos ensi­nam a ser­mos out­ros e a respeitar­mos e inte­grar­mos a alteri­dade, como os anti­gos Heró­do­to e Tucí­dides, refletindo sobre o que somos. E cito tam­bém os via­jantes per­sas e suas Car­tas Per­sas, de Montesquieu.
Mui­ta mais há de ser dito, mas encer­ro aqui, dizen­do que, afi­nal, todos os livros que são real­mente livros, ensi­nam-nos a liber­dade de ser­mos nós mes­mos e a igual­dade de respeitar­mos seus autores e os autores por trás deles.
Enfim, o que nos define é a alteri­dade e não a identidade.
Um grande abraço do Alfre­do Attié.”

André Ramos lança 7a. edição do Curso de Direitos Humanos

André Ramos lança 7a. edição do Curso de Direitos Humanos

O Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, André de Car­val­ho Ramos, Pro­fes­sor Asso­ci­a­do da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, aca­ba de lançar a séti­ma edição, revista e ampli­a­da, de seu impor­tante Cur­so de Dire­itos Humanos, pela Edi­to­ra Sarai­va, de São Paulo, livro cap­i­tal para o estu­do da matéria, cujo suces­so edi­to­r­i­al cor­re­sponde à riqueza de seu con­teú­do, ao cuida­do de estu­do e con­stante atu­al­iza­ção de seu autor, bem como à util­i­dade da obra, na for­mação das novas ger­ações de juris­tas brasileiros.

Entre out­ras novi­dades, o novo livro inclui a análise da Con­venção Quadro de Con­t­role do Taba­co, o Acor­do de Escazú, estu­do novos dire­itos (dire­ito à mora­dia; dire­ito à ali­men­tação) e temas como o “Inquéri­to das Fake News”, a “Lei de Abu­so de Autori­dade”, a Por­taria 770 (e a 666, sobre a saí­da de estrangeiros), novas leis de pro­teção à mul­her bem como prece­dentes recentes do STF e do STJ como o caso do abu­so da palavra, o “dire­ito de falar por últi­mo”, a atu­ação do COAF e da Recei­ta Fed­er­al, o Caso da Esco­la sem Par­tido, home­school­ing, todos os casos resum­i­dos de IDCs (inclu­sive os 4 últi­mos de 2019), “cus­tos vul­ner­a­bilis”, racis­mo homo­trans­fóbi­co, Caso Rio­cen­tro, Bien­al do Livro e o “bei­jo gay”, dire­ito à par­tic­i­pação pop­u­lar e a mod­i­fi­cação dos conselhos.

Wagner Menezes é Fellow Professor da University of California — Berkeley

Wagner Menezes é Fellow Professor da University of California — Berkeley

O Acadêmi­co Tit­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Wag­n­er Menezes, Pro­fes­sor Asso­ci­a­do da Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, foi nomea­do Fel­low Pro­fes­sor da Esco­la de Dire­ito da Uni­ver­si­dade da Cal­i­for­nia — Berke­ley, Cal­i­for­nia, Esta­dos Unidos.

Após ter per­maneci­do por seis meses na Uni­ver­si­dade, em pro­gra­ma de inten­sa pesquisa e docên­cia, Wag­n­er Menezes foi nomea­do Fel­low Professor.

Tra­ta-se de fato que coroa a ded­i­cação e o bril­ho acadêmi­co de Menezes, pro­fes­sor apaixon­a­do e queri­do de seus alunos e alu­nas, sendo notí­cia que hon­ra não ape­nas a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e a Uni­ver­si­dade de São Paulo, mas a todos os brasileiros e brasileiras, além da comu­nidade jurídi­ca e edu­ca­cional de nos­so País.

A Berke­ley Law School é uma das mais impor­tantes fac­ul­dades de dire­ito do mun­do, ten­do rece­bido tam­bém Hans Kelsen em seu quadro de professores.

Na foto, aula pro­feri­da a mais de sessen­ta alunos, na Uni­ver­si­dade, sobre Dire­ito do Mar.

Nota de Pesar pelo falecimento de Damásio Evangelista de Jesus

Nota de Pesar pelo falecimento de Damásio Evangelista de Jesus

Damá­sio Evan­ge­lista de Jesus foi um dos mais impor­tantes juris­tas brasileiros, respeita­do  na comu­nidade jurídi­ca internacional.

Com­pun­ha a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, como Acadêmi­co Tit­u­lar, depois, Honorário.

Foi mem­bro do Min­istério Públi­co do Esta­do de São Paulo, Pro­mo­tor e Procu­rador de Justiça, e  advo­ga­do crim­i­nal­ista. Fun­dou o Com­plexo Damá­sio Edu­ca­cional, o mais anti­go cur­so preparatório para con­cur­sos de car­reiras jurídi­cas do País, do qual faz parte a Fac­ul­dade de Dire­ito Pro­fes­sor Damá­sio de Jesus. Bacharelou-se em Ciên­cias Jurídi­cas e Soci­ais pela Insti­tu­ição Tole­do de Ensi­no. Rep­re­sen­tou o Brasil na Orga­ni­za­ção das Nações Unidas, per­ante a Comis­são de Pre­venção do Crime e Justiça Penal. Doutor hon­oris causa da Uni­ver­si­dade de Saler­no. Dedi­cou-se por mais de quarenta anos ao mag­istério. Era con­heci­do pelos ami­gos ínti­mos como “o Mestre do Universo”.

Fica aqui a hom­e­nagem da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito ao Pro­fes­sor e Jurista, respon­sáv­el pela for­mação de várias ger­ações de juris­tas brasileiros.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito per­manece em luto for­mal por sete dias.

Alfre­do Attié
Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Direito
Tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dantas

Arte presente no Congresso Internacional da Academia

Arte presente no Congresso Internacional da Academia

A mis­são e o pro­je­to da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito salien­tam a aprox­i­mação da ciên­cia jurídi­ca com out­ros saberes e faz­eres, impor­tantes na con­fig­u­ração cul­tur­al do dire­ito e na com­preen­são de seu modo de ser. A arte atua, igual­mente, como ele­men­to de trans­for­mação e recon­fig­u­ração cultural.

A exem­p­lo da par­tic­i­pação cen­tral das man­i­fes­tações artís­ti­cas, no I Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia, havi­do em dezem­bro de 2018, tam­bém o II Con­gres­so, a se realizar em março de 2020, de 16 a 19, na Fac­ul­dade de Dire­ito da Uni­ver­si­dade de São Paulo, con­tará com a pre­sença de artis­tas e de expressões culturais.

Na últi­ma quin­ta-feira, Alfre­do Attié, Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, encon­trou-se no tradi­cional Restau­rante Tar­si­la, com o Artista Plás­ti­co Cil­do Oliveira, para acer­tar os últi­mos detal­h­es de sua par­tic­i­pação no Congresso.

Cil­do e Attié

Cil­do trará obras para serem expostas, assim como fará uma apre­sen­tação, falan­do de alguns dos temas de seu inter­esse, entre os quais se desta­ca o tra­bal­ho com as iden­ti­dades e as difer­enças, na bus­ca históri­ca, arque­ológ­i­ca e fic­cional de suas raízes indí­ge­nas e per­nam­bu­canas, con­stru­in­do seu próprio suporte artís­ti­co, a par­tir da icono­grafia indí­ge­na, doc­u­men­tos e sím­bo­los históri­cos, além de ele­men­tos da natureza, tra­bal­ha­dos e recon­fig­u­ra­dos na dinâmi­ca de sua obra.

Cil­do foi um dos par­tic­i­pantes do Núcleo Paixão da Leitu­ra, coor­de­na­do pelo Dr. Attié, e que, por sug­estão fei­ta pelo artista plás­ti­co. durante o encon­tro, será inseri­do na pro­gra­mação reg­u­lar da Acad­e­mia Paulista de Direito.

O II Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia tem sido prepara­do com esmero. O espaço para as sub­mis­sões de pesquisadores e pesquisado­ras, além de estu­dantes foi ampliado.

Out­ras expressões cul­tur­ais virão e serão anun­ci­adas, em breve.

Cadeira San Tiago Dantas traz Centro Internacional de Pesquisas sobre Solução de Conflitos

Cadeira San Tiago Dantas traz Centro Internacional de Pesquisas sobre Solução de Conflitos

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito tem-se desta­ca­do pelo desen­volvi­men­to de pesquisas e estu­dos e por seu envolvi­men­to nos temas e movi­men­tos impor­tantes da sociedade brasileira e internacional.

Se a edu­cação tem sido apon­ta­da, quase de modo unân­ime, como meio de solu­cionar os prob­le­mas da vida con­tem­porânea,  a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito tem bus­ca­do, exata­mente, por meio de um sis­tema sério e avança­do de desen­volvi­men­to edu­ca­cional e da con­strução de um ciclo vir­tu­oso de ensi­no, con­tribuir para a super­ação de tais prob­le­mas e para o aper­feiçoa­men­to da sociedade, em ger­al, e da comu­nidade jurídi­ca, em particular,

Voltar a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito para os jovens e para o futuro é a palavra de ordem que tem a ani­ma­do o impul­so que ger­ou os ACADEMIA PESQUISA, Cen­tros, Núcleos e Insti­tu­tos de Pesquisa cri­a­dos des­de agos­to de 2017, e que, a par­tir de 25 de janeiro de 2020, nos 466 anos de São Paulo, Cidade que abri­ga a Sede da Acad­e­mia, em ple­na aveni­da Paulista, pas­sa a con­tar com o Cen­tro Inter­na­cional da Paz, Justiça, Sol­i­dariedade e Trans­for­mação de Con­fli­tos de São Paulo (PAZ/APD), ou ACADEMIA DA PAZ, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dantas.

A ini­cia­ti­va é pio­neira, pois é a primeira vez que um pro­je­to volta­do à solução de con­fli­tos apre­sen­ta-se de modo sis­temáti­co, impar­cial e desin­ter­es­sa­do, volta­do exclu­si­va­mente para fornecer à sociedade e ao mer­ca­do estu­dos e soluções que supram neces­si­dades de políti­cas públi­cas e de empre­sas, no aspec­to impor­tante e del­i­ca­do do entendi­men­to, da pre­venção e da trans­for­mação inteligente de con­fli­tos e con­tro­vér­sias, no sen­ti­do do aper­feiçoa­men­to dos rela­ciona­men­tos e do cál­cu­lo e diminuição de riscos e pon­tos de atri­to, na con­strução de uma cul­tura e de uma políti­ca da paz.

A ACADEMIA DA PAZ aca­ba de lançar dois edi­tais. O primeiro, para a inscrição de pesquisadores e pesquisado­ras. O segun­do, para a real­iza­ção de parcerias.

As vagas estão aber­tas para pesquisadores e pesquisado­ras de todas as áreas do con­hec­i­men­to, uma vez que os ACADEMIA PESQUISA desen­volvem seus tra­bal­hos de modo inter- e trans- disciplinar.

O pra­zo para inscrição de pesquisadores e pesquisado­ras inter­es­sa­dos em par­tic­i­par de pro­gra­mas de pesquisa, estu­do e exper­iên­cia de novos mod­os de pre­venção, solução e trans­for­mação de con­fli­tos, no âmbito local, nacional e inter­na­cional, ter­mi­na em 7 de março de 2020.

Graduandos/as, mestres, mestrandas/os, doutorandos/as, doutoras/es, espe­cial­is­tas, profis­sion­ais que tra­bal­hem ou que dese­jem tra­bal­har ou pre­cisem lidar com os temas da ACADEMIA DA PAZ, podem se can­di­datar às vagas.

Um pro­je­to de excelên­cia e ambi­cioso de  for­mação e qual­i­fi­cação, bem como de engen­dra­men­to de mod­e­los e políti­cas será desen­volvi­do, segun­do as sete Lin­has de Pesquisa ini­ci­ais do Cen­tro de Pesquisas.

Enti­dades inter­es­sadas em par­tic­i­par desse pro­je­to ino­vador podem, igual­mente, can­di­datar-se às Parce­rias e con­tribuir para as ini­cia­ti­vas e ativi­dades da ACADEMIA DA PAZ.

Veja aqui o Edi­tal de Seleção de Pesquisadores e Pesquisado­ras, e o For­mulário de Inscrição.

Para as Parce­rias e Con­tribuições, acesse o link do Edi­tal de Seleção de Par­ceiros e Con­tribuintes e o For­mulário de Inscrição especí­fi­co.

 

Serviço:

Cen­tro de Pesquisas  e Estu­dos sobre Pre­venção, Solução e Tra­b­s­for­mação de Conflitos.Processo Sele­ti­vo para pesquisadores/as e parceiros/as.

ACADEMIA DA PAZ — Cen­tro Inter­na­cional da Paz, Justiça, Sol­i­dariedade e Trans­for­mação de Con­fli­tos de São Paulo, vin­cu­la­do à Cadeira San­ti­a­go Dan­tas, da Acad­e­mia Paulista de Direito.

Inscrições de 25/01/2020 a 07/03/2020.

Infor­mações: http://apd.org.br

Calendário: Programas Atividades Laboratórios Eventos Cursos Congressos Seminários

Calendário:  Programas Atividades Laboratórios Eventos Cursos Congressos Seminários

Acompanhe e Participe  dos Eventos da Academia Paulista de Direito

 

III Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito: 8 a 11 de novem­bro de 2022.

Cur­so de Exten­são Dire­itos Humanos I, 10, 11, 12, 13, 14 e 15 de fevereiro de 2020.

II Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, 16, 17, 18 e 19 de março de 2020.

I Con­gres­so Inter­na­cional da Acad­e­mia paulista de Dire­ito. 3, 4 e 5 de dezem­bro de 2018.

Lançamento de Livros de Acadêmicos

Lançamento de Livros de Acadêmicos

O Desem­bar­gador Artur Mar­ques da Sil­va Fil­ho e os Pro­fes­sores Arnol­do Wald e Domin­gos Zainaghi, Acadêmi­cos Tit­u­lares da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, lançaram, recen­te­mente, con­tribuições doutrinárias para a dis­cussão de temas jurídi­cos impor­tantes para a sociedade contemporânea.

Artur Mar­ques teve seu impor­tante livro, lança­do em 2011,  Adoção pub­li­ca­do em quar­ta edição, revista, atu­al­iza­da e ampli­a­da, pela tradi­cional Edi­to­ra Revista dos Tri­bunais, atual­mente sob con­t­role da Thom­son Reuters. No livro, o autor exam­i­na a evolução da inter­pre­tação e da apli­cação da Lei Nacional de Adoção, suas atu­al­iza­ções leg­isla­ti­vas, após recu­per­ação da con­strução históri­ca do insti­tu­to e de seu regime jurídico.

 

Arnol­do Wald coor­de­na o livro A Respon­s­abil­i­dade Civ­il da Empre­sa Per­ante os Investi­dores, escri­ta com o obje­ti­vo de con­tribuir para a mod­ern­iza­ção e a mor­al­iza­ção do Mer­ca­do de Cap­i­tais, edi­ta­do pela Quarti­er Latin, com arti­gos assi­na­dos por Modesto Car­val­hosa, Luiz Gastão Paes de Bar­ros Leães, Fabio Ulhoa Coel­ho, Marçal Justen Fil­ho, além de Bruno Peixo­to, Mari­na Araújo, Alber­to Mor­eira e Viviane Prado.

Domin­gos Zainaghi tem a CLT Comen­ta­da, Arti­go por Arti­go, Pará­grafo por Pará­grafo, obra que coor­de­na e que tem como orga­ni­zador Cos­ta Macha­do, além da con­tribuição de inúmeros espe­cial­is­tas, pub­li­ca­da em 11a. edição, pela Manole.

É com grande sat­is­fação e orgul­ho que a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito recebe essas obras, a demon­strarem o zelo per­ma­nente de seus Acadêmi­cos e Acadêmi­cas para a con­strução da dout­ri­na jurídi­ca brasileira, na reafir­mação dos val­ores con­sti­tu­cionais fun­dantes do Esta­do Democráti­co de Direito.