Direitos Humanos em Movimento

Direitos Humanos em Movimento

Com o apoio da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, a Comis­são de Dire­itos Humanos da OAB de Salto, São Paulo, real­i­zou no sába­do, dia 28 de setem­bro de 2019, o impor­tante I Sem­i­nário de Dire­itos Humanos: Vio­lên­cia Urbana.

Vários espe­cial­is­tas,  defen­sores e defen­so­ras dos dire­itos humanos, atuan­do na advo­ca­cia, na edu­cação, no jor­nal­is­mo, na arte, na dança, na músi­ca, no cam­po do diál­o­go inter­rre­li­gioso, em movi­men­tos soci­ais, cole­tivos e orga­ni­za­ções não gov­er­na­men­tais, debat­er­am, durante a man­hã e a tarde, temas como cul­tura e dire­itos humanos, pre­con­ceito, vio­lên­cia, racis­mo, desigual­dade, opor­tu­nidades e prob­le­mas enfrenta­dos por mul­heres, negros, pop­u­lação lgtbtq+.

Veja a programação.

A OAB Salto é pre­si­di­da pelo Dr. Juliano Hyp­poli­to. A Comis­são de Dire­itos Humanos da OAB  Salto é dirigi­da pela Dra. Andrea Dias Fer­reira. O even­to é coor­de­na­do pelo Dr. Paulo Giovan­ni Car­val­ho, que tem real­iza­do uma gestão ino­vado­ra, bus­can­do con­stru­ir laços com a sociedade, assim enrique­cen­do o tra­bal­ho e a reflexão da advocacia.

Fiz­er­am impor­tantes exposições Rober­to Tardel­li (Desigual­dade Social e Vio­lên­cia Estatal), Chell Oliveira (Cul­tura e Enfrenta­men­to da Vio­lên­cia), Maria Eduar­da de Camar­go (Edu­cação e Diver­si­dade), Leonar­do Borges (Racis­mo e Vio­lên­cia Epistêmi­ca), Ana Clara Moniz (Pre­con­ceitos e Aces­sos de Pes­soas Por­ta­do­ras de Neces­si­dades Espe­ci­ais), Rafael Domingues (Vio­lên­cia con­tra Pop­u­lação LGBTQIA+), Aril­ton Assunção (Pre­con­ceitos e Opor­tu­nidades) e Fáti­ma Her­cu­lano (Vio­lên­cia con­tra a Mul­her Negra).

Os tra­bal­hos foram desen­volvi­dos em dois blo­cos, o primeiro pela man­hã, ini­cian­do-se às 8 e encer­ran­do-se às 12 horas; e o segun­do, entre 13:30 e 17 horas.

Ini­cia­ti­va impor­tante, sobre­tu­do porque se estende à sociedade, com sua par­tic­i­pação ati­va e transdisciplinar.

Salto é cidade que pos­sui lon­ga tradição artís­ti­co-cul­tur­al, berço que foi da indus­tri­al­iza­ção paulista e brasileira, depois de suces­sivos flux­os indus­tri­ais, com a conexão de aspec­tos tradi­cionais da cul­tura paulista e caipi­ra ou ser­tane­ja com as influên­cias da imi­gração, sobre­tu­do europeu-ital­iana, depois das migrações inter­nas brasileiras, com os deslo­ca­men­tos do Norte e Nordeste do Brasil para o Sul, depois para o Sudeste.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito esteve presente.

Veja mais detal­h­es sobre o even­to, aqui.

Baltasar Garzón entrevistado por Maria Carolina Trevisan e Jamil Chade

Baltasar Garzón entrevistado por Maria Carolina Trevisan e Jamil Chade

Unin­do jor­nal­is­mo de alta qual­i­dade e com­pro­mis­so com a democ­ra­cia e os dire­itos humanos, e a infor­mação do públi­co leitor, e desven­dan­do com atenção e cuida­do os temas fun­da­men­tais da vida con­tem­porânea, Maria Car­oli­na Tre­visan e Jamil Chade, cada um em sua área de atu­ação, têm nos ofer­e­ci­do reporta­gens e entre­vis­tas essen­ci­ais para a for­mação da opinião públi­ca críti­ca e ativa.

Aqui, real­izam entre­vista da mais alta impor­tiân­cia, ao con­ver­sarem com Bal­tasar Garzón, ex-mag­istra­do espan­hol, respon­sáv­el pelo jul­ga­men­to de crimes con­tra a humanidade, ter­ror­is­mo, ter­ror­is­mo de Esta­do, nar­cotrá­fi­co, cor­rupção políti­ca e con­tra a ordem econômi­ca, ten­do fica­do famoso inter­na­cional­mente pela deter­mi­nação cora­josa de prisão do dita­dor chileno Augus­to Pinochet.

Garzón falou sobre a democ­ra­cia e seus riscos, cor­rupção, avanço da extrema-dire­i­ta na Améri­ca Lati­na, e as relações entre justiça e política.

Con­fi­ra a ínte­gra da entre­vista aqui.

Maria Car­oli­na Tre­visan é espe­cial­iza­da na cober­tu­ra de dire­itos humanos, políti­cas públi­cas soci­ais e democ­ra­cia. Coor­de­na a área de comu­ni­cação do pro­je­to Memória Mas­sacre Carandiru e é pesquisado­ra da Asso­ci­ação Nacional de Dire­itos Humanos, Pesquisa e Pós Grad­u­ação. É coor­de­nado­ra de pro­je­tos da Andi — Comu­ni­cação e Dire­itos. Em 2015, rece­beu o diplo­ma de Jor­nal­ista Ami­ga da Cri­ança por sua tra­jetória com os dire­itos da infância.

Jamil Chade  faz parte de uma rede de espe­cial­is­tas no com­bate à cor­rupção da Transparên­cia Inter­na­cional, foi pres­i­dente da Asso­ci­ação da Impren­sa Estrangeira na Suíça e con­tribui reg­u­lar­mente com veícu­los inter­na­cionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sex­ta e out­ros, é autor de cin­co livros, dois dos quais foram final­is­tas do Prêmio Jabu­ti. entrou na lista dos 50 jor­nal­is­tas mais admi­ra­dos do Brasil (Jornalistas&Cia e Max­press) em 2015 e foi eleito mel­hor cor­re­spon­dente brasileiro no exte­ri­or em duas ocasiões (Prêmio Comunique-se).

 

 

 

Conferência São Paulo Sua: Lançamento

Conferência São Paulo Sua: Lançamento

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito par­tic­i­pa da  Con­fer­ên­cia São Paulo Sua, uma ini­cia­ti­va do Sindi­ca­to dos Engen­heiros do Esta­do de São Paulo SEESP e da Con­fed­er­ação Nacional dos Tra­bal­hadores Lib­erais Uni­ver­sitários CNTU, foi lança­da neste sába­do (21/9).

A ideia é con­stru­ir uma agen­da mín­i­ma da sociedade civ­il orga­ni­za­da para os can­didatos às eleições de 2020, visan­do à par­tic­i­pação pop­u­lar e con­quis­tar um novo olhar sobre São Paulo, para con­stru­ir uma cidade mais humana, jus­ta e democrática.

Con­fi­ra como foi o even­to, extrema­mente con­cor­ri­do, no video pro­duzi­do pelo SEESP e pela CNTU, em que falaram Allen Habert, coor­de­nador da agen­da, Vicente Trevas, da AMSUR, coor­de­nador do Cam­po Temáti­co Democ­ra­cia, Gov­er­nança e Par­tic­i­pação, e Alfre­do Attié, da APD, além de out­ros expoentes do pen­sa­men­to e da ação sobre as cidades: Lança­men­to São Paulo Sua.

Conferência São Paulo Sua

Conferência São Paulo Sua

No pre­sente arti­go, pub­li­ca­do orig­i­nal­mente no Jor­nal GGN, em 8 de setem­bro de 2019, o  engen­heiro de pro­dução e mestre pela EPUSP, ex-mem­bro do Con­sel­ho Uni­ver­sitário da UNICAMP, ex-Pres­i­dente do Sindi­ca­to dos Engen­heiros do Esta­do de São Paulo, Dire­tor de artic­u­lação nacional da Con­fed­er­ação Nacional dos Tra­bal­hadores Lib­erais Uni­ver­sitários, e coor­de­nador da Con­fer­ên­cia São Paulo Sua, Allen Habert, expli­ca as razões e paixões do impor­tante movi­men­to de mobi­liza­ção cidadã, para o apri­mora­men­to das estru­turas democráti­cas da sociedade paulis­tana e brasileira: “criar uma iden­ti­dade entre cidade e pop­u­lação e faz­er com que as pes­soas perce­bam que devem migrar da cat­e­go­ria de morador para a de cidadão é uma das sen­has para decifrar o enig­ma da esfin­ge São Paulo. Afi­nal, não é pos­sív­el mel­ho­rar algo que você não ama.

 

Uma agen­da mín­i­ma para as eleições de 2020

Allen Habert

Num chá de bebê benef­i­cente de mães de fil­hos da Cra­colân­dia uma meni­na de 7 anos pediu aqui­lo que ela mais dese­ja­va: veneno de rato. Para quê? Colo­car em torno dela na rua para que os ratos não a mordessem no ros­to durante a noite. Era o seu obje­to de dese­jo na cidade real de São Paulo. A 10ª mais rica do plan­e­ta, a mais pop­u­losa do país, com o maior dinamis­mo econômi­co, pro­dução imo­bil­iária, ativis­mo e mobi­liza­ção da sociedade.

Diante de cenas como essa, os sen­ti­men­tos podem ser os mais diver­sos: revol­ta, indig­nação, com­paixão, empa­tia.  Tudo é per­mi­ti­do, menos o desân­i­mo, o desalen­to, a deses­per­ança. Porque o pre­fixo “des” não constrói.

A ideia de que “São Paulo não tem jeito” ain­da povoa boa parte das mentes paulis­tanas. Porém, emb­o­ra óbvio e talvez clichê, é pre­ciso apren­der a diz­er sim. Vestir-se de cor­agem e de indig­nação – as fil­has da esper­ança, como disse San­to Agostin­ho – para trans­for­mar realidades.

Cri­ar uma iden­ti­dade entre cidade e pop­u­lação e faz­er com que as pes­soas perce­bam que devem migrar da cat­e­go­ria de morador para a de cidadão é uma das sen­has para decifrar o enig­ma da esfin­ge São Paulo. Afi­nal, não é pos­sív­el mel­ho­rar algo que você não ama.

É neste con­tex­to que se lançou a ini­cia­ti­va da Con­fer­ên­cia São Paulo Sua, em jun­ho últi­mo, com o obje­ti­vo de elab­o­rar uma agen­da mín­i­ma da sociedade civ­il orga­ni­za­da para as próx­i­mas eleições munic­i­pais de 2020 com foco na democ­ra­cia, ino­vação e emprego.

O pon­tapé ini­cial foi dado pelo Sindi­ca­to dos Engen­heiros do Esta­do de São Paulo (SEESP) e pela Con­fed­er­ação Nacional dos Tra­bal­hadores Lib­erais Uni­ver­sitários (CNTU) unidos com a Rede Nos­sa São Paulo.

Hoje dezenas de enti­dades sindi­cais, empre­sari­ais, edu­ca­cionais, cien­tí­fi­cas, tec­nológ­i­cas, políti­cas, reli­giosas e cul­tur­ais das diver­sas regiões da cidade com­põe esse esforço cole­ti­vo. As lid­er­anças soci­ais mais vibrantes e uma sig­ni­fica­ti­va parcela da int­elec­tu­al­i­dade paulis­tana abraçaram a iniciativa.

Esta ini­cia­ti­va visa, até maio de 2020, realizar debates nas 32 regiões da cidade fazen­do um diag­nós­ti­co e pro­pon­do soluções con­sis­tentes, viáveis e de pon­ta para pactu­ar um novo desen­volvi­men­to em São Paulo rumo a uma econo­mia 4.0.

Debaixo de três eixos: políti­cas públi­cas, políti­cas econômi­cas e políti­cas democráti­cas, a ini­cia­ti­va pre­tende refle­tir e debater 12 áreas ânco­ras deci­si­vas para a qual­i­dade de vida da pop­u­lação, com ênfase na vocação de cidade empreende­do­ra e global.

Aten­ta­mos para o fato de que, em 2021, haverá uma revisão do Plano Dire­tor Estratégi­co do Municí­pio de São Paulo de 2014, pre­mi­a­do pela ONU como um dos mais impor­tantes do mundo.

Seg­men­ta­da por mil­hares de ilhas e ilho­tas soci­ais que não se conec­tam, São Paulo escor­re­gou para um pata­mar de 25% de sua pop­u­lação eco­nomi­ca­mente ati­va desem­pre­ga­da, sendo 40% de jovens. Ou seja, o dobro do índice brasileiro.

A cidade não pos­sui políti­cas públi­cas para a defe­sa e ampli­ação do emprego e do papel da Peque­na e Média Empre­sa (PME) na econo­mia. Menos de 30 % do PIB brasileiro é dev­i­do ao val­or pro­duzi­do pelas PMEs, ger­ado­ras de 55% dos pos­tos de tra­bal­ho do país.

Na Ale­man­ha, a par­tic­i­pação dessas empre­sas no PIB é de 60%, na Itália, de 65% e nos EUA, de 50%. No Brasil, a PME é dis­crim­i­na­da nas políti­cas do Esta­do, no fornec­i­men­to de crédi­tos e na mod­ern­iza­ção tec­nológ­i­ca. E elas são fun­da­men­tais, incluin­do as cres­centes star­tups, na absorção de tra­bal­hadores e dos mel­hores cére­bros da cidade que pos­sui o maior índice de doutores e mestres por habitante.

Esta agen­da mín­i­ma, a ser for­mu­la­da pela Con­fer­ên­cia São Paulo Sua, será públi­ca, poden­do ser implan­ta­da por quais­quer can­didatos a prefeito e a vereador.

Por um proces­so de debates e cri­ação de con­sen­sos, essa ini­cia­ti­va quer aju­dar a diminuir as desigual­dades, com vis­tas a uma cidade inteligente e inclu­si­va, estim­u­lan­do a par­tic­i­pação do cidadão e das enti­dades representativas.

A expec­ta­ti­va de vida na região de Pin­heiros, na zona oeste é de 79 anos enquan­to que na região da Cidade Tiradentes, na zona leste, a 30 km do cen­tro, é de 53 anos. São incríveis 26 anos que sep­a­ram os diver­sos bra­sis na cidade e enorme e dramáti­ca a per­da de riquezas e do PIB.

A Con­fer­ên­cia São Paulo Sua quer pro­por, por exem­p­lo, a diminuição da desigual­dade por meio da apro­pri­ação e dis­tribuição do con­hec­i­men­to pela cidade.

Os mun­dos do tra­bal­ho, cap­i­tal, ciên­cia e tec­nolo­gia e cul­tura, jun­ta­mente com os poderes públi­cos devem se pro­por a um mutirão cívi­co para aumen­tar a esco­lar­i­dade do tra­bal­hador e atrair os jovens para car­reiras novas, abrindo opor­tu­nidades na econo­mia criativa.

A con­sciên­cia críti­ca de São Paulo, numa “ter­ra em transe”, tem de se unir em torno da democ­ra­cia, da cul­tura e do emprego. Esse é o úni­co cam­in­ho para faz­er­mos a metró­pole vibrante e rica ser tam­bém a mais humana, empreende­do­ra e boa de viver.

Política Judiciária de Resolução de Conflitos e Cenários da Política Nacional

Política Judiciária de Resolução de Conflitos e Cenários da Política Nacional

O Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, esteve em Pin­heiros, na sede da OAB, para pro­ferir palestra sobre a Políti­ca Judi­ciária de Res­olução de Con­fli­tos, no últi­mo dia 3 de setembro.

Diante da plateia com­pos­ta de advo­ga­dos e advo­gadas de Pin­heiros, Attié fez uma análise históri­ca do desen­volvi­men­to dos meios de solução de con­fli­tos, falou sobre a implan­tação da arbi­tragem, da media√ão e de out­ros meios vol­un­tários, anal­isan­do as suces­si­vas leis e res­oluções de Tri­bunais e do Con­sel­ho Nacional de Justiça.

Ao final, empreen­den­do uma críti­ca das estru­turas do sis­tema nacional e das políti­cas públi­cas, apre­sen­tou sug­estões para o seu aperfeiçoamento.

 

 

Resultado da Seleção de Pesquisadores: CIDHSP/APD Núcleo 5

Resultado da Seleção de Pesquisadores: CIDHSP/APD Núcleo 5

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito pub­li­ca o resul­ta­do do proces­so sele­ti­vo de pesquisadores e pesquisado­ras para o Núcleo V, Democ­ra­cia, Dire­ito Inter­na­cional de Dire­itos Humanos do Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, CIDHSP/APD.

 

São Paulo, 18 de Setem­bro de 2019.

 

Informe do Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo (CIDHSP/APD)

 

De acor­do com o Edi­tal de Seleção 01/2019, de 12 de jul­ho de 2019, apre­sen­ta­mos a lista final de aprovadas(os) para Pesquisadoras(es) Res­i­dentes e Pesquisadoras(es) Asso­ci­a­dos do Núcleo V – Democ­ra­cia, Dire­ito Inter­na­cional e Dire­itos Humanos.

Em razão da sur­preen­dente quan­ti­dade de inscrições rece­bidas de todas as regiões do Brasil e de pesquisadoras(es) que resi­dem em out­ros país­es, bem como da boa qual­i­dade e diver­si­dade de habil­i­dades, for­mações e exper­iên­cias apre­sen­tadas, a Dire­to­ria do CIDHSP/APD ver­i­fi­cou que a quan­ti­dade de vagas orig­i­nal­mente pre­vista no edi­tal não seria sufi­ciente para atin­gir o poten­cial demon­stra­do pela qual­i­dade das candidaturas.

O CIDHSP/APD agradece e parab­eniza a todas e todos que par­tic­i­param do referi­do Proces­so Sele­ti­vo, enfa­ti­zan­do que a aprovação dos can­didatos lis­ta­dos a seguir se deu com base nos critérios divul­ga­dos no edi­tal e com obje­ti­vo de sele­cionar aquelas(es) cujas can­di­dat­uras refle­ti­am maior com­pat­i­bil­i­dade e famil­iari­dade com o tema cen­tral da Lin­ha de Pesquisa V, “Democ­ra­cia, Dire­ito Inter­na­cional e Dire­itos Humanos”, e com o estu­do inau­gur­al pro­pos­to. Nes­ta opor­tu­nidade, as pesquisado­ras e pesquisadores aprova­dos foram, em ordem alfabética:

 

PESQUISADORES RESIDENTES
Adri­ana Fer­reira Ser­afim de Oliveira
Alex Sil­va Oliveira
Beat­riz Mendes Niyama
Bian­ca de Moura Pupo
Ellen Ake­my Kuroce
Enio Viter­bo Martins
Gabriel Soufia
Guil­herme Sil­va Rossi
Isabel­la Louise Traub Soares de Souza
Nathalia Pen­ha Car­doso de França
Thi­a­go Gio­vani Romero
Vanes­sa Gar­cia Dinis
Vini­cius Eleodoro Sil­va Moura

 

PESQUISADORES ASSOCIADOS
Ana Car­oli­na de Bar­ros França
Anto­nio Gril­lo Neto
Bruna Fon­se­ca Dias Lima Gatti
Isabel Mota Borges
João Proença Xavier
Laíse Mile­na Barbosa
Liv­io Perra
Mari­na Muniz Pin­to de Car­val­ho Matos
Mar­ta Rib­era Carbó
Patrí­cia Mar­lene Pin­to Alves
Rena­ta Alves Amorim
Vanes­sa Vilela Berbel

 

Maiores detal­h­es seguirão às aprovadas e aprova­dos via e‑mail.

O fato de pesquisado­ras e pesquisadores não terem seus nomes lis­ta­dos, não sig­nifi­ca não aprovação, sendo que poderão ser con­tata­dos para ingres­so neste ou em um dos out­ros Núcleos de Pesquisa do CIDHSP/APD.

Por der­radeiro, a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito cumpri­men­ta nova­mente as inscritas e os inscritos neste Proces­so Sele­ti­vo, e espera con­tar com a par­tic­i­pação de todas e todos em seus próx­i­mos even­tos e ini­cia­ti­vas, bem como em suas próx­i­mas seleções e nos demais gru­pos de pesquisa vin­cu­la­dos à temáti­ca de Dire­itos Humanos da Acad­e­mia Paulista de Direito.

 

Aten­ciosa­mente,

 

ALFREDO ATTIÉ JR

TITULAR DA CADEIRA SAN TIAGO DANTAS

PRESIDENTE DA ACADEMIA PAULISTA DE DIREITO

DIRETOR DO CIDHSP/APD

 

CELSO DE OLIVEIRA SANTOS

COORDENADOR DA LINHA DE PESQUISA V: DEMOCRACIA, DIREITO INTERNACIONAL E DIREITOS HUMANOS DO CIDHSP/APD

ROBERTA DE BRAGANÇA FREITAS ATTIÉ

DIRETORA EXECUTIVA DO CIDHSP/APD

 

CIDHSP/APD

 

 

 

 

Resultado da Seleção de Pesquisadores: CIDHSP/APD Núcleo 4

Resultado da Seleção de Pesquisadores: CIDHSP/APD Núcleo 4

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito pub­li­ca o resul­ta­do do proces­so sele­ti­vo de pesquisadores e pesquisado­ras para o Núcleo IV, Justiça de Tran­sição, do Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo, vin­cu­la­do à Cadeira San Tia­go Dan­tas, da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, CIDHSP/APD.

 

São Paulo, 18 de Setem­bro de 2019.

 

Informe do Cen­tro Inter­na­cional de Dire­itos Humanos de São Paulo (CIDHSP/APD)

 

De acor­do com o Edi­tal de Seleção 01/2019, de 12 de jul­ho de 2019, apre­sen­ta­mos a lista final de aprovadas(os) para Pesquisadoras(es) do Núcleo IV – Justiça de Tran­sição.

Em razão da sur­preen­dente quan­ti­dade de inscrições rece­bidas de todas as regiões do Brasil e de pesquisadoras(es) que resi­dem em out­ros país­es, bem como da boa qual­i­dade e diver­si­dade de habil­i­dades, for­mações e exper­iên­cias apre­sen­tadas, a Dire­to­ria do CIDHSP/APD ver­i­fi­cou que a quan­ti­dade de vagas orig­i­nal­mente pre­vista no edi­tal não seria sufi­ciente para atin­gir o poten­cial demon­stra­do pela qual­i­dade das candidaturas.

O CIDHSP/APD agradece e parab­eniza a todas e todos que par­tic­i­param do referi­do Proces­so Sele­ti­vo, enfa­ti­zan­do que a aprovação dos can­didatos lis­ta­dos a seguir se deu com base nos critérios divul­ga­dos no edi­tal e com obje­ti­vo de sele­cionar aquelas(es) cujas can­di­dat­uras refle­ti­am maior com­pat­i­bil­i­dade e famil­iari­dade com o tema cen­tral do Núcleo de Pesquisa IV, “Justiça de Tran­sição”, e com o estu­do inau­gur­al pro­pos­to. Nes­ta opor­tu­nidade, as pesquisado­ras e pesquisadores aprova­dos foram, em ordem alfabética:

 

PESQUISADORES
André Ricar­do dos San­tos Lopes
Eduar­do Vig­ori­to Drigo
Fab­rizio Con­te Jacobucci
Fer­nan­da Cláu­dia Araújo da Silva
Guil­herme Vitor de Gon­za­ga Camilo
Hele­na Zani Morgado
João Cesário Neto
Luís Eduar­do Alves de Loiola
Luiz Eduar­do Camar­go Out­eiro Hernandes

 

 

Maiores detal­h­es seguirão às aprovadas e aos aprova­dos por e‑mail.

O fato de pesquisado­ras e pesquisadores não terem seus nomes lis­ta­dos, não sig­nifi­ca não aprovação, sendo que poderão ser con­tata­dos para ingres­so neste ou em um dos out­ros Núcleos de Pesquisa do CIDHSP/APD.

Por der­radeiro, a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito cumpri­men­ta nova­mente as inscritas e os inscritos neste Proces­so Sele­ti­vo, e espera con­tar com a par­tic­i­pação de todas e todos em seus próx­i­mos even­tos e ini­cia­ti­vas, bem como em suas próx­i­mas seleções e nos demais gru­pos de pesquisa vin­cu­la­dos à temáti­ca de Dire­itos Humanos da Acad­e­mia Paulista de Direito.

 

Aten­ciosa­mente,

 

ALFREDO ATTIÉ JR

TITULAR DA CADEIRA SAN TIAGO DANTAS

PRESIDENTE DA ACADEMIA PAULISTA DE DIREITO

DIRETOR DO CIDHSP/APD

Lições de Norberto Bobbio

Lições de Norberto Bobbio

Real­i­zou-se na Fac­ul­dade de Dire­ito de Ribeirão Pre­to da Uni­ver­si­dade de São Paulo, nos dias 28 e 29 de agos­to de 2019, o Sem­i­nário Lições de Nor­ber­to Bob­bio, em orga­ni­za­ção con­jun­ta da FDRP.USP e do Insti­tu­to Nor­ber­to Bobbio.

O Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, esteve pre­sente ao even­to a que tam­bém com­pare­ce­r­am os Pro­fes­sores Mario Losano e Cel­so Lafer, além da Dire­to­ra da FDRP.USP, Mon­i­ca Her­man Salem Caggiano e do Doutor Cel­so de Souza Azzi, Pres­i­dente do INB, e dos Pro­fes­sores Clau­dio Lem­bo, Elza Boi­teux, André Lucen­ti Este­vam, Marce­lo Grana­to, Rafael Sala­ti­ni, Cesar Bar­reira e José Duarte.

O even­to con­tou ain­da com a apre­sen­tação das comu­ni­cações aprovadas de pro­fes­sores e alunos de grad­u­ação e pós-graduação.

No dia 29, Alfre­do Attié pro­feriu palestra sobre o tema Inter­pre­tação e Poder, em que dis­cor­reu sobre a for­mação da teo­ria das for­mas e regimes de gov­er­no, bus­can­do recu­per­ar e fun­dar uma nova con­cepção de poder.

Tan­to a palestra quan­to os demais tra­bal­hos e con­fer­ên­cias apre­sen­ta­dos durante o even­to serão pub­li­ca­dos em número espe­cial da Poli­fo­nia Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, em co-edição com o Insti­tu­to Nor­ber­to Bobbio.

Instituto Piracicabano de Estudos e Defesa da Democracia

Instituto Piracicabano de Estudos e Defesa da Democracia

No dia 5 de setem­bro, no Salão Nobre da Câmara de Vereadores de Piraci­ca­ba, com a pre­sença de mais de trezen­tas pes­soas, entre autori­dades e mem­bros da sociedade civ­il, foi lança­do o IPEDD, Insti­tu­to Piraci­ca­bano de Estu­dos e Defe­sa da Democracia.

A cer­imô­nia con­tou com a con­fer­ên­cia  Democ­ra­cia e Dire­itos, pro­feri­da pelo pres­i­dente da Acad­e­mia Brasileira de Dire­ito, Alfre­do Attié para um anfiteatro cheio.

Com­puser­am a mesa dire­ti­va o pro­fes­sor Ely Eser Bar­reto Cesar, ex-vice-reitor da Uni­ver­si­dade Metodista de Piraci­ca­ba (Unimep) e coor­de­nador do Ipedd, o vereador Pedro Kawai, vice-pres­i­dente da Câmara de Vereadores de Piraci­ca­ba, o pro­fes­sor José Otávio Macha­do Mentem, secretário munic­i­pal, rep­re­sen­tan­do o prefeito Bar­jas Negri, e a pro­fes­so­ra Maria Izabel Azeve­do Noron­ha (Bebel), dep­uta­da estad­ual e pres­i­dente da Apeoesp.

Após as falas de aber­tu­ra por parte da mesa dire­ti­va, o pro­fes­sor Ely Eser esclare­ceu a natureza e os obje­tivos do Insti­tu­to: “O Insti­tu­to já tem no seu nome um pouco da sua própria definição. É um insti­tu­to. Como os insti­tu­tos edu­ca­cionais de antiga­mente, lugares de apren­diza­do, de con­vívio. O Ipedd é um grupo que se dis­põe a estu­dar e a par­til­har infor­mações sobre a democ­ra­cia. E a democ­ra­cia é a par­tic­i­pação de todos os cidadãos e cidadãs nos des­ti­nos da pátria, par­tic­i­pan­do e definin­do rumos. No entan­to, na democ­ra­cia rep­re­sen­ta­ti­va, acabamos ten­do muito pouco espaço para o exer­cí­cio democráti­co. Nos­so desafio é este. Não temos receitas prontas. Esta­mos abrindo este espaço novo, recon­hecen­do déficits e procu­ran­do dialog­ar com toda a sociedade, sobre­tu­do com os par­tidos políti­cos, que são os que fazem a políti­ca no país. Nos­so insti­tu­to não surge por aca­so. Ele se for­ma espon­tanea­mente. Hoje temos aprox­i­mada­mente 150 mem­bros e todos os dias estão chegan­do mais pes­soas. O que nos con­gre­ga? Há uma con­jun­tu­ra que nos leva a este desafio”. O pro­fes­sor desta­cou as ameaças às con­quis­tas obti­das pela Con­sti­tu­ição de 1988, como as ref­er­entes às questões quilom­bo­la e indí­ge­na, à liber­dade de impren­sa e opinião e aos dire­itos da classe tra­bal­hado­ra. “As questões que estão hoje sendo retomadas são um aten­ta­do gravís­si­mo à Con­sti­tu­ição, às pes­soas e à história brasileira. Razões como estas levaram a cri­ação deste grupo que pre­tende colo­car como tema cen­tral de nos­sa reflexão a democ­ra­cia pen­sa­da em ter­mos de dire­itos. Para isso nos reuni­mos. Para ten­tar­mos encon­trar alter­na­ti­vas para estas questões que nos afligem e retomar o cam­in­ho da democ­ra­cia neste país. Nós esta­mos dolori­dos. Eu me con­sidero um mil­i­tante da políti­ca, emb­o­ra nun­ca ten­ha feito parte de par­tido nen­hum. Mas sem­pre fui um pro­fes­sor, dos níveis bási­cos até a uni­ver­si­dade, sem­pre na lin­ha de colo­car, a serviço do país e da dig­nidade humana, a nos­sa ação profis­sion­al. E é lamen­táv­el que depois de tan­to esforço e tan­ta luta nós, que esta­mos já grisal­hos, assis­ta­mos a este aten­ta­do a nos­sa democ­ra­cia”. O pro­fes­sor falou tam­bém sobre algu­mas das ações pro­gra­madas para os próx­i­mos meses, entre as quais desta­cou a real­iza­ção de uma feira no dia 09 de novem­bro, com local e pro­gra­mação ain­da a definir.
Após uma apre­sen­tação musi­cal a car­go de Rui Klein­er, o pro­fes­sor Ely Eser anun­ciou o con­fer­encista da noite, desta­can­do seu exten­so cur­rícu­lo. Alfre­do Attié Junior é pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, desem­bar­gador do Tri­bunal de Justiça de São Paulo. É mestre em Filosofia do Dire­ito pela Uni­ver­si­dade de São Paulo, mestre em Dire­ito Com­para­do pela Cum­ber­land School of Law (San­ford Uni­ver­si­ty) e doutor em Filosofia pela Uni­ver­si­dade de São Paulo. É tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dan­tas da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, pro­fes­sor e Pesquisador da Esco­la Paulista da Mag­i­s­tratu­ra, pesquisador da Uni­ver­si­dade de São Paulo.

Democ­ra­cia e direitos

Com um dis­cur­so de oposição do gov­er­no Bol­sonaro, o jurista anal­isou a atu­ação do atu­al gov­er­nante brasileiro no con­tex­to do avanço do pop­ulis­mo de extrema dire­i­ta em esfera mundi­al. “Ele é uma grande ameaça a tudo o que vimos con­stru­in­do, à democ­ra­cia brasileira. Eu diria com total tran­quil­i­dade e obje­tivi­dade, sem nen­hu­ma paixão, que ele não pode ser trata­do como um pres­i­dente. Diria que ele dev­e­ria ser trata­do como um fora-da-lei, porque tudo aqui­lo que ele diz, que faz, con­traria a leg­is­lação brasileira e sobre­tu­do a Con­sti­tu­ição. Já há um mate­r­i­al muito forte para que ele rece­ba uma sanção. Ocorre que por causa dessa onda inter­na­cional do pop­ulis­mo de extrema dire­i­ta, nós temos uma difi­cul­dade enorme em aplicar essas sanções. E só há uma for­ma de nós super­ar­mos esse momen­to: em ini­cia­ti­vas como esta que vejo aqui, com a cri­ação do Insti­tu­to Piraci­ca­bano de Estu­dos e Defe­sa da Democ­ra­cia. Ou seja, a reor­ga­ni­za­ção da sociedade, séria, volta­da para a resistên­cia e para a afir­mação e expan­são de nos­sas con­quis­tas. Enquan­to nós sofre­mos esse revés na políti­ca insti­tu­cional, nós tam­bém esta­mos assistin­do a um cresci­men­to enorme dos movi­men­tos soci­ais, pop­u­lares, no Brasil, sobre­tu­do aque­les que afir­mam a sua iden­ti­dade. O grande prob­le­ma, con­tu­do, está na ausên­cia de um pen­sa­men­to de unidade que per­mi­ta trans­for­mar­mos efe­ti­va­mente toda essa força que vemos na sociedade brasileira hoje em um gan­ho políti­co”. Sua fala deu-se no sen­ti­do de anal­is­ar jus­ta­mente esse para­doxo: o cresci­men­to da diver­si­dade e a aver­são à con­strução da unifi­cação. O jurista apon­tou a importân­cia de ini­cia­ti­vas como a do Ipedd no sen­ti­do de reor­ga­ni­zar o pen­sa­men­to brasileiro con­tem­porâ­neo a lon­go pra­zo, “cul­ti­van­do a boa políti­ca den­tro da sociedade brasileira”, mas sobre­tu­do a cur­to prazo.

O IPEDD é enti­dade supra­partidária, que con­ta com mais de duzen­tos asso­ci­a­dos e asso­ci­adas fun­dadores, que bus­ca, como expres­sa seu Man­i­festo, em face de con­jun­tu­ra políti­ca adver­sa, numa cidade impor­tante por suas ino­vações e con­tribuições econômi­cas, políti­cas, soci­ais e cul­tur­ais, no con­tex­to nacional, além de sua história e de suas exper­iên­cias repub­li­canas e democráti­cas, con­ju­gar ini­cia­ti­vas como as con­fer­ên­cias e con­sel­hos munic­i­pais seto­ri­ais, o Orça­men­to Par­tic­i­pa­ti­vo, o Obser­vatório Cidadão, o Pira 21, o Par­la­men­to Aber­to, a Esco­la do Par­la­men­to, a Frente das Cul­turas, o Obser­vatório Social, ir ao encon­tro das aus­pi­ciosas man­i­fes­tações nas ruas pro­tag­on­i­zadas, prin­ci­pal­mente, por estu­dantes e pro­fes­sores em defe­sa da Edu­cação Públi­ca e gra­tui­ta, que se des­do­bram em out­ras mobi­liza­ções por dire­itos soci­ais e econômi­cos, desta­cada­mente em defe­sa da Seguri­dade Social. É uma orga­ni­za­ção não gov­er­na­men­tal, sem fins lucra­tivos, con­sti­tuí­da como enti­dade plur­al, volta­da aos val­ores democráti­cos e repub­li­canos do human­is­mo e da ética.

A coor­de­nação do Insti­tu­to é com­pos­ta pelo ex-vice-reitor da Unimep, Ely Eser Bar­reto Cesar, pela biólo­ga e pesquisado­ra Ana Bom­torin, pelo pro­fes­sor Isaac Ros­ton, pela pro­fes­so­ra Célia Rossi e pelo jor­nal­ista e pro­fes­sor Wan­der­ley Gar­cia. O Insti­tu­to con­ta, ain­da, com a par­tic­i­pação do ex-Prefeito de Piraci­ca­ba e ex-Pres­i­dente da Agên­cia Nacional de Águas José Macha­do.

Veja aqui notí­cia sobre o evento.

 

 

Academia Paulista, polifônica, plural, diversa.

Academia Paulista, polifônica, plural, diversa.

Acad­e­mia (Ακαδήμεια, deriva­do de Ακάδημος) é ter­mo que des­igna uma insti­tu­ição devota­da à con­strução, à bus­ca, aos exper­i­men­tos, provas e exper­iên­cias, ao desen­volvi­men­to, à pesquisa, ao ensi­no,  à difusão e à exten­são do con­hec­i­men­to e de sua reflexão críti­ca e cria­ti­va, e à reunião de ami­gos e ami­gas dos saberes e dos sabores da existên­cia, das artes, das ciên­cias, das filosofias.

O nome orig­i­nou-se da esco­la fun­da­da por Platão, por vol­ta de 387 AC, em Ate­nas, em um anti­go cam­po ou jardim de oliveiras, con­sid­er­a­do ter­ritório sagra­do, ded­i­ca­do à deusa da sabedo­ria e padroeira da cidade.

Difundiu-se pela Antigu­idade e pela Idade Média, sendo acol­hi­da no Renasci­men­to, como modo de referir insti­tu­ições de estu­dos avança­dos e de agremi­ação de impor­tantes fig­uras do pen­sa­men­to, sendo o nome ado­ta­do, a par­tir do sécu­lo XVII, na Europa para referir insti­tu­ições de ensi­no supe­ri­or, como as Universidades.

Não foi fenô­meno ape­nas oci­den­tal — mal­gra­do a ambigu­idade e impre­cisão do ter­mo -, mas exper­iên­cia mul­ti­fac­eta­da, exper­i­men­ta­da no mun­do islâmi­co, na Ásia, assim na índia e na Pér­sia, na África, assim no Egi­to, na Europa, assim des­de as cidades ital­ianas da Renascença, nas Américas.

Como modo de  referir essa poli­fo­nia de exper­iên­cias e influên­cias, a Acad­e­mia Paulista de Dire­ito apre­sen­ta, na pági­na ini­cial de seu web­site, ima­gens do fem­i­ni­no e do sagra­do, da con­ju­gação da beleza e da sabedo­ria, ima­nentes e tran­scen­dentes, segun­do as mul­ti­fac­etadas com­plex­i­dades cul­tur­ais, con­soante con­ce­bidas e retratadas por artis­tas de vários espaços e tempos.

A justiça, com efeito, diz-se “acol­hi­men­to das difer­enças, expres­san­do-se na alteri­dade dos mod­os de existên­cia, de con­vivên­cia, de cri­ação.”(*)

Essa mudança é um con­vite à par­tic­i­pação cres­cente e inclu­si­va da sociedade nos planos e pro­je­tos da Acad­e­mia Paulista de Direito.

 

((*) Alfre­do Attié. A Recon­strução do Dire­ito: Existên­cia, Liber­dade, Diver­si­dade. Por­to Ale­gre: Ser­gio Fab­ris, 2003, p. 313 e ss.)

 

 

Montesquieu: Resenha

Montesquieu: Resenha

Na pre­sente resen­ha, o Doutor Alber­to Ful­vio Luchi, Advo­ga­do paulista, espe­cial­ista em Dire­ito Públi­co e em Dire­ito Admin­is­tra­ti­vo, Árbi­tro da Câmara de Comér­cio Brasil-Italia, mem­bro Pesquisador da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito e Asso­ci­a­do de Arru­da Alvim & Tereza Alvim Advo­ca­cia e Con­sul­to­ria Jurídi­ca, fala de sua exper­iên­cia de leitu­ra de Mon­tesquieu, livro lança­do em 2018/2019.

Alber­to Luchi pub­li­cou tam­bém impor­tante arti­go em Poli­fo­nia: Revista Inter­na­cional da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, que pode ser lido aqui.

Leia a resen­ha do livro Mon­tesquieu, a seguir.

 

Sobre o “Mon­tesquieu” de Alfre­do Attié[1]

Alber­to Ful­vio Luchi

 

Insti­gar a pen­sar para que cada um tire sua con­clusões e man­i­feste sua opinião. Este é o moti­vo que con­duz os filó­so­fos a escreverem e com­porem tex­tos e pen­sa­men­tos acer­ca de um tema. Esta é a pro­pos­ta fun­da­men­tal da obra “Mon­tesquieu – Tópi­ca das Paixões – Esti­lo Moral­iste”, de Alfre­do Attié.

Pro­fes­sor Doutor em Filosofia da Uni­ver­si­dade de São Paulo, é desem­bar­gador do Tri­bunal de Justiça do Esta­do de São Paulo. É o atu­al Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito (APD) e tit­u­lar da Cadeira San Tia­go Dantas.

O nobre e tal­en­toso filó­so­fo jurista (mais do que jurista filó­so­fo, na humilde opinião deste tam­bém leitor) con­segue ala­van­car uma releitu­ra da obra de Mon­tesquieu, ain­da que de maneira breve (o tex­to pos­sui cer­ca de 200 pági­nas insti­gantes, mas com uma pro­fun­di­dade e análise ímpar), sobre os pen­sa­men­tos de um autor fale­ci­do há quase 300 anos e que influ­en­ciou a con­strução de Esta­do con­ce­bi­da atualmente.

Tra­ta-se de uma obra de viés literário, políti­co e filosó­fi­co. Literário porque anal­isa o esti­lo – aliás, pecu­liar, que exige grande atenção do leitor em relação ao filó­so­fo ilu­min­ista. Políti­co porque sua obra tra­ta de anal­is­ar, à época em que vivera, o poder e a relação entre essas pes­soas, que o detêm por um lado e que a ele se sub­me­tem, por out­ro. Filosó­fi­co porque Mon­tesquieu foi um pen­sador e trouxe bases para o pen­sa­men­to e a maneira de se expres­sar e de transmiti-lo.

Mas por que anal­is­ar a obra de Mon­tesquieu, já que fale­ci­do há tan­to tem­po? Sim­ples­mente porque a influên­cia de sua obra ecoa des­de a sua con­cepção ou cri­ação. Como afir­ma­do há pouco, a con­cepção de Esta­do e seus órgão ou poderes foram deter­mi­nantes em sua época e foram a base da orga­ni­za­ção de muitas nações (inclu­sive a brasileira), emb­o­ra a con­cepção de Mon­tesquieu ten­ha sido dis­tor­ci­da, segun­do o autor do livro.

E em razão dessa influên­cia, ain­da que de for­ma equiv­o­ca­da, tra­ta-se de uma obra atu­al e de leitu­ra obri­gatória. Alfre­do Attié bus­ca res­gatar a orig­i­nal­i­dade da inter­pre­tação de sua obra, ain­da que crit­i­ca­da por juris­tas e cien­tis­tas políti­cos. Mas sua intenção é de traz­er a lit­er­al­i­dade e real intenção de Montesquieu.

 

Mas a leitu­ra fei­ta pelo autor inevi­tavel­mente pas­sa pela análise do esti­lo ado­ta­do por Mon­te­quieu, que em sua essên­cia é o da liber­dade. E a escol­ha desse esti­lo, nas palavras de Alfre­do Attié, “cor­re­sponde a toma­da de uma posição políti­ca, para desen­har novos caminhos”.

Assim como o esti­lo, o pro­je­to políti­co de Mon­tesquieu é o da liber­dade. Não se tra­ta de um pen­sa­men­to orig­i­nal na medi­da em que Mon­tesquieu faz a leitu­ra de seus influ­en­ci­adores, com Fontaigne, La Rochefou­cauld, Locke e prin­ci­pal­mente Hobbes.

Como homem de sua época, Mon­tesquieu bus­cou nes­sas fontes e out­ras mais a base para a con­strução de sua obras e pensamentos.

O dire­ito tam­bém é fator deter­mi­nante na obra de Mon­tesquieu, ten­do em vista que fora mag­istra­do durante uma parcela de sua vida. Mas cabe ano­tar que a pre­sente obra procurou se focar no esti­lo literário e nos pen­sa­men­tos políti­co e filosó­fi­co do autor ilu­min­ista. Não se tra­ta de uma obra jurídi­ca ded­i­ca­da aos profis­sion­ais do dire­ito. Qual­quer pes­soa ou ser pen­sante pode – e deve – se debruçar sobre estes escritos.

O livro, em sín­tese, é com­pos­to por uma apre­sen­tação ger­al da obra, qua­tro capí­tu­los e as refer­ên­cias bib­li­ográ­fi­cas uti­lizadas pelo autor.

O primeiro capí­tu­lo abor­da a for­mação de Mon­tesquieu, sua for­mação ini­cial como pes­soa, ten­do estu­da­do entre os oratis­tas como o Padre Bernard Lamy, Richard Simon e Nico­las Male­branche. A pro­dução e o pen­sa­men­to de Mon­tesquieu, segun­do o autor des­ta obra, partem da ideia de que “A razão prim­i­ti­va deri­va das paixões: ela é exte­ri­or aos entes (mes­mo aos inteligentes), pois é pos­sív­el achar relações entre ambos (assim como estes as con­stituem entre si), que se chamam leis e, uma vez que as leis cor­rem – comu­ni­cam-se (derivam) – da natureza de tais ente, a razão é pre­sa de seus capri­chos e fan­tasias”.

Emb­o­ra Mon­tesquieu estivesse lig­a­do ao Oratório, teve uma edu­cação de base “human­ista” e “lib­er­al” do pon­to de vista reli­gioso, com ênfase na ciên­cia, segun­do os estu­diosos que anal­is­aram a vida e a obra de Mon­tesquieu (L. Des­graves, R. Shack­el­ton e M. C. Iglesias).

O mes­mo capí­tu­lo fala da influên­cia e análise das obras de Espinosa e Hobbes por Mon­tesquieu. Este últi­mo, segun­do o autor, teria sido toma­do como con­tem­porâ­neo por Mon­tesquieu, mas com análise críti­ca à sua obra, apon­tan­do erros e o ver­dadeiro sen­ti­do da obra do filó­so­fo e políti­co inglês. Mas há um pon­to em que Mon­tesquieu e Hobbes se tocam, no que se ref­ere às paixões. Ain­da nes­ta eta­pa da obra, anal­isa-se o con­tex­to históri­co e social do qual adveio Montesquieu.

Já o segun­do capí­tu­lo se des­ti­na à análise do esti­lo a que chegou e se moldou Mon­tesquieu. Esta parte faz uma breve mas ded­i­ca­da análise dos diver­sos esti­los literários: o ensaio, a for­ma moral­iste (esti­lo próx­i­mo da arte dos sofis­tas e retores da Antigu­idade), as séries e os ensaios breves, estes ado­ta­do por Mon­tesquieu. Os ensaios breves pos­suem qua­tro mod­os: as fábu­las, os car­ac­teres, as máx­i­mas e os pen­sa­men­tos. Há um para­le­lo sobre os esti­los bar­ro­co e clás­si­co, não ape­nas da lit­er­atu­ra mas tam­bém da arte, da maneira como um se con­trapõe ou se opõe ao out­ro. O autor tam­bém faz uma breve reflexão sobre o maneiris­mo, “uti­liza­do para o preenchi­men­to do que se diz ser uma lacu­na, na ter­mi­nolo­gia da ciên­cia da lit­er­atu­ra, um denom­i­nador comum para todas as tendên­cias literárias opostas ao clas­si­cis­mo (…)”.

O ter­ceiro capí­tu­lo tra­ta pro­pri­a­mente da obra de Mon­tesquieu e suas ponderações/conclusões sobre a políti­ca, espe­cial­mente, que foi o prin­ci­pal cam­po de análise do filó­so­fo. Mon­tesquieu foi tido como aris­totéli­co (clás­si­co), mas não com­par­til­ha a con­cepção dos temas essen­ci­ais da referi­da esco­la. Sua pro­dução, por out­ro lado, não é ape­nas retóri­ca, mas tam­bém poéti­ca ante a pre­sença de ele­men­tos fic­cionais. Muitos criticaram sua obra, por exem­p­lo, Voltaire, os jesuí­tas e os jansenistas. Mas sem enten­der que Mon­tesquieu, ao invés de quer­er tratar de cer­tos assun­tos em sua obra, pre­tendia, na ver­dade, exam­i­nar ou obser­var fatos e desen­har ou traçar princípios.

Mas a intenção de Mon­tesquieu não era de tornar algo ver­dadeiro ou imutáv­el, ou mes­mo dog­máti­co, mas sim fazem o leitor descon­fi­ar daqui­lo, inda­gan­do se era ver­dadeiro ou fal­so. As paixões con­duzem a nar­ra­ti­va de Montesquieu.

A monar­quia não era o regime de prefer­ên­cia de Mon­tesquieu, segun­do o autor, mas era a pas­sagem necessária para a real­iza­ção do pro­je­to que bus­ca­va: a liber­dade. O filó­so­fo francês dese­jou que o leitor apre­ci­asse sua obra mais céle­bre, O Espíri­to das Leis, como uma relação dire­ta à out­ra obra de sua auto­ria, as Car­tas Per­sas. Percebe­mos essa asso­ci­ação entre uma e out­ra obra através do encadea­men­to da filosofia, da moral, da políti­ca, da história e do dire­ito com a ficção, esta últi­ma pre­sente na segun­da obra mencionada.

Mon­tesquieu faz a abor­dagem da riqueza, avalian­do o comér­cio (ter­mo este que pode ser sub­sti­tuí­do por mer­ca­do) como noci­vo quan­do deixa de pro­duzir riqueza para todos e o faz para a dom­i­nação e aumen­to da riqueza de poucos, que assim fazem por meio da força. A hon­ra é uma força políti­ca, ao pas­so que o comér­cio é mar­gin­al. “O comér­cio não é liber­dade nem segu­rança, mas sat­is­fação de dese­jos que não são, por definição, públi­cos. Seu úni­co bene­fí­cio políti­co é a paz, mas ela não se gen­er­al­iza, não alcança os par­tic­u­lares”.

Assun­to que não pode­ria ser neg­li­gen­ci­a­do na obra de Mon­tesquieu é a questão da religião. Para ele, tratam-se de ape­nas con­sel­hos. De cer­ta maneira a tra­ta com iro­nia. Mon­tesquieu anal­isa a natureza humana (e as leis que dela derivam) a par­tir da obser­vação das obras de Thomas Hobbes e John Locke.

 

O autor con­tin­ua a nar­ra­ti­va de sua análise sobre o autor francês acer­ca dos regimes políti­cos sob o viés das paixões: monar­quia-hon­ra, repúbli­ca aris­tocráti­ca-con­tenção, repúbli­ca democráti­ca-vir­tude e despo­tismo-medo. Out­ro regime é o do comér­cio, sob a paixão da ambição/insatisfação. Nen­hum deles tol­era a paixão chama­da liber­dade, que é o ver­dadeiro propósi­to da obra de Mon­tesquieu. “O livro, com efeito, não tem­ati­za as leis senão pela medi­ação de seu espíri­to”.

Por fim, o quar­to capí­tu­lo faz uma con­clusão sobre o des­ti­no ou escopo da obra de Mon­tesquieu, fazen­do um exce­lente para­le­lo com a arte: a pro­dução deste se assemel­ha ou se aprox­i­ma do cubis­mo, cujo expoente maior é o pin­tor espan­hol Pablo Picas­so, que viria a nascer somente após mais de um sécu­lo. Fala tam­bém sobre os praz­eres bus­ca­dos pelo ser humano.

A obra é de uma riqueza sin­gu­lar, pois faz uma análise pro­fun­da e difer­ente do que ocorre com a inter­pre­tação – diga-se, cor­riqueira ou mes­mo “vul­gar” – das lições de Mon­tesquieu. Não deixa de ser uma obra filosó­fi­ca, pois abor­da a visão de um intér­prete, de grande respeito, sobre a obra do filó­so­fo e políti­co francês.

E a obra não deixa de ser atu­al porque advém de um autor que se sobrepôs ao seu tem­po, como Leonar­do da Vin­ci era extrema­mente avança­do em relação à sua época. Nos­sa her­ança históri­ca e con­sti­tu­cional se pau­ta nos diz­eres e lições de Montesquieu.

Vive­mos uma época de efer­vescên­cia políti­ca e ide­ológ­i­ca, tan­to no Brasil como no mun­do. E a obra do autor res­ga­ta uma clás­si­co da lit­er­atu­ra e da políti­ca (e mes­mo do dire­ito) para chamar a atenção de que as for­mas de par­tic­i­pação políti­ca estão se deixan­do pelas paixões – rai­va, medo e intol­erân­cia – inco­er­ente com a condição de nos­so Esta­do de Dire­ito, que pri­ma pela diver­si­dade e tolerância.

A obra de Mon­tesquieu parece ser de difí­cil leitu­ra, mas deve ser vista como uma obra de ficção e lit­er­atu­ra, como o próprio autor sug­ere, movi­do pela liber­dade (não ape­nas de con­teú­do mas tam­bém da for­ma). Ele não quer ser enten­di­do como doutri­nador ou dog­máti­co, mas sim como um provo­cador ou insti­gador do pen­sa­men­to humano, fazen­do com que as pes­soas pensem e se manifestem.

Con­forme as palavras do filó­so­fo jurista, “ficamos inteligentes dialo­gan­do com as pes­soas, e não com máquinas ou ani­mais”. Vale a leitura.

 

[1] Alfre­do Attié. Mon­tesquieu. Lis­boa: Chi­a­do, 2018.

Cibercultura e Direitos Fundamentais

Cibercultura e Direitos Fundamentais

No arti­go a seguir, a advo­ga­da e jor­nal­ista Tal­itha Camar­go da Fon­se­ca anal­isa a conexão do cotid­i­ano  com a inter­net e seu poten­cial de vio­lação dos dire­itos humanos.

 

A Ciber­cul­tura e afronta aos dire­itos fundamentais 

A inter­net se tornou indis­pen­sáv­el para grande parte da pop­u­lação. Quem diria que a tec­nolo­gia que mais amamos tam­bém pode nos levar a ruína.

Se anal­isásse­mos como a inter­net foi desen­volvi­da no pós-segun­da grande guer­ra mundi­al, saberíamos que nos­sa tec­nolo­gia seria uma for­ma de poder. Um poder cada vez maior, como se fos­se (ou de fato o seja) ape­nas uma bus­ca pelo con­t­role. É o que acon­tece quan­do procu­ramos con­tro­lar uns aos out­ros e nada mais. Esta­mos fada­dos à extinção a menos ao que tange parte de nos­sa liber­dade. Liber­dade de escol­ha e de for­mação de opinião por fun­da­men­tos real­mente val­i­da­dos pela ver­dade históri­ca e cientifica.

Será que a ciber­cul­tura já nos implan­tou chips? Será que estão trav­es­ti­dos de smar­phones que nos rasteiam pelos algo­riti­mos do Google Maps e por pesquisas nos sites de bus­ca? Ou ain­da por cur­tidas e com­par­til­hamen­tos em redes de socia­bil­i­dade que podem afe­tar dras­ti­ca­mente nos­so humor, nos­sa pop­u­lar­i­dade e tam­bém nos­sa capaci­dade de inter­ação entre o mun­do real e vir­tu­al? Prin­ci­pal­mente pelo alar­mante número de casos reg­istra­dos como ilíc­i­to dig­i­tais, prin­ci­pal­mente rela­ciona­dos aos crimes con­tra hon­ra, como se a inter­net fos­se uma ter­ra sem leis.

O ide­al­is­mo da cul­tura dig­i­tal na déca­da de sessen­ta era sobre começar com o recon­hec­i­men­to da pos­sív­el ignorân­cia, e ten­tar imag­i­nar uma maneira de superá-la com beleza e cria­tivi­dade pro­por­ciona­da pela lumi­nosi­dade de ideias e afa­s­tan­do o igno­ra­do, inter­conectan­do glob­al­mente as pessoas.

Ocorre que tal lumi­nosi­dade de ideias, tam­bém foi um tiro no escuro do descon­t­role da cul­tura em torno da tec­nolo­gia, para que ela não deixe de ser tão boni­ta e tão sig­ni­fica­ti­va, tão pro­fun­da e tão infini­ta­mente cria­ti­va, tão cheia de poten­cial infini­to e que nos impeça de come­ter um homicí­dio da dig­nidade humana.

Falam­os sobre a extinção dig­nidade humana, no sen­ti­do de não deixar­mos de esper­ançar e pro­duzir um futuro promis­sor e infini­ta­mente cria­ti­vo. Acred­i­ta­mos ain­da que a capaci­dade de pen­sar e exte­ri­orizar seu pen­sa­men­to é o mel­hor dom que o ser humano pos­sui, e que um crime seria o cárcere de ideias quan­do elas podem ser ampla­mente difun­di­das como ocorre na internet.

No caso da real­i­dade vir­tu­al, as pes­soas desco­bri­ram uma nova lin­guagem. Elas viram como novas aven­turas, nova inten­si­dade, novo sig­nifi­ca­do, novas maneiras de se conec­tar, imag­i­nar e até mes­mo cri­ar os fil­hos. É uma bela visão, porém assom­bra­da pelo lado manip­u­lador do que ela pode se tornar, se já não o for. Nor­bert Wiener, um primeiros cien­tis­tas da com­putação, escreveu — “The Human Use Of Human Beings[1]” – pub­li­ca­do em 1954, descreveu a poten­cial cri­ação de um sis­tema no qual cole­taria dados das pes­soas e daria um feed­back a elas em tem­po real a fim de colocá-las de for­ma poten­cial e estatís­ti­ca numa caixa de exper­i­men­tos em um sis­tema com­por­men­tal. Mas naque­le momen­to, Wiener retra­tou ape­nas como um com­por­ta­men­to men­tal e tal futuro seria tec­no­logi­ca­mente inviável.

Ocorre que, com entu­si­as­mo acred­i­ta­mos na ciber­cul­tura e em seu aces­so ilim­i­ta­do e irrestri­to para todos (sem imag­i­n­ar­mos o sus­ten­tácu­los dessa igual­dade tec­nológ­i­ca). Assim, a úni­ca solução plausív­el seria o mod­e­lo de pub­li­ci­dade. Desse modo o Google nasceu gra­tu­ito, mas com anún­cios, o Face­book nasceu gra­tu­ito, mas com anún­cios. E a lei de Moore, que deter­mi­na que os com­puta­dores tor­nam-se cada vez mais efi­cientes e mais baratos, com algo­rit­mos mel­hores e exercendo um con­t­role de com­por­ta­men­to como Nor­ton Wiener temia.

Deste modo, as redes soci­ais são ver­dadeiros impérios de mod­i­fi­cação de com­por­ta­men­to. Assim como poderíamos treinar um cão para sali­var usan­do somente um sino ape­nas com um sím­bo­lo, estão as redes soci­ais como meios de punição e rec­om­pen­sa. Temos a peque­na emoção de quan­do alguém gos­tou (cur­tiu) e/ou com­par­til­hou uma pub­li­cação; ou não gostaram dis­so e não gan­hou a atenção dev­i­da, ou quan­do sofrem a super exposição da exposição. Dis­tribuí­dos de tal for­ma que somos pre­sos nesse ciclo, con­forme recon­heci­do pub­li­ca­mente por muitos cri­adores do sis­tema, todos sabi­am o que esta­va acontecendo.

Nesse ambi­ente com­er­cial, há um novo tipo de difer­ença que se esquiv­ou do mun­do acadêmi­co durante algum tem­po: se os estí­mu­los pos­i­tivos são mais efe­tivos que os neg­a­tivos em difer­enças cir­cun­stan­ci­ais; os estí­mu­los neg­a­tivos são mais baratos, são estí­mu­los de barganha.

Os clientes dess­es impérios de mod­i­fi­cações de com­por­ta­men­to estão num ciclo muito rápi­do. Com­er­ciantes em alta fre­quên­cia recebem feed­back de suas despe­sas ou quais­quer que sejam suas ativi­dades se não estão gas­tan­do. Nesse ínter­im, o indi­ví­duo vive em uma sociedade vir­tu­al plur­al com suas diver­si­dades cul­tur­ais, val­o­rati­vas, de con­hec­i­men­to, padrões soci­ais e maneiras de agir, con­forme o espel­ho da nos­sa real­i­dade física.

Nesse con­tex­to podemos pen­sar que a con­du­ta humana vir­tu­al aca­ba por ser influ­en­ci­a­da dire­ta­mente por aque­les que encon­tram-se conec­ta­dos ou seja, na for­ma de vestir ou nas ambições mate­ri­ais e profis­sion­ais, ou ain­da nos lugares a fre­quen­tar e ten­do uma fal­sa ideia de recon­hec­i­men­to pelas ações indi­vid­u­ais que se difun­dem em meio ao cole­ti­vo vir­tu­al por meio de fatos sociais.

Do pon­to de vista de Durkheim, a expressão fato social: “é empre­ga­da cor­rente­mente para des­ig­nar mais ou menos todos os fenô­menos que se dão no inte­ri­or da sociedade, por menos que apre­sen­tem, com uma cer­ta gen­er­al­i­dade, algum inter­esse social[2]”.

Sobre ess­es fatos exte­ri­ores à von­tade indi­vid­ual, Durkheim, explici­ta que: “uma ordem de fatos que apre­sen­tam car­ac­terís­ti­cas muito espe­ci­ais: con­sis­tem em maneiras de agir, de pen­sar e de sen­tir, exte­ri­ores ao indi­ví­duo, e que são dotadas de um poder de coerção em vir­tude do qual ess­es fatos se impõem a ele[3].”

Assim fica claro que a práti­ca de fatos soci­ais é iner­ente ao cotid­i­ano humano pelo fato de con­viv­er com out­ros indi­ví­du­os e praticar ações das mais sim­ples pos­síveis às mais com­plexas, que tam­bém são prat­i­cadas pelos out­ros e que tor­nam-se uma neces­si­dade para o con­vívio coletivo.

Muitas vezes o indi­ví­duo não quer tam­bém se ade­quar à maneira de agir da sociedade con­tu­do, ir con­tra a maneira de agir cole­ti­va cria reações soci­ais pelo fato da fuga aos padrões cotid­i­anos preesta­b­ele­ci­dos. A sociedade o cen­sura de for­ma que nem todas as ações que o indi­ví­duo gostaria de ado­tar são fac­tíveis no cotid­i­ano (Durkheim) acres­cen­ta que: ess­es tipos de con­du­ta ou de pen­sa­men­to não ape­nas são exte­ri­ores ao indi­ví­duo, como tam­bém são dota­dos de uma força imper­a­ti­va e coerci­ti­va em vir­tude da qual se impõem a ele, quer ele queira, quer não[4].

É aí que vem a coação social. O indi­ví­duo é psi­co­logi­ca­mente coagi­do a deter­mi­nadas con­du­tas ou pon­tos de vista e, uma vez que fuja a ess­es padrões existe uma cen­sura obje­ti­va que parte da sociedade para com ele, excluindo‑o do grupo social ou ain­da a cen­sura sub­je­ti­va onde o medo impera no sub­con­sciente indi­vid­ual reprimindo‑o a deter­mi­nadas práti­cas por não quer­er ser excluí­do ou vis­to neg­a­ti­va­mente pelo grupo social em que con­vive ain­da que virtualmente.

Sendo hoje incon­testáv­el porém, que a maior parte de nos­sas ideias e de nos­sas tendên­cias não seja elab­o­ra­da por nós mas nos vem de fora, elas só podem pen­e­trar em nós impondo-se.

Nesse pris­ma, tem-se ain­da que os indi­ví­du­os são molda­dos a viv­er na sociedade de maneira a seguir padrões impos­tos coerci­ti­va­mente a eles ou de maneira obje­ti­va pela cen­sura dire­ta da sociedade, ou de maneira sub­je­ti­va pela cen­sura que ele mes­mo faz de seus atos (e aí entra a questão do medo de ser excluí­do dos gru­pos soci­ais), ou pela cen­sura impos­ta de maneira mais per­sua­si­va ou seja, fru­to de con­cepções cristal­izadas no dire­ito onde sanções podem ser apli­cadas pelo fato do des­cumpri­men­to de uma lei (é o caso de matar alguém, quan­do o indi­ví­duo vai respon­der crim­i­nal­mente inclu­sive com a pri­vação de sua liberdade).

Essa mod­u­lação já é impos­ta ao indi­ví­duo des­de seu nasci­men­to de for­ma que, segun­do Durkheim: […] “bas­ta obser­var a maneira como são edu­cadas as cri­anças. Quan­do se obser­vam os fatos tais como são e tais como sem­pre foram, salta aos olhos que toda edu­cação con­siste num esforço con­tín­uo para impor à cri­ança maneiras de ver, de sen­tir e de agir às quais ela não teria chega­do espon­tanea­mente[5]”. Ou seja, des­de que nasce o indi­ví­duo começa a ser molda­do para viv­er na sociedade seguin­do cer­tos padrões.

Talvez por esse moti­vo tem-se hoje uma sociedade em que os indi­ví­du­os pas­sam boa parte do tem­po assistin­do pro­gra­mas de tele­visão que con­duzem sua maneira de ver o mun­do de for­ma a não se man­i­fes­tar subita­mente pelas for­mas de gov­er­no que muitas vezes acabam por explo­rar sua for­ma de viv­er com a cobrança ou estip­u­lação de altos impos­tos que pos­te­ri­or­mente acabam por ir para mãos erradas.

O exem­p­lo do pará­grafo ante­ri­or é bem sig­ni­fica­ti­vo pois, quan­do indi­vid­ual­mente a pes­soa é rouba­da ela reage ao crime ou vai à del­e­ga­cia de polí­cia reg­is­trar o fato enfim, ime­di­ata­mente ela reage. Já quan­do a ação é per­ante uma cole­tivi­dade, o medo de agir da mes­ma for­ma e ser cen­sura­do o reprime, fru­to do maniqueís­mo que lhe é impos­to cotid­i­ana­mente através das infor­mações veic­u­ladas nos meios de comu­ni­cação que lhe impõem a sub­mis­são e espera que um líder tome a frente e comande um movi­men­to em respos­ta aos abu­sos cometi­dos con­tra ela.

Partin­do da com­preen­são de que o dire­ito do con­sum­i­dor é um dire­ito humano de ter­ceira ger­ação e con­soante com os ensi­na­men­tos de Bob­bio com­preende-se que, a vio­lação de um dire­ito do con­sum­i­dor é tam­bém uma vio­lação aos dire­itos humanos vis­to que um é expressão do out­ro, sendo que quan­do se asse­gu­ra ou recon­hece tais dire­itos, através de uma sis­temáti­ca legal esta­b­ele­ci­da, ver­i­fi­ca-se um reforço a tal entendimento.

Ada Pel­le­gri­ni Gri­nover em A Mar­cha do Proces­so, expres­sa: “ao con­trário, os inter­ess­es soci­ais são comuns a um con­jun­to de pes­soas, e somente estas. Inter­ess­es espal­ha­dos e infor­mais à tutela de neces­si­dades cole­ti­vas, sin­teti­ca­mente refer­íveis à qual­i­dade de vida. Inter­ess­es de mas­sa, que com­por­tam ofen­sas de mas­sa e que colo­cam em con­traste gru­pos, cat­e­go­rias, class­es de pes­soas. Não mais se tra­ta de um feixe de lin­has para­le­las, mas de um leque de lin­has que con­vergem para um obje­to comum e indi­visív­el. Aqui se inserem os inter­ess­es dos con­sum­i­dores, ao ambi­ente, dos usuários de serviços públi­cos, dos investi­dores, dos ben­efi­ciários da pre­v­idên­cia social e de todos aque­les que inte­gram uma comu­nidade com­par­til­han­do de suas neces­si­dades e de seus anseios.[6]

Enfa­ti­zan­do a importân­cia dos dire­itos humanos Schiefer, esclarece que “os dire­itos humanos têm um lugar con­sid­eráv­el na con­sciên­cia políti­ca e jurídi­ca con­tem­porânea. Impli­cam, com efeito, um esta­do de dire­ito e o respeito das liber­dades fun­da­men­tais sobre as quais repousa toda democ­ra­cia”[7].

Dessa for­ma, a liber­dade de escol­ha, diante de estí­mu­los con­stantes de pro­pa­gan­das, pode-se con­sid­er­ar uma afronta ao Dire­ito do Con­sum­i­dor, que está inte­gran­do o rol dos dire­itos fun­da­men­tais sendo expressão dos Dire­itos Humanos, o Esta­do Democráti­co de Dire­ito deve asse­gu­rar e pro­te­ger tais dire­itos garan­ti­n­do-os a todos de for­ma igual­itária, o que existe no orde­na­men­to jurídi­co brasileiro dev­i­da­mente asse­gu­ra­do na Con­sti­tu­ição Fed­er­al de 1988 na Lei nº 8.078/90 e leg­is­lação com­ple­men­tar onde o leg­is­lador brasileiro, com­preen­den­do que a vio­lação aos dire­itos dos con­sum­i­dores é uma vio­lação aos dire­itos humanos, tra­tou de asse­gu­rar e dar pro­teção a tais direitos.

E ain­da a super exposição da exposição, pela teo­ria do lim­ites (gri­fo nos­so), que surgiu detal­han­do que os der­i­tos fun­da­men­tais surgem no final no sécu­lo XVIII, como uma for­ma de retrição de poder do Esta­do, vin­do a pro­te­ger os indi­ví­du­os em face do poder do Esta­do. Eis que temos o surg­i­men­to de um para­doxo: os dire­itos fun­da­men­tais sug­em para lim­i­tar o poder do Esta­do. Entre­tan­to, o Esta­do deve exercer atos que limi­tam os dire­itos fundamentais.

Não seria a inter­net, como uma nova for­ma de poder, poder de con­t­role tam­bém de ter uma lim­i­tação? Ou o Esta­do Vir­tu­al é inleg­is­láv­el por man­ter seus prove­dores em Esta­dos diversos?

Pense­mos ain­da que exis­tam ações que saem da maneira indi­vid­ual de agir, é o caso de ir tra­bal­har. Inde­pen­dente do indi­ví­duo faz­er essa ação ela con­tin­uará existin­do para os out­ros indi­ví­du­os que fazem parte da sociedade, nascen­do os fatos soci­ais mais rel­e­vantes dota­dos de imper­a­tivi­dade oca­sion­a­da por uma con­sciên­cia cole­ti­va de mod­u­lação de com­por­ta­men­tos por meio de feed­back ime­di­atos, de uma sociedade inte­gral­mente conec­ta­da entre o rápi­do e o rapidís­si­mo, que leve ao con­sumo desreg­u­la­do e a sub­je­tivi­dade das relações sociais.

Afi­nal, a hipertec­nolo­gia tem esta­b­ele­ci­do um sis­tema de patrul­ha e con­t­role nun­ca antes vis­to na história da humanidade, gal­g­amos a pri­ma facie tec­nológ­i­ca e nos desnudamos na pro­teção a vida pri­va­da, divin­dade humana, respeito ao con­sum­i­dor – prin­ci­pal­mente em relação a sua saúde men­tal, já que o tem­po todo esta­mos sendo abor­da­dos pelo mer­ca­do – pelo sis­tema de con­sumo de mate­ri­ais, ideias, noti­cias fal­sas e ver­dadeiras, cur­tidas, com­par­til­hamen­tos e superexposição.

Notas:

[1] Wiener, N. The Human Ouse Of Human Beings: Cybern­er­tics and Soci­ety, ed. 1968, orig­i­nal de 1954.

[2] Durkhiem, Émile. As Regras do Méto­do Soci­ológi­co. trad, brasileira, 3 ed. São Paulo: Mar­tins Fontes, 2007.

[3] Durkheim. op. cit.

[4] id. ibid.

[5]  id.ibid.

[6] Gri­nover, Ada Pel­le­gri­ni. Códi­go Brasileiro de Defe­sa do Con­sum­i­dor: comen­ta­do pelos autores do anteprojeto/ Ada Pel­le­gri­ni Grinover…[et. al.] — 7ª. Edição. Rio de Janeiro: Forense Uni­ver­sitária, 2001. P.8.

[7] Schiefer, Uyára. Sobre os dire­itos fun­da­men­tais da pes­soa humana. Revista Per­sona. Disponív­el em http://revistapersona.com.ar/Persona28/28Schiefer.htm. Aces­so em: 02/09/2019 14:49.

Tal­itha Camar­go da Fon­se­ca é jor­nal­ista e advo­ga­da, com pós-grad­u­ação em Dire­ito Públi­co pela Uni­ver­si­dade Anhanguera Uniderp.

Academia Sergipana de Letras Jurídicas

Academia Sergipana de Letras Jurídicas

O Pres­i­dente da Acad­e­mia Paulista de Dire­ito, Alfre­do Attié, rece­beu do Desem­bar­gador Fed­er­al Paulo Fontes os livros Dire­itos Fun­da­men­tais e Reflex­os nas Relações Soci­ais, Patronos e Fun­dadores da Acad­e­mia Sergi­pana de Letras Jurídi­cas, e Neo­con­sti­tu­cional­is­mo e Ver­dade.

São impor­tantes con­tribuições tan­to para a história do dire­ito brasileiro, quan­to para a teo­ria da con­sti­tu­ição e dos dire­itos fundamentais.

Patronos e Fun­dadores, coor­de­na­do por Adélia Mor­eira Pes­soa, Pres­i­dente da ASLJ, e Car­los Augus­to Alcân­tara Macha­do e Clôvis Bar­bosa de Melo, Acadêmi­cos Tit­u­lares da ASLJ, pub­li­ca­do em 2015 pela Acad­e­mia Sergi­pana e pela Edi­to­ra Evo­cati, con­ta a história da Acad­e­mia, fun­da­da em 1975, nar­ran­do a biografia e a obra tan­to de seus patronos quan­to de seus fundadores.

Adélia Mor­eira Pes­soa e Car­los Augus­to Alcân­tara Macha­do tam­bém coor­de­nam, ao lado de Flavia Mor­eira Guimarães Pes­soa, Dire­itos Fun­da­men­tais, pub­li­ca­do em 2017 pela Edi­to­ra Evo­cati, em Sergipe. Impor­tantes juris­tas e estu­diosos brasileiros dis­cutem o tema, em arti­gos teori­ca­mente den­sos, mas sem des­cuidar da reflexão prag­máti­ca sobre a real­i­dade jurídi­ca brasileira. Paulo Fontes con­tribui com o tex­to “Liber­dade de Religião e Lai­ci­dade no Brasil”. O livro tam­bém traz dois dis­cur­sos pro­feri­dos na ASLJ.

Em sua 2a. edição, Neo­con­sti­tu­cional­is­mo e Ver­dade, pub­li­ca­do pela Lumen Juiris, de Paulo Fontes, já se mostra um clás­si­co do pen­sa­men­to jurídi­co-con­sti­tu­cional e críti­co no Brasil, ao debater em pro­fun­di­dade um dos temas mais del­i­ca­dos da real­i­dade jurídi­ca brasileira.

O diál­o­go acadêmi­co e o enriquec­i­men­to doutrinário, bem como a con­stante tro­ca de saberes e boas práti­cas pelas Acad­e­mias jurídi­cas, que con­gregam os mais impor­tantes juris­tas brasileiros, trazem uma ren­o­vação con­stante à vida dos direitos.

A Acad­e­mia Paulista de Dire­ito sente-se imen­sa­mente gra­ta com a gen­tileza e a pre­sença de sua irmã Acad­e­mia Sergi­pana de Letras Jurídicas.

Esse encon­tro literário ren­o­va as esper­anças na real­iza­ção do papel civ­i­liza­cional que o dire­ito vem rep­re­sen­tan­do no cur­so de sua história.